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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

 Sem dedos
         Nesta situação, é provável que fiquemos sem os dedos. E quem fica com os anéis ?  E eles pensam que não morrem...

Pois é 

         Isto só vai com tiros.Pois é, o pior é se te calha a ti um tiro. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Elogio e bom exemplo

         Em vida dos autores, coisa rara é o elogio das suas obras. Por inveja,  pela fraca avaliação das mesmas, por falta de visão. E uma obra que impede a degradação da natureza, que compõe a paisagem e, ao mesmo tempo, torna agradável o que antes era triste e irritante de ver, merece ser reconhecida e, prosseguida, se é útil a sua continuação.
        Vem isto a propósito daquele trecho da encosta, na Praia da Rocha, logo a seguir à fortaleza, avenida que ali  se inicia. Há uns cinquenta anos, quem caminhava por ali, via a encosta nua, com vegetação rala e avançada erosão.. O que acontecia e ainda acontece por toda a encosta ao Norte dessa praia e das que se lhe seguem, para oeste.
        Nos anos sessenta do século passado, um presidente do turismo regional, o dr. Pearce de Azevedo, por sua iniciativa, apresentou um projecto de revestimento vegetal e arbóreo dessa encosta. E conseguiu que fosse executado.  A obra lá está para quem a queira ver. Agrada à vista, evitou uma maior degradação da encosta, compôs a paisagem.
Mas, para minha surpresa, após o 25 de Abril, quem substituiu, na presidência do turismo regional o dr.Pearce de Azevedo, não prosseguiu essa obra, pela encosta. Até hoje o único revestimento ali feito foi uma revestimento horroroso num pequeno trecho  com reboco de cimento, junto ao mirante que se situa por cima do Buraco da Avó. Vão lá e comparem. Como seria hoje essa encosta se se houvesse feito obra semelhante, revestindo apenas cinquenta metros de encosta, por ano, pelo menos por cada dois anos, ao longo das praias, Toda a encosta até ao Vau, a praia a seguir à Praia da Rocha, estria revestida de cobertura vegetal e arbórea, evitando-se, como aconteceu, a erosão e alguns prejuízos, por ela motivados, como a destruição duma  das descidas para a praia.
        Esta democracia que temos ainda não impõe aos governantes que sigam os bons exemplos, venham donde venham..
          

sábado, 17 de agosto de 2013

Acabar com o dinheiro e diminuir a pobreza

         Editei o meu livro, "Sonho de sorte". Sem interesse pelo lucro, apenas pelo interesse da mensagem que contem e que julgo original. Enviei-o grátis a umas cinquenta a cem instituições e pessoas conhecidas e a outras que mo pediram, igualmente grátis. Pelo menos leram a capa e algumas páginas. Talvez que alguém que o haja lido comece a pensar no assunto. E ficará na biblioteca nacional e noutras aguardando leitores curiosos .
Agora apenas digo, repetindo-me :
        - Todos os dias o dinheiro origina mais problemas a muita gente, em particular aos mais pobres.
        - A inflação, declarada ou encapotada, é um roubo a quem trabalha.
        - É uma grande fonte de preocupações, pela escassez  e até pela abundância; como dizia sem ironia, uma senhora riquíssima da minha terra : "pobrezinho de quem tal alguma coisa".
        - É uma grande fonte de conflitos entre herdeiros e familiares, entre amigos, entre sócios ou patrícios.
         - Quem o falsifica - e são mais os que não se descobrem (como todos os crimes) - usufrui de um bem  prejudicando impunemente todos os outros cidadãos.
        - Protege os ricos, pelas corrupções que ajuda a conseguir, desfavorecendo os mais pobres.
        - É uma grande fonte de desemprego.
        - É um dos maiores e mais antigos  males do mundo. E que, segundo se constata, ninguém se importa discutir nem combater. Uma carraça que a maioria da humanidade suporta sem pensar em extirpa-la.
       Mas só ouvimos e lemos até hoje, referências à falta de dinheiro (desemprego), ao "deficit" das contas públlicas (má gestão dos orçamentos), à crescente dívida pública.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Relaxação

      Estou entrando na relaxação, estou sentindo-me nessa classificação horrível de frouxo, relapso nas mensagens, dentro do meu compromisso que gosto de cumprir. Gosto que me leiam mas entristece-me que visitem os meus blogs e percam o tempo porque nada mais encontram. Isto é uma declaração de remorso que não apaga o pecado. É uma autocensura pela desconsideração pelos visitantes deste blog. E deve envolver a promessa de que só por excepção, falharei a mensagem diária. Má ou boa, que vos agrade ou não, que me agrade ou não. Pois se a mim me agrada escrever, não posso ter a lata de me desculpar com as desculpas do costume : não tenho tempo, o que escrevo não presta, pouca gente me lê, não meditei hoje, etc., etc..
      Nem cairei na asneira de auto elogiar-me, de bajular-me.
      Porque já escrevi : quem bajula, desconsidera.        

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

     Divertir-se, que é um dos contrários de se acabrunhar ou de se  entristecer ou de se afligir, deverá constar do plano de cada um dos nossos dias de vida.
      Diverte-se qualquer um fazendo o que gosta, participando na felicidade própria ou na dos que lhe são queridos, entrando em jogos de prazer e de alegria, ocupando-se actividades que lhe trazem contentamento ou até que lhe resolvem problemas na busca incessante da sorte.
      Mas existe, para os afortunados como eu e a minha companheira, uma forma de diversão muito peculiar, muito pessoal e muito profunda.Muito peculiar porque contempla a poucos ; muito pessoal, porque ninguém a pode gozar senão quem a desfruta ; muito profunda porque só a sente quem tem bastante sensibilidade.
Refiro-me às mensagens que recebemos dos filhos, dos netos e dos bisnetos. Podem ser simples mensagens de circunstância, ou respostas breves a uma nossa pergunta. Mas sempre nos tocam, talvez porque reforçam os laços que nos unem. E sempre nos divertem.
       Comecei a receber mensagens da nossa neta mais velha, que nasceu e vive no Chile. É escritora, vai no quarto livro (e na segunda filha..).
       E é, também, poeta. Julgo que nada mais preciso dizer.
      Todos os avós, de todo o mundo, me entendem.
      E lástima dos que perderam a capacidade de assombrear-se.           

 

 

         

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dicionário

O dicionário é uma das melhores ferramentas : para quem lê e para quem escreve. Tem poucos defeitos e muitas virtudes. O defeito maior, talvez o único, é em geral pesar mais do que um quilo. Tornando-se difícil de manusear para os mais jovens.
         Os dicionários são muito mais antigos que a bíblia, parece que os primeiros apareceram na Mesopotamia, 2800 anos antes de Cristo !
         Leva tempo adquirir o hábito de o consultar. Mas pouco a pouco, quem gosta de ler e de escrever, vai usando o dicionário com mais gosto e menor dificuldade.
         Ao mesmo tempo, por vezes, diverte-nos. No final de cada página, normalmente aparece uma palavra cujo significado desconhecemos. O conhecimento básico, em qualquer idioma, é de cerca de  duas mil palavras. E se na nossa língua, segundo dizem, existem mais de 90.000 vocábulos,  se conhecermos metade, isto é 45.000, já não é mau. Portanto, muitos dos que figuram no fim das páginas consultadas são-nos desconhecidos.E eu, depois que conheci o sinónimo correcto da palavra procurada, adquiri o hábito de também conhecer a última palavra da página. Nada custa, por vezes é uma surpresa, outras um divertimento.
 Dou um exemplo.
         Procurando "relaxação", no fim da página a #relaxação#, encontrei a palavra "relho", que é um açoite feito de couro; ou uma fivela com que as senhoras apertam os cintos ou ainda, imaginem, uma espécie de truta, também chamada truta-marisca.
         Experimentem dizer à vossa esposa, em dia de humor : "não te esqueças de apertar bem o relho"...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sobre o orgulho

O orgulho é a manifestação do conceito elevado que cada um faz de si próprio,  por vezes até desapercebida por quem o exibe.  Por vezes também pouco exibida pelas atitudes tomadas em resposta a provocações. Com frequência o vemos confundido com  preconceito,que  é um juízo antes formado sem uma fundamentação correcta. O orgulho é pessoal, formado durante parte da vida e fundamentado nos sucessos de quem o sente. Ao contrário do preconceito, não é a sociedade ou a convivência que o forma nem as regras que estas impõem .
       As assembleias e os senados fornecem-nos bons e maus exemplos desses estados de espírito.
       E pasma-nos continuarmos a ouvis na nossa Assembleia Nacional muitos deputados, que continuam bem orgulhosos a dissertar, seguindo obedientemente as "cassetes" a  que o partido os obrigas.
       Em minha opinião uma clara - obscura para eles - manifestação de pouca inteligência.