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sábado, 18 de novembro de 2017

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     Para conseguir que o paciente liberte o que tem reservado a sete chaves no subconsciente, o psiquiatra terá de, com paciência e serenidade, seguir um programa de cura, mais ou menos demorado, a pouco e pouco adaptado ao progresso que vai sentindo, contornando as dificuldades que todo o exame lhe apresenta.
     Hora a hora o psiquiatra procura atingir niveis mais profundos, vai provocando reacções diferentes, mais complicadas, tenta descobrir sentimentos, provoca mais e mais.
     Uma das dificuldades com que pode deparar  é o aparecimento duma ligação mais afectuosa, mais  enamorada, resultante das conversas demoradas e íntimas que manteve com o/a paciente, restabelecendo uma maior comunhão de afirmações e sentimentos. Mas o resultado também pode resultar numa atitude negativista, hostil, de silêncio duro, persistente e frequente durante a entrevista/consulta.
    E mais dificuldades surgirão  
   

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

* Preconsciente
        Entre o consciente e o inconsciente existe uma zona, a do pré inconsciente, onde as recordações aguardam,  nos   primeiros lugares, como pessoas numa fila, esperando ser atendidos. Que poderão ser despertadas por qualquer acontecimento fortuito, por qualquer palavra inserida na conversação ou até por qualquer pensamento. Porém o que está mais distante, entrando decididamente nos domínios do inconsciente, só por meio duma psicanálise paciente, incisiva e progressiva, poderá ser desvendado.
        A sedução nos negócios, no namoro, no trato com os desconhecidos, implica a arte de bem entrevistar, com esse objectivo. Primeiras perguntas genéricas, fora do contexto, como o nome ou apelido, a idade, o local de nascimento. Seguidas doutras numa escala de intimidade progressiva, muito lenta, de pormenores evoluindo nesse sentido. Por isso os resultados mais interessantes tardarão muitas horas, muitos dias. E não sem que o entrevistador depare com muitas dificuldades.
         Destas comunicarei àmanhâ ou depois.
  

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

* No eu inconsciente
     Em muitos, senão em todos de nós, a partir de idade mais ou menos jovem, existe um eu consciente que nos traz em sintonia com a realidade. E existe um outro eu, inconsciente onde se situa uma soma maior ou menor de desejos inconfessáveis cujos travões, que impedem sua passagem para o eu consciente. É a teoria sobre este impedimento ou repressão, a base da psicanálise que Sigmund Freud seguia no tratamento dos seus doentes mentais.  

terça-feira, 14 de novembro de 2017

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       Porque é  que nenhuma empresa se dispões a construir um avião eléctrico, ou seja com turbinas movidas a electricidade?
       Julgo que o rendimento do combustivel actual, queimado nas turbinas dos aviões actuais ,é muito inferior ao do rendimento duma turbina movida a electricidade.
       Se uma bateria de vinte quilos move um automovel  de setecentos ou oitocentos quilos de peso com uma autonomia de seis horas uma bateria de vinte mil quilos não poderá mover com autonomia de seis ou mais horas, um avião com o peso de duzentas toneladas ?
      Não será uma boa ocasião para um nosso governo apoiar uma empresa que se disponha a construir um avião com turbinas movidas a electricidade?
      Bastará pôr a concurso dando o Estado um apoio ao investimento.
      Dando emprego a uns milhares de trabalhadores.
      E menos poluição atmosférica, menos consumo de oxigéneo, mais segurança.


       

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     Tenho de comprar um carro eléctrico para poder conduzir de noite.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

*  Tempos favoráveis
     Também foram de evolução lenta, para muitos, No entanto, com frequência provocando o desagrado de muitos. Repare-se no que se passou com os transportes. Os automoveis aperfeiçoaram-se na comodidade, na segurança, na rapidez, na transição para os eléctricos;  os transportes aereos e marítimos melhoraram de modo semelhante. Mas todos são cada vez mais detestados por muitos, pela poluição do ar e das águas e por outros motivos.
      Os tempos também têm sido favoráveis na evolução da política principalmente na evolução de muitas governações, para a democracia. Na Europa desapareceram as ditaduras.Mas em muitos paises ainda subsiste uma democracia deformada, incompleta, com traços de desumanidade. Deformada porque muitos governos, apregoando-se de democratas, não representam a vontade do povo, alguns conservando nos seus parlamentos, partidos que defendem antigas ditaduras. Incompleta porque não estende a todos, os mesmos benefícios. Com traços de desumanidade, porque em diversos casos se alheia dos mais desfavorecidos.
      Os tempos têm sido favoráveis na evolução da educação, reduzindo ou anulando o analfabetismo, melhorando os sistemas de ensino.
      E também na economia.Tentando, em muitos países, diminuir a pobreza, melhorar as condições de vida, ainda que noutros, em particular onde ainda imperam ditaduras, as condições de vida da maioria das populações viva em condições miseraveis.  

   

domingo, 12 de novembro de 2017

*    Tempos contrários
       Tempos contrários, tempos de mudança. Mudanças com subtileza, mudanças progressivas, mudanças lentas. Não com a instantaneidade dum raio, nem  sequer nem sequer com a lentidão invasiva duma maré mas com a demora e  delicadeza necessária ao bisturi do cirurgião.
      Muito do que há muitos tempos era considerado perigoso, falso, suspeito como a meditação, a contemplação, a benevolência, hoje consideram-se boas práticas e virtudes de espíritos lúcidos, serenos, plácidos.
      Em tempos passados a crueldade foi considerada como prática usual, o sofrimento infligido, um  meio legal para atingir alguns fins, a ciência um perigo, a escravatura um direito, a paz, coisa suspeita.
      Tal como é considerado hoje, o dinheiro.
      Ambicionado e amado, hoje em dia.