Número total de visualizações de páginas

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Realidade

Só hesito quando não duvido
Isto parece um contrasenso
Mas a vida cheia de senso é uma chatice
A vida cheia de passos certos é  sensaboria
Bastaram-me as sessões de marcar passo
Dos tempos do colégio e da tropa obrigatória

Fartei-me de ser sensato, ser certinho
De pousar ali a flauta p'ra não incomodar
Não abrir a porta da gaiola
Não dar liberdade à passarada
De deixar os peixes no aquário
Presos num balão de vidro, pequenino

E no fim de contas, se é possível ver o fim às contas,
Se podemos por fim avaliar a nossa liberdade
Pelo grau de liberdade que nos outros vemos,
Ficamos deveras muito perturbados
Quando verificamos, no fim de todas as contas
Que há muita indiferença pela liberdade de tantos outros

Passam por mim

Fico aqui, já estou, passam por mim as alegrias
Dum ramo de rosas, de cavalos à solta
De jamelas abertas, risos de crianças
De sonhos não sonhados vibrando e soltando
As rédeas da vida e os beijos sentidos

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Comparando, sem ofensa, o cérebro a uma pipa

            Possuo uma teoria sobre as faculdades mentais do género humano.
            Uma pipa, de boa madeira, cheia de vinho exala, para quem possua uma pituitária afinada, um olôr pelo qual se aprecia a qualidade do nectar ou da zurrapa. São moléculas do líquido que se evaporam através da madeira.
Penso, que o nosso cérebro também emana idéias, pensamentos, raciocínios que o nosso espírito capta e transmite ou apenas conserva na memória.
           Na pipa, com o passar do tempo, é necessário refazer o volume inicial de vinho. Saíu água ficaram dentro os componentes, quer os bons quer os maus, todos não  evaporáveis. No cérebro, com o passar do tempo, a memória conserva muitas das ideias que afloraram ao espirito, mas perde outras por desinteressantes, por inúteis, por inoportunas ou comprometedoras. O próprio cérebro efectua a triagem. É, portanto, muito mais perfeito que um barril, uma pipa ou um tonel.
           Não sei se o distinto dr Damásio concorda comigo, nem me atrevo a pedir-lhe um juizosobre esta teoria. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

              Ando às voltas para ver se consigo que o meu scaner funcione. Só dessa forma tento passar para o "office" as poesias e os contos do livro que pretendo editar. Quem me indica uma editora que me aceite o livro? A crise não deixa, a crise é uma entidade, quase uma instituição mais importante que a  Assembleia da República ou que me preocupa mais que a fome ou a vontade de comer. Ofereço de bom grado qualquer coisa mais importante que a crise, a quem me indique uma editora que aceite o meu segundo livro. Poderá até insistir atirando com  o argumento de que o segndo livro é sempre melhor e mais vendável que o primeiro. E que o autor não se preocupa com ninharias tais como adiantamentos por conta, contas no fim do ano, propaganda, etc..Que lhe bastaria ver o livro publicado, prometendo a compra de uma dúzia de exemplares para ofertas à família e amigos.
              No entanto, penso que talvez seja mais acertado publicá-lo apenas no meu blog. Que acham?

sábado, 7 de julho de 2012

Enfim, vou

         Recomecei há dias o meu livro, o segundo, se Deus quizer. E se alguma editora cair na asneira de o editar. Como não sei, julgo eu, escrever literatura de cordel, nem de dá a corda e continua a escrever o mesmo,  vou dentro da minha limitada inspiração e lutando com a informática , com o "ofice" e com as maquinetas complicadas pelas quaids pretendo facilitar o trabalho, vou.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mais sobre dívidas

           Se leram a mensagem que escrevi ontem, as notícias que vão aparecendo nos jornais e revistas confirmam tudo o que disse. Hospitais e autarquias com buracos de milhões sempre em aumento, etc..Em Espanha vemos que o mesmo se passa e que a união europeia(união?), vai auxiliar a banca do país vizinho com muitos milhares de milhões de euros. E claro é que a inflação vai aumentando mais e mais, como era de esperar, E, como sempre, irá mais ao bolso dos que menos têem, de forma mais ou menos camuflada, como sempre.   

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cada vez a dívida será maior

             Uma vez mais comparamos a economia familiar com a economia dum país. Se o chefe da família se endivida muito mais que as suas possibilidades permitem pagar o que deve, só por milagre sai da situação de  dívida, só por milagre a família não fica cada vez mais pobre  porque as prestações e juros que tem que pagar ocasionam o empobrecimento cada vez maior. Tudo isto, nessa família resultou da ambição de adquirir mais e mais bens constiruindo um patrimõnio impossível de pagar. Isto sucedeu em muitas famílias, em Portugal e em muitos outros países onde os bancos incentivaram a compra dêsses bens com ilusões de prosperidade ilusória.
             Passou-se o mesmo em muitos países, cujas bancas promoveram entusiasmo ilusório na compra de imobiliário e outros bens (automóveis, mobiliário, e outros). E quando os bancos quiserem recuperar o que emprestaram depararam com famílias muito endividadas e que para pagar as prestações, muitas delas nem o conseguiam com o dinheiro que disponham para alimentação da família, livros para os filhos, transportes, etc..E os governos dalguns dêsses paíse entraram da mesma forma em entusiasmos ilusórios traduzidos em investimentos não produtivos e demasiados - como as autoestradas e outros em Portugal. E da mesma forma que o antes referido para as famílias, cada dia que passa a dívida aumenta, cada dia que passa mais difícil é pagar a dívida, e os juros. E quem se trama é a classe média, com o aumento dos impostos e da austeridade .
             No fim de contas se bem reciocinamos, os bancos procederam como a dona  Branca: prometeram retôrno enorme para os investimentos e quando os investidores pretenderam o tal retôrno enorme com que a banca lhes havia acenado, através da venda dos bens que haviam adquirido, não encontraram compradores. Mas o bancos exigiam o pagamento das prestações e os investidores na maioria dos casos não as puderam satisfazer. E os bancos, em pouco tempo viram-se na posse de enorme quantlidade de imõveis e outros bens que agora tentam vender ou alugar, sem o conseguirem de forma significativa.
              Portanto, quem se tramou foram os pequenos investidores, como sempre. Porque os bancos, êsses, vão tendo apoios diversos.