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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Conversa à mesa duma pastelaria

                Fernando escutava com curiosidade, a conversa entre quatro jovens, Margarida, Pedro, João
Manoel e Francisco,alunos do liceu próximo. Discutiam, trocavam opiniões sobre as suas prováveis futuras profissões, pelo que ouvia, Fernando situava-os no último ano do liceu. Os quatro demonstravam imaginação e suficiente humor para manterem viva e interessante a conversa, realçando os gostos particulares e os pormenores  das  suas actividades actuais que relacionavam de forma superficial com as profissões que conheciam.
                 Embora não gostasse  de se meter em seara alheia, o grupo despertou em Fernando interesse suficiente para escutar com atenção o que diziam.
                Aproveitando um breve intervalo na conversa dos jovens e notando que a rapariga e um colega o fitavam. Fernando sorriu-lhes e disse:
         - Sem querer onvia a vossa conversa e, se não se importam, gostaria de participar, talvez tenha alguma coisa para vos dizer dentro do assunto que debatiam que penso esteja relacionado com as vossas futuras profissões. Mas deixem-me acrescentar que não pretenco dar-vos conselhos, tambem eu, quando tinha a vossa idade, não apreciava nem seguia conselhos, eu dizia sempre : pede um conselho quando não pretendas segui-lo. Mas quase sempre, sentia curiosidade pelas experiências vividas por outrosl. Posso entrar na vossa discussão?
      João Manoel respondeu:
 - Eu conheço-o, passo todos os dias à sua porta, lá em baixo quando venho para as aulas e quando volto para casa...Suponho que é engenheiro...
  - Sim - disse-lhe Fernando - sou agrónomo, estou reformado, eu e a minha família vivemos doze anos em África. Mas, gostaria que retomassem a vossa discussão...Suponho que todos vós tendes uma ideia ou decisão sobre o que estudarão no futuro, se todos querem seguir estudando depois do liceu...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Frases minhas

-Posso pesar tudo, menos a sorte ou o azar. -Quanto mais vivo mais quero viver. -Sei que cheguei, sei que irei. Mas nunca saberei de donde vim nem para onde irei, depois desta vida. -Não se perde a saude aos oitenta nas naquelas asneiras dos vinte, dos trinta, doa quarenta... -Não é por subirmos muito que chegamos ao Céu. -Vale mais um pássaro a voar que dois na mão. -Goato de ir. Um dos melhores processos de reencontrar a saudade. -Uma desculpa nunca compensa o atingido. É uma solução detergente e fácil para a consciência de quem é culpado.

Citações

"A maior parte da riqueza dos milionários americanos começou no dia em que venderam o primeiro jornal ou engraxaram o primeiro par de botas" - de Feernanda de Castro. "Quantas vezes digo que esta filha não serve para cavalo de cortesias" - de João Quadros, o meu Pai, referindo-se à filha Maria Fernanda.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O infinito

Conhecer o infinito é assunto que Deus não partilha nem abdica. E ainda bem.Quando pensamos no infinito associamos logo a ideia do conhecimento adquirido na matemática. Mas existem muitos outros infinitos, além dos infinitos positivos e negativos da matemática: os infinitos da esperança, do amõr, a variedade infinita do que nos pode acontecer, etc...Porém, se tudo fosse infinito, sofreríamos muito mais nesta vida, neste planeta onde nascemos. E Deus,na sua sabedoria e bondade infinitas não o permite e limita muito o que encontramos na vida. As razões só as saberemos mais tarde, nunca nesta vida. Limita-nos a força, limita-nos o saber,limita-nos a inteligència, limita-nos a vida. Mas não nos atirem com os argumentos do costume, do género "Deus deixa castigar, violentar e matar crianças". Dizem isto os mesmos que dizem não existir infinitos Deus. Como podem atingir, criticar e julgar a imensa sabedoria de Deus? Podemos não nos resignar à nossa pequena condição neste planeta. Mas se admitimos que todos nascemos porque os nossos pais nos geraram e que tudo o que aparece e nasce, tem progenitores, não podemos deixar de admitir que tudo o que existe tem uma origem. Seja pedra, seja alga seja animal. O nada é que em geral se admite que não tem uma origem. Contudo ninguém, poeta ou sábio, o demonstrou.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Falar algarvio

-Dêxa-me da mão. -Já agora logo amanhão. -Doem-me os pêtos. -Vou-me á da minha mãe. -Atão tu na vás? -Vou-me jogar na áuga. -Mátão na vens? -Subiram-me os pèdos prá boca! -Joga-me daí o xalavar! -Ê cá na quero! -Tu, mardeçoado!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Escravaturas

A escravatura, do homem e da mulher pelo homem e pela mulher, terminou nos fins do século dezanove, ainda que se mantenha sob formas dibersas, mais ou menos sofisticadas. E começou há mais de um milhão de anos, durando portanto mais de um milhão de anos. Libertámo-nos portanto do que constituia então o pior mal da humanidade. Actualmente, o pior mal da humanidade, o dinheiro, dura apenas há vinte e cinco séculos, ou pouco mais. Muitos não concordarão, porque não lhes sofrem os efeitos. Muitos não concordavam com a abolição da escravatura, porque não lhes tocavam, nem sofriam os efeitos, muitos beneficiavam dela, sem qualquer esforço. Tal como hoje, muitos não querem discutir o dinhero, porque não sofrem os efeitos desse mal, muitos beneficiam dele sem qualquer esforço. Durará o dinheiro um milhão anos ?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Quem tudo pode não precisa de querer. Os milagres em casa fazem-nos santos.