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terça-feira, 25 de julho de 2017

Projectos de lei que - nestes tempos - nunca surgirão:
                   - acabar com o dinheiro
                   - eliminar a pobreza
                   - acabar com a corrupção
                   - eliminar a droga
                   - acabar com a prostituição
                   - eliminar a mentira, na política
                   - e na escola, primeiro que tudo, ensinar a pensar e a estudar

segunda-feira, 24 de julho de 2017

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          Já não há guerras, das antigas. Com exércitos, batalhas, generais que mandavam gente morrer, navios ao fundo carregados de gente e de muita coisa que foi poluir o fundo do mar, gente que bombardeava gente e tudo o que muita gente construiu, triliões de tiros projectados para onde não  sabiam onde iriam parar a não ser que parassem nalguem que matavam, uma data de senhores discutindo onde haviam de matar mais gente, excepto os senhores que discutiam onde haviam de matar mais gente, muitos animais dos chamados irracionais apanhados pelos. ricochetes de muitas balas atiradas para matar os racionais.    
       Mas agora essas guerras parece que acabaram, Mas continuam as reuniões dos generais ansiosos por mais guerras para matar os que não são generais, ficam danados quando lhes roubam as balas para matar os que não são generais mas constroiem mais fábricas, mais barcos, mais tanques, e reunem-se mais vezes para discutir onde se hão de encontrar outra vez sobre a forma de matar saudades das antigas reuniões para mandar gente morrer.
       Porque cada uma das guerras de hoje, é dum individuo, que não é general, e que quer matar toda a gente, porque assim sempre fica sendo considerado, pela sua gente, como um heroi. 

sábado, 22 de julho de 2017

*    Tenho a maior piscina do mundo, fica entre a Ponta do Altar, na foz do Arade e a ponta do João de Arens. Durante cinquenta e seis verões tomei ali ricos banhos de mar, aprendi muita coisa sobre o mar ou antes, sobre essa piscina, conheci gente importante para mim e não conheci gente importante para mim. Entre muita dessa gente, conheci um pescador, o Antonio Espanhol que enquanto remava no seu bote nos ia contando histórias da sua vida com muita história para os que o ouviamos, no seu dialecto algarvio cerrado:
        " e ós pôs, êferrê a morea, puxêa pra dentre do bote, comóvia um monte de mar, a morea vêmencima, ferrôme acá no nariz e féme este buraco caqui tenhe no nariz".     

sexta-feira, 21 de julho de 2017

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      Devemos muitos favores à memória, a recordação de bons momentos não tem preço. E também devemos muitos favores ao esquecimento, à nossa vontade, que mergulha, na parte incerta do olvido, muito do que nos desagrada - ainda que com frequência a memória nos pregue algumas partidas não aceitando o esquecimento. Talvez aí resida o segredo dos optimistas que conseguem apagar muito do desagradavel numa triagem favoravel à sua felicidade e a triste sina dos pessimistas que a todo o momento vêem ofuscado o gosto dos bons momentos pela memória insistente dos maus, memória essa que actua como um mata borrão absorvendo sem remédio os bons - tal como a mancha de tinta absorvida pelo mata borrão neste ficou, morta, inerte e imprestavel, para sempre.
      No romance que estou escrevendo, quase autobiográfico, relatei a cena do primeiro encontro que tive com a minha esposa. Desse momento feliz, o mais feliz da minha vida, ainda hoje recordo, como se o estivesse vivendo agora, como fiquei siderado, suspenso, incapaz de dizer uma palavra, vendo-a pela primeira vez.
      Não creio que, depois de morrer, eu esqueça esse momento, pese o que dizem os que pretendem saber o que se passa depois que nos passamos.   

quinta-feira, 20 de julho de 2017

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    Durante a vida sucedem-se, alternam-se, afastam-se, distinguem-se os prazeres, as sensaborias, os imprevistos, os acidentes. A vida não é um caleidoscópio em que os elementos são as cores mas digamos que um vitoscópio em que os elementos fundamentais são muitos, variados, incluindo mesmo as cores, os matizes, pinturas, formas e outros mais subtis como a beleza, a gondade , a intuição, a sabedoria.
   A vida, a vida é uma arco iris de esperanças que a resignação escurece.

   

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Impunidade

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     E que tal deixar impune quem nos prejudica.?
      Prejucidam-nos alguns dos nossos semelhantes, prejudica-nos e Estado, prejudicam-nos os governanrtes? Prejudicam.nos os elementos agrestes da natureza, prejudica-nos o amigo inconsciente, prejudica-nos um filho sem querer?
      Se a todos eles perdoamos sem exigir retribuiçao, sem pensar no perdão que concedemos,  se mesmo esse perdão não é sentido, é voluntário no senrido lato da palavra, então estamos atingindo um patamar mais elevado da civilização. Por isso a função dum juiz, duma mulher ou dum homem que estudou as leis e a quem a sociedade concede o poder de julgar, por isso eu compreendo que um juiz demore a sentença, por vezes mesmo acabe por chegar à conclusão que não pode julgar, que não tem o direito  e muito menos, o dever de punir.
( vou deixando esvoaçar por aqui estas coisinhas dos meus pensamentos aguardando que quem me lê vença um pouco a preguiça e opine sobre o que escrevo)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

mentiras ainda

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      E sobre as mentiras dos graudos?
      Há os que mentem por vício, há os que mentem por política, há os que mentem por caridade, há os que nada mais sabem dizer quando se põem em bicos dos pés.
      Tudo está quando se diz a primeira mentira. Se somos desmacasrados, recolhemo-nos envergonhados (dessa primeirta patranha). Se a primeira mentira é aceite, aplaudida, acompanhada por comentários entudisasmados e encorajadores, aí nasce o vício da mentira.
      A mentira política em geral é recedida pela fama do mentiroso, fama de habilidoso na política, duma forma geral acompanhada pela propaganda  conseguida nos media, pelas estatísticas distorcidas, pela simpatia popula r do mentiroso.
      A mentira caridosa é a única bem aceite por todos. Embora nem sempre distituida de hipocrisia ou de segundas intenções. Mesmo incindindo num membro familiar,nem sempre é honesta.