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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Procuro sempre cumprir
Usando a minha razão
Melhor por vezes é calar
A voz do meu coração










Se qualquer problema me passa
Bem eu tento que a não lembre
Quem pensa só em desgraças
Na desgraça fica sempre

domingo, 28 de julho de 2013

Ainda sobre Pascal

São, com frequência, citadas frases de Pascal, como  "grão de areia de Pascal" e
abismo de Pascal" . A primeira refere o grão de areia que se introduziu na uretra de Cromwell, provocando a sua morte e impedindo que desferisse um golpe profundo em toda a cristandade  e na família real. A outra expressão, referindo-se às alucinações que Pascal sofria após um acidente que sofreu em Paris, usa-se hoje, para referir a dificuldade de alguns problemas sociais e morais.
         E outra citação, de autoria de Pascal :
            " Nenhuma outra religião, a não ser a cristã, conheceu que o homem é a mais excelente criatura, e ao mesmo tempo, a mais miserável".

sábado, 27 de julho de 2013

Num outro passeio

            Passados umas centenas de passos, na minha caminhada diária de hoje, entrei de novo a meditar. Repetiram-se as imagens do anterior devaneio. Lentamente foram-me surgindo algumas sensações, primeiro a de agrado, logo a seguir uns ruídos muito ténues, seguidos pelo sentir de qualquer coisa dentro de mim, depois, descobrir que podia mover diversas partes do meu corpo e ainda sentir que encontrava, sentia de vez em quando,  uma parede mole. A minha alma começava a instalar-se, revelando-me hora a hora mais sensações, agora eram outras provenientes do corpo, depois os tais ruídos que se ampliavam e se interrompiam ou continuavam em intensidades e alturas  diferentes. E constatava que os movimentos de partes do meu corpo culminavam, por vezes, num movimento suave de todo o meu corpo aumentando o agrado já sentido.
            A buzina dum carro que subia a rua despertou-me. Estava chegando a casa.
            Tinha caminhado mais de dois quilómetros em meia hora, o que verifiquei pelo relógio.                
            Porque pensava que tinham passado cinco minutos ou pouco mais.    

sexta-feira, 26 de julho de 2013

           Nos meus passeios, medito. Para o futuro, para o passado. Hoje, poucos passos andados, senti-me  numa paz imensa, como nos sentimos dentro, ,dentro de água morna, não sentindo a água, mas apenas a sensação agradável duma paz confortável, mais que isso ainda, sentindo a alma pairar como se o meu corpo desaparecesse. Parece-me então estar envolto num universo de estrelas, de chispas cintilantes, a pouco e pouco amalgamadas e transformando-se num nevoeiro, primeiro denso, muito escuro, depois mais ténue, mais ténue, principiando-se então a desenhar-se, a definir-se alguns contornos, no meio daquela névoa. Surgem então algumas sensações que a mente vai  comparando com as seguintes, sempre diferentes, sempre agradáveis.
         O grasnar de gaivotas que seguem na traseira duma traineira que sobe o rio, interrompe-me o devaneio, puxa-me para a realidade.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A força do espírito

Começo a conseguir que o meu espírito só incida no futuro, não sirva para me distrair do que se passa à minha volta, não sirva para pensar noutras pessoas, não sirva para projectos de fazer fortuna. Aproveito o tempo dos meus afazeres diários, os meus passeios, para deixar o espírito vaguear no que mais lhe interessa. Os "flashes" que surgem ma minha mente, provocados pelo espírito. surgem envoltos em nevoeiro denso que se esbate aparecendo os contornos de ideias, de pensamentos, de juízos em "placards" brancos ou por vezes marcados, escritos ou delineados .no meio dum arco-íris de cores vivas. Não é uma fantasia do realidade porque me sinto impelido a perscrutar mais e mais, sinto mais e mais ansias por desvendar o que está lá por detrás ou por dentro, visto que as imagens que surgem não me convencem que o meu espírito não vá mais longe. Mas o reciocínio perturba-me o espírito, dado que para onde ele me continua a querer transportar nada tem de racional, o raciocínio é coisa diferente e não é para aqui chamado, a pouco e pouco cada dia me custa manos a não o deixar ocupar a minha mente.
Mas agora entrei na realidade, sem prosseguir, e espanto-me porque se passaram duas horas!      

terça-feira, 23 de julho de 2013

Pesca

Há homens que pescam com o anzol, há homens que pescam com a espada, há homens que pescam com a política. Uns iscam, outros matam, outros engordam.
             Acontece muitas vezes que enquanto fazes os trabalhos caseiros de colaboração com a esposa, começas a pensar nas vantagens e nos inconvenientes desses trabalhos. Não são remunerados por isso parece que agora se chamam de "prosumers", não te envenenam a vida, ocupa-te com agrado uma parte das horas disponíveis, faz-te esquecer algumas senão muitas preocupações, afastam-te- de tentações inconvenientes, dão prazer se acabas com o rigor desejado o que projectaste fazer. Não sentes qualquer pena ou raiva por não ser remunerado, não te envenenam a vida porque efectuas esses trabalhos com prazer, afastam-te. durante o tempo nessa ocupação dalguns pensamentos ignóbeis, dão-te prazer sem sentires que deves ser condecorado pela obra feita. Sem te irritar pela repetição todos os dias  dalgumas dessas ocupações, sem sentires injustiça nem exigir retribuição.
           Mas dantes, enquanto a mulher criava e cuidava dos filhos e da palhota ou do buraco na pedra onde viviam, o homem andava, durante o dia, a colher fruta, erva, caça ou pescado durante doze ou mais horas. sem férias. . Hoje o homem passa os dias a trabalhar, sentado a  uma secretária, ou numa fábrica, a fazer o que lhe ordenam, trinta seis horas por semana, descansa aos sábados e domingos, tem trinta dias de  férias todos os anos e ainda recebe subsídios de férias e de Natal.
          Digam-me neste e noutros pontos que conhecemos, há igualdade entre os sexos?
          E acresce que quem gera e cria os humanos, é a mulher. Num "prosumer" que salvo raras  e esquisitas excepções, lhe dá prazer, sem exigir condecoração, nem retribuição.

domingo, 21 de julho de 2013

Vocês dão-me licença?

Esta é das tais perguntas que alguns, mal formados em diplomacia, apresentam no meio da conversa ou da discussão.
É uma pergunta que pressupõe resposta afirmativa, que indica um desejo irrecusavel sob pena de incorrecção, que apresenta um pedido duma licença grátis(se se apresenta o custo respectivo,como é próprio de todas as licenças,constituirá uma ofensa paradoxal).
É uma pergunta hipócrita porque quem a faz sabe qual a resposta, só espera pronta anuência de quem o ouve, só aceita a resposta que lhe convem.
É uma pergunta deselegante porque o objectivo primeiro é calar os que estão falando.
É uma pergunta pretensiosa porque julga que vai dizer "verdades como punhos" e de importância sem limites..
Se me dão licença...

sábado, 20 de julho de 2013

Não me perguntem

Não me perguntem pelos fins
Pelos meios, nem pelos quartos às escuras
Nem me façam perguntas idiotas
Às quais eu não quero nem sei responder
Dêem-me seja o que for,
Que me vire a vida do avesso
Para ver o que lá tenho, o que lá conservo.
Como eu queria, em menino
Ver a outra face da lua
Que o severo professor
Dizia que estava sempre,sempre
E sempre às escuras.
Eu não acreditava
Na minha ingenuidade
Podia lá acreditar.

Por isso, um dia
Ele deu-me uma nota baixa
Porque eu lhe perguntei
No meio da sua lição,
Quando tinham apagado a luz
Do outro lado da lua.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Continua aumentando a praga do dinheiro

          E segue a tortura deste sistema que o dinheiro comanda. Pelos problemas que o país está atravessando "tudo devido ao dinheiro", como disse o dr. Manoel Alegre, cada dia há mais uns milhares que entram no desemprego, cada dia há mais pobres, cada dia aumenta a classe média baixa. Porque que é que nenhum dos duzentos e tantos depurados na nossa assembleia legislativa não convida os colegas a discutirem o dinheiro e o seu sistema? Têm medo do riso dos colegas ? O partido não o autoriza ? Têm medo de perder a fortuna? Não querem levantar problemas? Têm medo que os bancos os assassinem?
            Pensem. Não seria melhor um sistema que substituísse  o actual sistema monetário? Talvez os chineses o descubram, o que é cada dia mais difícil em particular porque estão abraçando o sistema capitalista. Ou talvez um pequeno país, cujos governanrtes amam o seu país iniciem a discussão e um sistema que os liberte da pobreza. 
            Ficará na história o primeiro que puser a questão num jornal, na televisão, numa assembleia. na
              FAVORES DE QUEM NOS GOVERNA
            
Desditas mais descrenças e enganos
Acidentes na vida bem sentidos
Eivados de não raros desenganos
Por vezes atingindo os mais queridos

Se algum poder estranho me assistir
Evitando-me os males referidos
Sereno, confiante vou retribuir             
Muito agradecendo os bens recebidos

E mais agradeço ao que nos governa
Aquele que decide o nosso fado
Com a sua infinita sabedoria

Por me afastar de tudo o que me enerva
Por sempre se encontrar em qualquer lado
Por muito me indicar a recta via

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vou e volto


       Vou e volto
       Dou voltas e reviravoltas
       Saltos dentro de mim
       Sem sentir se são voltas ou reviravoltas
       Sei que vou andando, ou caminhando, nem ao físico obedecendo
       Num bem estar de águas mornas
       Sem sentir qualquer desgosto ou solidão

       Sigo aquele apelo de procurar o que tenho de bom dentro da memória
       E aquele desejo insano de escrever
       Alguma daquelas "cartas de amor,como as outras, ridículas(*)"
       Como disse o maior poeta do mundo
       E a tamanha vontade de dar voltas e reviravoltas atrás, no tempo
       E dar comigo sentado num café de Lisboa
       E ler, em primeira mão uma quadra, que ele acabou de escrever:      
                
       "Há luz no tojo e no brejo
            Luz no ar e no chão
        Há luz em tudo que vejo,
            Não no meu coração.(*)"

                                                                  (*)Fernando Pessoa(1888-1935)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quando estou contente não me preocupo com outras coisas.
Falando de gavetas
        Como referi há tempos eu disse, de minha inteira autoria e responsabilidade :  eu sou como aquelas gavetas, que quando as queremos abrir, à primeira encravam, à segunda entortam e à terceira lá vêm para cá.
        Sempre gostei de abrir gavetas, em particular nos móveis antigos. E de pesquisar os lugares e recônditos das casas onde eu vivia. Os meus avós tinha um sótão enorme na sua casa. Subíamos para lá por uma escada íngreme, sem luz, de degraus muito altos, cada qual rangendo uma nota diferente. Lá em cima, por umas frestas finas entrava alguma luz por uns ténues raios povoados de poeira. E eu pesquisava o espólio existente, começando sempre pelo berço de canas, como o chamavam lá em casa. Estava suspenso nas pontas em dois eixos assentes em duas colunas verticais de canas e sobre esses eixos o berço movia-se para embalar a criança. Um berço de um metro de comprimento, que sempre me fazia pensar porque o teriam feito tão comprido. Tinha sido o berço da minha avó, da minha mãe e  eu e dois dos meus irmãos, também lá fomos embalados.
        Um dia, com a costumada curiosidade infantil dos meus sete anos de idade, perguntei à minha avó :
              - Oh avó porque é que aquele berço que está  no sótão é tão comprido, é o maior berço que eu já vi?
              - Olha menino, é muito comprido para caber lá a língua dos meninos, tão compridas como a tua !
        O meu Pai, que sempre tinha uma resposta razoável para o que lhe perguntavam, disse-me que o berço de canas era assim de comprido para os bébés se mexerem e refastelarem à vontade.
        A minha avô, como todas as avós que eu conheci, era orgulhosamente incapaz de dizer "não sei !".           

Vou fazer de conta
Que estou na vida dum tigre
E que o que conta
É que eu daqui emigre

Meteram-me numa jaula
De varões grandes de ferro
Estou apertado nesta mala
Ninguém escuta o meu berro

Esses outros animais
Que me olham lá fora
Não entram jamais
Nesta ou noutra jaula melhor

Que fiz eu para aqui estar
Aqui vivo só para crescer
Deixei há muito de chorar
Tenho saudades de viver

De viver em liberdade
No meu antigo território
De conhecer a verdade
Antes do meu velório

Quando veremos afinal
Que qualquer mala ou jaula
Nunca conterá um animal
Roubando-lhe a liberdade ?

terça-feira, 16 de julho de 2013

Prometi há alguns blogues atrás, apresentar-vos citações de Fernando Pessoa, extraídos do seu livro "O livro do desassossego", tendo por objectivo suscitar-vos o interesse por esse livro, que teve por base os vinte e cinco mil papelinhos que ele deixou numa gaveta.
          
           "Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de esquecer a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e o representar) entretêm, A primeira porém, afasta-se da vida por fazer parte dela um sono, as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
            Não é esse o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem a que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."

            Fernando Pessoa, naquela mesa de café, , escreveu sobre tudo. Até, e com graça e ironia, sobre negócios.
            Porque a sua vida tão curta, foi tão cheia, tão grande,  de pensamentos.

            A minha gaveta de papelinhos é este computador.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Olha para o reverso


         Olha para o outro lado duma fotografia, sem que antes a  tenhas visto. Verás portanto o papel usado para gravar a foto, e a sua cor. Descontrai-te tanto quanto possível, enquanto olhas para esse lado. E deixa divagar o  pensamento e  a  imaginação. Primeiro e na primeira vez que o fizeres, pensarás que olhar para a brancura do papel é uma tolice. Mas... continua a olhar, sacrifica um pouco mais do teu tempo. Quase todos, não a tendo mirado antes,  começarão a especular sobre a foto que está do outro lado do branco(ou mate ou outra cor que lá possa estar). E por aí fora. " Solta as asas do teu pensamento". Verás que aparece muita coisa no teu  espírito, se este não for tão pobre, que se limite, de forma orgulhosa e depreciativa, a  largar a foto no mesmo lugar donde veio.Aparecem as surpresas ! Que estará do outro lado? A foto da minha Mãe, comigo ao seu colo, a da Chachão, aquela senhora cozinheira que fazia o melhor arroz de pato do mundo, a dos tigres na jaula altíssima do Jardim Zoológico de Lisboa, andando ás voltas, com olhares de raiva pela liberdade perdida, a das rosas no canteiro do jardim por onde passo todos os dias
          De vez em quando olha também para o outro lado, para o reverso da tua vida.
          Todos temos muito, escondido na nossa memória e muito desse muito não nos agrada recordar. Mas que aparece quase sempre se não fazemos força para que não apareça

domingo, 14 de julho de 2013

Resumo da vida de Jesus Cristo entre os seus 2 e 35 anos de idade


 
Há dois mil anos, Jesus Cristo faria dez anos . E desde essa idade até aos 3o anos, o que fez, por onde andou, o que estudou e aprendeu '?
" A vida de Jesus " de António Paiva Rodrigues e " A vida desconhecida de Jesus Cristo " de Fancisco K. Werneck, foi o melhor que encontrei na Internet.Agora estou lendo "A vida de Jesus " de Renan .Livro que li quase sem interesse há uns quarenta anos, mas que agora folheio e revejo com ansiedade.
Resumidamente esse Homem, até aos seus 30 anos de idade :
- Desde jovem interessou.se pela religião que na sinagoga os doutores ensinavam. Apenas com 12 anos, já o admiravam pela inteligência, pelos conhecimentos, e pelas perguntas que apresentava.
- Aos 21 anos saíu de casa, foi para a Galileia e como carpinteiro, ajudou a construir barcos para os amigos pescadores, introduzindo novas ideias na construção dos barcos,entre elas os melhoramentos obtidos com a aplicação das tábuas aquecidas, no cavername dos barcos de pesca.
- Dois ou três anos depois viajou para a ìndia e Tibet, vivendo e convivendo nalguns períodos em diversos mosteiros, onde os lamas e os monges o acolheram como aluno e praticante de diversas religiões. Nos dois conventos de Himis, em Leh, capital do Ladack, existiam e provavelmente ainda existem, manuscritos relativos a Jesus Cristo.Historiadores brâmanes e budistas da Índia e do Nepal,.segundo refere Francisco K. Werneck, a Jesus Cristo chamavam-no de Santo Issa e referiam-se a Jesus como o " melhor dos filhos dos homens ".
- Rolos pertencentes à biblioteca de Lhassa, escritos em língua tibetana, descrevem a vida do " Santo Issa", Referem que ele passou algum tempo em Djaguernat onde os seus ataques à hierarquia dos deuses dos brâmanes e dos guerreiros locais, motivaram a sua fuga perante as ameaças de morte que sofria. As suas prédicas eram dirigidas de preferência às classes miseráveis dos sudras, o que igualmente irritava os monges e os guerreiros do país.
- Dali passou para o Nepal, onde o budismo imperava. Ali se preparou.se para a explicação dos livros sagrados e adquiriu conhecimentos profundos sobre as práticas e doutrinas religiosa dos budistas.
.. - Com 26 anos saíu do Nepal, para os países a oeste, iniciando as suas pregações, e contactando povos diferentes. Foi no entanto, expulso da Pérsia, onde, abandonado às feras, conseguiu escapar. Prosseguiu, continuando a entusiasmar os povos que o ouviam.. Até que, com 29 anos regressou ao seu país natal, Israel.
- Continuou pregando, "aconselhou a humildade e a paciência", anunciando que o "dia da redenção dos pecados estava próximo ".
- Com 30 anos de idade, Pilatos, vendo nele um agitador revolucionário, ordenou-lhe a prisão.

 


sábado, 13 de julho de 2013

Só comigo, E contigo. Se quizeres....


        Todo o homem que pouco pensa ou que não sabe pensar, necessita de divertimentos, de festas, de folclore.Se  não tem nada disto, entristece-se, cai no marasmo, não pensa em nada , porque é incapaz de pensar, porque não aprendeu a pensar. Todos os dias, já se me entranhou o costume, que não é um hábito : todos os dias acendo a vela e medito. Por vezes até sem a vela. No que a vida me deu, no que me está dando, no que me dará. Solto o pensamento, apanho o vento do presente, embarco na arca do futuro e vou por ali fora, pelos labirintos das combinações da experiência, do saber adquirido e do perdido na fantasia,  até que por vezes encontro uma planície verdejante, com animais selvagens e árvores em liberdade, pássaros cantores, ar que vibra nas minhas velas e sempre, quase sempre, o mar, mais perto, mais perto, chamando-me com o cantar das suas ondas rebentando na praia da minha vida..
        Sem divertimentos, sem foguetes, sem jantaradas.
        Só comigo. E contigo, se quiseres olhar comigo, para a vela.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Vou e volto
       Dou voltas e reviravoltas
       Saltos dentro de mim
       Sem sentir se são voltas ou reviravoltas
       Sei que vou andando, ou caminhando, nem ao físico obedecendo
       Num bem estar de águas mornas
       Sem sentir qualquer desgosto ou solidão

       Sigo aquele apelo de procurar o que tenho de bom dentro da memória
       E aquele desejo insano de escrever
       Alguma daquelas "cartas de amor,como as outras, ridículas(*)"
       Como disse o maior poeta do mundo
       E a tamanha vontade de dar voltas e reviravoltas atrás, no tempo
       E dar comigo sentado num café de Lisboa
       E ler, em primeira mão uma quadra, que ele acabou de escrever:      
                
       "Há luz no tojo e no brejo
            Luz no ar e no chão
        Há luz em tudo que vejo,
            Não no meu coração.(*)"

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Frases minhas

- Posso pesar tudo, menos a sorte ou o azar.
- Quanto mais vivo, mais quero viver.
- Não se perde a saude aos 8o anos mas naquelas asneiras dos 20,dos 30,dos 40...
- Não é por subir muito que se chega ao céu.
- Vale muito mais um pássaro a voar do que dois na mão.
- O pensamento e a esperança desfazem a resignação.
- Quanto mais escrevo,mais consigo escrever.
- Gosto de ir.È o melhor processo que conheço de reencontrar a saudade.
- Sei que cheguei,sei que irei.Mas não nunca saberei de donde vim,nunca saberei para onde irei.E cada vez tenho mais curiosidade de o saber.
- Uma desculpa nunca compensa o atingido.É uma solução detergente e facil para a consciencia de quem é culpado.
- Para a minha esposa : ao fim de 56 anos vejo nos teus olhos o mesmo que quando te conheci.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vou fazer de conta


              Vou fazer de conta que não estou aqui
              Agarrado à Terra por força da gravidade
              Que de grave sabemos que  pouco tem
               E muito menos merecedora de alguma curiosidade
               Só me puxa para baixo, sem outras intenções,
               Nada tem de  interessante ou de outras qualidades

.              Sem tirar a conta do que desconto
               Sem inventar um conto para criticar
               Sem me empregar mais do que a conta
               Vou inventar um conto que tenha a tal da gravidade
               Sem grandes cautelas nem justificações
               Mas com prudentes responsabilidades
              
               Sou teimoso, fico-me na minha, não saio daqui
               Entrando em força, saindo para o ar livre
               Tenho as costas largas, vou para aqui, regresso dali
               Respiro fundo o aroma das minhas flores
               Proponho-me não desistit de boas intenções
               Não ostentando petulâncias nem quaisquer vaidades.    
 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Espero


            Estou, não espero
            Fico, não aguardo
            Aprendo, não vou
            Deslumbro-me, não quero
            Vibro, não compro
          
            Ando não sonho
            Regresso, não fico
            Penso, não digo
            Levanto-me, não saio
            Mas sempre esperando
            Que estejas comigo

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pobreza

Todo o pobre que vive neste mundo
É mal tratado como um cão rafeiro
A esperança perdeu-a num mar profundo
Nele mergulhando de corpo inteiro
Até lhe impõem um trabalho imundo
Se a fome atroz não pode suspender
Pobreza é sempre triste condição
E raro com boa justificação

(Como referi antes neste blog, tudo o que publico é de minha autoria, com excepção de alguns pensamentos, versos ou trechos de prosa doutros autores, nos quais sempre indico o autor e ponho entre aspas o que cito)

domingo, 7 de julho de 2013

Uns versinhos meus lidos num almoço

Tenho uma esposa capaz
Que além de bela e formosa
Se mostra sempre sagaz
E sempre bem criteriosa

Teno uma nora querida
Que sempre e a toda a hora
É a nora preferida
Por mim e pela Mari, sogra

E temos um filho gigante
No tamanho e no saber
Que será sempre o garante
Da família f'liz viver

Ainda temos um neto
Cujo nome é Frederico
É rijo, é bem esperto
Preparado p'ra ser rico

E também aqui eu estou
Não me sentindo culpado
De no tempo que já passou
Não os haver mais amado

sábado, 6 de julho de 2013

Voltemos à poesia, uma distraçõa muito mais salutar que a política

Não me preocupo
Com as coisas lindas! lindas!
Que não preciso comprar
Nem me preocupo
Com as emensas oportunidades
Que perdi
Nem sequer me lamento por aqeles beijos
Que não dei
Só me preocuparei
Se uma dia não mais tiver
Nem esperança,nem ilusão,nem fantasia

(Eu publiquei estes meus versos em 2009)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Desdemito-me!

           Parece que as águas políticas serenaram. Mas a atitude precipitada duma demissão provocou instabilidade política e pior que isso, prejuízos avultados a Portugal.
           E continuam as declarações políticas de indivíduos que, pelo tempo que andam no parlamento, deveriam conter-se mais nas afirmações que proferem. Ridicularias de respostas.
               -" Que soluções para salvar o país?!
               -" Não pagar as dívidas", "Promover o desemprego", "Aumentar os salários" e outras ideias geniais, do mesmo quilate, nunca dizendo qual a arte para executar esses milagres.    

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Quando?

       Quando veremos aparecer políticos profissionais?
       Quando veremos aparecer partidos políticos escolhidos pelas populações que representam, depois de informação completa?
       Quando teremos uma associação de maiores de 65 anos de idade?
       Quando começaremos a pensar,  a discutir, a estudar um novo sistema que substitua o actual sistema monetário, começando por reconhecer o dinheiro como um dos maiores males, uma das maiores pragas?
       Quando começaremos a ensinar as crianças, a partir dos três anos de idade, a estudar, a pensar?
       Quando deixaremos de apontar defeitos nos outros,  de lembrar os erros do passado, de acusar outros do que nos aflige?
       Quando daremos um verdadeiro valor à vida?
       Quando daremos o verdadeiro valor à mulher, a todas as mulheres, reconhecendo primeiro que lhes devemos ter nascido e agradecendo-lhes que não tenham abortado alguns meses antes?
       Quando»? 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

carta do dr. Portas

Apresentei hoje de manhã a

minha demissão do Governo

ao primeiro-ministro.

2. Com a apresentação do



pedido de demissão, que é

irrevogável, obedeço à minha

consciência e mais não posso

fazer.

3. São conhecidas as



diferenças políticas que tive

com o ministro das Finanças.

A sua decisão pessoal de sair

permitia abrir um ciclo político

e económico diferente. A

escolha feita pelo primeiroministro

teria, por isso, de ser

especialmente cuidadosa e

consensual.

4. O primeiro-ministro



entendeu seguir o caminho

da mera continuidade no

Ministério das Finanças.

Respeito mas discordo.

5. Expressei, atempadamente,



este ponto de vista ao

primeiro-ministro, que,

ainda assim, confirmou a sua

escolha. Em consequência,

e tendo em atenção a

importância decisiva do

Ministério das Finanças,

ficar no Governo seria um

acto de dissimulação. Não é

politicamente sustentável, nem

é pessoalmente exigível.

6. Ao longo destes dois



anos protegi até ao limite

das minhas forças o valor da

estabilidade. Porém, a forma

como, reiteradamente, as

decisões são tomadas no

Governo torna, efectivamente,

dispensável o meu contributo.

7. Agradeço a todos os meus



colaboradores no Ministério

dos Negócios Estrangeiros

a sua ajuda inestimável que

não esquecerei. Agradeço aos

meus colegas

de Governo,

sem

distinção

partidária,

toda a

amizade e

cooperação.


                  Comparem esta carta com a do dr. Vitor Gaspar. Lembrem-se quem atraiçou o dr. M.Rebelo de Sousa, dr.  Monteiro, mais recentemente D.Barroso  e agora o dr. Passos Coelho e Portugal.(pelas complicações que pode gerar na economia, etc..)

Sobre a carta do ex ministro das finanças, dr. Vitor Gaspar

             Leram ou ouviram os comentários dos diversos comentadores sobre a carta em epígrafe? Comparem o que eles escreveram ou disseram  com o que o dr. Vitor Gaspar escreveu na carta aberta. Carta que reflecte bem o caracter de quem a escreveu, sem auto elogios, sem acusar ninguém, assumindo as culpas do que fez..
             E agora estes senhores dos "medis" tiram conclusões infames num ataque desmedido ao autor da carta, sem fundamentos sérios e comprovados..
             Oxalá voltemos a ter um ministro das finanças com a mesma categoria.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Associação dos portugueses com mais de 65 anos de idade

        Os últimos acontecimentos têm aumentado a necessidade de formarmos a associação.
        Se tivermos, com as próximas eleições um governo dentro do actual sistema de partidos, podem crer que na austeridade que nos lançarem, teremos, todos os que têm mais de 65  anos um corte violenta nos nossos proventos, quer através de mais impostos quer através de cortes nas reformas e na assistência social.  
         Somos quase dois milhões, cerca de um terço dos eleitores.
         Falemos disto nas redes sociais, no face-book, etc..  

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Associação dos portugueses com 65 ou mais anos de idade

                    Formemos esta associação.!
           
             1.- Podemos começar na nossa rua onde decerto viverão algumas dezenas de mulheres e homens com 65 ou mais anos de idade. Começamos pelo prédio em frente ou pelo que tem o ´número 1. E a essas pessoas  falemos da ofensiva movida pelo governo, sobre as condições em que vivemos, mas reformas dos reformados, na diminuição, que estão tentando, nos cuidados de saúde. E lembrando várias vezes que à incúria, incompetência e inoperância dos sucessivos governos após o 25 de abril/74, se deve o estado actual das finanças para a assistência social.
            2.- Obtida o acordo das pessoas contactadas, combinemos a primeira reunião, com o
máximo de dez participantes. Faremos tantas reuniões quantas forem necessárias.
            3.- E cada reunião paremos eleger dois ou três representantes.
            4.- Procuremos saber noutras ruas ou avenidas, que reuniões são efectuadas.
            5.- Logo nas primeiras reuniões deveremos apresentar uma ou mais propostas, que visem uma colaboração nossa para o interesse do país.            

                  Todos temos tempo para estas reuniões. Ainda que muitos tenham de trabalhar para angariar meios de subsistência, penso que todos podemos dispor de uma hora ou mais por semana. E será até uma boa distracção, pela conversação que se estabelece.
            Se esta associação se propagar ao concelho, à província e a Portugal, julgo que poderemos constituir uma força que poderá conseguir o respeito do governo.
            E esqueçamos por agora, a formação dum partido. Já houve um o dos reformados, há anos atrás, que teve um deputado eleito. Mas essa iniciativa gorou-se, em minha opinião porque não se formou uma verdadeira e alargada associação. Se previamente tal tivesse acontecido, teriam sido eleitos quinze ou mais deputados.