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Leio Tasso, "Godfredo ou a Jerusalem libertada". Que Camões deceto leu, na versão original. Ou talvez não. No prólogo dessa obra, declarou que as bases do seu poema eram a imitação e a alegoria. Prólogo que já de si é uma obra prima. Que se lê com tanta avidez como o poema. Este, não sei se o
lerei todo, são doze cantos em quinhentas e tal páginas.
Mas é considerado o maior expoente da poesia italiana.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017
terça-feira, 5 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
A fraquíssima natalidade em Portugal
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A fraquíssima natalidade em Portugal é bem conhecida. Este conhecimento aliado ao aumento da esperança de vida - em Portugal há 4.287 portugueses com, pelo menos, um cem anos de vida, trará no futuro imensas complicações na assistência social.
Como combater a fraca natalidade? Julgo que deveria ser preocupação permanente dos governos, com tanta comissões que se nomeiam com o objectivo de estudar assuntos mais ou menos recomendáveis, esta teria efeitos muito favoráveis para a nação e distinguiria em alto grau o governo que a propusesse.
Uma das medidas que decerto faria aumentar natalidade, entre outras, poderia ser aumentar o rendimento do casal em um salário mínimo por cada outro filho que concebesse, subsídio que diminuiria em função dos rendimentos do casal. Reparem: setenta mil salários mínimos representariam por ano no máximo 420 milhões de euros. Façam as contas e vejam se tal não é possível, quando se permitem gastos muito superiores noutras rubricas menos importantes, com a corrupção, com outras loucuras.
A fraquíssima natalidade em Portugal é bem conhecida. Este conhecimento aliado ao aumento da esperança de vida - em Portugal há 4.287 portugueses com, pelo menos, um cem anos de vida, trará no futuro imensas complicações na assistência social.
Como combater a fraca natalidade? Julgo que deveria ser preocupação permanente dos governos, com tanta comissões que se nomeiam com o objectivo de estudar assuntos mais ou menos recomendáveis, esta teria efeitos muito favoráveis para a nação e distinguiria em alto grau o governo que a propusesse.
Uma das medidas que decerto faria aumentar natalidade, entre outras, poderia ser aumentar o rendimento do casal em um salário mínimo por cada outro filho que concebesse, subsídio que diminuiria em função dos rendimentos do casal. Reparem: setenta mil salários mínimos representariam por ano no máximo 420 milhões de euros. Façam as contas e vejam se tal não é possível, quando se permitem gastos muito superiores noutras rubricas menos importantes, com a corrupção, com outras loucuras.
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Porque ensinar não é papaguear a lição do dia.
Resulta do que se aprendeu, resulta no sedimento intelectual que sobrou e a memória assentou de tudo o que lemos, de tudo o que ouvimos, de tudo o que observamos. Por isso é importante que desde bem cedo, quanto mais cedo melhor, a criança entenda o que lê, atente no que ouve, interessa-se no que observa. Em casa, na gente, na natureza.
Lembrou-me das primeiras aulas, no liceu de Portimão que frequentei para cumprir o primeiro ano liceal. Escutava sem medo todos os professores que ali fui conhecendo, ainda hoje me lembro de parte de algumas das suas lições. Mas no segundo ano liceal, frequentando o colégio militar, rara foi a aula onde não estive carregado de medo, de receio dos professores o que se aliava à idiotice do marchar e marcar passo a caminho das salas de aulas, das salas de estudo, do refeitório, do recreio, até para o banho íamos a marchar. Ano a ano perdendo esses medos e rotinas imbecis, fui melhorando as minhas classificações, mas ano a ano cortando os dias no calendário aguardando com ansiedade o dia em que me libertasse do colégio.
E levou tempo a encontrar professores com a arte de ensinar.
Porque ensinar não é papaguear a lição do dia.
Resulta do que se aprendeu, resulta no sedimento intelectual que sobrou e a memória assentou de tudo o que lemos, de tudo o que ouvimos, de tudo o que observamos. Por isso é importante que desde bem cedo, quanto mais cedo melhor, a criança entenda o que lê, atente no que ouve, interessa-se no que observa. Em casa, na gente, na natureza.
Lembrou-me das primeiras aulas, no liceu de Portimão que frequentei para cumprir o primeiro ano liceal. Escutava sem medo todos os professores que ali fui conhecendo, ainda hoje me lembro de parte de algumas das suas lições. Mas no segundo ano liceal, frequentando o colégio militar, rara foi a aula onde não estive carregado de medo, de receio dos professores o que se aliava à idiotice do marchar e marcar passo a caminho das salas de aulas, das salas de estudo, do refeitório, do recreio, até para o banho íamos a marchar. Ano a ano perdendo esses medos e rotinas imbecis, fui melhorando as minhas classificações, mas ano a ano cortando os dias no calendário aguardando com ansiedade o dia em que me libertasse do colégio.
E levou tempo a encontrar professores com a arte de ensinar.
domingo, 3 de setembro de 2017
Ensinar
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Ensinar é a descoberta do desconhecido, é uma luz na escuridão, é abrir as portas da admiração.
É explicar para que servem os livros, as bibliotecas, os professores.
É entender o que é a matemática, a geomtria, a física. É conhecer o corpo humano e o de outros animais.
E, mais longe, se o professor é capaz, definir a bondade, a virtude, a beleza, a amizade.
E aprender a respeitar a natureza.
Ensinar é a descoberta do desconhecido, é uma luz na escuridão, é abrir as portas da admiração.
É explicar para que servem os livros, as bibliotecas, os professores.
É entender o que é a matemática, a geomtria, a física. É conhecer o corpo humano e o de outros animais.
E, mais longe, se o professor é capaz, definir a bondade, a virtude, a beleza, a amizade.
E aprender a respeitar a natureza.
sábado, 2 de setembro de 2017
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Histórias da minha história
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Estou-me entretendo descrevendo o que lembro da minha vida já passada. Não é uma biografia. Julgo que não deve ser o próprio a escrever a sua biografia. Se o fizer terá sempre, queira ou não queira, de ser bastante parcial como, de forma geral os pais são inclinados a falar bem dos filhos, mesmo que eles mais mal lhes paguem, como diz o fado. Quem escreve a biografia própria omite muita coisa. Omite os defeitos ou os suaviza. Engrandece as qualidades, as existentes e as que inventa e que não existem. Esquece os vícios ainda que não os sinta no momento. Entra com a fantasia nas bondades do carácter. Inventa complementos ilustres para situações delicadas.
Prefiro escrever histórias da minha história, entremeadas ou não de comentários mais ou menos filosóficos e de pensamentos sobre as notícias. E no mesmo estilo com que escrevo os meus livros.
Estou-me entretendo descrevendo o que lembro da minha vida já passada. Não é uma biografia. Julgo que não deve ser o próprio a escrever a sua biografia. Se o fizer terá sempre, queira ou não queira, de ser bastante parcial como, de forma geral os pais são inclinados a falar bem dos filhos, mesmo que eles mais mal lhes paguem, como diz o fado. Quem escreve a biografia própria omite muita coisa. Omite os defeitos ou os suaviza. Engrandece as qualidades, as existentes e as que inventa e que não existem. Esquece os vícios ainda que não os sinta no momento. Entra com a fantasia nas bondades do carácter. Inventa complementos ilustres para situações delicadas.
Prefiro escrever histórias da minha história, entremeadas ou não de comentários mais ou menos filosóficos e de pensamentos sobre as notícias. E no mesmo estilo com que escrevo os meus livros.
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