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domingo, 5 de agosto de 2012

E a mulher e o homem, vão evoluindo?

       Não me parece, se posso dar um parecer nada exigindo como consultor, que os bípedes masculinos que  vejo habitando o nosso país, sejam os representantes duma geração evoluida. A não ser alguma ou algum com cromossomas provenientes de parentes doutros países, a India incluida.
       Se se confirmar no futuro que o ambiente tem influência marcada na evolução da mulher e do homem, então talvez não seja bem assim. Nõs, os portugueses temos hábitos satisfatórios, a sesta, o desenrascanço, a confiança no futuro quando tudo corre às avessas, a fraca memória para as obrigações, a descontração perante o desconfôrto, e outras qualidades ou hábitos, como êsses, muito salutares e exemplares. A portuguesa e o português que não tem outra solução senão a de emigrar para ganhar o pão dêle de cada dia, perde muitas dessa qualidades, passa à categoria do tipo de mulher ou de homem trabalhadores, certinhos, poupadinhos, pontuais atentos e obrigados. Perde assim muito do que tinha antes e pouco poderá evoluir, fica sempre quase na mesma. Vem cá uma vez ou duas por ano, deixa uns tostões à família e aos comércios locais e volta cheio de fé para os mesmos vícios. Há mais de quinhentos anos que os portugueses emigram. E os génios,  só  aqui continuaram s surgir sem que nenhum emigrante nêsse meio milénio passado regressasse em glória, apontado e recebido como um génio.      
         E a história oficial ou  o dr. Hermano Saraiva nalgum dos seus programas  que nos ofereceu durante trinta anos, tê-lo-iam referido em várias páginas.  
        Emigrando não seria provável que evoluíssemos.

sábado, 4 de agosto de 2012

Uma nova mulher

            Na evolução da mulher, há indícios frequentes, factos notáveis e consequências evidentes de que dentro de pouco tempo, (um milénio, no tempo, quase nada é), aparecerá uma nova mulher que será classificada na evolução dos bípedes que habitam o nosso planeta, como a mulher super-sábia, a mulher excelente ou outro epíteto de melhor ou pior designação.
             Essa nova mulher, nascerá como todas as das gerações anteriores mas pussuirá características diferentes, umas provenientes duma lenta evolução nos anos anteriotes, outras surgidas repentinamente, duma geração para a seguinte. Mas daí eem diante, bem definidas no ADN dos seus cromossomas.
             A nova mulher distinguir-se-á, pouco após a nascença por características bem marcadas em comparação com a mulher anterior. As suas manifestações de alegria e de dôr serão opostas às conhecidas para a mulher do século XXI, as actuais. Quando apareça o riso na face duma nova mulher bébé, o siginficado será diferente: se fôr apenas um sorriso terá o mesmo significado que actualmente, é contentamento, é o princípio da alegria. Se fôr uma gargalhada, significará fome, mais que uma gargalhada, acompanhada por lágrimas, significará dôr, E, se ao sorriso se seguir uma expressão séria, tal atitude significa adesão e alegria perante quem o encara.
             Anotem bem os gestos e as expressões dos vossos bébés e verifiquem que já se nota uma evolução. Com frequência aparecem bébés que não choram quando sofrem uma agressão. Nós, os "homo sapiens" é que não  compreeendemos muitas vezes, as suas gargalhadas.Aliás há muita gente na Terra que sorriem quando estão zangados e vertem lágrimas quando estão alegres.
             As mulheres dêste século, num estadio da evolução mais adiantado que os homens, compreendem muito melhor as manifestãções de agrado ou desagrado das suas crianças.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Uma classificação

            A mulher, encostada à sacada da "marquise", conversava em tom desdenhoso com o marido de feições resignadas, descansando na cadeira de plástico. Ouvia-se o diálogo em baixo, na rua, entrando no silêncio. Apanhei as palavras que caiam do meio da discussão:
               - ... e tú, Joaquim, pareces parvo, deixas-te enganar, pareces um boneco ou um palhaço!
               - Vê lá o que me chamas, olha que eu..
               - An,.olho o quê, se olho para ti só vejo o que não gosto...Careca, e um nariz...
               - Que é que tem, que é  que tem o meu nariz?
               - O que tem ? Parece um promontório!
              
                

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Entre os afazeres caseiros

            Entre os meus afazeres caseiros e outras obrigações diárias, vou lendo alguns livros numa leitura desbragada, como diz uma nossa filha. Tenho uma biblioteca, ou antes tenho uma data de libros em prateleiras, sem classificações nos dois  ficheiros que ali repousam ao lado das estantes e que são a memória dum antigo e exemplar trabalho. Por duas vezes classifiquei todos os livros por títulos e autores mas a minha companheira, que não se importa com a ordem dos livros, encarrega-se de os devolver às prateleiras tendo o cuidado que fiquem bem colocados mas atendendo ao seu estado, ás còres das capas e ao prazer obtido pelas suas leituras. É uma forma simpática esta, de os arrumar e classificar dêsse modo. Assim, um livro já idoso, vai para uma prateleira mais modesta. lá para o interior ou segundo andar da vivenda. Outro, de còr pouco preferida ou ainda outro que a maravilhou, fica sempre em frente dos narizes na primeira ou segunda prateleira, as de honra. Porque não gosta de policiais, êsses, se descansavam  em bom lugar, há tempo que  o perderam.
            Mas, o que constatei após alguns anos, é que o processo de arrumação da minha companheira, resulta que é bom, tenho de o confessar. Sobretudo porque, sempre que procuro um livro, tenho de percorrer, buscando-o, várias prateleiras. O que tem a grande vantagem de que passo os olhos pelos títulos de muitos, lidos há tempos. Nessa altura sempre encontro algum, já esquecido,que me interessa lêr de novo.
            Raramente as nossas consortes erram nas decisões sobre o dia a dia.
            E também por isso continuamos a bem partilhar as nossas vidas.           

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O que os netos nos ensinam

             Os netos, eu bem sei, podem ensinar-nos muito. Do que me lembro, aos meus devo lições:
                 - De aprender e compreender o que êles querem.
                 - A respeitar as suas ansiedades.
                 - A oferecer-lhes surpresas agradáveis (para as desagradáveis,basta-lhes a vida).
                 - A ensinar-lhes de tudo um pouco,mas de que gostem.
                 - De como ensinar-lhes a.suportar coisas molestas, insuportáveis.
                 - De aprender a maravilhá-los com o que acontece.
                 - De compreender e esquecer algumas inconveniências,respeitando a originalidade.
                 - E, além de muito mais, de aprender a ser paciente e a gozar a sua companhia.
              Com os meus bisnetos, vou decerto aprender muito mais.

Para resolver o problema do "deficit" ou a confusão dum secretário de Estado

                Numa explicação muito confusa e pouco precisa um senhor secretário de Estdo das finanças, na televisão pretendeu explicar-nos a benesse concedida ao pôvo português duma parte do IVA pago pelos contribuintes. Consultei a internet e, por essa norma, penso que em decreto, quem paga um refeição num restaurante, uma reparação num oficina, um corte ou arranjo de cabelo, tem direito a deduzir cinco por cento do IVA pago no IRS. Mas tal dedução não poderá ser superior a 250 euros. Assim, segundo entendi, se na factura do que paguei na oficina, estão incluidos 25 euros de Iva, tenho direito a descontar no IRS cinco por cento de 25 euros, ou seja, 1, 25 euros. Reparem como esta medida é improfícua, inútil: se o dono da oficina nos pergunta se queremos factura e dizemos que sim, é quase certo que nos responde: com IVA incluido custa-lhe 13O euros. E então como o IVA pago, relativo aos 130 euros é de 24 euros e estes nos darão um desconto de apenas 0,05x24= 1,2 euros no IRS, resulta que se quero factura e recibo com IVA, (despesa que não poderei apresentar para desconto no valor declarado para efeitos de IRS) resulta que fiz um péssimo negócio: pago 30 euros  mais na oficina quando apenas pagaria menos 1,2 euros no IRS. Evidentemente que não o devo fazer mas quantos não o farâo?
               Se querem evitar que quase ninguém deixe de declarar o IVA das suas vendas, eu sei como é. Não é segredo nenhum, basta saber como o conseguem no Chile desde o tempo de Pinochet, e até hoje. E isso é uma das razões porque ainda mantêem o IVA a 16% naquele país. Em seis meses estabeleceríamoa aquele sistema. E teriam o problema do "deficit"  resolvido.
                Porque não o fazem?            

Subordinados e inimigos

          O meu Pai, um conversador muito apreciado, nas refeições de família, referia-se muito, pelo meio das suas histórias, aos subordinados e aos inimigos. E, nas primeiras aulas de português do segundo ano do curso de liceu, grande foi a minha admiração quando o professor se referiu às orações subordinadas adversativas. Na minha inteligência ainda pouco desenvolvida custava-me a entender e aceitar que duas orações podiam ser subordinadas e ao mesmo tempo adversativas, contrárias , opostas, adversárias, inimigas, só assim o explicava o mestre. Ora o meu Pai, o meu Deus lá em casa, é que falava certo, um subordinado não podia ser inimigo, um subordinado obedece ao seu superior, um inimigo só obedece ao seu superior.
           A grande diferença é que o meu Pai, para explicar o que dizia, contava histórias que todos percebíamos, o professor de português apresentava-nos palavras, tais como subordinado ou como adversativa, apenas nos dando os significados respectivos. Só até aí chegavam as suas lições.
           E nas aulas de história passava-se o mesmo. O professor lia o livro de história adoptado nesse tempo, uma sucessão árida de factos, datas e acontecimentos sem qualquer história ou desenvolvimento, interessante para alunos adolescentes, dêsses factos.
            Por isso o professor Hermano Saraiva, falecido há poucos dias, será sempre recordado. Conseguiu, pelos seus programas na televisão, durante mais de trinta anos, despertar em muita gente desde analfabetos aos mais cultos, conseguiu despertar ou aumentar  o interesse pela nossa história, pela história de Portugal. Um arquivo valiosíssimo de programas  que decerto serão muito recordados e retransmitidos no futuro.