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sábado, 30 de agosto de 2014

Sempre

Sempre que pretendo revelar algum sentimento
Sempre que sinto que a situação se complica
Sempre que me aflige  em qualquer momento
Sempre que alguma dor à minha alma se aplica
Procuro  lembrar-me o que nesse dia te disse
Procuro lembrar-me do dia em que te conheci
Procuro agora que eu de novo ouvisse
Procuro sempre ter-te  como então te vi

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Não me resigno

Não me resigno,
A aceitar esta política
A deixar que esta política me desanime
A permitir que esta política me controle a vida
A aceitar o domínio do dinheiro
A percorrer os caminhos da agonia
Desse modo de viver que me querem impòr
Subordinado às modas
Rendido à moeda
Impedido de pensar
Aceitando essa rotina
Porque sei que no dia em que me resignar
A tudo isso e ao mais que me repugna
Sei que deixo de viver
E que só me restará
Sentar-me num banco do jardim 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eu tenho a envergadura no meu pensamento.

A colecção de arte no museu do Caramulo

Uma das grandes maravilhas desta vida é que todos os dias podemos ser contemplados com uma lição. Vinda duma professora insuspeita, competente ou não, bem apreciada ou não pelos críticos mais ferozes. Refiro-me agora ao artigo de M.J- Avilez no Observador de hoje. Ali aprendi com o gosto de sempre pelo inaudito, inesperado e desconhecido. E onde nos refere a maravilha dos órgãos do convento de Mafra, o gosto pela musica, e o museu do Caramulo. Da colecção de automóveis ali existente que eu tenho notícia há muito e da colecção de arte que eu só agora sei que existe. Talvez, pelo que ela nos relata, a colecção de arte mais valiosa em Portugal, que Abel Lacerda ali expõe. .
Se a minha consorte quiser acompanhar-me, lá irei.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Realidades


Li, não sei onde, que  desapareceu mais de setenta por cento da fauna marítima. E que tal se deve, não a causas naturais, mas à acção dos homens, não das mulheres, na contaminação das águas dos mares com diversos produtos industriais, principalmente dos petrolíferos. O mesmo artigo referia que existem, no presente, muitas outras formas de produção de energia.. Mas a ganância dos grupos que exploram as reservas petrolíferas não cessa, esbulhando as gerações futuras das riquezas naturais necessárias para a vida. Por outro lado, as zonas verdes da Terra, mercê do consumo anormal de oxigéneo, vão diminuindo e é provável que o consumo já seja superior à produção, Portanto, qualque dia teremos os mares sem peixe e a atmosfera sem oxigénio. E tudo o que atráz referi deve-se à submissão ao bezerro de ouro.                                                                                                                                                           ceo. Oi,  ção içãocuperaik .                                                                                                                                                           oda    vida.                                                                                                                                         rtb.e cirecfa itprobsmngomdmwe

Merecimento

Sei sempre para onde me virar. Se cedo a qualquer impulso de abandono da vontade, viro-me para dentro.. Se não resultar, é porque adormeci. E quando acordo, após aqueles momentos de incerteza em que me põem os neurónios, chamados à pedra, quando finalmente acordo estou "noutro clima", como dizem os brasileiros. São cento e trinta milhões os naturais desse Brasil , nestes dez segundos devem ter nascido mais umas dezenas, talvez um presidente futuro, um astronauta futuro, um investigador futuro. Ou uma futura mulher mais importante que todos homens futuros. Pelo menos porque uma mulher faz o que qualquer dos três ou quatro biliões de homens cohabitantes do mesmo planeta, não conseguem fazer:  criar outra filha ou outro filho.
Não conseguem, por muita vontade que tenham. E, talvez por inveja da condição feminina, tratam ainda as mulheres e ,com frequência imensa, sem  o respeito devido a quem os criou.
Desta vez virei-me para um assunto que deveria merecer a atenção demorada de todos os homens.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vou

Continuo agarrado à vida como as lapas daquela rocha,
Vou apalpando o futuro enquanto me embala o passado,
Sem desprezar os pequenos prazeres que me arranham o presente,
Que me dão o Sol, a dona lua, o vento,  alguma poeira da saudade
E outros prazeres simples que alguns dizem fúteis
Porque sofrem em cada momento as picadas da ambição
Porque se deixam envolver e enrolar nos braços de alguma paixão
Ou porque mais não sentem que profunda solidão


E assim, como vês, vou passando por ti. 

sábado, 23 de agosto de 2014

Às minhas leitoras e leitores

Gosto de ir para lá ficando aqui
Estou no amanhã aguardando que passe o hoje. Que coisas imensas e inúmeras costumo fazer no amanhã. Que têm o condão de não poder ser desfeitas, de variarem todos os amanhãs e de obedecerem aos meus impulsos de hoje. Mas só me inclino quando fico na horizontal dos meus impulsos e na vertical das minhas hesitações.
Assim, nada custa viver.

Conhecem este trecho literário?

Em 1867, atenção, EM MIL OITOCENTOS E SESSENTA E SETE, portanto há 147 anos, EÇA DE QUEIROZ , com a idade de vinte de dois anos, escreveu o seguinte trecho que o "Distrito de Évora" publicou(por favor não deixem de ler):
          "SE SE ADMITISSE A LIBERDADE DO COMERCIO EM TODA A SUA EXTENSÃO, OS POVOS MENOS INDUSTRIOSOS FICARIAM INDUBITAVELMENTE POBRES, ARRUINADOS PELOS SEUS VIZINHOS MAIS HABEIS. O EQUILIBRIO ACABARIA SEMPRE POR SE ESTABELECER, DIZEM OS ECONOMISTAS. SEM DUVIDA, MAS SOMENTE DEPOIS QUE A RUINA DOS POVOS MENOS INDUSTRIOSOS FOSSE COMPLETA E TERRIVEL."
          Não duvidem, podem e devem confirmar, lendo o texto no livro que transcreve o que Eça de Queiroz publicou no "Distrito de Évora".
          Depois das dezenas de prémios Nobel concedidos desde 1867 , até hoje ainda não apareceu uma mente iluminada que discorresse dessa forma sobre a liberdade do comércio, sobre a aceitação do euro , sobre os seus efeitos na economia nos países dos "povos menos industriosos".
         E que dizer da forma atabalhoada, displicente e indiferente como entrámos no euro e na liberdade do comércio?

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Quando e onde

Quando será que eu publicarei o que quero escrever amanhã
Quem me recitará os poemas que ainda não escrevi
Como poderei agarrar esse verso que te escrevi
Onde encontrarei de novo a tua imagem que perdi?
Onde estão as carícias que me deste, Mãe,
Em que lugar poderei de novo ter os teus afagos?
Será que tudo isso está dentro da caixa aferrolhada
Essa caixa no futuro abandonada
E cuja chave é a saudade?

Evolução

A mulher e o homem vão descobrindo processos para melhorar, consertar ou substituir os seus órgãos vitais. Chegará o dia - quando será?- em que poderá melhorar, reparar ou substituir a alma, o espirito e a saudade. E vacinar-se contra a avareza, a ambição, o dinheiro e a solidão. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Solidão

Solidão é vento atroz
É dor que fere a saudade
É uma agonia  que me faz feroz
É tortura pior que a maldade


É poeira do cruel de todo o tempo
E sabor amargo de qualquer idade
É vício infernal da crueldade
Que sempre aparece em qualquer idade


E porque não consigo afastar-me
Desses momentos de insatisfação
Apenas me resta entregar-me
Aos ditames do meu coração

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Reforma administrativa

Muito ouvimos falar da reforma administrativa. Pelas  palavras proferidas pelos nossos distintos políticos, saídas da pena dos nossos insignes jornalistas, comunicadas  que os ilustres comentadores, na radio, na televisão e nos comícios, nos oferecem. 
Mas, se pretendessem ser bons informadores, deveriam começari por definir o  que tratam quando falam dessa apregoada e exigida reforma administrativa. Porque, quase todos os dias ouvimos os nossos distintos próceres pais da Pátria, referir a falta de tal reforma, a lentidão com que se projecta, os parcos efeitos de alguma que se executa. Pensamos que primeiro seria útil que se fizesse um inquérito de rua para avaliar o conhecimento do nosso povo  acerca de tal desígnio .Talvez  que nem dez por cento dos inquiridos sabe do que se trata, quando alguém fala de reforma administrativa. Num inquérito ligeiro, quase todos os inquiridos me responderam que entendiam tal reforma pelo que ganham ou ganharão quando deixaram ou deixarem de trabalhar.
Portanto comecemos pelo princípio, o que sempre me parece adequado quando se trata de explicar, comentar ou propor .
Reformar significa dar nova forma, provocar uma melhoria, passar a uma nova condição. E reforma administrativa é a que respeita à administração, ao modo como , se projecta, se executa, se conduz qualquer actividade em que estamos envolvidos e que, em maior ou menor grau, controlamos.
Portanto reformar a administração governamental mais não quer dizer que modificar, implementar, promover ou executar as tarefas ligadas à actividade governamental. E para modificar ou inovar qualquer dessas tarefas há que "projectar na dúvida e realizar com fé". Sem um projecto adequado e proporcional à grandeza do que se pretende jamais se poderá realizar uma reforma administrativa ao nível do país, sob pena que esta surja aos soluços, de inspiração momentânea, sem ligação estreita entre os diversos ministérios, E tal projecto deverá conter prioridades, em todos os seus capítulos, abarcando todos os ministérios, atendendo às necessidades  das populações de  todas as regiões de Portugal.
Noutras mensagens desenvolveremos este assunto com maior profundidade.  . 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Poema "Vida"

Terminei hoje a revisão do meu poema "Vida".
Sinto que lhe falta muito. Porque me faltou mais inspiração, saber ou simplesmente fantasia, para o apresentar digno desse nome de poema. Mas foi o que consegui dar de mim.
Poema "Vida" - XXXI -
                      


Neste poema pretendi relatar,
Às musas rogando que me ajudassem
Nos versos que quem escreve pode dar,
As dúvidas que os mistérios medrassem:
Já antes de nascer, mistério impar,
E de modo igual quando a morte passa
No meio deles nos ficou a vida
Que a todos por Deus nos foi concedida

domingo, 17 de agosto de 2014

Poema "Vida" - XXX - 



Chega a velhice, antes pressentida,
Perdendo vigor em toda a função,
Sem adquirir doença bem  definida
 Não lhes perturbando qualquer acção
É tempo do sossego pretendido
Após trabalhos e realizações
Só Deus sabe a razão porque cá vivem
Só Deus bem julgando o que cá fizeram
Poema "Vida" - XXIX -
         

Dos quarenta aos sessenta anos de vida
Sempre surgem dúvidas não iguais
Sem  encontrar respostas definidas
Com justificações bem racionais
Entrando na velhice pressentida
Sem entender os mistérios jamais
Respostas nunca obtidas pela sorte
Conseguidas talvez depois da morte

sábado, 16 de agosto de 2014

A torre que falta

Em 25 de Maio de 2010 numa mensagem deste meu blog, referi que a igreja matriz de Portimão ainda se encontrava na mesma: uma das torres por reconstruir. Refira-se que esta igreja, reconstruida depois do terramoto de 1755, deve ser a única em Portugal que inclui no seu edifício um arco gótico do século doze ou treze,, e uma parede, a que se situa por detrás do altar, ainda mais antiga, dado que pertencia à antiga muralha da cidade.
Aguardo que a senhora presidente da câmara inicie ou pelo menos, projecte essa obra. O orçamento da câmara é agora muito restrito, não impedirá tal iniciativa. Mas a senhora presidente - a primeira senhora no comando dos destinos do município - decerto se debruçará sobre o assunto. Agora as finanças da câmara mais não permitem. Mas talvez permitam dentro de um ou dois anos, começar, pelo menos pelo projecto.
A cidade merece.
Temos, no concelho de Portimão, das praias mais bonitas do mundo, também temos outras joias que devem ser mais estimadas.     
Poema "Vida" - XXVIII -

Passam tempos, os mistérios persistem,
Muitos desistindo de os desvendar
Outros em várias teorias insistem,
Com tudo o que a fé os pode ajudar.
Alguns se perturbam, outros se inquietam
A vida não os deixa mais pensar.
Em mistérios que estão na mão de Deus
Lá retidos para crentes e ateus.
Poema "Vida" - XXVII -
                  
Passam anos instala-se a rotina
Surgem-lhes rugas, cansaços, defeitos,
Alguns cuidados, prudência benigna,
E o hábito de vários bons preceitos
São quarentões, meninos ou meninas,
A poucos males ou doenças atreitos.
Sentem-se então na alta plenitude
Cheios de vigor, zelo,  muita virtude

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Preguiça, a quanto obrigas!

Será que a inspiração não aparece por simples consequência da idade, por muito jovem, pouco ardente, passado de moda, simples inércia, por outro factor mais ou menos inconveniente ? Ou por desculpas irónicas - como fuga ao acordo ortográfico;  ou sacanas - como perder tempo com coisas fúteis ; ou pesporrônticas(termo moderno que desconstrói(outro, que significa pouco mais)  o passado) - ou seja, que não merecem os meus comentários?
Não depois dessas cinco linhas anteriores a conclusão: simples preguiça.
Sim, porque a inspiração barata, inacessível para muitos, nada custa: o Zé envergou a gabardina mas. reparando na nódoa escura, irregular, disseminada pela manga acima, procurou o detergente apropriado, e esfregou o tecido com o pano de cozinha de quadrados azuis e brancos. E a esposa, saindo do quarto fez a pergunta prenhe de inteligência - Zé tás a tirar uma nódoa, vais chegar atrasado à reunião!- olha vou mesmo assim ...A inspiração que leva a abundantes e semelhantes pérolas da literatura abunda entre as reportagens de alguns conceituados jornalistas.
Mas dessa forma iniciaram os seus escritos quase todos os nobéis das letras., reportando dentro das vidas que observavam.
Espero que haja consideração.

Poema "Vida"- XXVI -

Poema "Vida" - XXVI -
                     
Nessa época da vida, começam-lhes
Surgindo grandes interrogações
Donde viemos porque é que aqui estamos?
Para aqui vivermos, quais as razões?
Dúvidas que dia a dia se instalam
Sem respostas nas nossas convicções
Que faremos nos mistérios da vida?
 Que faremos depois dela vivida?

Poema "Vida" - XXV -

Poema "Vida" - XXV -

Se o amor passa fica a amizade
Prazeres e palavras partilhando
Rasgando os silêncios p'ra que não tarde
O regresso ao convívio desejado.
Nessa época não pensam na idade
O futuro jamais os perturbando
Gostam do que fazem, da profissão
E assim têm uma boa ocupação

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Poema"Vida" - XXIV -




 Amores, devaneios, ilusões
Que eles vão pouco a pouco descobrindo
São novas e profundas sensações
Por entre tudo o mais  que vão sentindo
Algumas não são mais que percepções
Que o espírito pouco vai resistindo
É época mais lembrada da vida
Quase sempre a época mais querida

Poema "Vda" - XXIII -

Poema "Vida" - XXIII


Na maioridade muitos se empregam
Desde que o ensino liceal terminam
Outros nas faculdades all seguem
Os cursos que sempre mais preferiram
E que, bem terminados, lhes permitam
Singrar na carreira que mais preferem
Para toda e qualquer das profissões `´
São de alto valor as boas formações

Poema "Vida" - XXII -


Ciência, rigor, método nos estudos,
Lhes dá a faculdade nalguns anos,
Experiência virá doutros canudos
E toda a que provem dos desenganos.
Porem alguns, mais fracos ou mais rudes,
Seguem outros caminhos mais insanos.
Indo pelo melhor rumo na vida
Há que tomar a decisão devida

terça-feira, 12 de agosto de 2014


Poema "vida" - XXI -
                    XXI


Os anos passam como brisas suaves
Que nas suas memórias em traços leves
Por eles são sentidos como afagos
Sem saber que esses anos serão breves
Nem sentir se são bons ou se são graves
Dissabores pois o diabo que os leve
Do amor estão a entender os princípios
Dos azares só conservam resquícios

Poema "Vida" - XX -


Em profundos pântanos, lamaçais
Onde desgraças, vícios existem,
Há muitos jovens em condições tais
Que nem sequer uma esperança sentem
Ali estão inertes, como os demais,
Absortos, não sabendo que vivem.
Quem não sente o que vive na sua vida
Perde o encanto e fulgor, se assim vivida

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Poema "Vida" - XIX -

 Nos nossos tempos, porém, ainda há jovens
Numa adolescência desamparada,
Decidindo os seus actos sem que alguém
Lhes dê soluções bem mais acertadas
Muitos deles só vícios os retêm
Sem obter soluções mais concertadas
Mais fácil é ceder às tentações
Se os impulsos são prenhes de ilusões.

Poema "Vida" - XVIII -

Cria amizades, encontra o amor Estuda os segredos da profissão Participa, discute com calòr, Aprende a não calar se tem razão Por vezes também sente alguma dor Ligada aos assuntos do coração Mas vai, nesses anos, com alegria, Sentindo sempre a vida, dia a dia.

Poema "Vida" - XVII -

Se no liceu o jovem tem sucesso E entra na faculdade preparado Se à norma do estudo não é avesso E nos exames bem classificado Com alto louvor sempre bem expresso Pelos mestres sendo bem conceituado São anos que sempre lhe permitem Futura vida prenhe só de bem

domingo, 10 de agosto de 2014

Poema "Vida" - XY -

XV O adolescente cresce, fortalece-se, Começa a criar outras amizades Além da que a família lh´oferece Goza orgulhos, sofre curiosidades Tem intelecto que se fortalece Passa pelas bondades e maldades Vai ao vasto mundo das ilusões Sofre ataques de muitas tentações

sábado, 9 de agosto de 2014

Poema "Vida"

Este poema, que estou de novo a publicar, com algumas emendas relativamente à primeira publicação, em Fevereiro e Março desta ano, é de minha autoria. Os versos, não sei porque teimosia da Google, não aparecem separados. Mas tenho de os guardar aqui dado que no face-book desaparecem ao fim de alguns dias.
Poema "Vida" - xiv - xiv Quando a criança conhece a liberdade Sempre bem apoiada pelos pais. Que ao valor da responsabilidade Muito referem nunca ser demais, Se os pais bem lhe ensinam a sobriedade Arredando-os de vícios fatais Ganha o jovem a boa educação Para qualquer regime ou condição
Poema "Vida" - XIII- Mais um ano e a criança começou Recebendo lições mais complicadas Com matérias que o mestre apresentou Ciências por ela dantes ignoradas Parte desse saber não olvidou Em memória sempre bem revelada Memória já bem grande nessa idade Como é próprio de toda a mocidade

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Poema "Vida" - XII

Conhece as primeiras letras na escola Os mestres dão-lhe senso, disciplina Os livros leva-os sempre na sacola Cresce muito esse menino ou menina Gosta do xadrez, de jogar à bola, Os pais dão.lhe o que a escola não ensina Começa a ter alguma fantasia E uns laivos de bela sabedoria Publicada
Poema "Vida" - XI - Há em seus olhos abismos imensos São lagos profundos de verde cor Ou que espelham outra cor muito densa Cheios de sorrisos , pouco de dor Dardejam muitos raios fulgurantes Emitem talvez mensagens de amor Só raramente uma pequena lágrima Com pranto representa a sua dor máxima
Poema "Vida" - X Se a família bem a pode educar, Tendo no seu lar amor e carinho, Sempre bons exemplos lhe pode dar Indicando-lhe sempre o bom caminho, Nunca deixando o mal se aproximar, Muito melhorando o seu bom alinho, Sabendo distinguir as ilusões, E resistir melhor às tentações.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Poema "Vida" - IX Passo a passo, começando a sentir Todo o agradável que lhe dá a vida, Bem pouco sentindo as contrariedades, Começando a pensar no seu porvir, Ouvindo os conselhos de com quem lida, Observando e bem sofrendo as maldades Seus anos passam quase sem sentir Tudo o que na vida tem de cumprir
Poema "Vida" - VIII Crescendo a criança, na juventude Em tudo quanto vê, maravilhada, Os seus pais vão-lhe ensinando a virtude, Aprende o que é sofrer, quando enganada, A ser amável, indiferente ou rude, A escutar contos da história passada, A bem julgar a beleza e a forma, Tendo o rigor e o simples como norma Pub

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O despertar para o futuro

Não tenho dúvida alguma: sou um cidadão pensando viver no século XXIII. Ou talvez ainda mais no futuro. Ontem li um artigo, julgo que no Observador, onde o articulista dizia que no século XXIII as mulheres e os homens mover-se-ão sob o domínio da mente. Daí inferi que estou certo quando digo que o dinheiro, nesse tempo futuro ou mesmo antes, será considerado um meio obsoleto, dentro do sistema obsoleto onde no presente vivemos. As mulheres e os homens não necessitarão de dinheiro para a sua vida corrente porque os recursos naturais com os suplementos das novas tecnologias, chegarão e sobrarão para as necessidades de alimentação e porque a formação mental elevada dos humanos, impede-os da ganância, da exploração do próximo e dos desejos de riqueza e ostentação. Terão finalmente, talvez muito antes do século trinta, chegado á conclusão que a felicidade está nos prazeres não materiais que a mente concede. Uma criança, quando começa a dar os primeiros passos, não pensa em qualquer riqueza! Os humanos é que na actualidade incutem,cedo, na criança o vício da posse, a avareza que resulta desse vício. Ao princípio,dão-lhe brinquedos e a criança pouco tempo depois de os ter, despreza-os. Quando outros, muito mais simples como um arco de ferro conduzido com uma guia de arame os contenta muito mais. Experimentem, não sei se se lembram. O que a criança manifesta, logo que nasce, é a curiosidade sobre tudo o que lhe aparece diante, neste mundo em que o lançaram. E se a curiosidade sobre o material que vê é a manifestação mais simples da sua mente, a curiosidade sobre o não material deverá a pouco e pouco ser despertada. Quando ela veja uma bola e a queira agarrar, é uma das primeiras manifestações de curiosidade, deveremos, mais tarde, logo que possível, mostrar-lhe para que serve a bola, de que é feita, onde se adquire, etc..E depois, procurar que nos diga porque gosta da bola, se gosta ou não gosta doutras coisas, porque sorri quando gosta, etc.. O mais importante, julgo eu, ´nessas primeiras idades, é que a criança comece a pensar, a ter dúvidas diferentes, a começar a ser indiferente pela posse ou pela impossibilidade de obter qualquer objecto e a ambicionar conhecer mais e mais a razão de tudo. É esse desenvolvimento da mente que decerto irá aumentar nos próximos séculos, percorrendo os humenos os sucessivos graus de independência das coisas materiais - dos carros, dos objectos de adorno, do vestuário, do dinheiro, etc.. Os humanos não mais trabalharão, apenas se ocuparão no que mais lhes agrada e para o que decidiram bem formar-se. Formação e ensino que mais e mais se obterão se a curiosidade inata da criança for sempre bem orientada e autenticada. Porque não se trocam ideias sobre tudo isto? Quando começarmos a discuti-las, progrediremos.
Se me sinto malfadado Vou ouvindo o travesseiro Não quero ser enganado Por qualquer desejo grosseiro
Poema "Vida" - VIII Crescendo a criança, na juventude Em tudo quanto vê, maravilhada, Os seus pais vão-lhe ensinando a virtude, Aprende o que é sofrer, quando enganada, A ser amável, indiferente ou rude, A escutar contos da história passada, A bem julgar a beleza e a forma, Tendo o rigor e o simples como norma Pub

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Poema "Vida" - VII -

Poema "Vida" - VII - E quem na Terra nasce, terá vida Que provem do nosso supremo ser, Terá azar ou sorte não pedida Independente do nosso querer, Sempre ligada às coisas mais queridas Nem sabendo se é bom ou mau viver. E cá terá tristeza ou alegria Que poderá sofrer em cada dia Sem comentários:

domingo, 3 de agosto de 2014

Pequena reparação

Desmontei a máquina procurando resolver um encravanço duma disquete, Tirei parafusos, tirei placas, plaquinhas e plaquetas, mencionando o lugar de tudo num desenho que elaborei concisamente, Fui descobrindo com paciência os encaixes, retirando as peças soltas, mais parafusos, mais peças soltas. Mirei, remirei e namorei perdidamente o que me restava e após cuidadosa inspecção e manuseamento adequado cheguei à conclusão que afinal não era uma diskete encravada mas uma peça parte integrante da maquineta. Tornei a montar tudo, seguindo o itinerário que o desenho me aconselhava. No fim sobraram-me três parafusos, decerto inúteis porque nada abanava naquela estrutura, que eu tinha restruturado seguindo os conselhos de moda por parte de políticos consagrados. Ah ainda sobraram duas pequenas placas que considerei inúteis e apenas resultantes da burocracia mental do inventor, e apenas justificada a sua inclusão no modelo para que o resultado final ostentasse mais riqueza duma ilusão visual.
Liguei a energia, liguei os quarenta e sete cabos que aguardavam pacientemente a entrada nos quarenta e nove orifícios disponíveis, portanto dois orifícios vieram adicionar-se ás sobras atrás mencionadas, orifícios sobrantes, vaidosos, que não pude eliminar por evidente ignorância. Carreguei no botão da energia, perdi os minutos de vida que esta máquina sempre me faz perder quando a ligo, vingança do construtor motivada pela razão de eu ter adquirido o modelo mais barato. Mas que agora, computa com cores muito mais decentes, abandonados os cinzentos, os desmaiados e por vezes os ténues tons anteriores.
           E os três parafusos e as duas plaquinhas sobrantes lá foram aumentar a população do armário dos meus objectos inúteis que eu insisto conservar com teima inaudita.  












Poema "Vida" - V -


Serena, corajosa, decidida,
Uma mulher, a natureza aceita
E gera em nove meses de vida,
Criança que o amor dos pais deleita
Criança que quase sempre é querida
Que ao nosso mundo chega bem perfeita
Milagre aque a natureza concede
Oferta que um casal sempre lhe pede

sábado, 2 de agosto de 2014

Passou a nuvem

     Neste momento, aqui na Terra, faço parte da sombra daquela nuvem, estou pensando que isto é um pensamento inconsistente, obnóxio, sem equação definida ainda que cheio, prenhe, carregado de incógnitas  alheias a todo o cálculo diferencial mas dentro dos limites desse teorema que inventei, que não comuniquei nem divulguei em revistas da especialidade porque as contestações, os desacordos, as discrepâncias serão tantas que eu, sempre avesso  a poupar os opositores por meio de respostas certeiras,  contundentes e aplastantes, não me atrevo a iniciar tal polémica, nem me atrai qualquer desejo de vitória. Não aprecio, nunca me empenho no sentido de deixar cabisbaixos os interlocutores, há mais na vida para passa-la alegremente.
      Passou a nuvem, fiquei mais iluminado.
Poema "Vida" - IV -
                          

Por nascer e pelo que devo à vida
Sinto que estou por completo obrigado
A confessar tal emoção sentida
Que agora é bem constante no meu fado,
Com esta pouca arte conseguida
Terei de descrever o confessado
Egoísta eu não quero mais sentir-me
 Pretendo desse egoísmo redimir-me 
Poema "Vida"- III -
                                                                 
Na Terra, os humanos, quando nascem
Aprendendo nos seus primeiros anos
Aquilo que os sentidos lhes concedem
Sofrendo dificuldades e enganos
Sem saber donde vêm, qual a origem
Dos seus prazeres, dos seus desenganos
Começa então a surgir a consciência
Com uma luz que lhes fica em permanência




Poema - II -
                         



A alma  que sempre me acompanhou
Eu sinto que me dá em cada dia
Aquilo, que no tempo que passou
Somente em escassos dias eu sentia
Sempre em qualquer caso ela me apoiou
Nessas dificuldades que eu sentia
Em todos tempos ou ocasiões
Em contrariedades ou bendições

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Poema "Vida" I (Passo a reproduzir, com algumas correcções, o meu poema "Vida", que publiquei há alguns anos, mas que não inseri no meu livro "Pensamentos sugtis....".Entrará no próximo. Mas reproduzo-lo-ei, uma estrofe hoje e as seguintes nos próximos dias)

I

Passo muitos momentos submetido
A uma suspeita que me traz desperto
Se empreguei sempre a norma mais devida
De trazer sempre o coração aberto
De não causar a mais simples ferida
De andar sempre de peito descoberto
Perdoando sempre ofensas recebidas
Assim estando mais certo nesta vida