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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Foi estranho, muito estranho !

          Estou adquirindo o hábito, que me parece muito bom, de todos os dias meditar um pouco, ajudado pela chama duma vela que arde lentamente à minha frente. Quase sempre me surge alguma ideia para o blog do dia, uma recordação mais completa dum momento do meu passado.
          Mas hoje foi estranho o que me apareceu. Bem nitidamente, sentindo bem todo o ambiente à minha volta, vi-me a conduzir um táxi  pelas ruas duma pequena cidade americana. Transportava uma senhora de idade incerta, difícil de avaliar, de feições vulgares, loura, com um pequeno chapéu preto e vestido simples, acastanhado, liso e sem colar nem anéis nos dedos o que reparei quando, olhando pelo espelho retrovisor, a vi compondo o penteado com os dedos das duas mãos. Entrei no estacionamento do pequeno aeroporto da cidade, saí do carro e tirei a mala  da senhora que entretanto saía do táxi,  abria a carteira e me entregava uma nota de dólares, não vi qual o valor da nota, só sei que a senhora me pediu, numa voz desconhecida, para que eu lhe levasse a mala para dentro do aeroporto - e quando levava a mala lá para dentro, de repente vi de novo a vela da meditação a bruxulear diante de mim.
           O que mais me impressionou foi o realismo da situação, a condução normal e segura do táxi, e mais que tudo a sensação do "deja vu" quando conduzia, aliada ao pensamento de que iria voltar para casa e satisfazer a fome que sentia.  

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O futuro da humanidade

                Sempre que lemos histórias sobre o futuro ou  vemos filmes desse género, as mulheres e os  homens que aparecem nelas são como os que vemos no nosso tempo passeando ou passando pelas ruas e pelas praias  : com cabeça, tronco e membros, como aprendemos na escola. Só com uma cabeça, uma boca  um nariz, dois braços, duas pernas, etc..O ET pouco diferente de nós se apresentou nos "ecrans". A grande diferença que vimos entre ele e os mortais da Terra naquele tempo,  e naquele  produto da fantasia e da criatividade de Spielberg, foi o dos poderes mentais : poder de curar e outros, mais ou menos assombrosos, de que não dispúnhamos  naqueles dias e de que ainda não dispomos. Uma história, de verdade fantasiosa, dentro dos nossos desejos mais recônditos e ambicionados, por isso de tanto êxito.
               Quase todos os humanos gostariam de voar, daí que inventaram o super-homem. Quase todos os humanos gostariam de ser milionários, daí que surgiram os Aladinos. Quase todos os homens gostariam de ser amados pelas mais belas mulheres, daí que surgiram as histórias dos Casanovas e dos D.Juan, mesmo que feios, velhos ou barrigudos. Histórias que mesmo mal contadas, tiveram sempre grande sucesso.
                Mas porque é que esses seres dessas histórias fantásticas, hão de ter dois braços, olhos, pernas ? Braços e pernas poderão não ser necessários se o espírito tiver os seus poderes : para que servirão se pelo espírito se puder fazer tudo o que requer força física ?. Olhos serão inúteis se a mente tudo puder ver. Viajar, desta mesma forma de agora, uma inutilidade : para quê ir, se eu poderei estar lá quando e sempre que quero, através dos poderes que a mente me confere ? Etc..
                Ficamos pois com os poderes da mente, o corpo cada vez terá menor importância, as histórias fantasiosas existirão,decorrerão noutra dimensão, para lá do espírito. Primeiro mostrando e demonstrando aos mortais menos avançados, o que se passa com outros seres desconhecidos, seres que nada farão lembrar a mulher e o homem dos nossos tempos. Seres que representarão um dos estágios futuros da evolução do homem.
                Presentemente ainda não passámos do homo sapiens., assim nos classificaram nos tempos presentes e assim nos classificarão dentro de alguns milhões de anos os futuros homo spiritus, depois de passarem por duas ou mais classificações os humanos que foram atrofiando e perdendo parte dos seus corpos físicos - por cada vez menos necessitarem dessas partes do corpo. Nesta evolução e progressão geométrica das invenções, da adaptação ao ambiente, da diminuição progressiva da necessidade dos sentidos, dar-se-á  a atrofia progressiva de todos eles. Que passarão estar localizados e subordinados mais e mais aos poderes da mente. E os órgãos do corpo tornar-se-ão novos apêndices, a extirpar sem consequências.    
        

sábado, 26 de junho de 2010

Parênteses

               Um parêntese, como todos sabem e eu fui recordar ao dicionário, é uma frase que se intercala no meio dum período ou dum parágrafo, com um sentido diferente. Ou é apenas o sinal que se emprega para separar essa frase.      
               Na vida também temos parênteses. Para uns, sair para fora da rotina e pouco depois, sentir-se  de novo a ela obrigados. Para outros, fugir da realidade e penetrar uma vez mais na fantasia.. Talvez para poucos, dominar o espírito e por momentos, conseguir sonhar.
               Mas o que sempre foi um mistério para mim é aquele parêntese que se vê muito mencionado do "estar entre a vida e a morte",  parece-me que impropriamente usado para indicar que um indivíduo pode deixar de viver pouco tempo depois ou poderá morrer de súbito.
                Parece fácil de explicar . Se pensarem um pouco verão que não é fácil.

Por isso,dá-me um grande abraço

            Para além dos sentidos que o corpo me concede
            Depois de sentir tudo o que sinto fora do meu corpo
            Ficam algumas coisas muito estranhas
            Criando nuvens e ilusões no meu pensamento
            Que mais não são que breves interrogações
            Sobre o que eu vou vivendo no futuro e no presente

            Uma delas, talvez a mais estranha
            Tal vez a incógnita desta vida na sua equação
            Que surge implacável, bem firme e persistente
            Sem dar tréguas à esperança ou à saudade
            Roubando todo o valor às críticas e aos louvores
            Passando ao lado de qualquer publicidade

            Será por fim algum dia conhecer
            A razão de aqui estar,de tudo o que acontece
            De uns dias acordar feliz por acordar
            De uns dias levantar-me cheio de alegria
            E noutros, pelo meio das tarefas que me ocupam,
            Mais não pensar que voltar a adormecer

            Por isso, dá-me um grande abraço.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O senhor zero

             O zero é zero, nada, menos que pequeno, ainda menos que nada - na aparência. Apesar de todos os defeitos, o zero é redondo, ninguém pode dizer que é quadrado, o que já é uma boa qualidade, nem que é cilíndrico, sem tendências para o obeso, sem fazer dietas, nem sofrer  preocupações ou torturas. Tem carácter, é original, significativo, impõe respeito quando se apresenta, nada significa na sombra da esquerda, amplia tudo quando vai para a direita. Se fica por cima é uma ilusão, por baixo é quase uma tentação. Reproduz-.se com facilidade, não tendo um ADN muito complicado.Além do muito que há de secreto sobre ele - o que faz quando não aparece, para onde vai quando desaparece, algumas intenções desconhecidas quando está oculto, etc., e neste et cetera, reside muito do seu encanto secreto. É redondo, mas cheio de forte personalidade, não tem a chateza nem as obrigações duma circunferência, não se submete a um centro. Está cheio de nada e rico de muita coisa.Para onde vai, perturba ; quando sai,  causa tormentos ; quando fica dá alegrias. Reproduz-se com facilidade, na China não lhe condicionam a reprodução, na Índia, idem..
               Só por cá, em Portugal, é tratado doutra forma, com desprezo..  

Versos originais

Farto-me de pensar no mesmo quando não penso
Olho para tudo quando nada vejo
Tenho pretensões de lá chegar aqui ficando
E ficar preso, soltando-me do meu desejo
Escrevendo com uma caneta daquelas antigas,
Uma pena duma pomba aguçada numa ponta
E usando como tinta um pouco do meu sangue
Que eu tirei duma borbulha das muitas que tenho em conta
Coçando, coçando, até chegar o ardor   .
Provocado pela unha aguda, do dedo indicador.
E tudo isto pela usual e velha pretensão
De escrever alguns versos originais
Que só serão originais na condição
De saírem bem de dentro do coração

Duas pedras

           Nunca passo duas vezes pelo mesmo pensamento
           Há sempre qualquer pequena diferença
           A mesma que existe entre duas pedras da calçada
           Ou entre estas duas brancas e polidas pelo mar
           Que vieram parar aqui à minha frente, imperturbáveis.
           Encontrei-as juntas passeando pela praia,
           As ondas vinham morrer em cima delas
            Rolando-as a polindo-as um pouco mais
            Batiam uma contra a outra e cantavam
            Uma canção que se unia à canção do mar
            Apanhei-as num intervalo sem ondas
            Trouxe-as no bolso direito das calças
             Parece-me que ficaram quentes e incomodadas
             Pelo cheiro do dinheiro que saía das moedas
             Tão diferente do cheiro do mar e da maresia.
             Mas quando repararam onde as pousei
             Num sítio que escolhi, não em qualquer lado,
             Ficaram quietas e suspiraram de brilho e de alívio
             Por eu não as ter metido e condenado
             Por muitos anos, p'ra dentro dum betão armado.

terça-feira, 22 de junho de 2010

            Encontrei-me hoje num jardim
            Não, não era o muito apregoado jardim da minha infância
            Nem era um jardim à beira mar plantado,
            Esse verso bonito que um poeta de rua inventou
            Tão pouco era um jardim com árvores, canteiros e flores
            Nem com rega controlada, por aspersão ou outro sistema
            Dos inventados para afastar os jardineiros dos jardins.
            Era um simples jardim
            Em que as árvores andavam de braço dado
            As flores voavam e chilreavam
            E os pássaros, de bico aberto, espantados
            Olhavam para tudo, quietos e em sossego.
            Piavam quando uma árvore passava perto
            Ou quando uma flor pousava ao lado.
            A relva e outras plantas envolviam-me, carinhosas
            Enquanto a terra se abria e me oferecia
            Um bom lugar de espectador  .

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sete a zero

       Dia dos sete a zero à Coreia do Norte.
       Vão chegar para encobrir mais umas quantas patifarias.
             Que estranhas reminiscências surgidas há pouco num momento de meditação e que se tornaram mais e mais  claras, mais contundentes, mais sensíveis , cujos contornos do ambiente apareceram mais e mais reais e definidos : primeiro a brancura da parede ao lado, para onde me virara depois de me ter deitado, logo o beijo e o murmúrio carinhoso de minha Mãe despedindo-se, afagando-me e ajeitando com suavidade o lençol e o cobertor junto ao meu queixo, os seus passos quase silenciosos ao sair do quarto, o ranger dos degraus enquanto descia para o andar de baixo., novamente a brancura da parede ao meu lado, pouco distinta na escuridão do quarto e o pensamento de todas as noites, porque estou eu aqui, quem me pôs aqui, que faço eu aqui, porque é que ninguém me explica nada, porque é que ninguém me responde a nada, esta escuridão o que é , o ranger do armário o que é , quem mandou a chuva que cai no telhado, quem mandou o meu avô  ir-se embora no Domingo, dizem pela casa que ele morreu, ainda ninguém me explicou o que é isso de morrer, só sei que onvi muitos gritos da minha Mãe, vi que muito chorou, vi que na casa da minha avó,  calafetaranm todas as portas e janelas, quando hoje cheguei da escola e entrei no escritório onde o meu Pai trabalha estavam lá uns senhores que perguntavam ao meu Pai : "então senhor comandante, calafetamos ou não calafetamos também o escritório ?" . Só depois, muitos dias depois, percebi para que servia todo aquele aparato das fitas que punham em dada a parte e do cheiro que havia a desinfectante, a formol. E então à noite ao jantar eu perguntei ao meu Pai, "oh pai, se eu morrer também vão por as fitas e o formol cá em casa ?
         E a minha Mãe, lançou um grito lancinante e saíu da mesa a chorar e a soluçar muito alto.

domingo, 20 de junho de 2010

               Tenho recebido mensagens de pessoas desconhecidas, que nem me dizem o nome, nem o endereço. Não, não as leio  nos "comentários". Simplesmente recebo-as por telepatia.Quase todas simpáticas, agradáveis, benevolentes. As antipáticas desfaço-me delas facilmente. Já me habituei a desligar, a cortar a telepatia e passar imediatamente à mensagem que se apresenta a seguir no meu espírito. Consegui disciplinar o espírito de forma a que as mensagens não se apresentem como um "tsunami" mas sim ordenadamente como numa bicha para comprar um bilhete de cinema . Experimentem libertar o vosso espírito do que vos rodeia, experimentem discipliná-lo de forma que só vos surjam imagens, ideias, relatos ou apenas palavras simples. Que, como poderão verificar, serão sempre evocativas, completando a pouco e pouco, pensamentos sobre um tema relativo à primeira palavra que apareceu. Verificarão que após algumas meditações, aparecerão como que mensagens, sem indicação do autor ou autora --- nem sequer qualquer referência relativa ao sexo de quem a envia. Eu consegui disciplinar o espírito : quando quero recordar, recordo ; quando quero receber ligar à criatividade, ligo ; quando quero receber mensagem, ligo a telepatia.
                Não é difícil. Necessitam de um certo esforço, durante algum tempo, de forma a distinguir o que pertence ao próprio passado, do que é criação do espírito próprio, do que nos foi enviado por outrem.
                Ao princípio nada custa, depois é um pouco perturbante, ao fim de pouco tempo, é agradável.
                      

sábado, 19 de junho de 2010

Que terei feito ?

              Que terei feito, qual foi a causa, que concatenação de acontecimentos contribuíu para que eu me juntasse a todos vós neste mundo? Foi arte de alguém, foi acaso, foi uma pedra atirada por uma criança espacial,  foi decisão do Senhor universal, foi uma fagulha resultante duma explosão ou implosão quailquer,
foi um curto-circuito provocado por uma criança traquina do futuro ou do passado, ou foi uma molécula libertada numa exalação de amor dum ser doutra dimensão? Foi castigo, foi prémio, foi retribuição de algum favor ?
              Garanto-vos que não sei.
              Só não gostaria de saber que sou usado para  aqui figurar como condecoração pendurada no peito de um extra terrestre..  .

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Que virtudes deverá possuir um cidadão, escolhido para deputado.

            Que qualidades e excelência moral deve possuir um indivíduo para que os cidadãos da sua freguesia, da sua  cidade ou da sua província, o escolham para deputado ? Integridade, independência, cultura, coragem,isenção.
                          -Integridade,que se traduza na rectidão e honradez.
                          -Independência, que signifique liberdade de espírito, convicção das ideias próprias e não submissão aquelas com que não concorda.
                          -Cultura, a suficiente para avaliar, respeitar e propor  o que mais interessa a quem representa.
                          -Coragem, a necessária para tomar as decisões que se impõem.
                          -Isenção, total, para analisar argumentos, ideias, propostas, diferentes das suas.
             Dificilmente se encontrarão estas qualidades nos deputados escolhidos por uma única pessoa.
             Serão as excepções, como se verifica no parlamento português.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Descubram quem assim procede

           Não se importa que roubem, desde que o deixem roubar descansado.
           Não se importa que critiquem desde que o não critiquem a ele.
           Não se importa que mintam desde que ninguém fale das suas mentiras.
           Não se importa que sujem as mãos desde que o deixem lavar as suas, em descanso.
           Não se importa que surjam mais pobres desde que não lhe venham bater à porta.
           Não se importa que gritem desde que oiçam os seus lamentos.
           Não se importa. que emagreçam se ele não parar de engordar
           Pois quando esta democracia por fim o afaste
           Faz as malas e vai flanar, mais feliz.
              

terça-feira, 15 de junho de 2010

Atitude

              É a forma com reagimos a objectos, acontecimentos e procedimentos estranhos. É a definição que encontrei mais simples. E que se deverá completar dizendo que a atitude dum sujeito poderá ter muito,ou pouco ou quase nada a ver em relação com o seu comportamento.
              As atitudes podem ser contagiosas, pelo exemplo, podem ser imitadas, pelo temor, pode ser seguidas, pelo fanatismo.
              Os nossos governantes são exemplares nestas atitudes.Não há evidências que os demovam, não há argumentos que os façam olhar e raciocinar doutra foram, só existe indiferença perante o que vêem causando as suas decisões.
              Esta é uma democracia, no nosso país, pouco exemplar para os nossos filhos e para os nossos netos.
              Que um dia, como disse o dr. Ernani Lopes, nos envergonharão ainda mais do que estamos, quando nos perguntarem : " como deixáram chegar Portugal ao estado que eles encontraram ?"

Jornal "o diabo"

            Finalmente ! Finalmente está à venda, hoje, terça-feira, o dia normal de começo da venda do semanário "O diabo", um jornal que se atreveu a publicar uma referência ao programa "plano inclinado" de sábado. No artigo "O governo capaz de salvar o país" esse semanário indica Ernâni Lopes como o mais indicado para gerir as finanças e transcreve algumas das suas frases ditas naquele programa.
            A "cassete" contendo o video do programa, deveria ser posta à venda pela SIC ou por Mário Crespo.
            A realidade das finanças no nosso país vai sendo encoberta, antes foi pela visita do papa, agora é pelo futebol, a seguir será pelas férias do verão.
             Temos as costas largas.
             Mas quanto maior for a carga , maior será o trambolhão.    

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Neurónios

           Dizem os conhecedores da matéria que entre os neurónios existem permanentemente correntes eléctricas  que nos trazem o conhecimento do que se passa à nossa volta, do que nos agride ou acaricia, da dor, do paladar, dos aromas. E que transmitem as ordens voluntárias da nossa vontade ou as involuntárias da nossa espinal medula. Os electrões dessas correntes eléctricas recebem e transportam tudo o que respeita ao acto sofrido ou ao que decidimos realizar. Não existe outro meio dos neurónios comunicarem entre si, à velocidade da luz.ou talvez maior, suponho que ainda nada está ainda demonstrado neste domínio. Apenas teorias, na prática muito longe de comprovadas. Einstein declarou que é impossível ultrapassar a velocidade da luz. Mas suponho que, na prática não o demonstrou. Se estou errado agradeço que me ensinem.
            Mas o que não podemos negar é que os electrões podem transmitir uma mensagem ou parte dela. E que nalguma fase do desenvolvimento do nosso cérebro, uma corrente eléctrica estabeleceu a corrente entre os nossos neurónios . Uma corrente eléctrica e os seus electrões não aparece por geração espontânea. Não é tão forte como um raio mas tem a mesma ou talvez mais velocidade.
              E essa corrente eléctrica que activou os nossos neurónios partiu dum emissor da mesma natureza.
              E não transmitiu o que herdamos dos nossos pais nos cromossomas. Transmitiu-nos qualidades ou defeitos, hábitos ou costumes, manias ou tendências muito mais subtis que a cor da pele, dos olhos , o comprimento do nariz ou qualquer outra evidência dos nossos físicos.E pode não ter partido dum dos nossos pais.
              Provavelmente estarei errado. Corrijam-me, ensinem-me, nunca é tarde para aprender.
.  

Serão controlados ?

        Esperando ver impressa qualquer notícia, opinião, crítica ou simples referência no "correio dos leitores",consultei hoje os jornais de ontem e de hoje. Não vi escrita uma palavra sobre o que ouvimos e vimos no sábado passado  no programa "Plano inclinado". Nem consultando a internet sobre o doutor Hernani Lopes, ex ministro da economia em 1983, e que colaborou de forma modelar nesse dia e há duas semanas, nesse programa.
        Não acredito que nenhum dos jornalistas desses diários e o professor Rebelo de Sousa (que também  não  fez no seu novo programa na TVI, qualquer referência ao pl. inclinado de sábado), nenhum tenha visto e ouvido o que o dr. Hernani Lopes disse no sábado, às22 horas.. Naquele caso poderemos compreender, a 4 deve continuar muito controlada;  embora nos admiremos deste controle, pelo que conhecemos do dr.M.R.de Sousa. Ou  talvez ainda  porque esse programa da TVI tenha sido gravado antes do outro ir par o ar.
         Medo de perderem leitores e portanto perda de receita das vendas ? Medo de perderem assinantes. dos muitos que não gostam que lhes apresentem a realidade e portanto perda de receita da publicidade ? cagaço, que os patrões poderão retaliar e portanto perda de receita para os bolsos próprios ?
          Parece que em Portugal dez milhões já trocaram o sangue por capilé, nas veias !    

domingo, 13 de junho de 2010

Em 2008

                Em 2008, em salários e na previdência social o Estado gastou 87% da receita arrecadada. Em 2009 a situação piorou. Em 2010 continua a piorar.
                Mas nada se resolveu até aqui e nada se resolve dizendo, como se tem dito, que a situação é difícil e que existem muitos problemas, a crise, etc...Só se resolverá assumindo e decidindo o que é necessário, não em pequenos pacotes anunciados por todos os meios possíveis, mas com as medidas necessárias e com a intensidade conveniente..

Plano inclinado

         O professor Hernani Lopes que há quinze dias nos brindou  com as suas opiniões sobre a situação económica no nosso país (o video respectivo já está disponível na internet, ver" plano inclinado" ou "Hernani Lopes) , voltou ontem ao programa "Plano inclinado". Desta vez empregou uma linguagem mais académica  e decerto que a maioria dos telespectadores não entendeu totalmente o que nos disse com o auxílio dos esquemas que nos apresentou. Mas foram importantes as suas respostas. Porém, nos últimos quinze a vinte minutos do programa expôs a situação económica de Portugal em  meia dúzia de frases compreensíveis para os mais leigos e para os mais afastados da realidade. Num resumo breve disse que :
                 1.- É necessário que seja apresentado ao país a situação económica e financeira em que nos encontramos.
                 2.- Devem ser apresentadas ao país as soluções possíveis, num projecto a curto, médio e longo prazo.
                 3.- Quanto antes deve ser iniciada a realização desse projecto, de forma honesta e credível por todos os partidos, iniciando a curto prazo as medidas propostas, por mais duras que sejam e não, como se tem verificado nas últimas semanas, iniciando outras pouco significativas e pouco influentes no resultado que se pretende.    
         Mentalmente, enquanto se desenrolava o programa, fiz a comparação  com o que se passa numa família, cujo chefe já se endividou mais do que pode pagar. Que gasta para manter a família todo o magro salário que usufrui, cêrca de mil euros e que um dia chega a casa e anuncia, eufórico, que teve um aumento mensal de um porcento do seu ordenado, ou seja de dez euros. Depois de anunciar o aumento, diz à família que tudo mudou e que já poderão comprar um carro novo, um fogão de cozinha moderno e aquela colecção de perfumes de que a esposa tem falado.
          O vídeo desse "Plano inclinado" de ontem, brevemente poderá ser consultado na internet.
          Por favor, não deixem de o ver e ouvir.              

sábado, 12 de junho de 2010

Atavismo

          A grande razão que sempre me apresentaram para o aparecimento de manifestações anómalas no carácter ou no físico de qualquer indivíduo, nunca presentes nos pais ou nos parentes mais próximos,  foi  :  "por atavismo".
          Não tenho na minha família nenhum cineasta, nem nenhum dos meus antepassados conhecidos se dedicou  ao cinema, a não ser  como espectador  pouco assíduo. O meu Pai e a minha Mãe gostavam muito de teatro ligeiro, de teatro de revista, e de operetas no cinema. Fora desse género de filmes, quando viam algo diferente, como um drama, um filme de "cow-boys" ou um histórico pesado ou religioso, invariavelmente ao chegarem a casa eu ouvia o comentário " mais uma chumbada !".
           No entanto, quando os acompanhava ao cine-teatro (propriedade da Empresa Orquestra Semifúsica Ld , aqui em Portimão), logo que eu tinha uma oportunidade escapava-me sorrateiramente do balcão, e ia espreitar a "cabine" onde a máquina projectora trabalhava. Com aquelas enormes "bobines" dos filmes de 35 milímetros, uma em cima a desenrolar e outra igual em baixo, a enrolar o filme. Os primeiros brinquedos que comprei com o dinheiro que poupava para o efeito. foram pequenos projectores que trabalhavam  com pequenas "bobinas" aí de uns cinco centímetros de diâmetro e que eu carregava com pedaços de filme de 35 milímetros, que comprava por aqui e por ali por alguns tostões. Quando me formei, comprei uma máquina de filmar com filme de 9,5 milímetros e ainda filmei na tropa um concurso hípico em que participei e o meu "record" conseguido no regimento de Extremoz após ter carregado uma moto  com quinze soldados !
           Mas nunca nenhum sábio dos que consultei me explicou convincentemente, donde herdei esse gosto que eu tinha pelas bobines do cinema,  pelas filmagens, por captar imagens da minha vida e da dos que comigo têm convivido.
           Herança de antepassados não foi . O cinema e a fotografia foram inventados há cerca de cem anos.
           E não consta que o homem das cavernas tenha sido cineasta.    

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Formar um grupo

           Proponho a quem tem a paciência de visitar e ler estas minhas mensagens que formemos um grupo para conversarmos sobre, podemos começar, sobre o assunto da minha  mensagem anterior.Ou outro que proponham. Uma hora por semana, quando há interesse, sempre é possível. Mesmo em dia de férias , de praia, de compras ou de qualquer lazer. Um primeiro grupo de oito, com o moderador eleito por todos ..    

civilização : como será daqui a um milhão de anos ?

              Os primeiros passos  do que agora chamamos de civilização, foram dados pelos homens e mulheres há cerca de 10.000 ,dez mil anos. A diminuição drástica do nomadismo. coincidindo com  o cultivo de plantas alimentares, a descoberta de muitos utensílios para a a caça, a pesca e a agricultura, contribuiram decisivamente para a fixação de muitas populações. No nosso planeta existiriam então , estimam os historiadores, cêrca de cinco milhões de habitantes.
              Desde então, a humanidade teve o culto do "maior" : maiores povoações, maiores cidades, maiores edifícios,  maiores descobertas, maiores riquezas.E  já somos seis biliões ! Até hoje o homem ( e nem sempre a mulher) tem desenvolvido esse culto pela riqueza .de bens materiais.Mas, desde esse começo da civilização, os humanos também se iniciaram na arte ( pinturas e gravuras pré- históricas), como manifestação do espírito pouco induzida pela ambição de fortuna. Mas, enquanto a ambição dos humanos pelos bens materiais se desenvolveu seguindo o ramo ascendente duma parábola, o culto das artes e do espírito prosseguiu como uma resta ascendente de fraca inclinação.
             O aumento do interesse pelo conhecimento deverá dar lugar a que estas tendências se modifiquem : a parábola comece a passar a uma  meia hipérbole, atingindo o ponto dei inflexão dentro talvez de poucos séculos (oxalá neste), iniciando e percorrendo a  curva descendente em mais alguns séculos, até que a mulher e o homem vivam e se sintam independentes do material.
             Será necessário que passem um milhão de anos ? dez mil séculos ? Se em dez mil anos tanto evoluiu a humanidade, se essa evolução se está a realizar em ritmo cada vez mais intenso, a descoberta do espírito, das suas potencialidades, deverá, parece-nos, ser muito mais breve.
             E positiva. O criador não nos fez para sermos demónios.Com vamos constatando : estes, são cada vez mais raros.    

domingo, 6 de junho de 2010

Vou montar uma laboratório

                          Quero construir um laboratório com um equipamento especial.
                          As paredes e as portas podem ser de vulgares materiais de construção
                          Que se usam nos laboratórios de todo o mundo
                           Mas não necessito nem  balões, nem  provetas, nem  pipetas
                           Nem dos ácidos, bases e sais empregues nas que tais reacções
                           Nem de bicos de Bunsen, papeis de tornesol,  balanças de precisão  
                           Nem sequer de mobiliário reluzente, bem adaptado e condizente

                           Já fiz a lista completa dos reagentes
                           Já  a enviei para todos os fornecedores
                           Que os remeterão em invisíveis contentores
                           De lá daquele país desconhecido
                           Que é o único que exporta tais valores

                            E a lista é muito simples, e resumida.:
                            Sulfato de fantasia,às carradas
                            Cloreto de bondade,muitos metros cúbicos
                            Óxido de sabedoria, muitas toneladas                          
                            Fosfato de lealdade, muitos hectolitros
                            Alguns pózintos de ingenuidade
                            E um vagão de  sacos de sorrisos.

                            Como será agradável, esta minha grande química,
                            E todos os dias, alguns momentos
                            Entretermo-nos neste grande laboratório

sábado, 5 de junho de 2010

Deram-nos a vida

      Pensemos um pouco na vida, que Quem nos pôs cá, nos concedeu..
      Saímos um dia da nossa Mãe, com uma máquina perfeita, com um programa completo e bom para crescermos e para nos adaptarmos neste planeta onde fomos plantados.
       Por vezes ouvimos dizer que ninguém pediu para nascer e ser colocado num certo ambiente, num certo lugar, numa certa família. Pura fanfarronice quase sempre para justificar um acto menos digno,  que prejudique um próximo ou que vá contra o que é decente. Como se pode afirmar que não pedimos para vir para cá ? Como se pode afirmar o que a nossa memória não pode ter gravado ? Mas se a esse indivíduo tão sábio perguntamos : " se morrer, com fortuna e depois puder decidir, quererá ou não quererá  voltar ?" . Considerem as diversas alternativas. A barafunda de respostas será tal que havendo um moderador certamente ficará baralhado e incapaz de apresentar uma conclusão lógica.
        Porque o importante é saber o que fizemos destas boas máquinas que o Criador nos ofereceu, falo do corpo e do espírito.
        Penso que a maioria aproveitou a sua estadia na Terra para gozar das duas máquinas, se assim lhes podemos chamar. Ambas não  têm rival, o homem bem vem tentando, estará um enésimo mais perto de o conseguir mas talvez, quando se aproximar ou pouco mais do infinito, comece a pretender quealgum dia o conseguirá, isto é, nunca. Porque nunca estamos mais perto do infinito.
         Uma das  minhas próximas mensagens será uma abordagem ao tema "como seremos daqui a um milhão de anos", ou seja, lá para o século dez mil.
          Estamos todos os dias escutando futurologia decepcionantes sobre as maçadas da crise, etc..que me sinto no direito de discorrer sobre um tema diferente, em minha opinião muito mais atraente..     .          

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O nosso neto Vicente

              O nosso neto Vicente, flamante nos seus quase dezoito meses, já corre, já grita, já refila, já parte, já mexe em tudo o que vê, já ri , já reclama,já escorrega, cai ou quase que cai, já toca tambor com as facas e os garfos, no prato, já começou a viajar, já espirra por cima e ribomba por baixo
              Temos mais um neto..Com os pais que tem, teremos mais um homem.

torneio de xadrês em Odemira

                 Há duas semanas realizou-.se o torneio  damiano de xadrês, em Odemira.Com mais de trezentos participantes, a maioria jovens de menos de dezoito anos.Odemira há mais de vinte anos que apoia a realização deste torneio, o que reúne maior número de jogadores, em Portugal. Envergonho-me de dizer isto, porque o mesmo não se passa na maioria das cidades do meu país.
                 No dia em que o ensino seja encarado a sério em Portugal, com um programa a longo prazo, proporcionando aos nossos jovens conhecimentos com base na exigência, disciplina e bons hábitos de estudo, então o xadrês será encarado pelos governantes, como fundamental para a boa formação e boa preparação, para a vida dos jovens.
                 Bons profissionais formam-se com boas bases.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Acidentes no nosso percurso


            Vai um cidadão conduzindo de forma pacata o seu carro e percorrendo as ruas estreitas do seu burgo. Raramente percorre a distância até onde pretende chegar sem que lhe surja uma ou outra.surpresa : um garoto que sai duma casa e outro logo atrás perseguindo-o em correria desbragada, um senhor que  atravessa a rua continuando a ler o jornal, um outro carro que pára à frente do nosso e o condutor em conversa demorada com outro cavalheiro que lhe acenou para parar, uma rapariga conduzindo pelo meio da rua o carrinho do seu bébé, uma carroça de ciganos cuja mula escorregou no piso molhado e se estatelou, não se levantando apesar dos esforços frenéticos do cigano, uma senhora surda  atravessando a rua sem olhar. E qual é a reacção do cidadão condutor do automóvel ?
                  - Abre a porta e sai do carro gritando desaforos.
                  - Baixa o vidro da janela e brada indignado algumas palavras impróprias quase insultuosas.
                  - Ou, dentro do carro, impacienta-se e comenta o percalço,sozinho ou para quem o acompanha,
                     batendo, ameaçador, com os punhos no guiador, e exibindo uma impaciência exaltada, "isto não pode ser !".
                 - Olha para o relógio e diz frases como " aquele nunca mais anda!" ou " a polícia nunca está onde é mais precisa " ou ainda " querem ver que ficamos aqui todo o dia ?". Ou outra, mais adaptada às circunstâncias.
                  - Aguarda com calma e sem esforço, que o caminho fique livre.
         A que se devem estas reacções, tão dispares ? Com excepção da última, devem-se à deficiente formação do condutor do carro. Ou porque vai depressa demais, ou porque não aprendeu ainda a enfrentar situações insólitas, inesperadas, fora das rotinas da sua vida. Ou porque tem complexos de superioridade, ou outros que não lhe permitem reagir de forma diferente, respeitando o próximo,  possuindo um carácter que lhe permite sorrir em vez de agredir, aguardar com calma em vez de ceder ao primeiro impulso : o que não acontece senão em caso extremo, não escutando ou pensando primeiro nas razões de quem o perturba.
          Não recordando sempre quão curta é a nossa memória e a nossa vida. E sem proveito toda a fonte de preocupações.        

Não descendemos de outro cérebro ?


            Um dos jornais diários de ontem deu-.nos a notícia de que um grupo de cientistas americanos chegou à conclusão de que não há vida depois da morte. E que as manifestações de maior lucidez que indivíduos que recuperaram após o regresso das "portas da morte" , algumas alucinações como as "luzes ao fim do túnel " e outras revelações, se devem a uma maior actividade cerebral quando o cérebro sente a proximidade da morte.
            Como  é possível que cientistas possam crer e fazer crer que descobriram essa verdade insofismável de que não haverá vida após a morte do corpo,incluindo a morte cerebral.?
            Para mim só demonstram que desconhecem o que são no universo, a partícula ínfima que todos somos. E que é muito arrojado pretender - por mais experiências que hajam feito - pretender que estamos próximos do infinito, se tal será possível nalgum tempo. E também parecem demonstrar, embora esses cavalheiros sejam conceituados cientistas, que são  perfeitamente conhecedores do que é um electrão. Se ainda se desconhece o que contem um electrão, se ainda se desconhece o que contem o núcleo que lhe está agregado ! Que tem uma estrutura complicada e mal conhecida ! Se ainda não sabemos a que leis ou regras obedecem e porquê, reunidos em feixes nos transmitem imagens e sons diferentes e provavelmente muitas outras coisas ? Que estamos tão longe  do infinito como do infinitésimo ?
            Quando se interrompe uma corrente eléctrica, sabe.se que se transmite uma mensagem : um som e até talvez uma micronésima imagem.. Que podem ser captados por um aparelho da mesma família. Houve portanto uma transmissão de um som, duma imagem ou de uma mensagem. Transmissão que é efectuada pelos electrões e quase de certeza com uma colaboração activa do ou dos núcleos que lhes estão associados. Não será uma conclusão aceitável que os electrões e os núcleos terão também o seu ADN, provavelmente muito mais complexo que o  dos humanos ?
              Nos últimos três milhões de anos - um micronésimo da eternidade - o homem começou por descobrir o seu corpo, e agora,  há pouco, tempo , talvez há pouco mais de cinco mil anos, começou a descobrir o seu espírito.Mas ainda deve faltar muito, talvez mais outros três milhões de anos, para descobrir de onde veio o seu espírito. Donde veio o seu corpo, já sabe.
              Talvez um dia venha a descobrir que o seu espírito veio para o seu cérebro transportado por um feixe de electrões que partiu  doutro cérebro que se apagou e que foi gerado a partir do  ADN transportado nos electrões.
              Oxalá que não me queimem numa fogueira como quiseram queimar quem demonstrou que o Sol não anda à roda da Terra .