- Carlos, vamos iniciar uma experiência nesse sentido, aproveitando o núcleo dos colaboradores da FAP e e de toda a gente muito carenciada que auxiliamos. Se a fundação conseguir provar que é poosível uma comunidade viver sem dinheiro, teremos dado um passo de gigante. Porém não sei se todos estaremos preparados para uma maudança tão radical.
Carlos não perdeu a ocasião para insistir:
- Continuo na minha, duvido que possamos voltar três mil anos atrás, para o sistema económico do toma lá dá cá, toma lá batatas, tu dás-me bananas.
- Carlos, fazes-me repetir o que já disse. A ideia não é a de trocar isto por aquilo mas sim de empregar os méritos próprios para o que se pretenda adquirir. Portanto, para a primeira expriência iremos começar pela avaliação, em méritos, de tudo o que se queira e possa adquirir desde qualquer objecto a qualquer serviço.
- Portanto para obteres seja o que fôr, objecto ou serviço, terás de possuir os méritos necessários, será assim?
- Exacto.
- E como irás conseguir méritos?
- O que eu farei para a comunidade, para o poder local, para qualquer pessoa, tornar-me-á credível dum certo número de méritos, que me serão creditados na central de méritos. Esta actuará como hoje actuam os bancos, usando os cartões de crédito. Contudo a grande diferença do nosso projecto estará na ausência de lucro, dos cartões e dos bancos.
- Como é isso da ausência de lucro? Qual a empresa que não se destina a obter lucros resultantes da sua actividade?
- Carlos, calma. O que estamos projectando não é acabar com os lucros das empresas agora existentes, isso sim, isso seria irreal, impossível nos tempos mais próximos. O que estamos projectando é apenas a experiência dum novo sistema de vida que, entre outras coisas, permita evitar ou anular os inconvenientes que o sistema monetário actual apresenta e que como todos verificamos, se ampliam cada ano que passa. Novo sistema que, talvez num futuro mais ou menos longínquo, conduza à eliminação do lucro e, por tabela contribua para a redução e erradicação das crises e da pobreza.
Carlos não se conteve:
- Espero que seja para o tempo dos filhos dos meus bisnetos...
- Já não seria mau
.
Foi a vez de Laura intervir:
- Fernando, explica-nos o que fará essa central de méritos que referiste.
- Essa central creditará na sua memória todos os méritos que cada um consiga e fornecerá informação, mediante um código de entrada, sobre o saldo de méritos existente em cada conta. Como nos bancos, onde existe a memória dos movimentos das contas de cada depositante nesse banco. Porém com duas diferenças importantes: todas as memórias estarão numa única central de méritos e a tua mão ou os dedos da tua mão serão o teu cartão de crédito. Não serão necessários números secretos, não precisaremos de renovar cartões - esse grande negócio actual dos bancos - não haverá comissões, et cetera. A cenral, de início, funcionará na FAP ou numa empresa que se constitua para o efeito. Esta é a minha ideia do sistema. Para a concretizar, como vos disse, necessitaremos duma primeira experiência, dum período experimental mais ou menos longo e de muita investigação.
Júlia, que se mantivera até aí fora do diálogo, aproveitou a deixa do marido:
- Fernando, diz-me, os distribuidores sabem deste teu projecto?
- Falei com os principais, apenas de forma superficial, no sentido de lhes despertar curiosidade. Não me alonguei em explicações como as que agora expus, só pedi que a uma próxima renião levem algumas opiniões ou ideias.
- Não referiste Fernando, outra vantagem muito importante da não utilização dos cartões de crédito: a ausência das dívidas que aumentam estilo bola de neve, dívidas provenientes da utilizaão incontrolada, por parte de muitas famílias, dos cartões de crédito. Nos Estados Unidos, cada família utiliza em média, oito ou nove cartões. Essa forma de crédito constitui uma das principais fontes de receita das famílias americanas, aumentando dia a dia os incobráveis.**
**- Em 2008 cada família americana(dos USA) possuia em média, 13 cartões de crédito e os grandes bancos, incluindo o próprio banco central, registaram aumentos superiores a 50% no não pagamento das dívidas dos titulares dos cartões de crédito, dívidas que, por sua vez, aumentaram 75% nos últimos dez anos.
(continua)
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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domingo, 8 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Foolhetim - Sonho de sorte - 78 -
Laura não hesitou:
- Eu nem me lembrei, Carlos, de te falar disto, não porque fosse segredo mas porque normalmente não tocamos nos problemas da minha ocupação na fundação. Todavia, se tens interesse, digo-te que estamos a projedctar grandes iniciativas, conta-lhe Fernando, conta-lhe.
- Bem, além da fábrica de produtos alimentares, temos outro objectivo em mente. Consistirá no ensaio duma experiência dum novo tipo de vida. Vamos tentar dentro do grupo dos colaboradores da FAP e dos beneficiados com as ofertas, iniciar, de forma progressiva, um sistema de vida que não necessite de dinheiro. Procuraremos produzir o que seja essencial para a vida dessa comunidade...
- Fernando, isso é uma pura utopia!
- Carlos, não pretendemos produzir de imediato tudo o que é necessário, nem temos a pretensão de hoje ou amanhã fornecer todos os produtos e serviços que uma comunidade requer, iremos com calma mas em segurança, procurando primeiro garantir o fornecimento do que for mais simples de produzir, ao mesmo tempo que um centro, dentro da fundação, possa armazenar toda a informação obtida e fornecer de maneira imediata e prática a informação que possui.
- Continuo a dizer e pensar que é um projecto irreal, utópico.
- Carlos, temos discutido muito sobre utopias, sobre projectos irreais, sobre os impossíveis e tens de concordar que te tens enganado bastante, principalmente no que respeita à FAP - e Carlos, de forma sarcástica, retrucou:
- Pois claro, com o auxílio do homenzinho dos sonhos!
- Dizias ou não que êsse sonho era impossível? Porque é que agora êste projecto não se pode realizar?
- Qual projecto, Fernando? Não ser necessário dinheiro para vivermos?
- Sim, sim! Dá-me razões para que seja impossível.
Carlos soltou uma gargalhada bem sonora que despertou a atenção de vários outros convidades e disse:
- Fernandinho, o dinheirinho existe há mais de três mil anos!
- E entendes qaue isso é um argumento válido para que não o possamos eliminar? Porque não passas a viver numa palhota ou numa caverna, como o "homo sapiens" viveu durante dois milhões de anos e ainda alguns vivem hoje? Tudo o que é material um dia desaaparece, o resto, o que não é material, não sabemos se desaparece.
- Fernando, não queiras comparar dinhero com palhotas ou cavernas...
- Carlos, não me apresentes os teus costumados sofismas. Tu, que conheces e és um estudioso da história, sabes bem, podes dar-nos muitos exemplos, de atitudes, de estilos e formas de vida, de costumes, hábitos usos que perduraram por centenas e alguns até por milhares de anos e que desapareceram em poco tempo logo que a humanidade conheceu e reconheceu a sua inutilidade ou qpós descobrir novas formas de vida ou substitutos à altura que melhorassem a sua existência neste planeta. Alguns morreram na fogueira, outros fuzilaram-nos ou morreram em campos de concentração mas para todos não existiam as palavras utopia ou impossível na classificação das suas ideias.
O grupo à volta dos dois casais aumentara de forma considerável, seguindo a discussão com interesse crescente. Júlia, sabendo e conhecendo a pouca predilecção do marido por falar ou discutir em público qualquer assunto que estivesse relacionado com a fundação, tentou desviar as atenções noutro sentido:
- Bem, meninos, deixem de falar no dinheiro e vão buscar pratos para poderem provar o bacalhau à Gomes de Sá. Aqui é de borla, não precisam de dinheiro, toda a gente diz que está uma delícia. E esta travessa é a últiima..
- Lá vou, lá vou buscar o prato - disse Carlos. Mas Fernando, não ficarias sem resposta se eu não gostasse tanto deste bacalhau.
O grupo desagregou-se, Fernando ficou aliviado, não era o local mais propício para o assunto da conversa anterior. Agradava-lhe sempre falar com Carlos sobre os projectos, sucessos, dificuldades da sua vida e dos problemas e realizações da fundação. Por isso, ao fim dessa tarde, depois de todos os convidados, excepto Laura e Carlos, se despedirem, Júlia disse aos amigos:
- Temos ainda, pelo relógio biológico da Carolina, meia hora antes da sua mamada. Carlos, podemos continuar a conversa que eu interropi.
- Eu percebi a tua boa intenção quando cortaste a nossa discussão. Realmente o tema era muito interessante, posso saber mais dessa vossa ideias de não usarmos dinheiro? Responde Fernando, eras tu que estavas a tentar convencer-me.
(continua)
- Eu nem me lembrei, Carlos, de te falar disto, não porque fosse segredo mas porque normalmente não tocamos nos problemas da minha ocupação na fundação. Todavia, se tens interesse, digo-te que estamos a projedctar grandes iniciativas, conta-lhe Fernando, conta-lhe.
- Bem, além da fábrica de produtos alimentares, temos outro objectivo em mente. Consistirá no ensaio duma experiência dum novo tipo de vida. Vamos tentar dentro do grupo dos colaboradores da FAP e dos beneficiados com as ofertas, iniciar, de forma progressiva, um sistema de vida que não necessite de dinheiro. Procuraremos produzir o que seja essencial para a vida dessa comunidade...
- Fernando, isso é uma pura utopia!
- Carlos, não pretendemos produzir de imediato tudo o que é necessário, nem temos a pretensão de hoje ou amanhã fornecer todos os produtos e serviços que uma comunidade requer, iremos com calma mas em segurança, procurando primeiro garantir o fornecimento do que for mais simples de produzir, ao mesmo tempo que um centro, dentro da fundação, possa armazenar toda a informação obtida e fornecer de maneira imediata e prática a informação que possui.
- Continuo a dizer e pensar que é um projecto irreal, utópico.
- Carlos, temos discutido muito sobre utopias, sobre projectos irreais, sobre os impossíveis e tens de concordar que te tens enganado bastante, principalmente no que respeita à FAP - e Carlos, de forma sarcástica, retrucou:
- Pois claro, com o auxílio do homenzinho dos sonhos!
- Dizias ou não que êsse sonho era impossível? Porque é que agora êste projecto não se pode realizar?
- Qual projecto, Fernando? Não ser necessário dinheiro para vivermos?
- Sim, sim! Dá-me razões para que seja impossível.
Carlos soltou uma gargalhada bem sonora que despertou a atenção de vários outros convidades e disse:
- Fernandinho, o dinheirinho existe há mais de três mil anos!
- E entendes qaue isso é um argumento válido para que não o possamos eliminar? Porque não passas a viver numa palhota ou numa caverna, como o "homo sapiens" viveu durante dois milhões de anos e ainda alguns vivem hoje? Tudo o que é material um dia desaaparece, o resto, o que não é material, não sabemos se desaparece.
- Fernando, não queiras comparar dinhero com palhotas ou cavernas...
- Carlos, não me apresentes os teus costumados sofismas. Tu, que conheces e és um estudioso da história, sabes bem, podes dar-nos muitos exemplos, de atitudes, de estilos e formas de vida, de costumes, hábitos usos que perduraram por centenas e alguns até por milhares de anos e que desapareceram em poco tempo logo que a humanidade conheceu e reconheceu a sua inutilidade ou qpós descobrir novas formas de vida ou substitutos à altura que melhorassem a sua existência neste planeta. Alguns morreram na fogueira, outros fuzilaram-nos ou morreram em campos de concentração mas para todos não existiam as palavras utopia ou impossível na classificação das suas ideias.
O grupo à volta dos dois casais aumentara de forma considerável, seguindo a discussão com interesse crescente. Júlia, sabendo e conhecendo a pouca predilecção do marido por falar ou discutir em público qualquer assunto que estivesse relacionado com a fundação, tentou desviar as atenções noutro sentido:
- Bem, meninos, deixem de falar no dinheiro e vão buscar pratos para poderem provar o bacalhau à Gomes de Sá. Aqui é de borla, não precisam de dinheiro, toda a gente diz que está uma delícia. E esta travessa é a últiima..
- Lá vou, lá vou buscar o prato - disse Carlos. Mas Fernando, não ficarias sem resposta se eu não gostasse tanto deste bacalhau.
O grupo desagregou-se, Fernando ficou aliviado, não era o local mais propício para o assunto da conversa anterior. Agradava-lhe sempre falar com Carlos sobre os projectos, sucessos, dificuldades da sua vida e dos problemas e realizações da fundação. Por isso, ao fim dessa tarde, depois de todos os convidados, excepto Laura e Carlos, se despedirem, Júlia disse aos amigos:
- Temos ainda, pelo relógio biológico da Carolina, meia hora antes da sua mamada. Carlos, podemos continuar a conversa que eu interropi.
- Eu percebi a tua boa intenção quando cortaste a nossa discussão. Realmente o tema era muito interessante, posso saber mais dessa vossa ideias de não usarmos dinheiro? Responde Fernando, eras tu que estavas a tentar convencer-me.
(continua)
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Folhetim - Sonho de sorte - 77 -
- Mãe, vão ser uns sortudos, podem chegar à loja e levar o que quiserem!
- Francisco lembra-te que serão necessários os méritos!
- Mas isso também é outrta moeda! - disse António.
- Não é moeda nem nota, António. Não circulará nem passará pelas mãos das pessoas, não será palpável. Aliás, com os cartões de crédito já existe uma forma de pagar seja o que fôr sem moedas nem notas, isto é, sem dinheiro à vista.
- Mas então - insistiu António - qual é a diferença se, em vez de dólares temos méritos?
Fernando, abrindo a agenda, respondeu:
- Uma das grandes diferenças poderá estar na ausência de qualquer forma de lucro incluido no preço de custo do artigo que se adquira ou no preço de custo do trabalho que nos prestem.
- Ah, se eu viver nesse tempo, irei protestar se não tiver lucro com o meu trabalho.
- Não, Francisco. Não confundas remuneração, compensação pela trabalho, com lucro. Nem ninguém pensará em lucros, lucro será uma palavra obsoleta, que no século vinte e anteriores representava a diferença entre receitas e custos, entre o que se recebia pela venda dum artigo e o seu custo.
- Pai, explica porquê.
- Estamos a especular, imaginando como poderá ser a vida daqui a mil anos, ou mais. O que agora me parece certo é que a humanidade só terá benefícos se o dinheiro não existir. Em minha opinião, isso poderá acontecer não existindo lucro líquido em toda e qualquer actividade.
- Pai, o que é isso de lucro líquido? - perguntou o Francisco.
- É o que vos disse há pouco, o que sobra depois de venderes seja o que for, descontando o custo das taxas e de tudo o que usaste ou empregaste para conseguires o que vendes.
- Ainda não percebi porque é que, sem lucro, não precisamos de dnheiro!
- Porque e não te esqueças que estamos especulando, porque a humanidade terá compreendido que a forma de vida, dentro desse sistema sem lucro, é muito mais justa, cada um tendo o mérito resultante da actividade de cada um. Não existirá acumulação da riqueza resultante do lucro, qpenas existirá acumulação maior ou menor de méritos que serão méritos resultantes da própria actividade. Mais, a actividade de cada um, não contribuindo para lucro, nunca contribuirá para a riqueza doutro.
- Então nunca mais poderemos ser ricos?
- António, dessa riqueza em que estás pensando, talvez não, penso que não. Doutra forma de riqueza é provável que sim. Pensem só nisto: a riqueza diferente de tantos homens e mulheres notáveis, desde a antiguidade clássica até hoje. Podemos discutir este tema noutra noite.
- Bem, meninos são horas de irmos para a cama! - Rematou Júlia.
######
Admirar-se, pasmar-se, espantar-se quando vemos aparecer, surgir uma nova vida, seja humana, seja águia, leôa, passaro ou flôr. Não peço desculpa do que fiz na minha vida mas agradeço esta faculdade que me permite admirar, espantar e pasmar-me.
A côres...
XXXI
Junho de 1997.
A barriga de Júlia, no princípio do mês, diminuiu para o tamanho normal, nasceu a filha Carolina. Em casa, no dia do baptizado, uma enorme surpresa bateu-lhes à porta. Quase todos os colaboradores da FAP aglomeravam-se na rus para os felicitar pelo nascimento da Carolina.
Fernando e Júlia vieram agradecer-lhes proferindo algumas palavras emocionantes. Voltando para dentro de casa, juntaram-se a Laura e Carlos, dizendo êste:
- Não tenho dúvidas, meninos vocês conseguiram na fundação, um grupo extraordinário de colaboradores. E o que é raro, aliam os apolausos pelas vossas ocupações à vossa eficiência na propagação da espécie!
- Carlos, o mais extrordinário ainda não conheces bem, não se a Laura te contou.
Surpreso, Carlos olhou para Laura e disse-lhe, sorrindo:
- Então agora a minha amada tem sgredos para o seu marideo ? Conta lá , Fernando.
- Njão é segredo nenhum - disse Fernando - o que existe ainda mais extraodinário neste grupo da FAP. o que é mais notável é que todos os seus membrso, talvez sem excepção, colaboram connosco e exercem as suas funções como se estivessam ocupando-se duma coisa sua, sem quaisquer constrangimentos, com assiduidade notável, sempres procurando melhorar os resultados com ideias oportunas, manifestando com frequência o seu agrado, prazer e contentamento pelo que fazem. Aliás pelas nossas conversas eu julgo que tu sabes disto tudo.
(continua)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Sobre as alternativas
Tenho escutado entrevistas na televisão, ouvido importantes senhores discorrendo sobre assuntos económicos. Um dos temas actuais é o das energias renováveis. Segundo o que venho escutando em muitos dias, as energias solar, eólica e hídrica são suficientes ou quase suficientes para as necessidades do nosso país em electricidade, reduzindo quase totalmente a produção das centrais térmicas. Mas, dizem-nos os distintos eruditos na matéria, tal não diminui os encargos dessas centrais que, mesmo paradas trazem encargos consideráveis além de que os preços pagos aos produtores das alternativas são superiores aos que os consumidores pagam à EDP. Isto para justificarem as tais rendas pagas à EDP.
No entanto, devemos lembrar e acentuar:
1º.- Foi a EDP que incentivou ( e muito bem) a produção, por particulares, de energias alternativas, estabelecendo contratos aliciantes.
2º-- Cobrou licenças pesadas para essas concessões - para a produção do máxiimo de 3,5 quilowats/hora cobrou-me 651 euros para a licença de instalação de cêrca de 25 metros quadrados de painéis solares e venda à EDP da energia produzida .
3º- O investimento é todo pago pelos particulares, embora, quando eu o fiz no telhado da minha casa, houvesse alguma facilidade de crédito bancário com juros um pouco menores que os normais na época (em Abril de 2011).
4º.- Com a produção das alternativas actuais, acho estranho que pelo menos uma das actuais centrais térmicas não possa ser inactivada, sendo o seu encargo de apenas o da amortização e da conservação. (As mais antigas pouco terão decerto, a amortizar). Portanto seria útil, dado que tanto falam em transparência, que as continhas fossem apresentadas.
5º- Não esquecendo, nessas continhas, de mencionar a poupança que resulta de importarmos muito menos combustíveis para as centrais térmicas. Nem esquecendo que dentro de poucos anos a EDP pagará muito menores preços pela energia produzida nas alternativas. Nem esquecendo que para essa produção, o investimento da EDP foi zero, cobrando licenças bem pesadas, até ao momento de muitos milhões de euros.
6º.- Outros pontos ainda haverá a considerar numa discussão desta matéria: o menor custo do transporte das energias alternativas produzidas, a menor poluição reultante da redução da actividade das centrais térmicas.
Em 1962 estlive em Israel. Em Tel Aviv e noutras cidades daquêle país, uma percentagem elevadíssima de edifícios habitacionais - segundo me informaram em diversas povoações mais de cincoenta por cento - já se viam inúmeros paineis solares para aquecimento de água. E quando regressei a Portugal, em 1964, não vi em qualquer cidade uma única dessas instalações. Em Portimão, onde vivo, fui o primeiro habitante a instalar um painel solar para aquecimento de água, painel ainda muito rústico (durou pouco mais de dois anos) e que há cerca de vinte anos substituí por outro, importado, que me durou até hoje e penso que me durará bastantes anos mais . E em Março do ano passado instalei no telhado da minha casa mais dezoito painéis solares, êstes para produção de energia eléctrica, desde Abril de 2011. E, em Portimão começamos a ver surgir em algumas casas painéis solares.
Com a venda de automóveis eléctricos, que supomos se intensificará muito nos próximos anos, mais se justifica a propaganda e incentivo das alternativas para que nos tornemos cada dia mais bindependentes do petróleo e menos poluidos por êsse combustível e por outros combustíveis sólidos.
No entanto, devemos lembrar e acentuar:
1º.- Foi a EDP que incentivou ( e muito bem) a produção, por particulares, de energias alternativas, estabelecendo contratos aliciantes.
2º-- Cobrou licenças pesadas para essas concessões - para a produção do máxiimo de 3,5 quilowats/hora cobrou-me 651 euros para a licença de instalação de cêrca de 25 metros quadrados de painéis solares e venda à EDP da energia produzida .
3º- O investimento é todo pago pelos particulares, embora, quando eu o fiz no telhado da minha casa, houvesse alguma facilidade de crédito bancário com juros um pouco menores que os normais na época (em Abril de 2011).
4º.- Com a produção das alternativas actuais, acho estranho que pelo menos uma das actuais centrais térmicas não possa ser inactivada, sendo o seu encargo de apenas o da amortização e da conservação. (As mais antigas pouco terão decerto, a amortizar). Portanto seria útil, dado que tanto falam em transparência, que as continhas fossem apresentadas.
5º- Não esquecendo, nessas continhas, de mencionar a poupança que resulta de importarmos muito menos combustíveis para as centrais térmicas. Nem esquecendo que dentro de poucos anos a EDP pagará muito menores preços pela energia produzida nas alternativas. Nem esquecendo que para essa produção, o investimento da EDP foi zero, cobrando licenças bem pesadas, até ao momento de muitos milhões de euros.
6º.- Outros pontos ainda haverá a considerar numa discussão desta matéria: o menor custo do transporte das energias alternativas produzidas, a menor poluição reultante da redução da actividade das centrais térmicas.
Em 1962 estlive em Israel. Em Tel Aviv e noutras cidades daquêle país, uma percentagem elevadíssima de edifícios habitacionais - segundo me informaram em diversas povoações mais de cincoenta por cento - já se viam inúmeros paineis solares para aquecimento de água. E quando regressei a Portugal, em 1964, não vi em qualquer cidade uma única dessas instalações. Em Portimão, onde vivo, fui o primeiro habitante a instalar um painel solar para aquecimento de água, painel ainda muito rústico (durou pouco mais de dois anos) e que há cerca de vinte anos substituí por outro, importado, que me durou até hoje e penso que me durará bastantes anos mais . E em Março do ano passado instalei no telhado da minha casa mais dezoito painéis solares, êstes para produção de energia eléctrica, desde Abril de 2011. E, em Portimão começamos a ver surgir em algumas casas painéis solares.
Com a venda de automóveis eléctricos, que supomos se intensificará muito nos próximos anos, mais se justifica a propaganda e incentivo das alternativas para que nos tornemos cada dia mais bindependentes do petróleo e menos poluidos por êsse combustível e por outros combustíveis sólidos.
Folhetim - Sonho de sorte - 76 -
XXX
Decidiram que o tema da noite seria o mesmo que o das noites anteriores. António sugeriu:
- Mãe! Pai! Esta noite poderíamos falar outra vez daquele tema do dinheiro, dinheiro não existir no século trinta, das consequências...- E o Francisco lembrou:
- E do que teremos de estudar nesse século!
A surpresa dos pais foi evidente. Júlia, admirada, deixou cair no prato o garfo e a faca:
- Meninos, vocês estiveram a ouvir o que nós conversávamos há momentos?
- Não , mãe!- Disserem os dois filhos ao mesmo tempo.
- É que eu e o vosso pai falámos disso quando vínhamos para casa e enquanto aqui na sala esperávamos por vocês.
- Oh mãe, diga lá o que é que teremos de estudar no século trinta...
- Pois olha Francisco, com o projecto que o vosso pai está gizando é natural que no século trinta não precisem de estudar nada sobre dinheiro.
- Então porquê?
- Porque se o projecto do pai fôr por diante, o dinheiro, no século trinta, passou
à história há muito tempo e será assunto para estudar apenas como uma má
recordação dos milénios anteriores.
- Mas na fundação onde a máe e o pai trabalham, se o dinheiro acaba também acaba a fundação!
- E quem te diz a ti que o objectivo da fundação não vai contribuir para acabarmos com o dnheiro?
- Entã os pais perdem o emprego, lá se vão as nossas mesadas...
- Primeiro que tudo e temos falado nisso, vocês sabem que a FAP pode ter mais objectivos. A FAP foi estabelecida , indica-o o seu nome, como fundação para auxílio do pôvo. Pode abranger muitas formas de auxílio.
- Quais são as outras, pai?
- Nos dias actuais, além de distribuirmos ofertas em dinheiro, estamos investindo em fábricas que empregarão e ocuparáo muita gente. Isto situa-se dentro doutro objectivo que é o de reduzir o desemprego, dando a muitas famílias a possibilidade de ter o suficiente para uma vida decente. - E o filho mais velho referiu:
- Pai, lá na minha turma há um aluno que diz que os pais durante a crise foram os dois despedidos, que já têem a dispensa vazia, eu posso dizer-lhes que tens emprevo para êles?
Fernando olhou para Júla, entendeu o sinal e respondeu:
- Não, diz-lhe apenas que marque pelo telefone uma hora para aparecer na fundação. Temos de fazer uma entrevista a toda a pessoa que nos pede emprego. - E o António insistiu:
- Mas não podem dar-lhes já o emprego?
- De qualquer pessoa que contratamos temos que saber antes a formação que possui e muitas outras coisas. Por exemplo, ver como se comporta, como se apresenta e fala, os cursos que frequentou. São os intuitos das entrevistas.
- Pai, sempre vão construir uma fábrica de produtos alimentares?
- Sim. Mas estamo-nos afastando muito do tema desta noite, o que é que aprenderemos e conheceremos no futuro ou o que teremos de aprender ou desccobrir no século trinta e um. E o dinheiro. Mas a mãe Júlia tem a palavra. - e Júlia continuou:
- Até lá e com a velocidade a que surgem novas realizações, produtos novos, consequências de novas ideias, parece-me que podemos prever algumas. Por exemplo, os tranportes e os teletransportes. Destes últimos , há umas dezenas de anos que a televisão e o cinema nos têem proporcionado muitas histórias mas de verdadeiro até agora só demos alguns passos muito ténues, Outra previsão que podemos fazer é no domínio dos combustíveis ou das energias que poderemos utilizaar no futuro. Deverão ser muito menos ou nada poluentes em relação aos que agora utilizamos, podendo obter-se muito maiores velocidades que as que hoje se atingem. Com as actuais não é possível atingir zonas do universo a anos de luz de distância da Terra.
- Que combustíveis irão usar?
- Tudo o que existe no nosso planete poderá ser usado como combustível, irão aprender isso mais tarde. Mas não nos desviemos do tema desta noite, as consequências que surgirão dos humanos que habitarem a terra, de os humanos que habitarem a Terra não usarem dinheiro na sua vida.
-
-
Decidiram que o tema da noite seria o mesmo que o das noites anteriores. António sugeriu:
- Mãe! Pai! Esta noite poderíamos falar outra vez daquele tema do dinheiro, dinheiro não existir no século trinta, das consequências...- E o Francisco lembrou:
- E do que teremos de estudar nesse século!
A surpresa dos pais foi evidente. Júlia, admirada, deixou cair no prato o garfo e a faca:
- Meninos, vocês estiveram a ouvir o que nós conversávamos há momentos?
- Não , mãe!- Disserem os dois filhos ao mesmo tempo.
- É que eu e o vosso pai falámos disso quando vínhamos para casa e enquanto aqui na sala esperávamos por vocês.
- Oh mãe, diga lá o que é que teremos de estudar no século trinta...
- Pois olha Francisco, com o projecto que o vosso pai está gizando é natural que no século trinta não precisem de estudar nada sobre dinheiro.
- Então porquê?
- Porque se o projecto do pai fôr por diante, o dinheiro, no século trinta, passou
à história há muito tempo e será assunto para estudar apenas como uma má
recordação dos milénios anteriores.
- Mas na fundação onde a máe e o pai trabalham, se o dinheiro acaba também acaba a fundação!
- E quem te diz a ti que o objectivo da fundação não vai contribuir para acabarmos com o dnheiro?
- Entã os pais perdem o emprego, lá se vão as nossas mesadas...
- Primeiro que tudo e temos falado nisso, vocês sabem que a FAP pode ter mais objectivos. A FAP foi estabelecida , indica-o o seu nome, como fundação para auxílio do pôvo. Pode abranger muitas formas de auxílio.
- Quais são as outras, pai?
- Nos dias actuais, além de distribuirmos ofertas em dinheiro, estamos investindo em fábricas que empregarão e ocuparáo muita gente. Isto situa-se dentro doutro objectivo que é o de reduzir o desemprego, dando a muitas famílias a possibilidade de ter o suficiente para uma vida decente. - E o filho mais velho referiu:
- Pai, lá na minha turma há um aluno que diz que os pais durante a crise foram os dois despedidos, que já têem a dispensa vazia, eu posso dizer-lhes que tens emprevo para êles?
Fernando olhou para Júla, entendeu o sinal e respondeu:
- Não, diz-lhe apenas que marque pelo telefone uma hora para aparecer na fundação. Temos de fazer uma entrevista a toda a pessoa que nos pede emprego. - E o António insistiu:
- Mas não podem dar-lhes já o emprego?
- De qualquer pessoa que contratamos temos que saber antes a formação que possui e muitas outras coisas. Por exemplo, ver como se comporta, como se apresenta e fala, os cursos que frequentou. São os intuitos das entrevistas.
- Pai, sempre vão construir uma fábrica de produtos alimentares?
- Sim. Mas estamo-nos afastando muito do tema desta noite, o que é que aprenderemos e conheceremos no futuro ou o que teremos de aprender ou desccobrir no século trinta e um. E o dinheiro. Mas a mãe Júlia tem a palavra. - e Júlia continuou:
- Até lá e com a velocidade a que surgem novas realizações, produtos novos, consequências de novas ideias, parece-me que podemos prever algumas. Por exemplo, os tranportes e os teletransportes. Destes últimos , há umas dezenas de anos que a televisão e o cinema nos têem proporcionado muitas histórias mas de verdadeiro até agora só demos alguns passos muito ténues, Outra previsão que podemos fazer é no domínio dos combustíveis ou das energias que poderemos utilizaar no futuro. Deverão ser muito menos ou nada poluentes em relação aos que agora utilizamos, podendo obter-se muito maiores velocidades que as que hoje se atingem. Com as actuais não é possível atingir zonas do universo a anos de luz de distância da Terra.
- Que combustíveis irão usar?
- Tudo o que existe no nosso planete poderá ser usado como combustível, irão aprender isso mais tarde. Mas não nos desviemos do tema desta noite, as consequências que surgirão dos humanos que habitarem a terra, de os humanos que habitarem a Terra não usarem dinheiro na sua vida.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
Folhetim - Sonho de sorte - 75 -
- E os valores para a gama enorme de produtos que todos necessitamos no dia a dia, para nos alimentarmos, para a casa, para as escolas, "et cetera"?
- Parece-me mais simples que para o trabalho. Cada fábrica da FAP calculará o valor em méritos daquilo que produz da mesma forma que hoje o faz qualquer fábrica. Mas exclui qualquer parcela de lucro.
- Fernando, não aceito empresas sem lucro, não vivemos nesse sistema.
- Mas essa será outra vantagem, a da ausência de lucro.
- Porquê? Vai ser mais difícil convenceres-me disso do que foi convenceres-me a casar contigo.
- Querida, responde-me: temos ou terás algum lucro com a fundação que ajudámos a erguer em meia dúzia de meses? Temos, sim, uma retribuição decente pela nossa colaboração, retribuição que poderia ser-nos creditada em méritos na tal central e que nos permitirá ter a vida que temos, nós e os nossos filhos.
- Talvez, talvez...
- Para qualquer indivíduo em qualquer profissão, passar-se-á o mesmo: o produto do seu trabalho ou da sua ocupação poderá ser registado em méritos na central. O melhor será dizer que todos os trabalhos deverão ser encarados como ocupações, falámos disto noutras conversas.
- E, por outro lado, como imaginas a compra de qualquer artigo?
- A primeira ideia que me surgiu e que me parece válida é a dum sistema parecido ao dos cartões de crédito actuais mas sem os inconvenientes destes. No que penso é num sistema de pagamentos sem cartóes.
- Isso seria muito bom, Diz-me de que forma.
- A ideia não sei se é original, terei de investigar se njão existe alguma patente registada. Em resumo, para pagares o que pretendes adquirir, espalmas a tua mão numa placa existente no balcão da loja e marcas o valor em méritos do que pretendes comprar . Se tens saldo suficiente, na placa aparecerá o sinal de autorização, se o saldo é insuficiente aparecerá o sinal de não autorização. Se a compra é autorizada, carregarás no botão "adquirir" (ou de "compra"), o empregado entrega-te a mercadoria, a factura e a transacção está completa. Isto poderemos começar com os voluntários que aderirem, Que achas?
- Parece-me que o meu maridinho irá revolucionar o comércio. Mas também é provável que os banqueiros ponham bombas na nossa casa.
Quando matutava sobre os seus projectos, o que mais lhe importava era encontrar soluções exequíveis. Habiruara-se a nada cosiderar impossível, a serenidade era uma condição permanente do seu espírito e daí que as decisões que tomava resultavam da aplicação plena da inteligência e da razão. Passara a a não reagir pelo instinto, em situações mais ou menos complicadas. Todos o que com êle colaboravam admiravam a traquilidade que manifestqava, em partlicular perante circunstâncias que o obrigassem a revelar o seu desacordo ou o que detestava. Conhecendo bem Júlia, sabia que o seu último comentário, embora revestido dalguma ironia, tinha de ser onsiderado. Por isso respondeu-lhe:
- Claro que o mundo financeiro irá estrebuchar, poderá talvez reagir com alguma violencia. Porém, se começarmos bem, teremos o apoio de muita gente, haverá mais um motivo para nos regozijarmos, para aumentar toda esta felicidade que sentimos, para compartilharmos com todos os que colaboram connosco na FAP. Vais-me ajudar a descobrir a forma de começarmos bem, não vais?
- Fernando, estava pensando nisso, nem precisavas de o dizer...Olha, cá estão os meninos, trazem carão de fome, não sei se o jantar chega. Lúcia, logo que possa, ponha o jantar na mesa!
- Parece-me mais simples que para o trabalho. Cada fábrica da FAP calculará o valor em méritos daquilo que produz da mesma forma que hoje o faz qualquer fábrica. Mas exclui qualquer parcela de lucro.
- Fernando, não aceito empresas sem lucro, não vivemos nesse sistema.
- Mas essa será outra vantagem, a da ausência de lucro.
- Porquê? Vai ser mais difícil convenceres-me disso do que foi convenceres-me a casar contigo.
- Querida, responde-me: temos ou terás algum lucro com a fundação que ajudámos a erguer em meia dúzia de meses? Temos, sim, uma retribuição decente pela nossa colaboração, retribuição que poderia ser-nos creditada em méritos na tal central e que nos permitirá ter a vida que temos, nós e os nossos filhos.
- Talvez, talvez...
- Para qualquer indivíduo em qualquer profissão, passar-se-á o mesmo: o produto do seu trabalho ou da sua ocupação poderá ser registado em méritos na central. O melhor será dizer que todos os trabalhos deverão ser encarados como ocupações, falámos disto noutras conversas.
- E, por outro lado, como imaginas a compra de qualquer artigo?
- A primeira ideia que me surgiu e que me parece válida é a dum sistema parecido ao dos cartões de crédito actuais mas sem os inconvenientes destes. No que penso é num sistema de pagamentos sem cartóes.
- Isso seria muito bom, Diz-me de que forma.
- A ideia não sei se é original, terei de investigar se njão existe alguma patente registada. Em resumo, para pagares o que pretendes adquirir, espalmas a tua mão numa placa existente no balcão da loja e marcas o valor em méritos do que pretendes comprar . Se tens saldo suficiente, na placa aparecerá o sinal de autorização, se o saldo é insuficiente aparecerá o sinal de não autorização. Se a compra é autorizada, carregarás no botão "adquirir" (ou de "compra"), o empregado entrega-te a mercadoria, a factura e a transacção está completa. Isto poderemos começar com os voluntários que aderirem, Que achas?
- Parece-me que o meu maridinho irá revolucionar o comércio. Mas também é provável que os banqueiros ponham bombas na nossa casa.
Quando matutava sobre os seus projectos, o que mais lhe importava era encontrar soluções exequíveis. Habiruara-se a nada cosiderar impossível, a serenidade era uma condição permanente do seu espírito e daí que as decisões que tomava resultavam da aplicação plena da inteligência e da razão. Passara a a não reagir pelo instinto, em situações mais ou menos complicadas. Todos o que com êle colaboravam admiravam a traquilidade que manifestqava, em partlicular perante circunstâncias que o obrigassem a revelar o seu desacordo ou o que detestava. Conhecendo bem Júlia, sabia que o seu último comentário, embora revestido dalguma ironia, tinha de ser onsiderado. Por isso respondeu-lhe:
- Claro que o mundo financeiro irá estrebuchar, poderá talvez reagir com alguma violencia. Porém, se começarmos bem, teremos o apoio de muita gente, haverá mais um motivo para nos regozijarmos, para aumentar toda esta felicidade que sentimos, para compartilharmos com todos os que colaboram connosco na FAP. Vais-me ajudar a descobrir a forma de começarmos bem, não vais?
- Fernando, estava pensando nisso, nem precisavas de o dizer...Olha, cá estão os meninos, trazem carão de fome, não sei se o jantar chega. Lúcia, logo que possa, ponha o jantar na mesa!
terça-feira, 3 de abril de 2012
Folhetim - Sonho de sorte - 74 -
Entrando em casa, Júlia saíu do mutismo que mantivera enquanto conduzia:
- Li há muito tempo, qualquer coisa sobre a miritocracia, se bem me lembro o autor referia-se muito ao senttido negativo , nm sentrido maldoso para a palavra dizendo não haver forma de mudar os valores que carcterizam o mérito, nem o maior ou menor capricho na sua selecção.
- Júlia, também consultei alguma bibliografia, não há muito sobre isso, o mais interessante que li foram referências a Confúcio e a um outro filósofo chinês. Hajam Feil, que peopuseram uma ideologia próxima da meritocracia. Não lhes puseram um nome mas naõ me repugraria que essa ideologia se chamasse meritismo ou meritocracia, uma ideologia que não consta exista na nossa plítica.
Os filhos haviam chegado, ocupando-se no quarto conmum com os trabalhos escolares. Pelo que o casal se sentou na sala, continuando o mesmo tema:
. Então o teu meritismo, essa nova ideologia, vai solucionar o problema do dinheiro e da sua falta se a fundação esgottar as reservas? Explica, conta-me.
- Fernando, temo-nos referido a isto. os méritos poderão substituir o dinheiro desde que encontremos a fórmula para os avaliar. É o que me parece mais difícil.
- Se souberes avaliar o mérito, não me parece mais fácil depois dessa avaliação, que seja simples acabar com o dinherio. Alás jás se conhece muito bem o méritot de muita gente. Mas duma forma faga , imprecisa.
- Sim, Júlia, podes conhecer o mérito de muita gente mas ainda não conheces um método da sua avaliação quantitativa, de forma quantitativa. Alguns méritos já são medidos, como por exemplo o do maior ou menor conhecimento das matérias qye os nossos filhos estudam no liceu. Mas são medidas aplicadas a quadros restritos e que não sevem para avaliar a aptidão para outras tarefas que necessitam de diferentes capacidades.
-Procura dar-me um exemplo.
- Um exemplo...Não vás mais longe, para avaliar a tua ocupação de todos os dias.
- Então, como pensas que poderás avaliar o que faremos no futuro?
- Tenho talvez a solução contudo ainda nos teremos de ocupar muito com ela.
- Explica,Fernando, explica!
- O meu método...Bem, teremos de lembrar algumas coisas importantes e que actualmente ainda se consideram essenciais. Hoje os pólíticos continuam a dizer que deve haver igualdade de oportunidades para todos, Nos Estaddos Unidos, em toda a Europa, ouvimos esta música desde há muitas dezenas de anos. Em todo o mundo, com raras excepções, o filho da empregada doméstica não teve nem tem apoios parecidos aos do filhodo patrão,seja no ensino seja na assistência médico-hospitalar, com a consequente menor formação, que na realidade não lhe permite aproveitar as melhores oportunidades. Não excluindo as conhecidas excepções.
- Isso é puro marxismo!
- E qual é o problema, Júlia? Sei, como tu sabes melhor do que eu, que Marx tevce razão nisso, nisso de que o homem e a mulher devem ter à nascença,na adolescência e depois, com formação semelhante, igualdade de oportunidades. Na Filândia, um dos raros exemplos, acontece, conhecemos os resultados, e não são marxistas.
- Bem, Fernando, explica o teu método.
- Baseia-se no seguinte: tudo o que existe poderá ser avaliado com esta nova unidade, o mérito. Qualquer objecto, qualquer serviço, poderá ter o seu valor em méritos.
- Não me parece que seja esse o melhor nome para a unidadde, devemos encontrar um nome universal, não uma palavra portuguesa...Mas deixemos isso para mais tarde, por agora continua a explicar como avaliarás tudo em méritos.
- Surgem dois problemas. O primeiro será o de saber quem avalia e como avalia. Quanto aos objectos, é uma tarefa enorme mas não é difícil. Oque me parece mais difícil será dar o valor justo ao trabalho de pessoas diferentes, de profissões diferentes, sob condições diferentes, em países diferentes.
- Não podemos ir tão depressa. Como dizia o meu pai, vamos por partes. Primeiro devemos assumir que o dinheiro não entra na avaliação por méritos e que êstes seão usados para adquirirmos seja o que fôr que necessitemos, seja qualquer artigo seja a prestação dum serviço qualquer. Mas, para profissões diferentes como se avaliará o trabalho?
- Poderá parecer complicado. Não será. Agora também avaliamos o trabalho, empregando a moeda que usamos.Também se poderão empregar os méritos... A hora de trabalho será paga em méritos, pelo valôr que a tabela atribua a essa profissão. Até com um único valôr para cada profissão, ou sem tabela, como agora acontece em muitos casos. Não fiques admirada que assim possa ser. Todos sabemos que há canalizadores que ganham mais que muitos engenheiros, há especialistas em pequenas reparações que ganham mais, por hora, que muitos juizes. Bem. o caso dos juizes édiferente, existe uma tabela, são funcionário públicos, a tabela é conhecida. Todavia Júlia, voltamos ao mesmo, não existirá moeda. Poderemos agrupar as profissões em meia dúzia de grupos e atribuir para cada grupo o valor em méritos por cada hora de trabalho ou de prestação dum serviço. Cada cidadão terá o seu saldo em méritos numa conta existente na central local, na nacional, ou até mesmo, na mundial.
- Li há muito tempo, qualquer coisa sobre a miritocracia, se bem me lembro o autor referia-se muito ao senttido negativo , nm sentrido maldoso para a palavra dizendo não haver forma de mudar os valores que carcterizam o mérito, nem o maior ou menor capricho na sua selecção.
- Júlia, também consultei alguma bibliografia, não há muito sobre isso, o mais interessante que li foram referências a Confúcio e a um outro filósofo chinês. Hajam Feil, que peopuseram uma ideologia próxima da meritocracia. Não lhes puseram um nome mas naõ me repugraria que essa ideologia se chamasse meritismo ou meritocracia, uma ideologia que não consta exista na nossa plítica.
Os filhos haviam chegado, ocupando-se no quarto conmum com os trabalhos escolares. Pelo que o casal se sentou na sala, continuando o mesmo tema:
. Então o teu meritismo, essa nova ideologia, vai solucionar o problema do dinheiro e da sua falta se a fundação esgottar as reservas? Explica, conta-me.
- Fernando, temo-nos referido a isto. os méritos poderão substituir o dinheiro desde que encontremos a fórmula para os avaliar. É o que me parece mais difícil.
- Se souberes avaliar o mérito, não me parece mais fácil depois dessa avaliação, que seja simples acabar com o dinherio. Alás jás se conhece muito bem o méritot de muita gente. Mas duma forma faga , imprecisa.
- Sim, Júlia, podes conhecer o mérito de muita gente mas ainda não conheces um método da sua avaliação quantitativa, de forma quantitativa. Alguns méritos já são medidos, como por exemplo o do maior ou menor conhecimento das matérias qye os nossos filhos estudam no liceu. Mas são medidas aplicadas a quadros restritos e que não sevem para avaliar a aptidão para outras tarefas que necessitam de diferentes capacidades.
-Procura dar-me um exemplo.
- Um exemplo...Não vás mais longe, para avaliar a tua ocupação de todos os dias.
- Então, como pensas que poderás avaliar o que faremos no futuro?
- Tenho talvez a solução contudo ainda nos teremos de ocupar muito com ela.
- Explica,Fernando, explica!
- O meu método...Bem, teremos de lembrar algumas coisas importantes e que actualmente ainda se consideram essenciais. Hoje os pólíticos continuam a dizer que deve haver igualdade de oportunidades para todos, Nos Estaddos Unidos, em toda a Europa, ouvimos esta música desde há muitas dezenas de anos. Em todo o mundo, com raras excepções, o filho da empregada doméstica não teve nem tem apoios parecidos aos do filhodo patrão,seja no ensino seja na assistência médico-hospitalar, com a consequente menor formação, que na realidade não lhe permite aproveitar as melhores oportunidades. Não excluindo as conhecidas excepções.
- Isso é puro marxismo!
- E qual é o problema, Júlia? Sei, como tu sabes melhor do que eu, que Marx tevce razão nisso, nisso de que o homem e a mulher devem ter à nascença,na adolescência e depois, com formação semelhante, igualdade de oportunidades. Na Filândia, um dos raros exemplos, acontece, conhecemos os resultados, e não são marxistas.
- Bem, Fernando, explica o teu método.
- Baseia-se no seguinte: tudo o que existe poderá ser avaliado com esta nova unidade, o mérito. Qualquer objecto, qualquer serviço, poderá ter o seu valor em méritos.
- Não me parece que seja esse o melhor nome para a unidadde, devemos encontrar um nome universal, não uma palavra portuguesa...Mas deixemos isso para mais tarde, por agora continua a explicar como avaliarás tudo em méritos.
- Surgem dois problemas. O primeiro será o de saber quem avalia e como avalia. Quanto aos objectos, é uma tarefa enorme mas não é difícil. Oque me parece mais difícil será dar o valor justo ao trabalho de pessoas diferentes, de profissões diferentes, sob condições diferentes, em países diferentes.
- Não podemos ir tão depressa. Como dizia o meu pai, vamos por partes. Primeiro devemos assumir que o dinheiro não entra na avaliação por méritos e que êstes seão usados para adquirirmos seja o que fôr que necessitemos, seja qualquer artigo seja a prestação dum serviço qualquer. Mas, para profissões diferentes como se avaliará o trabalho?
- Poderá parecer complicado. Não será. Agora também avaliamos o trabalho, empregando a moeda que usamos.Também se poderão empregar os méritos... A hora de trabalho será paga em méritos, pelo valôr que a tabela atribua a essa profissão. Até com um único valôr para cada profissão, ou sem tabela, como agora acontece em muitos casos. Não fiques admirada que assim possa ser. Todos sabemos que há canalizadores que ganham mais que muitos engenheiros, há especialistas em pequenas reparações que ganham mais, por hora, que muitos juizes. Bem. o caso dos juizes édiferente, existe uma tabela, são funcionário públicos, a tabela é conhecida. Todavia Júlia, voltamos ao mesmo, não existirá moeda. Poderemos agrupar as profissões em meia dúzia de grupos e atribuir para cada grupo o valor em méritos por cada hora de trabalho ou de prestação dum serviço. Cada cidadão terá o seu saldo em méritos numa conta existente na central local, na nacional, ou até mesmo, na mundial.
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