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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sobre o tempo e a vida

do Tradutor

Outras pistas (Sêneca)

Outras pistas (Sêneca)
"O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida "os últimos retoques" nunca se queixará de falta de tempo; em contrapartida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma. Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projecte para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio. Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo! Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade? Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa. Quem formou assim o seu carácter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança; para quem vive de esperanças, pelo contrário, mesmo o dia seguinte lhe escapa, e depois vem a avidez de viver e o medo de morrer, medo desgraçado, e que mais não faz do que desgraçar tudo". Séneca, in 'Cartas a Lucílio'

Pista declamada - Poema enjoadinho - Vinícius de Moraes

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Não leiam, é uma sensaboria

Vou escrever sobre aquilo que não escreverei
Parece uma idiotice, será sensaboria, não terá razão
A razão existe até quando não há razão
Porque afinal devo ficar por aqui
Sem mais sentir
Isso não quero
Antes prefiro
Sentat-me ao lado
Alinhavado
Não conspurcado
Em noite de lua cheia 
E agora que consegui, por fim, parar de escrever
E, suando, partir, ficando aqui
Já ali cheguei vendo o verde desses  pinheiros
Que ainda não vejo-

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Às bandeiras despregadas

       A expressão "rir às bandeiras despregadas parece ter origem no costume de desfraldar as bandeiras no início das festas provocando sorrisos de satisfação. Mas a história é outra, é outra a minha versão e que passo a relatar para cultivar a mente dos que não me leem.


       Ora aconteceu que a dona Isaura pendurava o bloco de cuecas do marido, o Eustáquio, que acabara de lavar, as cuecas, não o marido esse já lá vai o tempo em que queria que ela o lavasse desde que o apanhou agarrado à vizinha do terceiro esquerdo, enfim, o que lá vai, lá vai. Cuecas de cores e modelos variados, brancas, cinzentas, negras, com e sem barreguilha, justas e incómodas ou largas e folgadas para suportar o crescimento da barriga, quando ela as compra sabe que  ele  não larga a cerveja á mesa ou fora do lar. Algumas das cuecas sobressaindo pelo conjunto de cores no riscado: azuis e brancas, que pouco escolhe, detesta o Futebol Clube do Porto, verdes e brancas, que nem vê-las abomina os lagartos e os leões símbolos do Sporting, encarnadas e brancas, tem uma meia dúzia ele quando as encontra na loja não resiste a compra-las, pela preferência clubística do seu clube centenário e patriótico, gente que não é do Benfica não é boa gente,etc.,etc..
Mas nesse dia ensolarado de primavera algarvia, soprava uma ventania dos diabos, agitando as cuecas penduradas, presas ao arame por pinças de plástico também de cores variegadas. E aconteceu, por via da ventania, que algumas das cuecas começaram a desprender-se e a voar para a rua caindo ora no asfalto ora na cabeça dum transeunte, provocando o riso doutros passeantes, que se alegravam com  a chuva de cuecas proveniente do segundo esquerdo.
Com a risota na rua, o Eustáquio, que curtia uma soneca leve, hábito consagrado após o almoço, despertou chamado por um dos vizinhos que passava por baixo:
          .- Senhor Eustáquio tem festa aí em casa ?   As suas  cuecas parecem bandeiras despregadas para nos avisar do acontecimento festivo !
 E ele, e os patrícios que por ali passavam iam rindo"às bandeiras despregadas".  

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Vou

Vou caminhando para atingir o passado
Vou seguindo indiferente ao que me importe
Caminho pelas áleas da fantasia
Sigo prosseguindo  até aqui
Não destruo castelos nem sentimentos
Nem me ocupo de devaneios ou de tormentos
Retiro da minha vida que vou viver
Aquilo que sempre tive para te dizer


Não preciso de asas para entrar no mar
Nem de botas cardadas para voar
Daria tudo o que tenho para te encontrar
E atiraria todos os tesouros para o mar.
E esse futuro que ninguém conhece
Vive em mim, passa por mim, resplandece
Num arco-íris de ilusão que mais parece
A dor bem sofrida de quem padece



Aqui vou dexando

Não preciso de sair à rua para andar na rua
Para ver as gaivotas e as andorinhas revoluteando
Não gosto ter de andar de carro para chegar a Paris
Nem entrar num transatlântico para encontrar o mar
É uma qualidade esta que se entranhou em mim
Sem necessidade de organizar os desejos
Sem sentir as obrigações mais obrigatórias
Deixando, qual andorinha no voo, revolutear as ideias






Tenho à minha frente o atlântico, meu amigo oceano
Tão meu amigo que contraria contra toda a lógica,
Nesse  ondular pacífico, calmo, bacano,
As previsões pessimistas do serviço meteorológico
Dadas por aqueles senhores das têvês, das rádios
Que do Algarve só conhecem as amendoeiras
Só vindo até cá para gozar  as praias
Tostar os corpos e encontrar outras brincadeiras




Aqui vou deixando parte da vida que sinto.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Às amigas e amigos que me leem

A minha intenção, quanto a esta mensagem, era de sugerir às e aos que leem o que escrevo, que me comunicassem mais, alem do "gosto" ou "não gosto" que a Google põe à disposição dos utilizadores. Que me comunicassem um pouco ou um muito das suas vidas, dos seus ambientes, das suas inclinações ou preferências. Entrando assim em diálogos, confissões ou interrogações, desde as nascidas no vosso dia a dia até, se interessar, a algumas mais íntimas. Mas a Mery Dutra antecipou-se-me e escreveu o que eu transcrevi e comentei referindo que são estas coincidências que nos trazem
alegrias inesperadas. A tudo responderei se me sobrar "engenho e arte" para tanto.
Eu escrevi dois livros, um terceiro aparecerá daqui a poucos dias. Na impossibilidade de os enviar aos que os desejem ler, no meu blog está lá tudo( www.sonhoscomsorte.blogstop.com ). No face book venho inserindo o que escrevo, mas o blog é mais seguro e mais fácil de consultar qualquer mensagem antiga - não sei se no fb se conservam todas as mensagens, parece-me que não. Os blogs, pelo que venho observando, conservam-nas durante alguns anos, não sei quantos, mas pelo menos três, todas as mensagens escritas e publicadas por quem desapareceu deste mundo ou quem resolveu deixar de publicar alguma coisa.
          Há bons escritores que escrevem com frequência nos seus blogs. Como exemplo: Patrícia Reis, pessoa e escritora que mal conheço mas com obra notável e que perde quase todos os dias um pouco do seu tempo dando-nos grátis um pouco da sua sabedoria, da sua vida, dos seus juízos. Leiam-na,  vão gostar. Mas também há bons escritores que  muito escrevem  no fb - como por exemplo a Rita Ferro, com obra de vinte e tantos livros publicados. 
          Hoje por aqui me fico.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A beleza de algumas coisas simples

Coisas simples dão-nos, por vezes, muita alegria.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Nova memória

Passei por mais um dia, igual aos outros: de 24 horas e alguns segundos, de acordar e fazer tudo o resto que uso fazer todos os dias . O que quase toda a gente faz todos os dias.
Mas a excepção  no que faço é que traz o encanto de alguns dias.
 Recordo pouco o que fiz noutros dias durante a vida. Por exemplo, o que fiz, o que aconteceu de relevante e que conheci   no dia 28 de Junho de 1954? Apenas sei que vivia em Luanda, casado com a mesma senhora que hoje me acompanha, que criávamos então dois filhos, que trabalhava na Junta do Algodão de Angola. Pouco mais me lembro do que me aconteceu nesse dia, do que aconteceu no mundo nesse dia e que tive conhecimento então, pela imprensa, pela radio, pelas conversas com amigos, o que almocei, o que jantei, a que horas me deitei. Ao contrário dessas oito pessoas que descobriram, por anúncio nos Estados Unidos e que têm a faculdade de recordar tim-tim por tim-tim tudo o que lhes aconteceu e do que tiveram conhecimento em qualquer dia das suas vidas. O que indica uma memória especial nessas pessoas e talvez uma nova etapa na evolução humana.

Rugas

    As rugas que o mar abre nas rochas são como as fendas que o passado abriu em mim. Passado que me agride quando sopram os ventos da saudade.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Algumas afirmações

O que continuarei a afirmar:
       - O dinheiro é um dos maiores males deste nosso mundo. Porque será que poucos se incomodam ? . E os que se incomodam continuam passivos. Concordam mas não reagem.
       - Preocupar-se, de pouco serve.
       - De nada serve o pessimismo. Olhar para trás, só como exemplo de cuidados a ter.
       - Há soluções para tudo. Até para a morte, Deus sabe-o.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Carta

Há muito que não escrevo
Uma carta ao meu amor
Há muito que não me enlevo
Dando-lhe tão pouco calor


Muito tenho de lhe confessar
Que, como posso, vou ocultando
E não é por muito falar
Que eu fico mais exultante


Esta carta não a esqueças
Nem o que tem nas entrelinhas
Eu conto que não me peças
As dúvidas que são só minhas           

E resumindo

A quem não dirijo tudo o que escrevo,
A quem dirijo o que não escrevo
Onde está tudo o que não escrevi, que se perdeu
Onde pairam as palavras que não disse




Visitei esse lugar lindo onde não fui
E escondi os pensamentos que não tive
Afastei toda a penugem da tristeza
Que sempre perdi nos recantos da fantasia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Preocupações

Um grão de areia risca o aço, a noite apaga a beleza, a vaidade mancha o caracter. São preocupações em tempo oportunas.

Pessoas más

Pessoas más são as que se afastam da vida

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Sem medo e com razão

Agitam-se-me os ventos da aventura, sondo os escaninhos mais recônditos da mente, sopeso as dúvidas dos meus poderes, entranham-se-me os aguilhões da realidade, da minha idade, do meu passado, dos meus quereres, dessas ilusões. Faço as contas da vida, deito fora os apontamentos desse meu antes, ignóbil e vagueio no pântano da minha inconstância. Não cedo, não quero ceder à tentação fácil do desprezo pelo que não posso esquecer, embarco nos desejos impossíveis, inconfessados, nunca esquecidos, sempre torturantes por irrealizáveis, sempre com variantes e com o mesmo ponto de aplicação: tu. Não há medo, apenas a neblina impenetrável daquela dúvida.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O poder da mente

Vou sondar e descobrir algo de importante, oculto na minha mente. O que qualquer humano com um pouco de lucidez poderá apresentar e contribuir para a evolução ou para a maldade. É bom não esquecer que grande parte das descobertas resultaram dum acaso, a penicilina, a descoberta do Brasil, a arte enriquecer sem dar por isso. O homem das cavernas mais primitivo sabia comer, caçar e pescar, perpetuar a espécie. Manteve oculta, por muito ou pouco tempo o teorema de Lagrange, os segredos da relatividade, a ciência de emagrecer comendo muito. E hoje, a mulher e o homem empenham-se em descobrir nos recônditos da imaginação a arte de rejuvenescer, uma lei económica para além da relativa à da procura e oferta, o teletransporte e um substituto do dinheiro mundialmente aceite pelos ricos e pelos pobres.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Nem com os reis, nem com os santos, nem com Deus

" Nem com os reis, nem com os santos, nem com Deus se pode tratar sem ser mal julgado dos homens.Tão injusto é o juizo humano en interpretar intenções; tão atrevido e tão temerário é em julgar pelas obras os pensamentos!" do padre António Vieira

Vou sair de mim

Hoje abandono qualquer introspecção, vou sair de mim, observar o que me envolve de perto até ao longe, desde o ar sobre a minha pele, até à montanha a norte e o mar a Sul.sd, desprezando o que se encontra ao oeste e ao leste, que pouco se impõem na minha visão. A montanha a norte, com o seu pico da Foia, 890 metros acima do nível médio do mar, ora límpida, bem visível, estendendo-se em declive íngreme para oeste e suave, envergonhado e modesto, para leste, ora recatado e com frequência cauteloso, envolvendo-se em mantos de nuvens ora de limpidez exuberante, revelando sem pejo nem vergonha as linhas de águas e as cumeadas que nos revelam as rugas que o tempo trouxe á sua superfície. O mar, a sul, de caracter tranquilo, só a breves espaços revelando algum descontentamento provocado pelos ventos de oeste ou do sueste. Mar que, como todos os seus irmãos mares, na Terra, é invadido constantemente por embarcações diversas, as maiores das quais o utilizam como fossa comum para todos os detritos que lhes atiram, servindo-se dele para se libertarem dos lixos incómodos e de degradação demorada. Aqui termino o passeio.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um côco

Olho dentro de mim, parece-me um côco que estou tentando partir com uma catana. A superfície áspera do côco lembra-me que as ideias que me afluem têm a mesma aspereza, a mesma rudeza e dificuldade de compor, orientar, dirigir. Impressiona-me a falta de vibração, de energia, de explosão. Julgando-me dentro dum labirinto, estranho as paredes, que não são de pedra, de musgo, de flores. Apenas de murmúrios, de sussurros, de hesitações, de portas abertas aos sonhos. E anseio por ver trinta cavalos correndo em liberdade, sem freios, nem arreios, nem rédeas, crinas e caudas ondulando ao vento, parando à beira dum riacho para se dessedentarem. Mas, no fim, o côco caindo no empedrado da praça, abrindo-se para me sossegar e matar a sede.

Solidão no pensamento

Encontro-me a sós com esta página em branco, pensando no muito que quero dizer e que não descubro. Vagueio pelas alas do pensamento deixando que as ideias tabelem com aquele botão de rosa a abrir, com esta calidez do sol de inverno que entra descarado pala janela da cozinha e ignora o quarto escuro da casa, lá em cima. Sinto que se derrete a maldição do tédio, as lembranças da criança que fui e que quero voltar a ser, desviam o vento frio para oeste com a chama desse olhar que me entontecia, uma recordação que me basta para ser feliz, sem tentar sequer afastar a dúvida, nem amaldiçoar essa lembrança dos nossos passo perdidos quando nos encaminhávamos para o amor desejado.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Atitudes

Pessoa amiga citou uma frase de Carlos Hilsdorf na qual este enfatizou, realçou a importância da atitude perante o que nos acontece, atinge ou provoca durante a vida. Tem razão. Mas penso que deve ter uma ideia mais completa, mais abrangente, até mais precisa. Essa pessoa amiga, comentando a frase citada, diz que a atitude é o inicio de resultados extraordinário. A atitude define o jeito o modo de ser e proceder. Logo poderá produzir resultados extraordinários ou conduzir a resultados normais. O que se verifica nas atitude diferentes que são usuais em qualquer individuo, perante um acontecimento: desde a indiferença até ao maior entusiasmo.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Um catarro persistente

Fui seguindo os passos, os capítulos, as agruras deste catarro persistente, ingeri xaropes baratos sem implorar socorro ao serviço nacional de saúde, escolhi a receita facultando-me dos conhecimentos do meu curso de medicina pneunomológica, especialidade que inauguraram há uma semana dum curso cujas trinta e duas cadeiras saquei em quatro domingos de dezembro passado, o exame da especialidade foi grátis, sem prova oral, porque o professor alegou bronquite crónica, nem prova escrita porque a poupança na despesa etc., etc.. Enquanto eu aguardava o exame, o frio na sala congelou os aparelhos de ar condicionado e afastou toda a assistência de concorrentes à especialidade. O diploma, para evitar burocracias engorrosas, termo espanhol cujo significado desconheço, apesar de ser casado há um ror de anos com uma guapa nascida e criada em Espanha, nunca os pais lhe faltaram com nada, até lhe compraram aquela linda boina verde que reforçou a minha paixão quando a que pouco tempo depois passou à condição de minha noiva, vejam só o meu descaramento. E resolvi raptá-la, inspirado no rapto das sabinas romanas, conservando-a em bom estado até hoje.. E agora, apesar do catarro, vou deitar-me antes que ela adormeça.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Está falhando-me o gosto por escrever, não percebo se é do frio, se é da tosse, se é da saudade, se é de alguma raiva, se é de outra desconhecida desilusão, não consigo descobrir do que é. Penso que talvez possa ser da falta do banho, da falta dum passeio por lugares que pouco frequento ou desconhecidos, provocando-me alguma surpresa agradável. Escrevi tempos atrás sobre as surpresas. Porque me tenho na conta de optimista, sempre esperei e espero que todas as surpresas elevem o meu nível diário de felicidade, de contentamento, de boa disposição para enfrentar esse e os que se seguem. Tenho poucos amigos. Não acredito que alguém possa ter muitos. Não me refiro aos da política, desses desconfio, aliás não estou envolvido nela, o que torna impossível para mim, essa conquista. Ainda não apareceu, ou desconheço, a palavra diferente de amizade para classificar o que existe entre dois amigos políticos. Talvez deva chamar-se politicaze, politaze, poliinteressitaze ou outro palavrão que um dia um homem do povo comece a empregar. E aqui e em muitos casos, também se aplica o velho ditado "amigos, amigos, negócios aparte". E, porque os poucos amigos vão-se esfumando desta para melhor, acho natural que poucos leiam e/ou comentem as minhas mensagens no FB, os meus escritos neste blog, os meus livros. (Em digital poderão lê-los ligando para a editora Várzea da Rainha Impressoras, telefone nº 262098008 ou, por email geral@vri.pt

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Aquela salamandra

Na realidade detesto o inverno. Tenho nos genes os gosto pelo calor, o frio gela-me o pensamento, contrai-me as ideias, cai-me a neve no espírito, foge-me a inspiração para a lareira em busca de afago. Aproximo as mãos, esbranquiçadas pelo frio, do tampo de ferro bem quente e penso naquela salamandra cilíndrica, a petróleo, da casa dos meus pais que pregava inúmeras partidas ao que a acendia. Era a torcida que estava baixa, era a torcida que estava alta, era a torcida que estava queimada, sei lá o que era que se passava mais na torcida. Mas por fim lá se resignava, no meio da casa de jantar, a temperar um pouco o ambiente.

O meu quarto livro

Retomo as minhas mensagens. Retomo o contacto com os que me leem, os que partilham comigo as minhas alegrias, os meus dissabores - poucos - os meus dislates, a minha desfaçatez . Terminei o meu quarto livro, incluindo o primeiro, um livro relato duma viagem oficial a Israel, quando era funcionário público em Angola, país onde estive doze anos e onde passei momentos deliciosos culminados com os três filhos que de lá trouxemos. Relatarei muitos desses momentos no meu futuro livro, um romance baseado na história dum amigo meu que lá viveu setenta anos. Espero que daqui a um ano esse livro sairá se esta modesta habilidade para a escrevinhação não me abandonar Estão convidados para o lançamento deste meu livro em Lisboa e/ou em Portimão, em datas a anunciar em dia próximo.