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sábado, 30 de junho de 2012

O parlamento europeu

               Existe o parlamento europeu e o seu conselho julgo que composto pelos representantes dos governos dos 27 países europeus. Existe? Está funcionando? Intervem nas principais decisões?
               Nos ultimos tempos, em particular nos últimos dois anos, não parece que êsse conselho intervenha nas decisões que mais interessam aos países europeus. As recentes cimeiras mensais dessa comissão parecem resumir decisões da Alemanha, quando muito da Alemanha e França. Dos seus representantes, dos seus primeiros ministros ou presidentes. Constando na prática e para a amior parte dos conselheiros, pelo que se vê na televisão e nos jornais, com muitos apertos de mão e fotos em grupo,  sorrindo para as cãmaras de televisão e para os microfones e algumas declarações sem sumo e que nem quem declara penso que compreende, nem são para compreender porque não houve decisões, não foram decretadas ou votadas quaisquer medidas, nem sequer houve recomendações sérias. Excepto nesta última cimeira.
               É para isto que os 27  países europeus são representados no parlamento por quinhentos e muitos deputados que, todas as semanas ajudam as companhias aéreas a preencher os lugares de luxo dos seus aviões?  E o Conselho Europeu, dizem ser o orgão que tem maior poder político das decisões.Não está segundo se tem visto, submetido ao tratado constituciional europeu. Consequência principal: muda o governo dum país europeu, mudam-se as vontades de todos os outros. Se a senhora Merckel fõr despedida, o que resolverá e imporá  o senhor seguinte, presidente dos destinos da Alemanha?  Bem pensado, talvez chegassem 27 deputados, os dos conselhos ou os seus representantes. E talvez chegassem a essa decisão se a constituição europeia em vez do intrincado emaranhado de centenas de artigos e alterações contivesse , como a constituição americana dos Estados Unidos, apenas sete artigos e 23 emendas(apenas uma revogada).
                              

Bateu outra vez à porta o vendedor

            Ontem, ao fim da tarde o vendedor dos frasquinhos bateu outra vez à minha porta. Trazia a mesma malinha castanha, de couro, bem limpa e reluzente.
                   -Bom dia - disse-me ele ajeitando o nó da gravata e abrindo a malinha - diga-me, obteve bons resultados com o pó da esperança?
                   - Olhe, senhor Miguel, não foi mau, mas durou pouco.
                   - É natural, foi uma amostra o que lhe deixei. Se comprar o frasco inteiro os efeitos serão  ainda mais benéficos e se seguir a receita, talvez sejam permanentes.
                   - Bem, senhor Miguel, venda-me um frasquinho desse pó da esperança .
              O vendedor tirou do bolso uma caixinha embrulhada com todo o cuidado num papel verde de fantasia e disse-me:
                   - São quarenta euros e a receita está dentro. Sempre que  nos compre outra embalagem dêste ou doutro produto terá um desconto de vinte por cento.
              Não resisti à minha curiosidade e  espicacei o homem:
                   - Não terá um frasquinho com o pó ou líquido da fortuna ?
              Não se desconcertando e sem hesitar respondeu-me:
                   - Na minha empresa há investigadores trabalhando noutros produto, e êsse é um dos mais procurados e investigados, parece muito difícil de descobrir. Dizem-me que deve ser um antídoto para a água da felicidade, essa sim, vendemos foi das primeiras descobertas, é um sucesso de vendas, essa e a água da fé são as mais vendidas se quizer...
                   - Olhe deixe-me uma amostra das duas - disse-lhe, não perdendo a oportunidade.
                   - Temos instruções rigorosas, apenas podemos oferecer, em cada visita, uma amostra dum  destes produtos. Houve um colega meu que não respeitou esse regra e o resultado foi catastrófico.
                   - Não entendo porque a fé e a felicidade possam ser incompativeis!
                   - Não se admire - disse ele, entrando na mais pura filosofia - há muitos produtos para a saude, para a nossa alimentação e até para o nosso espírito que, tomados ao mesmo tempo, são perigosos e que tomados simples são benéficos para a saúde,  Veja o que se passa com o champanhe, a aguardente e o vinho tinto.
            Paguei-lhe os quarenta euros. E optei por receber uma nova amostra, a da fé.
            Se isto continua com bons resultados, vou arruinar as minhas finanças mas espero enriquecer a minha vida.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Efeitos do pó da esperança

          Prometi-vos, aqui estou a relatar o resultado de ter tomado um pouco do pó da esperança que aquele indivíduo que apareceu à minha porta, me ofereceu para experimentar.
          Dilui o pó num copo de água que ficou muito azul, sem cheiro suspeito nem aspecto duvidoso não resultando qualquer precipitado. Provei com cautela, um médico aconselhou-me muita cautela,  há por aí maraus que se entretêem a provocar diarreias e outros acidentes, até galhofou comigo dizendo que talvez eu ficasse de esperanças. Nada mau seria respondi-lhe, entrava para o guiness e tinha a vida económica resolvida. Entretanto  nada senti de especial, aguardei e quase me esquci. Mas, ao fim de duas horas, para meu espanto não isento de algum alarme, comecei a sentir uma concentração especial nalgumas esperanças, que se sucederam na forma, na  variedade, na intensidade.
          Primeiro as esperança e quase certeza de flores, muitas flores no meu jardim. Via à minha frente um mar branco e imenso de rosas, a leste um campo de girassois voltando para o Sol as suas corolas enormes, circulares, amarelas; a oeste, jasmins de cheiro inebriante e a norte, papoilas escarlates que inundavam o restolho duma seara de trigo. Êsse panorama foi-se esbatendo, talvez que a fraca concentração do pó nada mais permitisse, pensei. E na realidade, as imagens seguintes, apareceram bastante mais esbatidas que as primeiras. Mas suficientes para ver surgir, uma nova esperança, um grupo de bébés e crianças, os primeiros mais nítidos que as segundas, todos no meio dos campos de flores então quase invisíveis e rodeados pelas figuras das minhas netas e netos e todos demonstrando enorme  felicidade bem patente nos sorrisos permanentes.
           E nêsse momento, como um flash que se extingue, a imagem desapareceu.
           O vendedor dos pózinhos encontrou um cliente. Aguardo, ansioso, que me bata de novo à porta.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O fabrico do dinheiro

         Os bancos fabricam dinheiro a partir do nada,
  cada vez que concedem crédito.
         Não acreditam?
         Se querem uma explicação detalhada, façam o favor de ir ao You Tube e  procurem o "site"- "Dinheiro à grande, dinheiro à portuguesa". 

O pó da esperança

           Há dois dias apareceu-me à porta da nossa casa um indivíduo que me despertou muita curiosidade, embora misturada com muita dúvida, muita suspeita. Trazia uma mala de pequenas dimensões que abriu assim que eu lhe abri a porta de casa. Dentro da malinha  alinhavam-se, cuidadosamente  metidos em pequenos cacifos, frascos pequenos semelhantes aos das injecções de antibióticos, com rótulos brilhantes e de côres variadas. E aquele personagem patusco, bem vestido, bem calçado e de penteado cuidado, informou-me  :
                 - Desculpe-me incomodá-lo, mas trago-lhe aqui diversas substâncias, umas simples, outras complexas, mas que muito contribuirão para conservar ou melhorar a sua saúde física e mental.
                 - Não me deve interessar - respondi-lhe eu - estou de perfeita saúde.
            Dei corda e o homem aproveitou:
                 - Mas o senhor decerto tem desejos, tem esperanças, tem sonhos, além de ter boa saúde. Se me permite, digo-lhe o que contêem alguns destes frascos. Por exemplo - disse extraindo dum cacifo um frasquito com um pó duma linda côr azul - èste frasco contem pó da esperança. Faça -me o favôr de experimentar um pouco num copo de água, nada me paga, dentro de dois dias passarei por cá e dir-me-á se sentiu algum resultado. - E sacou outro frasquito do bolso, vedado com estanho, abriu-o e deitou para dentro um pouco do pó azul da embalagem que me mostrara.
            E despediu-se atenciosamente.
            Amanhã ou depois vos contarei o resultado.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Não foi nem será tempo perdido

          Ocupamos a maior parte do tempo das nossas vidas em coisas simples, triviais, rotineiras mas a maior parte delas obrigatórias no dia a dia. Sair da cama, a barba, a higieme corporal, vestir e calçar, ler o correio, o pequeno almoço, alguns trabalhos de casa para os menos preguiçosos e mais colaborantes. E ainda outras pequenas ocupações de quem tem família,  a ida para o emprego ou para o ganha pão dos que vivem sem emprego, sem patrões mas que têm que produzir o necessário para o pão nosso de todos os dias. E nessas pequenas coisas ou trabalhos, consumimos uma boa parte do dia. E os que são  reformados, daí sacando o essencial para a vida, êsses, para viver sem estagnarem mentalmente, sem enquistar o espírito, sem anular a capacidade de pensar e de se divertir com o pnesamento próptio, êsses têem que se socorrer dos chamados "hobbies", afazeres mais ou menos agradáveis. para auxiliar o côrpo e a mente,
           Para mim ler e escrever são bálsamos imprescindíveis. O tempo agradável que dispendi .a escrever mais de mil mensagens no meu blog e  no meu livro! 

domingo, 24 de junho de 2012

"Dinheiro à grande, dinheiro â portuguesa"

             Façam o favor de ir ao You Tube e procurar o vídeo que indico no título desta mensagem.
             Se querem uma boa lição de economia visando o dinheiro, ao que estamos sujeitos pelo dinheiro, como os bancos e os governos fabricam dinheiro a partir do nada, quem são os mais prejudicados pelo dinheiro, o que representa a inflação, e outras noções de economia que nem a imprensa, nem a rádio nem a televisão nos elucida tudo isto apenas ao de leve, vão ao you tube e vejam e escutem êsse video. Que deveria constar dos programas de todas as escolas inferiores e superiores.
            Até parece que o autor dêsse video leu o  meu livro "Sonho de sorte"  publicado em Outubro de 2010 e reproduzido no folhetim, reprodução dêsse livro,  que acabei de publicar no meu bloge  há poucos dias.