Foi sorte, foi azar,
Mal querença, mau olhado
Ter nascido, ter cá aparecido
Nesta condição de animal
Bem diferente de todos os outros animais?
Nesta situação de me ver surgido
Numa família bem diferente
Das famílias de todos os outros animais?
Não fiz exigências
Não pus condições
Não reivindiquei aumento de ordenado
Nem férias em duplicado
Nem me explicaram porque
Não sou cobra, avestruz, macaco, leão
Ou simplesmente, mulher
E porquê aqui me deixaram
Com um cérebro esquisito
Que aceita, ao contrário do que aceitam os outros animais
Todas as maldades, todas as patifarias, todos os enganos
Com que se diverte, aplicando-as aos seus iguais
Ou a qualquer dos outros animais
Um dia, no futuro, é provável que apareça
Outro animal diferente de todos os que comigo estão na Terra
E que nos venha anunciar que traz o poder para salvar a Terra
E que fará?
Suspeito que ponha o homem no sítio donde veio
E, com o seu poder, devolva à Terra tudo o que o homem retirou dela
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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terça-feira, 9 de junho de 2015
O meio termo de ti
Detesto o meio termo
As meias tintas, as meias águas, as meias lecas
(Nunca calço meias às pintas, nem sarapintadas(
O meio termo nada tem que ver com o termo do meio
Nem com o termómetro
Nem sequer com o metro, o metrónomo, o marca passo
São coisas diferentes, entre elas não se encontram diferenças nenhumas
Só encontra diferenças quem não tem diferenças nenhumas
Sem tardança nem petulância
E esta, no seu género, nada tem a ver com a melancia
Que num rasgo de génio roubaste na horta da esquina
E me ofereceste com um charuto
Quando reparaste que no meu carro ela não cabia
Porque quando um cretino como tu
Sabe de antemão, no meio termo, que eu não fumo
Nem tabaco, nem folhas de milho, nem ópio, nem rapé
Sujeita-se a encontrar-me no meio termo e de pé
Entre as onze e as onze e um quarto
Nessa hora fatal em que tu, nessa noite, te assomaste à janela, meu amor
Nesse dia de glória, dessas alturas em que me precipitei nos teus olhos
Nessa noite passada entre o meio termo de ti e o termo do meio de mim
As meias tintas, as meias águas, as meias lecas
(Nunca calço meias às pintas, nem sarapintadas(
O meio termo nada tem que ver com o termo do meio
Nem com o termómetro
Nem sequer com o metro, o metrónomo, o marca passo
São coisas diferentes, entre elas não se encontram diferenças nenhumas
Só encontra diferenças quem não tem diferenças nenhumas
Sem tardança nem petulância
E esta, no seu género, nada tem a ver com a melancia
Que num rasgo de génio roubaste na horta da esquina
E me ofereceste com um charuto
Quando reparaste que no meu carro ela não cabia
Porque quando um cretino como tu
Sabe de antemão, no meio termo, que eu não fumo
Nem tabaco, nem folhas de milho, nem ópio, nem rapé
Sujeita-se a encontrar-me no meio termo e de pé
Entre as onze e as onze e um quarto
Nessa hora fatal em que tu, nessa noite, te assomaste à janela, meu amor
Nesse dia de glória, dessas alturas em que me precipitei nos teus olhos
Nessa noite passada entre o meio termo de ti e o termo do meio de mim
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Pretensão
Tenho a pretensão de não me preocupara com as coisas desagradáveis
Mas se eu não tenho nem passo por coisas desagradáveis como me preocupo com elas?
Talvez porque as coisas desagradáveis nem sempre nos desgradam
Seguindo as lições de Einstein, as coisas desagradáveis também são relativas
E segundo Pitágoras, serão o quadrado das agradáveis?
E segundo Platão mais não são que pura retórica?
Nada é desagradável quando nos agrada, será sempre assim, perguntaria Nietzsch?
E para a menina que sacode um pano naquela varanda ?
Muitas vezes adiamos para depois o mais agradável
Libertando-nos primeiro do que não nos agrada
Roendo primeiro os ossos
Comprando primeiro o bilhete para o espectáculo
Engolindo primeiro o purgante
Cumprimentando primeiro aquele chato
Só porque é almirante
Mas realmente só tenho a pretensão de não me preocupar com as coisas desagradáveis
Essa pretensão também é desagradável,
Se não pensasse nela não estaria agora a confessar-me
Mesmo não tendo do outro lado um padre
Que também pode ser um padre agradável
Há gemte para tudo.
Temos de confiar na raça humana
Mas se eu não tenho nem passo por coisas desagradáveis como me preocupo com elas?
Talvez porque as coisas desagradáveis nem sempre nos desgradam
Seguindo as lições de Einstein, as coisas desagradáveis também são relativas
E segundo Pitágoras, serão o quadrado das agradáveis?
E segundo Platão mais não são que pura retórica?
Nada é desagradável quando nos agrada, será sempre assim, perguntaria Nietzsch?
E para a menina que sacode um pano naquela varanda ?
Muitas vezes adiamos para depois o mais agradável
Libertando-nos primeiro do que não nos agrada
Roendo primeiro os ossos
Comprando primeiro o bilhete para o espectáculo
Engolindo primeiro o purgante
Cumprimentando primeiro aquele chato
Só porque é almirante
Mas realmente só tenho a pretensão de não me preocupar com as coisas desagradáveis
Essa pretensão também é desagradável,
Se não pensasse nela não estaria agora a confessar-me
Mesmo não tendo do outro lado um padre
Que também pode ser um padre agradável
Há gemte para tudo.
Temos de confiar na raça humana
sábado, 6 de junho de 2015
O que perdi
A quantidade de palavras que eu ainda não disse, os passos que ainda não dei, os adeus que eu guardei, os petiscos que não comi, a sede que ainda não mitiguei nada de tudo isso tem a importância dos beijos que não te dei.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
A destruição em curso, da Terra
Para onde vamos, neste caminho? O que será da Terra, deste planeta que habitamos, se continuarmos a destrui-lo, a desfazer o equilíbrio dos seus elementos, a eliminar as condições de vida que nos vem oferecendo, geração a geração?
Todos os animais existentes na Terra parece que resultarem da evolução a partir dos primeiros seres unicelulares, provenientes ainda não se sabe donde ou como. Essa evolução, como a passada, resultará daqui a milhares ou milhões de anos, num ser superior, principalmente superior na mente e no espírito.
Neste caminho de destruição das condições da Terram que na actualidade o homem, muito menos a mulher, insistem em manter e aumentar, será que esse ser superior encontrará condições razoáveis de vida e terá meios para inverter essa insistência para a destruição que, neste caminho, será provável que esse ser superior depare?
E o dinheiro, a ganância a ele ligada, sim, são os principais motivos e incentivos para que continue essa destruição.do nosso planeta.
Sim, nosso, e não só deles.
Todos os animais existentes na Terra parece que resultarem da evolução a partir dos primeiros seres unicelulares, provenientes ainda não se sabe donde ou como. Essa evolução, como a passada, resultará daqui a milhares ou milhões de anos, num ser superior, principalmente superior na mente e no espírito.
Neste caminho de destruição das condições da Terram que na actualidade o homem, muito menos a mulher, insistem em manter e aumentar, será que esse ser superior encontrará condições razoáveis de vida e terá meios para inverter essa insistência para a destruição que, neste caminho, será provável que esse ser superior depare?
E o dinheiro, a ganância a ele ligada, sim, são os principais motivos e incentivos para que continue essa destruição.do nosso planeta.
Sim, nosso, e não só deles.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Esse belo bicho, a mulher
A capacidade de sofrimento da raça humana, é notável. Aaim o tem sido desde o tempo das cavernas. O homem, muito menos a mulher, inventa coisas, artigos, objectos, para satisfação própria ou dos que lhes estão próximos. Tira partido do seu uso, de forma mais ou menos egoísta, prejudicando mais ou menos o seu semelhante, por vezes a si próprio ou aos que lhe são ou deveriam ser queridos. È o caso de tantas máquinas inventadas com o único fim de matar, de eliminar ou submeter o seu semelhante, Desde as catapultas da idade média, até às câmaras de gaz dos campos de concentração nazis. Inventou as jaulas, as gaiolas, as prisões, a torturas variadas, a escravatura, inventou um ròr de coisas para submeter, explorar e torturar o seu semelhante. Inventou o dinheiro, o pior invento.
Creio que Deus começa a estar insatisfeito com este bicho homem, que fez e colocou cá neste planeta, diferente de todos os outros bichos a quem ofereceu os benefícios da natureza deste planeta.
Será que dentro de pouco tempo resolverá fazer outra experiência e decretar outra era glaciar?
Terá paciência para ainda suportar por muito tempo os desmandos, a insensatez, a ingratidão do bicho homem?
Talvez ainda demore um pouco, aguardando que o bicho mulher, resolva o problema.
Creio que Deus começa a estar insatisfeito com este bicho homem, que fez e colocou cá neste planeta, diferente de todos os outros bichos a quem ofereceu os benefícios da natureza deste planeta.
Será que dentro de pouco tempo resolverá fazer outra experiência e decretar outra era glaciar?
Terá paciência para ainda suportar por muito tempo os desmandos, a insensatez, a ingratidão do bicho homem?
Talvez ainda demore um pouco, aguardando que o bicho mulher, resolva o problema.
terça-feira, 2 de junho de 2015
CONHEÇAM !
Conheçam, se entendem útil, a distribuição da riqueza no mundo.
Conheçam, se quiserem, as razões do consumo de cocaína.
Conheçam se julgam válido esse conhecimento, porque razão há tanta pobreza em todo o mundo.
Conheçam um pouco de tudo isso e atentem que sem o dinheiro, sem este sistema monetário que nos escraviza. tudo isso se reduziria.
E pelo menos, falem um pouco com os vossos amigos, desse mal.
Para o qual existe solução.
Que só talvez um por cento da população mundial pense que não lhe interessa abordar comentar, criticar e resolver.
Conheçam, se quiserem, as razões do consumo de cocaína.
Conheçam se julgam válido esse conhecimento, porque razão há tanta pobreza em todo o mundo.
Conheçam um pouco de tudo isso e atentem que sem o dinheiro, sem este sistema monetário que nos escraviza. tudo isso se reduziria.
E pelo menos, falem um pouco com os vossos amigos, desse mal.
Para o qual existe solução.
Que só talvez um por cento da população mundial pense que não lhe interessa abordar comentar, criticar e resolver.
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