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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ter uma vida saudável
É p'ra mim a melhor sorte
E muito mais agradável
Que viver a pensar na morte
Nem lendo toda a poesia do mundo nasce um poeta.

sábado, 29 de dezembro de 2012

              O que é mais importante? As imagens, os filmes, as notícias, os comentários, as entrevistas  que a TV nos pode fornecer, o quotiddiano que passa por nós, frequentar as amizades, observar como crescem os filhos, os netos, os bisnetos, ou entrar dentro do espírito e especular com muito do que pode acontecer, dialogar de novo com os personagens que criámos, imaginar páginas do nossos futuro ou do futuro doutros? Há mulheres e homens que só vivem dentro das primeiras alternativas, poucas mulheres e homens vivem quase sempre dentro das segundas.E estas, pelo que tenho observado, têm um campo ou abrangem um campo muito maior, mais intenso, mais variado, mais rico. Conteem sonhos, perspectivas loucas, impossíveis(que por vezes se realizam), fogem aos tabus estabelecidos, à lógica da história, entram na fantasia.
             Seria interessante uma estatística a esse respeito. Espero que os meus mil e quatrocentos leitores assíduos, me deem a sua opinião para poder melhor aconselhar quem o deseje. Embora as estatísticas sejam com frequência muito enganadoras.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Encontro com um amigo

Procuro uma vez mais um personagem que imaginei num dos meus escritos, o Fernando. Procuro-o enre todos os que descem aquela avenida que tanto percorro, onde me sento com frequència tomando uma água fresca numa esplanada ensolarada. O Fernando é dos que mais falta sinto, com as suas histórias complexas sobre amigos imaginários, sempre procurando preencher os espaços vazios dos meus devaneios, sempre compreendendo as minhas angustias do momento, sempre atento aos sinais que exibo de indiferença perante a vida real. Sabe que eu só sossego se o ouvir relatar factos da sua vlda venturosa, embora saiba que eu sei que ali vai uma dose quase a cem por cento de imaginação. Eu, de quando em quando, ajudo-o acrescentando pormenores às cenas que me descreve, aqui referindo outro personagem que eu imagino, acolá reforçando as tintas que definem a paisagem que percorremos, de vez em quando soltando uma gargalhada bem sonora em resposta a um comentário meu. E assim chegamos à entrada do metro, engolfando-nos no novelo da multidão e decidimos deixarem-me entrar de novo, contrariado, na realidade.
Com toda a calma
Embtenho-me nos escaninhos da minha alma
Com toda a lucidez
Vou rebuscando, esquecendo a sensatez
Dou passos em vários sentidos
E sinto os espinhos da realidade nas mãos feridas
Por voltar a sentir a dor
Da saudade duma vida não vivida

E, ao jantar.

Apesar da crise houve sopa, entrada, prato de peixe, prato de carne, fruta, doces, água, ccola, vinhos branco e tinto, champagne e prendas para todos. Morra Marta, morra farta, é assim mesmo, o resto são cantigas, não o levarás contigo, não ponhas só a moeda à frente dos olhos, a alguem tem de sair, nunca perder  a esperança, guardado está o bocado, nem tudo o que luz é oiro, onde há fumo pode haver fogo e não falar em desgraças porque..."desgraça atrai desgraça" ! (como dizem os brasileiros).

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

E um Natal grande e feliz para todos.
Mesmo para aqueles que nele não acreditam.