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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

* Turistas
    O turismo absorve muito a vontade dos humanos. A ânsia de viajar e do conhecimento doutros lugares, doutras gentes, provoca, nestes tempos, um movimento intenso dos humanos, o aumento imenso dos transportes, o aparecimento de quantidades inacreditáveis de hoteis, de restaurantes e de empresas dedicadas ao turismo. Penso que esse movimento das gentes se deve em grande parte aos menores laços familiares, ao pouco tempo que hoje, os terráqueos dedicam à familia.
    Eu tive um amigo que, ao falar-lhe de ir aqui ou ali, a outras cidades em Portugal ou no estrangeiro me respondeu:
       - Sabes, eu mais preferia ter ainda um avô do que me oferecerem uma viagem a   Constantinopla.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

*    Seria?

      O desconhecido parecia hesitar, depois de me ver.  Puxou a aba do chapéu encobrindo-lhe o olhar e caminhou bem erguido, de passo decidido, demonstrando um propósito firme, sem olhar para as montras nem se importunar com os encontrões ocasionais dos caminhantes que consigo cruzavam. De súbito estacou durante alguns segundos como se estivesse lembrando uma obrigação remota ou um facto importante. Abriu a carteira que sobraçava, retirou um papel grande, azul , amarrotado.e olhou para o relógio de pulso. Ainda parado. alisou o papel, guardou-o, deu meia volta e estugou o passo em sentido contrário, pesquisando com atenção os espaços à sua volta.
      No primeiro café que encontrou, sentou-se a uma das mesas da esplanada, pediu uma bebida e levantou-se abraçando uma rapariga alta, loura, esguia, que chegava.
     Seria aquela a rapariga que lhe posto na caixa do correio aquele misterioso bilhete?

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

*

Na vida de Cristo
     A vida de Cristo, na biblia, num relato transmitido pelo boca a boca e pela imaginação dos seus autores, não refere nada ou do que se passou após a crucificação.
      O romance  "A palavra", de Irvinga Walace, refere profusamente, sem precisar que se trata ou não duma fantasia, a vida de Jesus Cristo após a crucificação, afirmando que Jesus Cristo sobreviveu e viveu até aos cinquenta e cinco anos. A crucificação consistia então, segundo escritos da época, no amarrar o condenado a uma cruz e ali deixá-lo ao calor, ao frio, à fome  e à sede, até falecer.
    Tiago, seu  irmão foi  o autor do texto escrito encontrado no século vinte que relata a vida de Cristo.  Após a sua cura, teria sobrevivido depois de desamarrado e baixado da crus .

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

*   Hoje faço dias

     Hoje faço 33250 dias. E, daqui a 26 dias terei o prazer de vos anunciar que farei 1093 meses de idade. Mas se um dia me colocarem noutro planeta onde a idade não se mede por anos, meses, dias é provavel, entre um milhão ou mais de alternativas que eu possa medir a idade de qualquer coisa pela utilidade que tem, a idade dum ser humano pela bondade que demonstra ou pela forma que o seu corpo aparenta ou mesmo pelos pontapés que dá na gramática quando escreve ou quando conversa.
     Porque ainda não sabemos a influência que têm no nosso futuro esses pontapés, se as consequências serão semelhantes, maiores ou menores que os pontapés  que damos, doutra natureza e dirigida a outros objectivos.   

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

De Jesus Cristo
" Dar é mais abençoado que receber"

domingo, 18 de fevereiro de 2018

*
     Sei que é mais dificil desfazer anos que fazê-los. Como é mais dificil desfazer um nó, que fazê-lo. Por isso, contrariado, para desfazer o nó gordi, perdeu a paciencia e, com a espada, cortou o nó gordio, desfazendo-o..
     Quando pretendemos comemorar o dia de anos será mais lógico felicitar o que cumpre na sua vida mais um ano ou revelar tristeza porque ele perdeu outro ano? Que esse dia tem um significado especial, o de comemorar os anos de vida que vivemos até esse dia. Porém, para outros é a recordação dos maus momentos passados, a tortura dos dias que perdemos em tantas coisas inuteis, tantas horas passadas sem nada fazer, tantas horas passadas em actividades obrigatórias, com o sono, o banho, o vestir e despir, nas refeições, etc., tempos em que, deixamos, quase sempre, de pensar.
      Mas é assim a vida.O que importa é o que fica connosco, a familia que criámos, os amigos que conseguimos alguma pérolas que produzimos,alguma arte que deixamos.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

* No meu aniversário
      Mantenho-me na dúvida: deverei convidar os que demonstram alegria por ter vivido mais um ano ou os que choram tristeza por eu ter perdido mais um ano de vida? Os que me augurem mais anos de felicidade ou os que  me desejam menos anos de  tristezas por infortúnios sofridos? Os que me devam aconselhar cuidados de saude e evitar determinados prazeres? Os que me aconselham evitar os amigos folgazões, não participando nas suas diabruras, nos seus excessos, nas suas diversões?
    Ou, em tudo isso devemos optar pelo meio termo , fugir à rotina e dar largas à liberdade e aos instintos?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Mais minhas

- Um cínico, cujo nome não lembro,  disse: " Os filhos são uma doença para toda a vida". E eu respondo: se os amas, nunca te contagia.
- O que escreves deve ser como o que dás: não pedires nada em troca.
- O fato da fantasia deverá ter calças, casaco, colete e sonhos.
- Sempre que me dispo recordo que assim nasci.
- Não tive de partir a casca para nascer



terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

*
     A árvore
   
     Aquela árvore seguia, impávida, firme
     Continuando a alimentar-se da mãe terra
     Envolvendo as suas veias
     Com a carne densa da sua madeira
     Suportando, imperturbavel, o tempo e o vento
     Ano a ano criando folhas, flores e frutos
    Amando a terra pelas suas raizes
     Olhando indiferente a maldade dos homens

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

*
- Os muito jovens nunca querem enganar-nos na idade
- A ocasião revela o ladrão
- A vida é a melhor universidade. Forma doutores em muitos ramos
- Os homens passam a vida procurando. As mulheres, quando têm um filho, não procuram mais.
- A luz nem sempre vem do sol.
- O nosso corpo contenta-se com pouco. E nós, por vezes pedimos-lhe muito e demais.
- E o nosso espírito responde-nos sempre, Nós é que muitas vezes o abandonamos.

domingo, 11 de fevereiro de 2018


- Parti a loiça da virtude e juntei os cacos da experiência
- Não troco um parágrafo por um  ângulo obtuso
- O corpo é o nosso melhor médico
- Quem espera, por vezes afasta-se e não alcança
- Apaziguar as alternativas inusitadas, preferentes e inhóspitas que o comboio das quinze transporta -  disse ela, titubeando de imediato, mal recordando o corrilho em que se afundara
- Emagrecer a bolsa sem secar o espírito
- Continuo procurando o que encontrei, não sei onde o escondi.
- Falar alto não eleva a razão
* Cenas da vida real
      O empregado de mesa vestia da mesma forma: camisa branca, inpecavel, laço borboleta, colete encarnado à frente, negro atrás, calças negras, justas, com vinco cuidado. A atenção  ao serviço dos clientes, a expressão atenta ao ambiente, exprimindo, no olhar sem brilho, a incercia do espírito provocada pela rotina do trabalho. Respostas a perguntas dos colegas do balcão, extraidas do glossário do controlo dos serviços prestados no restaurante. Semblante , na face adusta, carregado de resignação oculta, de incoformidade e desesperança. Quando parava, parecia desaparecer, De súbito movia-se, como que impulsionado por uma mola, logo que um cliente se levantava, adivinhava-lhe a intenção.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

* "Pensar depressa e devagar"(da autolria de Daniel Kahneman, nobel da ecomomia)
    Também é o título dum livro muito interessante, que recomendo a todos os que se interessam pela arte de pensar, facil para muitos, dificil para muitos outros.
    Pensar deve ser um hábito quase instintivo, sem esforço, agradavel. O contrário, o estar sem pensar, absorto, apenas consciente no que os sentidos nos fornecem, é como comer sem saborear o que se mastiga e se come, andar sem saborear a paisagem, conversar sem entender o que nos dizem.Pensar devagar leva-nos a conclusões melhores que as  que, muitas vezes o pensar depressa nos conduz. Pensar devagar connduz-nos à análise do que as percepções nos fornecem, do que as sensações nos fustigam.
E ajuda-nos a investigar o que não compreendemos, a avaliar o que nos sucede. a pesar o que nos propõem. A separar o trigo do joio, a comparar argumentos, a decidir procedimentos.
    E deveria ser ensinado às crianças, desde poucos dias após nascerem.
    Porque o mundo é a fonte dos nossos pensamentos, a nossa mente a tradutora de todos eles. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

* Pensar depressa
      Bem, parece-me que ninguem quis responder ao problema das bolas.
      A solução é: a bola, custa meio euro. A resposta rápida, dos que desconhecem a solução, é que a bola custará um euro, o conjunto então custaria, treze euros porque o taco custaria onze mais um euros e o conjunto onze mais um mais um euros, solução errada.  É a solução intuitiva, um exemplo duma intuição errada. Tal como acontece em muitas situações da nossa vida, como o automatismo nos procedimentos. Como acontece quem, distraido, atravessa a rua sem reparar no automovel que ali irá passar.
     A forma de evitarmos os erros da intuição ou do automatismo nos procedimentos, a solução será pensar devagar. Num caso ou noutro com recurso à memória lembrando factos ou  situações semelhantes e à inteligência, anallisando e resolvendo o problema com o vagar necessário. Como faz o cozinheiro, seguindo a receita já experimentada ou encontrando nova receita, experimentando devagar.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

*Pensar depressa
Damos por vezes respostas imediatas a uma situação ínesperada, ao que nos perguntam ou para a solução dum problema que nos apresentam.Essas respostas imediatas podem estar certas, como a reacção a um som forte à nossa direita, que nos faz virar a cabeça nessa direcção  ou a picada duma agulha num dedo que nos faz afastar o dedo, com rapidez; ou respondendo a uma interrogação sobre uma conta simples, como quanto é dois vezes dois. Em casos mais complicados a intuição, essa arma que se serve da memória, surge depressa, para dar a solução.
   No entanto, a intuição, o pensar depressa, faz-nos errar, com frequência. Serve de exemplo o problema do taco e da bola. O conjunto do taco e da bola custa um euro e dez cêntimos. O taco custa mais um euro que a bola. Quanto custa a bola? 
* Por este andar, não falta muito que vejamos retratos do primeiro ministro pendurados pelas salas aula, pelos tribunais, pelas cãmaras municipais, pelas ruas.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

*   Permitam-me que pergunte

Busco as tristezas que pagam as dívidas
Procuro as alegrias que virem a casaca da vida
Ando à cata do que nunca alcanço
Percorro labirintos sem entrada nem saida

Se dentro dos meus sonhos nada alcanço
Se ninguém me define a alegria do bom viver
Se só por acaso atinjo o que não espero
Se o labirinto da vida é uma equação

Qual foi a razão por que me depositaram aqui, na Terra ?

sábado, 3 de fevereiro de 2018

*  Sobre o futuro século XXXI
    Escreverei um livro sobre o,futuro século XXXI, do qual tenho publicado algo que imaginei para esse livro. Aguardei pacientemente alguns comentários ou algumas achegas sobre essa fantasia, que não surgiram. Não creio que todos os que lêem o que aqui e no FB pespego, sejam tímidos, preguiçosos, incapazes de uma opinião, um protesto ou um conselho. De forma um pouco política, esperando protestos, direi-vos que passarei a guadar na gaveta os próximos escrito sobre o mesmo  tema, reservando, os que me forem surgindo na imaginação, para esse livro, a editar talvez dentro de dois ou três anos, se outros não ocuparem o seu lugar na fila. Mas, como sempre, os meus agradecimentos aos que lêem as minhas mensagens.
    "A vida é curta, curta a memória dos homens e sem razâo toda a fonte de preocupações".
 

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

* No ano três mil e dezoito
   Ainda na educação: os alunos, desde os três anos até ao último da universidade, nunca serão privados da sua liberdade. A  formação que todos os pais lhes dão, cedo os induz a apreciar as aulas, constituindo estas , quase sempre, uma ocupação divertida e ambicionada. E os tempos, que antigamente se chamavam férias, sem a obrigação das aulas, há muito que se eliminou nos nossos programas de ensino neste,século trinta e um. 
   Agora o ensino´divide-se em básico, intermédio e universitário. Nalguns dos séculos passados existiam anos obrigatórios de escolaridade, bem como, segundo apuramos nos arquivos de há oito e nove séculos, ainda havia analfabetismo, muito elevado em muitos paises. Hoje, neste ano três mil e dezoito, na  Terra não existe tal anátema. Ninguém deixa de tirar o ensino básico, o universitário geral e o universitário profissional. Êste último e sempre escolhida por todos, durante o universitário geral, onde todos melhoram a sua cultura geral em todos os domínios do saber.
 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

* No ano três mil e dezoito
   A educação, neste século trinta e um, abandonou as arcaicas salas de aula, passou a ser, desde os três anos de idade dos alunos, ao ar livre ou em grandes recintos fechados se as condições atmosféricas, a tanto obrigam. Os mestres aproveitam tudo o que existe à volta do local onde se encontram, sempre diferente do do dia anterior, para conversar sobre  o que todos observam, interrogando-os, onvindo os seus comentários, provocando perguntas, despertando os mais distraidos, louvando as boas perguntas e respostas, relacionando o que vêem com o que viram em dias anteriores, constituido grupos de interesse. Mas sempre sem críticas relativas à ignorãncia dos presentes mas com esclarecimentos precisos.
      Todos os alunos estarão munidos dum computador simples, leve e portátil. As aulas decorrem sempre num ritmo de acordo com a idade dos alunos e o computador do professor vai sempre registando as anotações de todos dando a este,após a aula,de tempo nunca superior a uma hora, uma súmula com estatística, das anotações de todos.
     Nessa idade dos três anos, também se iniciarão aulas práticas, nos domínios da matemática, das ciencias naturais, da geografia e doutros ramos da ciência.