Número total de visualizações de página

sábado, 30 de julho de 2011

As ideias são entes incansáveis. Põem-se sempre à frente da" bicha", desfraldando argumentos irrefutáveis. Como uma senhora milionária da minha terra que, quando tinha de esperar na "bicha" das finanças, dizia sempre, lamentando a espera: "já uma pessoa não pode ter alguma coisinha".
As ideias, são persistentes: não cessam de nos agarrar, como a lapa se agarra à rocha, não desistem de nos lançar em caminhos agradaveis ou tortuosos.
As ideias obscuras ou luminosas, reforçam a nossa experiência ou mobilizam-nos para novos caminhos. E, por vezes, vão enriquecendo a nossa amálgama de sabedoria.
As ideias, que não se resumem a uma notícia sem ideias, a uma admoestação sem motivo, a uma banalidade chata, essas, aumentam a nossa fortuna, fazem esquecer a dureza da caminhada e apreciar a frescura da primeira hora duma manhã de verão.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não dar conselhos à juventude e aceitar as suas lições.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

-Ai filha, agorajá nem sei p'ra donde me virar, o meu lindo marido na leva nada p'ra casa, tu é q'estás na maior até podes pintar o cabel' i tudo !
- Tu sabes lá o q'é a minha vida, tenho lá dinheiro que chegue pr'ós gastos, inté já 'tou c'as raizes do cabelo brancas...
- Na t'importes compras uma bisnaga de tinta...
- Cais bisnaga cais quê, eu sei lá pintar o cabelo, despois ficava com o pescoço todo amarelo, aquele safardana do meu homem fartou-se de gozar comigo, quando eu experimentei isso, até me preguntou qual era a parede que eu tinha pintado, só faltou chamar a televisão...
- Ora s'êle conseguisse c'a televisão fosse lá à tua casa atão na era uima maravilha, dizem c'a televisão por ir à casa da princesa do Mónaco, pagou um milhão, atão ficavas governada !
- Oh filha ainda me falta gastar umas solas para ser princesa, ê cá na m'importava, se me fizessem princesa divorciava-me logo do sacana do meu Alfredo...

terça-feira, 26 de julho de 2011

De vez em quiando aparece-me um anjo cá por casa. Suponho que isto passa a toda a gente. Embora muitos nem reparam nisso, embrenhados que estão com aquilo com que se compram os Porsches ou com as discussões intermináveis de reuniões com muitos senhores que, por serem muitos senhores, para nada servem porque os mais inteligentes ou com ideias mais sensatas quando podem falar, a maior parte dos outros já dorme compensando as horas perdidas na noitada anterior .
Mas ontem, apareceu-me um anjo cá por casa. Sinto-me, uma vez mais, um priveligiado, com algum remorso por não saber o que hei-de fazer para compensar esse e tantos outros privilégios. Vou tentando, talvez descubra e consiga. Se vivemos muito, terá de ser para compensar o bem que vivemos.
E não vou à reunião, vou mostrar ao anjo o mar e as rochas da minha praia.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mais um exemplo de outra sacanice

Os senhores leitores deste blog acaso repararam nas referências, que pareciam obrigatórias em todos os "media", ao "desvio colossal", palavras empregues numa declaração proferida pelo primeiro ministro ? E em toda a aleivosia empregue de forma mais ou manos encoberta nesses comentários ? Durante toda a semana passada, esses comentários sempre apareceramem todos os noticiáriosl. Bem explicou e tornou a explicar o senhor ministro das finanças, na Assembleia da República, que , entre essas duas palavras, o semhorprimeiro ministro havia proferido outras palavras, que os referidos comentários eliminaram restando apenas aquelas dias palavras comprometedoras: porque alarmava o pôvo, etc.. Aconteceu que na passada sexta-feira foi exibido o video filmado na reunião do conselho de ministros onde o primeiro refderia a frase completa: "verificou-se um desvio, que para ser anulado provoca um esforço colossal".
Qualquer dia um dos deputados que tanto alterou aquela frase dirá: "o senhor presidente, que não é uma pessoa corrupta, etc." E logo haverá quem diga que aquele deputado declarou: " o senhor presidente, que é uma pessoa corrupta,etc."
Até muitas vezes é sacanice retirar uma vírgula ou colocá-la noutro ponto duma frase, quanto mais o será retlirar palavras para tornar comprometedora a mesma frase.
E depois 795 blogs anteriotes, assaltam-me algumas preocupações. Porque não gosto nem de assaltos e muitos menos de preocupações, vou tomar um duche, que os personagens das telenovelas brasileiras recomendam sempre nos fins das tardes mas que eu teimo em praticar nas manhãs, porque no duche, com a amabilidade da água, os cuidados com o escorreganço do sabonete, o desvelo obrigatório de ensabonetar bem todos os recantos do corpo, o atirar para o ralo tudo o que a água, aliada ao sabão, leva, e por fim, na aplicação criteriosa do lençol de banho, que isto de nos vestirmos molhados ainda não é moda, por tudo isto, com o banho passam-me algumas preocupações que antes me invadem.
E mesmo que não me invadam, vou tomar o duche.
Tenham uma boa semana, sorrindo, que as nossa células gostam disso.
E depois de tudo isto aparece um senhor, cheio de títulos, empregos e presunções e pespega-nos com a teoria que diz muito sua, de que a mulher e o homem percorrem durante o senhor Tempo. toda a escala animal, do protozoário ao elefante , da bactéria mais nefasta até à mulher. Lá vai argumentando no seu artigo, que de nada nos lembramos nesta vida porque a memória desaparece com a memória. Ainda bem, o que lembraríamos se recordássemos o que vivemos como mosca, como lagarto, como cocodrilo; o que nos enraiveceria todas as maldades, sofrimentos e deslealdades que sofremos na vida que passámos quando peixes, ameijoas, pássaros em gaiolas, flores arrancadas à mãe planta, insecto espezinhado com prazer pelos humanos !
E muito mais não dissa o hipócrita do articulista, o meu outro eu.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

PORQUÊ ?

Tantas reuniões, tantas confereências, tantos colóquios, tantos frentes a frentes, tantas discussões, tantas análises, tantas entrevistas, tantos artigos em jornais e revistas: em nenhuma, numa sequer dessas conversas, se abordou o problema do dinheiro como um mal permanente, cada vez maior, e sempre mais incidindo nos mais desfavorecidos.
Porquê ?
E, o que é curioso, todos sofrendo com êsse anátema que existe para mal da humanidade. Os mais pobres, aguentando e sofrendo como podem, morrendo de penúria, de morte lenta, de falta de cuidados de saúde e de condições de vida razoáveis; os da classe média, vivendo afogados em preocupações com as crises e sem as crises; os mais ricos, irrequietos, preocupados, cheios de "stress", pelas perspectivas de perderem o que têm, chegando ao suicídio quando as crises os atingem - porque não sabem viver sem dinheiro, nem se resignam a viver sem ele.
Porquê ?
Utopia, impossibilidade, não há forma de viver sem dinheiro, é um mal necessário, nada existe de melhor, fantasia, com que é que se compram as salsichas, já existe há mais de mil anos, etc..Argumentos que não se discutem, não se analisam, não se abordam seriamente.
Porquê ?

terça-feira, 19 de julho de 2011

A esperança está na bisectriz entre o sonho e a realidade.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Entretenho-me a brincar às escondidas,
da maneira mais democrática possível
com as coisas futeis que o meu olhar lobriga.
Entregando-me às belas surpresas do acaso
e desprezando algumas sensaborias.
Encontro-me a percorrer as estradas do ser
saindo daqui para quedar-me no mesmo sítio,
pernoitar numa pousada de luar
e adormecer, embalado no meu berço de menino.

Fico sobremaneira perturbado
por esta serenidade e fantasia,
o realejo cantarolando na rua
e esse sorriso teu que tanto me enleia.

Este passar do tempo pela alegria
E esta tentação dentro de mim que foi p'ra lá
Em troca dum remorso que eu vivia,
Perdendo a maravilha do teu olhar
Saindo para dentro do que hei-de dar-te
E ocultando-te tudo o que te quiz mostrar
Fez saltar o meu marco da aventura
Provocou o debandar desta ilusão
FIcando-me apenas essa tua ternura

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quando entre mim e o Sol coloco uma flor, o Sol perde brilho e perde côr.

É assim que eu escrevo ?

Gostaria de escrever poesia sem ser poesia.
Uma escrita sem definição, sem título, sem provocação, sem estilo.
Apenas defenindo o que tenho de indefenido.
Apenas ostentando um título inexistente.
Apenas provocando algumas sensações imperceptíveis.
Apenas com o meu estilo impróprio, inqualificável, incapaz e ausente.
Sem prosopopeia, sem sintaxe, sem semântica, sem gramática.
Servindo-me dos enredos, das confusões, do caos.
Ser só apreciado por ignorantes, por iletrados ou por analfabetos.
Ou por um sincero apreciador da matemática.
A tua alma tem mistérios
Que nunca aqui se descobrem
A água que sai duma fonte
Ninguém sabe donde vem

Eu bem amo a minha vida
Porque julgo que a mereço
E a tua que me é querida
Podes crer jamais esqueço

Talvez

Talvez é palavra mágica
Dita com boa intenção
Mas por vezes é bem trágica
Se não sai do coração

sondagens malucas no pensamento ou nada disso

Vou para onde não vou e chego onde parti.
Dou passos por dentro do teu sorriso,
Quando o meu desprezo, que só se reflete na escuridão,
Faça vibrar esta minha guitarra sem cordas e sem caixa.

Por fim completei este meu poema incompleto.

domingo, 10 de julho de 2011

Nada custa todos os dias viver um pouco detrás do arco-iris da esperança.
Nada custa tentar.
É um daqueles infinitésimos que o cérebro engendra e que, ao surgir, pode engrandecer-se, e
abrir-se como uma corola de flor de mil cores. saindo do seu botão.
É uma daquelas gotas de água, embrião duma nuvem que se pode transformar num tornado ou deaparecer detrás da montanha. E vai, desfeita pelo vento.
É um passo na caminhada que nos seduziu.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

"O presente é a juventude do teu futuro."
Lembrei-me hoje desta citação. Não me lembra quem é o autor.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vou folheando com avidez o livro da minha vida. As suas capas, do passado e do futuro têm
bem impressos os sinais do tempo. Não lhes dou maior valor que o da protecção do recheio, que vai engrossando sem contemplações. As capas não se importam, vão aceitando de boa vontade mais e mais folhas que o Dono da biblioteca resolve acrescentar. Destas folhas, as mais antigas, já um pouco amareladas mas com letra ainda visível; as ainda virgens de vida, impolutas e aguardando com serenidade a sua dose do presente. O dono deste livro, sempre esquece as capas, sempre vai olhando para uma folha nova, imaculada, sem um traço ou uma letra. Só toca nas capas com as mãos, raras vezes com o espirito.
E espera ter um lugar decente na biblioteca onde repousam, na eternidade, todos os livros.
Uma das provas, para mim entre as mais evidentes e importantes, da existência de Deus, é que, quanto mais vivo, mais conselhos, mais afectos, mais boas surpresas recebo. Tudo isso recebo e recordo, não restam dúvidas. Os ateus dirão que isto é caricato, que isto é ignorância, ou que isto é coisa ainda pior. Mas eu tenho a certeza que todos nós somos atingidos pela mesma Luz, todos conseguimos muito na vida, sem projecto, sem ponderação, sem análise, sem cálculo infinitesimal. Como p.ex., aconteceu agora: este meu neto portimonense,surpreendeu-me com um abraço.
Todos sentimos. Muitos, não se lembram.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Procuro não pensar em coisas simples,
Como panóplias, palimpsestos ou protonemas,
Nem sequer em coisas mais complicadas,
Como o ar que respiro, a leveza duma pluma,
Ou a simplicidade dalguns teoremas.

Não consigo dar os passos que já dei,
Ver a imagem dum objecto que não existe,
Dar um beijo a quem está distante,
Dizer adeus a quem dorme comigo,
Provar uma iguaria que ainda não conheço.

Posso no entanto frequentar os meus sonhos,
Povoar este meu espírito com a saudade,
Enriquecer a minha bolsa com a tua imagem,
Rogar à vida mais alguns desejos,
Pedir a Deus mais alguns dos seus conselhos.
Vou iniciar essa cruzada. Sem pensar na vida, sem pensar quem sou, donde vim, para onde vou. Uma cruzada sem cruz, sem sacrifícios, sem arrependimentos, sem confissão nem comunhão nem perdão de pecados meus, teus, de quem me acompanhe.
Vou iniciar essa cruzada. Dando uma parte da maior fortuna que tenho, o tempo.
Nada exigindo para mim, esperando dar muito a este tempo, esperando que o que dou a este tempo seja um bálsamo, seja uma suave carícia, seja em benefício que alguem doutro tempo chame sorte, belo destino ou dádiva inesperada.
Talvez alguem, noutra dimensão, esteja numa cruzada semelhante, que me atingiu no presente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vale a pena ocupar-nos bem do presente.
O passado nada contribue.
E o futuro só depende do que fizermos no presente.
Os computadores ainda não possuem funções, exceptuando a da memória, que igualem ou superem tantas outras funções conhecidas do cérebro humano. Sendo verdade que o homem e a mulher continuam por aproveitar grande percentagem do seu cérebro, natural é que dentro da ainda desconhecida sua capacidade, estejam por encontrar novas funções que abram caminho a melhores realizações da mulher e do homem. Que tornem a mulher e o homem mais evoluidos, mais capazes de solucionar os grandes problemas, as grandes incógnitas e os inúmeros caminhos que os dignifiquem cada vez mais no caminho do futuro.
A evolução terá de se realizar, como até hoje sucedeu, num sentido positivo: maior humanidade, melhor protecção, maior sabedoria, menor pobreza, menor maldade, menor luta pelo material. Deus não nos fez como somos para que nos conservemos neste estado. Quando se diluam e acabem os males que nos afligem, quando a mulher e o homem se sintam merecedores do que necessitam, sem reservas, possuindo o mérito suficiente para obter tudo o que lhes preencha a vida, talvez então não haja necessidade de controle do mérito que possuem. A evolução deu-lhes outro sentido, outro sentido que entre outras virtudes, lhes instale o sentimento profundo e inviolável da justiça e da equidadel. E que os impeça de exigir mais do que merecem.
Os exemplos de mulheres e homens que já possuem ou possuiram parte dessa maior capacidsde, são numerosos e creio que têm aumentado em proporção geométrica, ao longo da história.

sábado, 2 de julho de 2011

Sardinhas assadas comidas no pão

Se gostam de sardinhas assadas mais gostarão se cortarem uma fatia da pão caseiro, colocarem a sardinha em cima da fatia e começarem a come-la. Com os dedos, claro. Logo de início saberão se as sardinhas foram pescadas na noite anterior: a pele, com um brilho inconfiundivel de prata recem limpa, destaca-se em grandes pedaços e descobre-se a carne relulzente do lombo da sardinha. Se não se destaca bem ou as sardinhas não são frescas ou foram assadas há muito tempo ou reassadas. O pão também o vamos comendo pouco a pouco, delicioso pelo môlho que escorre do peixe.
Não é um método aconselhavel para comer sardinhas em almoço de gala. Mas, creiam que sabem muito melhor que se as comerem empunhando faca e garfo.
Experimentem. Nem que seja à socapa.
A mulher vestia-se à pressa, envergoou a camisa amarrotada e que não conseguia alisar desde que aquela velhaca do terceiro direito lh'a pedira emprestada para o casamento do afilhado e que lh'a devolvera naquele estado e com imenso descaramento lhe dissera que trazia a camisa assim porque a tábua engomar se partira e o parvo daquele marido, minha amiga, não arranjara, minha amiga os maridos agora já não são o que eram os maridos de antigamente, o marido da minha avó esse sim é q'era um marido como deve de ser, a minha avó contava-me q'êle volta e meia dáva-lhe uma grande ccça mas até concertava o jarro do leite q'ela tinha partido quando eu era garota, imagine, minha amiga, q'até me levava à escola e no caminho depois de pasarmos a chapelaria, aquela amiga dele na rua da república estava sempre à janela e chamava-o sempre, dizia-lhe sempre oh Carlos toma aqui um cafezinho comigo, o Januário hoje embarcou para a pesca, eu nunca percebi porq´é q'o meu avô depois de falar com ela continuava cheio de muita pressa a ir comigo, largava-me na escola e voltava para casa ainda mais cheio de pressa. Mas os velhotes do tempoo deles dizem-me sempre q'ele era um homem honrado, era um homem honrado sim, minha senhora, ele até pagou uma dívida que tinha com aquele preto, auele q' éra o único preto cá da terra e que, não desfazendo, era um preto que parecia um branco , era um benemérito num verão até ofereceu uma cama à inquilina dele que o esmifrava sempre que podia e ele aos domingo aempre lhe levava peixe fresco e ela, a velhaca, uma vez, quando ele não pagou a renda até foi fazer queixa à polícia.
Há muitos modos de responder a uma pergunta. O que depende da natureza da pergunta, as circinstâncias em que a pergunta é feita, a agressividade de quem pergunta, a reação de quem ouve, a experiencia, a sensatez e a sabedoria de quem responde.
A resposta poderá ser de poucas palavras. por vezes de uma só; deverá conter a acutilância apropriada e a complexidade adaptada aos conhecimentos de quem interroga.
E não deve desenvolver-se numa retórica que sempre será inútil, como disse Platão.
Por tudo isto, pelo menos, foram muito boas as respostas do actual ministro das finanças, ontem, na apresentação do programa do governo.
Foi uma lição de sabedoria, ouvi-lo.
Ouvimos e seguimos a apresentação do programa do governo
Apreciei em particular a forma como o novo ministro das finanças respondeu às perguntas e alegações que lhe foram apresentadas. Com frases curtas,a1utilantes e precisas.
Exemplar.