Pratico esta coisa da vida, estou nesta coisa da vida, passo por esta coisa da vida como se se tratasse duma caminhada por caminho fácil. Sem grandes escolhos, sem grandes problemas, sem acidentes de maior. Somos meninos não sentimos passar a vida, somos jovens não sentimos que a vida passa por nós, chegamos a adultos, desprezamos a vida.
E quando chegamos a uma idade em que conseguimos pensar um pouco na vida, a vida troça de nós.
E, se somos capazes, se o merecemos,se não duvidamos, só nos resta sorrir.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Classe média alta
As cortinas agitam-se deixando a espaços a luz límpida desta manhã de dezembro entrar pela sala adentro iluminando a poeira levantada pelo aspirador que a Amélia vai levando a todos os cantos.
A família reunira-se no dia anterior,num jantar ruidoso, numa mesa comprida onde, filhos e filhas, noras e genros, netos e netas, cumpriam a praxe de jantar nos sábados de cada semana em casa dos pais. Sentavam-se dezoito à mesa, duas vezes por mês arroz de pato, nas outras duas, cozido à portuguesa. Fruta da quinta, vinho do cooperativa e doces que, por força dos costumes, eram as surpresas que os filhos traziam.
O jantar, como sucedia quase sempre, terminara depois das onze, dos cafés, das anedotas mais recentes, das guerras com os netos mais novos para que caminhassem para o vale dos lençois.
Amélia, nos domingos sempre a primeira a levantar-se, na ausência da empregada doméstica,completava nessas manhãs a arrumação da sala,o seu orgulho era sempre recompensado pela boa disposição da família e ausência de reparos das filhas ou das noras, essas críticas femeninas que por vezes nem precisam de palavras - em particular as provindas das noras.
Eram costumes da então chamada classe média alta.
A família reunira-se no dia anterior,num jantar ruidoso, numa mesa comprida onde, filhos e filhas, noras e genros, netos e netas, cumpriam a praxe de jantar nos sábados de cada semana em casa dos pais. Sentavam-se dezoito à mesa, duas vezes por mês arroz de pato, nas outras duas, cozido à portuguesa. Fruta da quinta, vinho do cooperativa e doces que, por força dos costumes, eram as surpresas que os filhos traziam.
O jantar, como sucedia quase sempre, terminara depois das onze, dos cafés, das anedotas mais recentes, das guerras com os netos mais novos para que caminhassem para o vale dos lençois.
Amélia, nos domingos sempre a primeira a levantar-se, na ausência da empregada doméstica,completava nessas manhãs a arrumação da sala,o seu orgulho era sempre recompensado pela boa disposição da família e ausência de reparos das filhas ou das noras, essas críticas femeninas que por vezes nem precisam de palavras - em particular as provindas das noras.
Eram costumes da então chamada classe média alta.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Dona de casa
Esticou o fio puxando uma das pontas e pendurou a roupa lavada segurando-a com as pinças de madeira. O fio formou um grande arco e ela resmungou "raio de fio o vestido já roja no chão". O marido entretido a ver o trabalho dela não resistiu à crítica "então mulher já te esqueceste das catenárias?" e ela continuando o resmungo " qais catenárias vê se te mexes e m'arranjas um arame forte para pendurar as cuecas e as saias e os lençois|" e o marido, implacável: "andaste tu nos estudos e não aprendeste nada, claro o professor engraçou contigo e passou-te administrativamente" e ela, depois de pendurar mais umas calcinhas "olha, Mariano,também tive melhores notas que tu, mesmo com professoras mulheres"ele não queria a derrota e "mas p´raqé que te serviu o curso, não quiseste trabalhar, na quiseste encontrar emprego"e ela "pois, vocês homens nunca dão valor ao nosso trabalho, quando acabei o curso já me tinhas emprenhado três vezes e o que m'entregavas pr'á casa na dava para ter empregada doméstica, alguma vez reparaste no que eu fazia em casa?e tu aqui, meu lindo, era voltares e encontrares os filhos tratados, a mesa posta e as refeições prontas."
O marido, impávido, dobrou o jornal e exclamou:
-Bem, deixa-me ir lavar as mãos, são horas de almoço!
O marido, impávido, dobrou o jornal e exclamou:
-Bem, deixa-me ir lavar as mãos, são horas de almoço!
domingo, 27 de novembro de 2011
Aguardo
Escrevi, enviei, aguardo ansioso a resposta. Que decidirá os meus humores quando a receber. Não foi ium isco que atirei aos ventos amigos do futuro. Foi apenas outra tentativa da minha ambição de felicidade.
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