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Tenho várias maneiras de ocupar o meu tempo enquanto aguardo, na fila do supermercado, a minha vez para pagar a mercadoria que compro. Uma delas é engendrar uma história para aquele fulano à minha frente que aguarda, de cenho impaciente que o empregado resolva o assunto do preço dum artigo. O empregado chama o superior, este demora porque está atendendo, nutra caixa, outro cliente. O fulano emprega diversos gestos típicos da má disposição que o asslta, profere comentários depreciativos para a organização do supermercado, culpa o dono deste, solta ameaças para o futuro, pelo meio larga algum palavrão inusitado e quando, finalmente, a esposas procura a carteira ainda a acusa "só faltava agora teres deixado a carteira em casa".
Não gosto de criar personagens mal dispostos mas este cliente do supermercado inspira uma história facil dum drama conjugal.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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terça-feira, 8 de agosto de 2017
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Sondagens
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Qual o critério de escolha dos indivíduos a interrogar, nas sondagens? Qual a hora escolhida para os interrogarórios? Que regiões e povoações do país escolhem os sondadores? E estes, que grau de independência têm relativamente ao assunto da sondagem? E atende-se ao sexo, à idade, ao grau de conhecimentos, à saúde, à disposição momentânea dos sondadores? E como se calcula a percentagem da população a inquirir?
Estes e outros factores fazem-me sempre descrer das sondagens. Principalmente quando os seus resultados são mais favoráveis para o meu gosto ou para a minha esperança.
Qual o critério de escolha dos indivíduos a interrogar, nas sondagens? Qual a hora escolhida para os interrogarórios? Que regiões e povoações do país escolhem os sondadores? E estes, que grau de independência têm relativamente ao assunto da sondagem? E atende-se ao sexo, à idade, ao grau de conhecimentos, à saúde, à disposição momentânea dos sondadores? E como se calcula a percentagem da população a inquirir?
Estes e outros factores fazem-me sempre descrer das sondagens. Principalmente quando os seus resultados são mais favoráveis para o meu gosto ou para a minha esperança.
domingo, 6 de agosto de 2017
sábado, 5 de agosto de 2017
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O governo gere o dinheiro dos contribuintes. Mas com certeza, o ministro das finanças, gere o dinheiro dos contribuites de forma diferente da que usa para gerir o dinheiro que tem disponivel para os gastos e poupanças da sua familia.
Para o país , o ministro das finanças engendra um orçamento, que os deputados aprovam, se estão de acordo, na maioria. E se há dificuldades com o deficit, o ministro das finanças corta verbas de certos custos, chamando a isso de cativações -- que em boa verdade deveriam chamar-se de eliminações, pois são verbas que não são mais permitidas para liquidar facturas de despesas.
E outro truque é não pagar, adiando o pagamento das facturas para um futuro incerto.
No primeiro caso, se assim proceder com a familia diminuiria o dinheiro que entrega à consorte para alimentação , vestuario, calçado, etc..No segundo caso, usando e abusando dos calotes, não pagando as facturas das despesas que efectua, ou seja aplicando os calotes, mais tarde ou mais cedo os fornecedores do que necessita para a familia cortarão com o crédito, sofrendo a família, alimentando-se vestindo-se ou calçando-se pior.
Não se importando com a familia, usa os mesmos truques que usa paro país.
O governo gere o dinheiro dos contribuintes. Mas com certeza, o ministro das finanças, gere o dinheiro dos contribuites de forma diferente da que usa para gerir o dinheiro que tem disponivel para os gastos e poupanças da sua familia.
Para o país , o ministro das finanças engendra um orçamento, que os deputados aprovam, se estão de acordo, na maioria. E se há dificuldades com o deficit, o ministro das finanças corta verbas de certos custos, chamando a isso de cativações -- que em boa verdade deveriam chamar-se de eliminações, pois são verbas que não são mais permitidas para liquidar facturas de despesas.
E outro truque é não pagar, adiando o pagamento das facturas para um futuro incerto.
No primeiro caso, se assim proceder com a familia diminuiria o dinheiro que entrega à consorte para alimentação , vestuario, calçado, etc..No segundo caso, usando e abusando dos calotes, não pagando as facturas das despesas que efectua, ou seja aplicando os calotes, mais tarde ou mais cedo os fornecedores do que necessita para a familia cortarão com o crédito, sofrendo a família, alimentando-se vestindo-se ou calçando-se pior.
Não se importando com a familia, usa os mesmos truques que usa paro país.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
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Não gosto de quartos fechados
De caixas, tumbas, gavetas,
De armários, sarcófagos, pirãmides
Esses hoteis da escuridão
Adoradores do negro
Residências das ausências
De compartimentos secretos
De coisas entregues
Aos tribunais do abandono
Esquecidas, sem afagos nem ternuras
Sem abraços de ninguém
Sem luz, de ares viciados
Dos algodões apodrecendo
Das lãs encardecendo
Das rendas desfiando ilusões
E de outras coisas que não tinham
Outro sítio onde cair
Muita gente é viciada no guardar
Em muitas lhes surge o gosto de esconder
Poucos guardam os desejos de fantasia
E muitos cessam de sonhar
São os que guardam
São os que escondem
São os que ocultam
São os que escurecem
Não gosto de quartos fechados
De caixas, tumbas, gavetas,
De armários, sarcófagos, pirãmides
Esses hoteis da escuridão
Adoradores do negro
Residências das ausências
De compartimentos secretos
De coisas entregues
Aos tribunais do abandono
Esquecidas, sem afagos nem ternuras
Sem abraços de ninguém
Sem luz, de ares viciados
Dos algodões apodrecendo
Das lãs encardecendo
Das rendas desfiando ilusões
E de outras coisas que não tinham
Outro sítio onde cair
Muita gente é viciada no guardar
Em muitas lhes surge o gosto de esconder
Poucos guardam os desejos de fantasia
E muitos cessam de sonhar
São os que guardam
São os que escondem
São os que ocultam
São os que escurecem
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
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Não tenham dúvidas, somos uns papa açordas. Insistimos neste sistema. Que outros decidam a seu contento, a seu bel-prazer, o que fazer sobre o produto do nosso trabalho - ou das nossas reformas ou das nossas poupanças. São milhares os prejudicados, muitos sentindo o prejuizo, muitos outros nem o pressentindo. Muitos directamente vendo desaparecrer as suas economias sem qualquer proveito, pelo simples, que começa a ser facil, roubo nas suas contas -mediante a quebra dos bancos . Outros muitos indirectamente quer pela inflação, quer através dos impostos aplicados para compensar roubos, por exemplo os roubos nos bancos.
Passo a passo, dia a dia, mais vamos deixando de usar dinheiro tirado do bolso para efectuar pagamentos - no supermercado, nos transportes, no restaurante.Já não sentimos o pavor que sentia quele milionário grego, o Onassis, o pavôr de andar sem moedas no bolso ou notas na carteira. E qualquer dia, quando os cartões deixarem de ser um negócio para os bancos - os cartões agora, agora que os juros são baixos, passaram a ser uma das suas maiores fontes de ganha pão, ou antes de ganha notas ou ganha moeda - qualquer dia bastará o nosso dedo com uma nossa impressão digital para pagar seja o que for que nos apeteça adquirir.
Mas mantem-se o ridículo, apesar de que o ridiculo é odiado e evitado pela maior parte de nós. Mantem-se esta inercia, esta indiferença, esta negligência,este ridículo, perante o roubo que nos fazem do que nos custou a ganhar ou do que conseguimos honestamente.
Penso que se qualquer governo quizesse resolver esse assunto bastaria anunciar um prémio de um milhão ou dois de euros para quem entregasse um projecto viavel .
Ou talvez apenas solicitar, publicamente, uma ideia para o solucionar.
Não tenham dúvidas, somos uns papa açordas. Insistimos neste sistema. Que outros decidam a seu contento, a seu bel-prazer, o que fazer sobre o produto do nosso trabalho - ou das nossas reformas ou das nossas poupanças. São milhares os prejudicados, muitos sentindo o prejuizo, muitos outros nem o pressentindo. Muitos directamente vendo desaparecrer as suas economias sem qualquer proveito, pelo simples, que começa a ser facil, roubo nas suas contas -mediante a quebra dos bancos . Outros muitos indirectamente quer pela inflação, quer através dos impostos aplicados para compensar roubos, por exemplo os roubos nos bancos.
Passo a passo, dia a dia, mais vamos deixando de usar dinheiro tirado do bolso para efectuar pagamentos - no supermercado, nos transportes, no restaurante.Já não sentimos o pavor que sentia quele milionário grego, o Onassis, o pavôr de andar sem moedas no bolso ou notas na carteira. E qualquer dia, quando os cartões deixarem de ser um negócio para os bancos - os cartões agora, agora que os juros são baixos, passaram a ser uma das suas maiores fontes de ganha pão, ou antes de ganha notas ou ganha moeda - qualquer dia bastará o nosso dedo com uma nossa impressão digital para pagar seja o que for que nos apeteça adquirir.
Mas mantem-se o ridículo, apesar de que o ridiculo é odiado e evitado pela maior parte de nós. Mantem-se esta inercia, esta indiferença, esta negligência,este ridículo, perante o roubo que nos fazem do que nos custou a ganhar ou do que conseguimos honestamente.
Penso que se qualquer governo quizesse resolver esse assunto bastaria anunciar um prémio de um milhão ou dois de euros para quem entregasse um projecto viavel .
Ou talvez apenas solicitar, publicamente, uma ideia para o solucionar.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
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Visto-me de sonhos e visito as minhas plantas, ou antes, as minhas amigas plantas. Nunca, jamais poderei dizer que uma planta é minha, no sentido profundo da alma, como não posso dizer tque o ar que respiro me pertence. Onde estará tudo o que hoje dizemos que é nosso, daqui a cem anos? Estarão aqui, na tua ou na minha mâo? Todavia nâo posso afirmar que a minha alma ou a tua, não estarão aqui, ali ou acolá, nem posso afirmar que a palmeirinha que me oferece o seu verde aqui defronte, não estará ali recordando a minha imagem por detrás da jamela desta casa. De tudo o que está construido à minha frente talvez nada reste daqui a cem anos. Mas o céu restará, mesmo que a insensata mão do homem insista em destruir a morada que Deus nos concedeu - sem nada lhe pedirmos. Imploramos muito, imploremos o prémio do euromilhóes, imploramos facilidades, imploramos benesses, imploramos felicidades. Mas pouco pensamos em conceder algo em troca do muito que nos é dado, começando pelo que temos à nossa disposição sem termos mexido um dedo - o ar, o sol, o luar, a alegria das crianças, a música do vento.
E muito mais que o esquecimento egoista não permite agora recordar.
Visto-me de sonhos e visito as minhas plantas, ou antes, as minhas amigas plantas. Nunca, jamais poderei dizer que uma planta é minha, no sentido profundo da alma, como não posso dizer tque o ar que respiro me pertence. Onde estará tudo o que hoje dizemos que é nosso, daqui a cem anos? Estarão aqui, na tua ou na minha mâo? Todavia nâo posso afirmar que a minha alma ou a tua, não estarão aqui, ali ou acolá, nem posso afirmar que a palmeirinha que me oferece o seu verde aqui defronte, não estará ali recordando a minha imagem por detrás da jamela desta casa. De tudo o que está construido à minha frente talvez nada reste daqui a cem anos. Mas o céu restará, mesmo que a insensata mão do homem insista em destruir a morada que Deus nos concedeu - sem nada lhe pedirmos. Imploramos muito, imploremos o prémio do euromilhóes, imploramos facilidades, imploramos benesses, imploramos felicidades. Mas pouco pensamos em conceder algo em troca do muito que nos é dado, começando pelo que temos à nossa disposição sem termos mexido um dedo - o ar, o sol, o luar, a alegria das crianças, a música do vento.
E muito mais que o esquecimento egoista não permite agora recordar.
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