*
Nenhum homem é perfeito. Para mim, só a natureza é perfeita. Nenhum homem, desde os das cavernas até aos de hoje, foi capaz de engendrar o que quer que seja tão perfeito, tão completo, tão belo, tão impecacel, tão completo, como a natureza. Podemos admirar, extasiarmo-nos, enlevarmo-nos com alguma obra do homem - ou da mulher - que logo surge outra que mais nos maravilha. E talvez seja esse o desígnio de Deus, que o homem, durante a vida e por mais que viva, queira sempre mais perfeição, naquilo que faz, naquilo que produz, em tudo o que engendra. E, quando não possui tal ambição é porque estão terminando os seus dias de vida, ainda que viva muitos mais. Seja ao escrever um artigo, uma novela ou um romance, se formos sinceros, todos sabemos que faltou ali qualquer coisa, sobraram as palavras não encontradas que tornavam mais perfeito essa obra .
Só quando nos nasce uma filha ou um filho, ali sentimos a perfeição da mão de Deus como a sentimos contemplando a natureza.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
Número total de visualizações de páginas
segunda-feira, 31 de julho de 2017
quinta-feira, 27 de julho de 2017
*
A mim, em Espanha, quando eu tinha vinte e cinco anos - foi há poucos dias- as meninas daqueles tempos de há poucos dias, chamaram-me, classificaram-me, definiram-me como esquisito, no sentido esdrúxulo da palavra, não como se eu tivesse o acento na terceira sílaba como qualquer proparoxítono que se preze mas sim como indivíduo que se distingue pela extravagância dos costumes, dos hábitos do trato com o semelhante ou com os poucos semelhantes., não digo com os iguais porque não me considero igual a mais nenhum ainda que possam dizer que me seja semelhante a outro qualquer um que seja, lá porque esse que dizem meu semelhante tenha cabeça tronco e membros, mas isso é apanágio ou privilégio de muitos que não considero meus semelhantes como qualquer outro mamífero que por cá andam até que o destino os elimine ou afaste não se sabe para onde.
A mim, em Espanha, quando eu tinha vinte e cinco anos - foi há poucos dias- as meninas daqueles tempos de há poucos dias, chamaram-me, classificaram-me, definiram-me como esquisito, no sentido esdrúxulo da palavra, não como se eu tivesse o acento na terceira sílaba como qualquer proparoxítono que se preze mas sim como indivíduo que se distingue pela extravagância dos costumes, dos hábitos do trato com o semelhante ou com os poucos semelhantes., não digo com os iguais porque não me considero igual a mais nenhum ainda que possam dizer que me seja semelhante a outro qualquer um que seja, lá porque esse que dizem meu semelhante tenha cabeça tronco e membros, mas isso é apanágio ou privilégio de muitos que não considero meus semelhantes como qualquer outro mamífero que por cá andam até que o destino os elimine ou afaste não se sabe para onde.
quarta-feira, 26 de julho de 2017
*
Uma pessoa amiga pediu-me um sonho. Isso exprime muito. Exprime muito o que semnpre sonhámos. O que empre sonhámos conseguir, o que sempre desejámos alcançar, o que sempre ambicionámos da vida: a amrizade, uma amizade sem fronteiras, sem porquês, sem senões. Com a mesma simplicidade com que cresce uma planta no jardim, limitada ao canteiro, no campo em plena liberdade, num vaso, resignada à dureza das paredes . Com a mesma bondade com que o luar uma noite inunda e entra na nossa face . Sem disfarce, sem intenções escondidas, sem esforço.
É bom que haja quem nos peça um sonho.
Uma pessoa amiga pediu-me um sonho. Isso exprime muito. Exprime muito o que semnpre sonhámos. O que empre sonhámos conseguir, o que sempre desejámos alcançar, o que sempre ambicionámos da vida: a amrizade, uma amizade sem fronteiras, sem porquês, sem senões. Com a mesma simplicidade com que cresce uma planta no jardim, limitada ao canteiro, no campo em plena liberdade, num vaso, resignada à dureza das paredes . Com a mesma bondade com que o luar uma noite inunda e entra na nossa face . Sem disfarce, sem intenções escondidas, sem esforço.
É bom que haja quem nos peça um sonho.
De que serve mencionar o que outros deveriam fazer, projectar, escrever? É uma de tantas daquelas coisas, acções, intenções, ou mesmo desejos que significam o mesmo que pretender que uma amiga desconhecida que vive em Ipeticarauba reze catorze padres nossos mais catorze salve rainhas pela minha alma quando fôr do outro mundo. Já passou muito tempo depois que Miguel Cervante teceu desses desejos na figura do seu don Quixote, logo bem acompanhado pelo Sancho Pança nas suas aventuras. Uma minha irmã, figura ilustre nas letras portuguesas, a Maria Fernanda, mais conhecida por Fernanda de Castro, dizia-me , olha, nunca te esqueças, também se vive da fantasia, quem não a aproveita perde uma grande parte da vida, é como se dormisse mais outras oito horas por dia alem das que já pratica, Não é que eu viva como o don Quixote, faltam-me a lança e o Roncinonte, o Sancho esse não me falta, é só dar um estalo com os dedos que ele aparece por todos os lados.
terça-feira, 25 de julho de 2017
segunda-feira, 24 de julho de 2017
*
Já não há guerras, das antigas. Com exércitos, batalhas, generais que mandavam gente morrer, navios ao fundo carregados de gente e de muita coisa que foi poluir o fundo do mar, gente que bombardeava gente e tudo o que muita gente construiu, triliões de tiros projectados para onde não sabiam onde iriam parar a não ser que parassem nalguem que matavam, uma data de senhores discutindo onde haviam de matar mais gente, excepto os senhores que discutiam onde haviam de matar mais gente, muitos animais dos chamados irracionais apanhados pelos. ricochetes de muitas balas atiradas para matar os racionais.
Mas agora essas guerras parece que acabaram, Mas continuam as reuniões dos generais ansiosos por mais guerras para matar os que não são generais, ficam danados quando lhes roubam as balas para matar os que não são generais mas constroiem mais fábricas, mais barcos, mais tanques, e reunem-se mais vezes para discutir onde se hão de encontrar outra vez sobre a forma de matar saudades das antigas reuniões para mandar gente morrer.
Porque cada uma das guerras de hoje, é dum individuo, que não é general, e que quer matar toda a gente, porque assim sempre fica sendo considerado, pela sua gente, como um heroi.
Já não há guerras, das antigas. Com exércitos, batalhas, generais que mandavam gente morrer, navios ao fundo carregados de gente e de muita coisa que foi poluir o fundo do mar, gente que bombardeava gente e tudo o que muita gente construiu, triliões de tiros projectados para onde não sabiam onde iriam parar a não ser que parassem nalguem que matavam, uma data de senhores discutindo onde haviam de matar mais gente, excepto os senhores que discutiam onde haviam de matar mais gente, muitos animais dos chamados irracionais apanhados pelos. ricochetes de muitas balas atiradas para matar os racionais.
Mas agora essas guerras parece que acabaram, Mas continuam as reuniões dos generais ansiosos por mais guerras para matar os que não são generais, ficam danados quando lhes roubam as balas para matar os que não são generais mas constroiem mais fábricas, mais barcos, mais tanques, e reunem-se mais vezes para discutir onde se hão de encontrar outra vez sobre a forma de matar saudades das antigas reuniões para mandar gente morrer.
Porque cada uma das guerras de hoje, é dum individuo, que não é general, e que quer matar toda a gente, porque assim sempre fica sendo considerado, pela sua gente, como um heroi.
sábado, 22 de julho de 2017
* Tenho a maior piscina do mundo, fica entre a Ponta do Altar, na foz do Arade e a ponta do João de Arens. Durante cinquenta e seis verões tomei ali ricos banhos de mar, aprendi muita coisa sobre o mar ou antes, sobre essa piscina, conheci gente importante para mim e não conheci gente importante para mim. Entre muita dessa gente, conheci um pescador, o Antonio Espanhol que enquanto remava no seu bote nos ia contando histórias da sua vida com muita história para os que o ouviamos, no seu dialecto algarvio cerrado:
" e ós pôs, êferrê a morea, puxêa pra dentre do bote, comóvia um monte de mar, a morea vêmencima, ferrôme acá no nariz e féme este buraco caqui tenhe no nariz".
" e ós pôs, êferrê a morea, puxêa pra dentre do bote, comóvia um monte de mar, a morea vêmencima, ferrôme acá no nariz e féme este buraco caqui tenhe no nariz".
Subscrever:
Mensagens (Atom)