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domingo, 11 de agosto de 2013

Mais sobre o infinito

          Conhecer o infinito (o positivo ou o negativo) é um dom de que Deus não abdica nem permite que conheçamos.E ainda bem.
          Quando pensamos no infinito associamos logo a ideia dos números, dos conhecimentos da matemática ligados a ele. Mas há muitos mais infinitos, existem uma infinidade de coisas que contem infinitos: o amor infinito, a esperança infinita, a variedade infinita do que nos pode envolver., etc..Porém se tudo fosse infinito sofreríamos muito mais nesta vida, neste planeta onde nascemos. E Deus, na sua infinita sabedoria e bondade não o permite e limita muito do encontramos na vida.As razões, só o saberemos mais tarde, nunca nesta vida. Limita-nos a força, limita-nos o saber, limita-nos a inteligência, limita-nos a vida.
           Não me atirem com os argumentos do costume contra o que disse atrás. Por exemplo, porque deixa castigar, violentar e morrer crianças ou jovens : dizem isto os mesmos que dizem que não se pode atingir o infinito : e como podem atingir, criticar e julgar a infinita sabedoria de Deus ?
           Temos que nos resignar à nossa pequena condição, neste pequeno planeta. Se admitimos que tudo nasce com pais, não podemos deixar de admitir que tudo existe porque tem uma origem.
           Seja pedra, seja alga, seja animal racional.
           O nada é que julgo não ter uma origem.Contudo, ninguém, poeta ou sábio, já o demonstrou.  
   

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tangas e outras efemérides

          Quando alguém quer comunicar comigo pelo telefone, este avisa-me com uma melodia suave.Que me diminui a contrariedade pela interrupção da tarefa em que estava empenhado ou o temor pelo que me vão pedir, avisar ou incomodar. Pelas inúmeras "tangas" que me tentam impingir pelo telefone, criei essa esperança negativa, quando oiço o telefone "melodiar". O telefone deve servir-nos, não deve servir para que outros se sirvam de nós, explorando-nos ferindo a nossa boa fé e boa esperança, estragando o dia. Não deve servir para alimentar o nosso depósito de precauções, que, quanto mais cheio, mais preocupações
influenciam o nosso subconsciente.
          Há dias uma menina de voz muito simpática, telefonou-me, disse chamar-se Ana Dias (aí começa a mentira, nunca dizem o nome verdadeiro), e depois de me perguntar se queria habilitar-me a ganhar dez mil euros (eu já estava avisado desta vigarice), pediu-me mais elementos  e no fim com a justificação de que me enviariam o prémio para a minha morada, pediu-me os meus endereços, postal e de email. Entrei no jogo, dei-lhe um endereço falso de email e disse que morava  na avenida das forças armadas 14-4º dt ou outra qualquer,diferente da minha, reforçando a resposta dizendo-lhe que não se enganasse, que muitas pessoas me enviavam correspondência para o 14 -4º-esq. . Agradeceu com evidente e maior simpatia pela vitória obtida sem muita resistência.
          Evidentemente que forneci dados falsos. E a vigarice, pelo que me  informaram, já consumada bastas vezes, é que daí a dias, depois de bem estudados os hábitos e horários da vítima e família,  batem à porta do contemplado e um tipo disfarçado de polícia, de carteiro ou vestido como um executivo de alto gabarito, aponta-lhe uma pistola e assaltam-lhe a casa.E por vezes fazem pior.
          Pagaria uma taxa adicional para evitar essas chamadas  de patifes,  vazando um pouco a minha caixa de preocupações.

 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Observar, encontrar e eliminar as sujidades da loiça e das panelas, é muito fácil.
Observar, reconhecer e eliminar as sujidades do nosso caracter, é muito mais difícil.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sinto que começo a atingir um estado, talvez o chamado "estado de graça". Sinto que estou a perder o desinteresse, a cobiça, quase toda a gula, enfim, alguns dos sete pecados capitais.. A minha vela interior continua a ajudar-.me nesses esquecimentos, a lançar-me nos braços da fantasia, não para de cintilar nas alturas da memória, revivendo com agrado muitos momentos esquecidos que surgem encadeados, que brotam espontaneamente.
Não me desagrada pensar no futuro, no meu e no da minha família, e nas famílias das rosas, dos ventos, das auroras, das maravilhosas tardes dos entardeceres, dos poentes multicolores em qualquer estação , aqui, no nosso Algarve.  Tão pouco cantado, que apreciamos tão pouco, que esquecemos mas que a vela ajuda a reviver e a respeitar.
         
Na assembleia nacional
Há por lá alguns malandros
Vão esquecendo o essencial
E falam do sexo dos anjos

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nos jormais que folheei

Nos jornais que folheei e nos mil livros que já li,
Ninguém escreveu sobre o sorte ou má sina,
De ter nascido nesta condição humana,
De não ter nascido cobra, leão, ou simplesmente flor.
E neste princípio de século em que muito se escreve,
E quase só de incómodos, de economia, de crises,
Nunca vejo ninguém parar para pensar,responder e escrever
Qual seria a melhor forma de nascer,
Se homem, cobra, leão, pássaro ou flor.
Mas hoje estou bem convencido,
Que a minha Mãe, quando eu nasci,
E como todas as mães dos homens, das mulheres,
Das cobras, dos leões, dos pássaros e das flores,
Soube a resposta.