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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Poema de Fernanda de Castro publicado antes

O título do poema de Fernanda de Castro que antes transcrevi tem por título
                   "AROMA, ESSÊNCIA, PÓLEN, HARMONIA"

"Aroma, essência, pólen, gtarmonia"

"Eu que só gosto de vestidos velhos,
de velhas casas com paredes tortas,
de poeiras ancestrais, de cinzas mortas,
de desbotados rosas e vermelhos;


eu que só gosto de velhos quintais
com ásperas roseiras mal regadas
de cortinas de rendas passajadas
por velhos dedos com velhos dedais;


eu que só gosto  de velhas gavetas,
de velhas malas com cetins puídos,
sedas, fitas, perfumes esquecidos,
leques, missais, raminhos de violetas;


eu que só quero o que ninguém cobiça,
oiros de sol e pratas de nevoeiros,
filigranas de flores nos canteiros,
folhas soltas que o vento desperdiça,


espuma de marés, conchas vazias,
cintilações de estrelas, céus distantes,
gotas de orvalho - frescos diamantes,
canções de búzios --verdes melodias;


eu que só peço a Deus o que sobeja
de humanas ambições e vãs partilhas,
continentes de luar, sonhadas ilhas,
nuvens de fumo que ninguém deseja;


eu que só quero a rude sinfonia
do vento à solta e os dedos de  veludo
da chuva nos beirais da minha rua,
aroma, essência, pólen, harmonia,
eu, que não quero nada, quero tudo:
quero a Poesia." 

"Exílio"

                " Eu sei onde nasci: naquela rua
                 de árvores mortas e de velhas casas
                 onde ensaiei os meu primeiros passos,
                 e onde as minhas pueris tímidas asas,
                 se transformaram lentamente em braços.


               
                  Mas que me importa? Sinto-me perdida
                  como alguém que em menino se perdeu,
                  e sei que a minha vida é outra vida,
                  e sei que não sou eu,, que não sou eu!
                  Que venho de mais longe, da distância
                  que flutua entre o sonho e a realidade.


                  que nunca teve pátria a minha infância,
                  que nunca teve idade a minha idade.
                  Que o meu país, se existe, é como a quilha
                  dum barco a demandar inutilmente
                  uma impossível, ignorada ilha
                  banhada por um mar inexistente.


                
                  E contudo eu nasci naquela rua
                  de árvores mortas e de velhas casas
                  onde ensaiei os meus primeiros passos,
                  e onde as minhas pueris, tímidas asas.
                  se transformaram simplesmente em braços." 
                                   
                  ,         poema de Fernanda de Castro (8/12/1900 - Fev  1995 )

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

"Os lagos" (versos de Fernanda de Castro)

"Que horror!
Não sei se causam nojo, se piedade,
Os lagos dos jardins,
Os tanques da cidade.


Oh, esta água presa, encarcerada,
condenada
a não correr à solta.
Pior ainda: a água, resignada,
sem gritos, sem revolta.


Antes a água das poças
viscosas e repelentes:
ao menos entra na terra
e vai abrir as sementes.


Antes a água da chuva
a enlamear a cidade:
quanto mais lama na terra,
no céu maior claridade.


Antes a água que gela
e se torna pedra forte:
feliz de quem é capaz
de mudar a sua sorte.


Antes a água das cheias3
destruidora e ruim:
é mortal, mas não conhece
princípio, meio nem fim.


Antes ser água do mar,
a sofrer,cantar, rugir,
de que ser água parada
eternamente a dormir.


Antes ser...
                     ouvi, oh água
                     prisioneira, encarcerada.
antes ser pranto profundo,
antes lágrima, antes dor,
 antes abismo sem fundo,
antes matar e morrer,
mas, primeiro, correr mundo! "   

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A vida percorre caminhos estranhos

             Embora pareça difícil de constatar, de aferir, de atender, a vida é assim: imprevisível, imprescritível, impeditiva. Táo previsível, inesperada, inconstante, como a chuva no deserto, um cabelo na cabeça duma caveira, uma picada dum fio de algodão. Se esperamos que aconteçam  os factos previsíveis, nunca há certezas. Ainda que estejamos deitados comodamente numa cama impecável, com lençóis impecáveis, mantas e travesseiros impecáveis, em silêncio profundo ,sem nos mexermos, sem provocar ruídos, sem sequer agitar as pálpebras ou mover os olhos, surgem  sempre alterações, ténues ou intensas, que nos movem a mente noutro sentido, nos lançam noutras ideias, nos perturbam a paz de espírito, nos movem ou comovem, nos atiram  para outro mundo. Poderão não ser materiais, invisíveis, inodoras, insonoras, apenas usufruírem da leveza dum pensamento, dum súbito clarão da consciência, do roçagar do lençol .num  pé que se agita em  reacção  ao imobilismo prolongado. Embora o nosso quarto esteja pintado verde feno, quando os olhos pousam na rosa branca que a empregada doméstica colocou numa jarra, aí surge nova ideia, pronuncio de decisão posterior e de especulação sobre os acontecimentos que a poderão alterar. Centímetro a centímetro surge o inusitado, o imprevisível. Para quem sente o que vê.
             E sem querer, os olhos encaram a estátua la fora e a memória lança-nos na história, provocam o sonho, delineiam a rima para um verso novo que surge.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O meu segundo livro

              O meu segundo livro está sendo editado pela Editora Zita Seabra. Será uma pequena edição que estará á venda na livraria Althea, na rua do Século, em Lisboa.
              Neste livro, de pensamentos, versos e contos, tenho o objectivo de conservar o que tenho escrito depois do primeiro, editado em 2011. Se a venda for razoável espero que a editora faça uma nova edição.
              E tenho começado um terceiro, um romance. Talvez que o acabe até ao fim deste ano. Se conseguir escrever alguma coisas de geito, que me agrade de escrever tanto como os primeiros.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Um grande amigo, o Zé Manel, que se foi

               Sim, perdi um grande amigo. Que foi e não volta. Amigo desde os seus doze anos de idade. Sem política, sem cocktails, sem reuniões sociais, sem o danado dinheiro pelo meio.
              Quinhentas ou mais pessoas no enterro. Eu não, não consegui fugir à recordação dos bons  e maus momentos que passámos juntos. Nesse momento ele não estava no enterro, estava decerto muito mais próximo de mim do que os que acompanhavam o seu corpo a caminho do cemitério
              Ser-me-á quase impossível obter outra amizade igual.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Os anos passam,como brisas suaves
Que nas suas memórias em traços leves
Eles são sentidos como ternos afagos
Sem saber que esses anos serão breves


Nem sentir se são bons ou se são graves
Dissabores, o diabo que os leve
Dos amores entendem os princípios
Dos azares conservam os resquícios

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"Algo me muere en el alma cuando un amigo se va.
Y va dejando una huella que no se puede borrar".
      Duma poesia de autor desconhecido

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os 85 mais ricos da Terra

 Num artigo publicado hoje no "Público", da autoria do sr. José  Manuel Rocha, ".os 85 mais ricos da  Terra têm tanto quanto a metade dos recursos da metade mais pobre da população. O  dinheiro, ferramenta do poder económico e político, separa cada vez mais as pessoas, aumentando as tensões sociais, constituindo uma bomba de efeito retardado dia  a dia mais devastador."
           Mas, segundo a organização  humanitária Oxfam, "quase metade da riqueza mundial está nas mãos de apenas 1% da população. São cerca de 110.000 biliões de euros. No ano passado  210 pessoas entraram para o restrito clube dos multimilionários(que superam os mil milhões de dólares de fortuna).  E que é composto por 1426 pessoas."  Na Europa verifica-se uma situação curiosa,, avassaladora: as dez pessoas mais ricas possuem um património que  é superior ao total das medidas de fomento e estimulo à economia aplicadas entre 2008 e 2010, cerca de 200.000 milhões de euros.
          Podemos afirmar que a concentração da riqueza continuou durante muitas décadas passadas e que continuará se os terráqueos não  deixem de venerar o dinheiro.
           O aproveitamento dos recursos naturais cada vez é mais desigual -  80%dos recursos da Terra estão na posse de apenas  10% da população. Enquanto a maioria dos 70% mais pobres( mais de 3000 milhões de adultos) dispõe apenas de 3% dos recursos.
           Quando será que os humanos começarão a pensar numa distribuição equitativa dos recursos?    

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

No barlavento algarvio

   Após dezassete dias nublados, o noroeste levou os cúmulo nimbos para outra paragens. Desde há muitos anos que os janeiros eram  frios, secos, sem chuvas, ensolarados. No de 2013 e neste janeiro de 2014 sucedeu o contrário,  as gaivotas voaram sempre baixo, o que segundo eu sempre ouvi dizer aos marinheiros, é sinal de chuva.
       Será que os políticos da oposição atribuirão as culpas à crise, à troika, ao governo? Ocupam-se  na discussão de tantos assuntos importantíssimos para o nosso "jardim à beira mar plantado", que, em boa verdade, à meteorologia deveria ser concedido um lugar de destaque. E o tempo que os senhores deputados teem para trabalhar para os superiores destinos da nação deveria, em boa medida, ser empregue nos cuidados do nosso jardim. Na defesa e conservação da Natureza, em particular dos rios, mar, floresta.
       E porque muito ouvimos falar e muito lemos, se vivemos num mundo de interesses globais, teremos mais dia menos dia que falarmos e escrevermos  sobre a defesa global no nosso mundo, desta Terra que o criador nos ofereceu. Quando temos uma filha ou um filho sempre procuramos cuidá-los, trata-los, protege-los, salvo algumas detestáveis e ignóbeis excepções., Eskperamos deles trato  e amor igual, E a Terra, que tudo nos  dá, essa tratamo-la ao sabor dos nossos interesses, quase sempre sem pensarmos nos nossos descendentes.  Nâo falo do consumo enorme da nossa atmosfera que sempre nos protege da continua chuva de meteoritos. Refiro antes de mais à devastação enorme das florestas, em toda a Terra verde, diminuindo a produção de oxigénio. E outros atentados contra esta joia que é a Terra, que nos foi presenteada pelo criador.
         E qualquer dia Ele, chateia-se com o que estamos aqui fazendo e elimina-nos como eliminou os dinossáurios, atirando para cá um meteorito com algumas dezenas de quilómetros de diâmetro, que nos porá às escuras pelo tempo suficiente para todos nos extinguirmos.            .     
          E nesses dias as fortunas em dinheiro. para   nada servirão.

O vil dinheiro

         Continuamos a aguentar o fardo pesado do dinheiro, sem reacção, sem manifestações de desagrado, sem generosidade para tantos oprimidos pelo vil dinheiro.
         A pobreza aumenta e todos os países em crises comerciais e  financeiras. Nos outros países, a pobreza está encapotada sob um manto diáfano de solidariedade cujo custo é suportado por uma percentagem considerável do valor do trabalho da sua população activa. E em todos os países aumenta a classe dos mais ricos, dos que possuem parte da fortuna armazenada em cofres, em bancos ou noutras instituições.
E, em todo o mundo, um volume enorme de dinheiro circula diariamente, por meios electrónicos ou por outros, em negócios que apenas servem ou teem o destino do aumento das fortunas existentes. Nunca para diminuir a pobreza existente em todo o globo.
           A pobreza também é global. Um pobre, em qualquer parte do mundo contenta-se com mais "alguma coisinha". Um rico, em todo o mundo,  só se contenta se a sua fortuna aumentar uns tantos por cento que se vejam. E ao ponto de se não importarem com o mal que podem causar à Terra e a todos os seus e nossos descendentes.
           São contentamentos diferentes.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Sem a vela

     Por muito que nos concentremos, nada na nossa vida é seguro, difícil calcular a probabilidade de que passe por  nós algum desejo que pressintamos, que ansiemos, por que lutemos. Enquanto vivos jamais saberemos donde viemos ao nascer. Provável será que quando partamos desta vida, onde cheguemos não saibamos donde viemos.
       Meditando chegamos sempre mais longe, meditando entramos sempre noutro mundo, meditando sentimos sempre que revivemos. Deixamos de ver para fora de nós, dia a dia começamos a ver mais para dentro de nós. Sentimos dia a dia mais a nossa respiração como um meio de partir e de chegar. E o ar que respiramos parece trazer-nos sempre mais luz, mais fulgor, mais sensações, E o ar que expiramos parece levar de nõs a ansiedade, os caprichos, a raiva que existam,
        Fica apenas a luz, não sob a forma da luz tal como a vemos no exterior, mas desdobrada em miríades de fagulhas, de estrelas, de fosforescência suave, sublime, encantadora, que me deixa em êxtase, enaltecido, embriagado , calmo.
        E já nem necessito da vela.      

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ainda sobre o cérebro

            Há uns dias atrás prometi que vos informaria sobre o que respigaria sobre o cérebro. Eis alguns pontos interessantes:
               1 -  A meditação contribui para o equilíbrio entre o coração e o cérebro.          
               2.- Sabemos que o coração está constantemente a responder a ordens emanadas pelo cérebro.
               3 - Essas ordens do cérebro provocam sinais neurais no coração, sinais que teem um reflexo significativo nas funçoes cerebrais. Processam-se então efeitos emocionais que influenciam as faculdades cognitivas, como a percepção, a atenção, a memória e a resolução de problemas ou dificuldades..
                4 - Parece provado que o coração envia mais sinais para o cérebro do que o cérebro para o coração. Pelo que o coração responde não só ao cérebro como o cérebro reponde de forma contínua ao coração .
                 5 - Quando sentimos emoções negativas  e "stress", o coração altera o seu ritmo, que se torna mais irregular e mais desordenado. E então os sinais enviados pelo coração para o cérebro poderão  inibir  algumas   funções cognitivas superiores.
                  6 - Poderá então perder-se a faculade de pensar com clareza, , de ter um bom acesso à memória, de tomar as melhores decisões.
                 7 - E o inverso também acontece, se o cérebro recebe sinais positivos enviados pelo coração.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Um médico exemplar

            Conhecem, por acaso. algum médico reformado, com especialidade ligada  á oncologia, e que exerça a sua profissão todos os dias úteis das oito às doze da manhã, dando consulta e visitando doentes? Eu conheço um. o doutor José Matias, que trabalha no Hospital do Barlavento do Algarve. E não ganha mais que a sua reforma.
            Se conhecem outro ou outra digam-no e façam-no saber por todos.
            Não é demais louvar esse voluntariado( e outros,claro).

domingo, 12 de janeiro de 2014

funçõis cerebrais

       Hoje estive num almoço com dez companheiros e companheiras. Os homens, todos na quarta idade, ou seja com mais de oitenta anos, as senhoras com mais de setenta. Todos e em particular os mais saudáveis, não estão inactivos no que ao cérebro se refere, , durante cada  dia. O que só confirma o que eu disse ontem sobre o equilíbrio das funções cerebrais. Pretendo consultar o que a Internet e outras redes possam fornecer . E pretendo continuar a entrevistar mais gente na quarta idade. Informarei o que conseguir obter.
      Soube, por exemplo, que a meditação é benéfica para o cérebro. Que diversos alimentos  - salmão, sardinha, abacate, ´vários fruto9s secos, se tomados com regularidade prolongam a vida  activa e auxiliam as funções cerebrais.
      Não sei se no nosso país existe um departamento central que reúna todos os elementos estatísticos que os hospitais podem fornecer. Se existir poderá contribuir para o aumento da esperança de vida.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Se o cérebro se atrofia...

Julgo que estou ou vou descobrindo algo de importante.
Podemos reparar, no dia a dia, que as nossas ou os nossos semelhantes de certa idade, isto é, que estão na terceira ou quarta idade, teem a tendência senão vício de se sentarem, de entrar num marasmo de muitas horas, durante o dia. Essa tendência ou vício leva-as, pouco a pouco, sem que deem por isso  a uma paragem mental, dia a dia perdem o hábito de conversar, de falar de si, dos seus problemas, do que se passa à sua volta, de olhar para o que os seus olhos veem e pensarem no que ali está, no que poderá dali vir, do que poderá acontecer. E sem dúvida, perdem o hábito de escrever, cartas aos amigos ou aos familiares, de tomar notas do que veem à sua volta, de se lembrarem "como era antigamente",  de ler jornais, revistas, algum livro dos que conservam  em casa e que leram uma vez há cinquenta anos. Ora bem, este atrofiamento das faculdades mentais penso eu que se reflecte no controlo harmonioso do cérebro sobre os diferentes órgãos no nosso corpo, com consequências importantes para a saúde. O definhamento, atrofia, menor capacidade de reação e funcionamento dia a dia mais irregular, que mal se sente hoje ou amanhã mas que um dia se traduz num achaque, numa ida ao médico, na tomada de remédios ou de drogas que mais não serão  que paliativos. Porquanto nada poderá reconstruir um órgão do corpo que se encontre deteriorado, com a agravante dos efeitos secundários dos medicamentos e drogas,    por vezes desconhecidos e que podem surgir quando menos se espera, atirando-nos para dentro das tais pequenas percentagens de risco que nos podem contemplar.
         Não sei se existem estudos, estatísticas, investigação nesse sentido. Decerto seria muito útil seguir um grupo de cidadãos, a partir dos trinta anos de idade e observar o hábitos, a alimentação, ao interesses, as alterações das vidas dessas pessoas, e as alterações da sua vitalidade, as reações às crises, aos sucessos e insucessos. Estou convencido que não seria difícil segui a vida de vários grupos de vinte pessoas, durante umas dezenas de anos. Penso que se obteriam algumas conclusões importantes.
           Eu conheci e ainda conheço umas centenas de pessoas e, salvo o caso de sofrerem acidentes importantes, venho observando que determinadas condutas ligadas à inactividade cerebral, leva ao deterioramento da saúde de muitos indivíduos.
           Não sei se a especialidade da geriatria existe na medicina, em Portugal, Nos Estados Unidos existe. Mas a investigação nessa especialidade creio que contribuirá para o aumento da esperança de vida.     .       

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Projecto para Portugal

Na mesa redonda de ontem, 8/1/14 da RTP, no programa de economia, a partir das 23 horas, o Jornalista JM Teixeira referiu que continua a faltar um programa de objectivos para Portugal. Está certo. Mas deveria dizer mais. Deveria ou deverá dizer mais. Deveria apontar alguns desses objectivos para o nosso país. Para a resolução de problemas referidos nesse colóquio e relativos à economia e finanças, à educação e ensino, à saúde. Por exemplo, apontar que um grande objectivo deverá ser o de aumentar a natalidade, uma proposta ou mais nesse sentido, como por exemplo, para obter resultados a curto prazo, o de dotar os casais, com um ordenado ou aumento de ordenado por cada filho alem do primeiro. Façam as contas e verão que é possível.
       Vejamos um exemplo. Se um casal pelo segundo filho passasse e receber 50 euros mensalmente isso representaria um encargo anual para o Estado de aproximadamente 48 milhões de euros, partindo do princípio que nasceriam 80.000 crianças. e no máximo de cerca de mil milhões ao fim de dezoito anos. Verba que representa uma parte do PIB inferior a um por cento. Pensamos que seria mesmo possível que o casal recebesse cem euros por més,
           Em todas as áreas  podemos encontrar grandes objectivos, delineá-los e programá-los .
           Qualquer profissional, na sua actividade o faz. Mas não fica por aí.
            Executa-os.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Disparates

Acusam-se mal, com frequência, e em minha opinião, os disparates. Ora ser díspar apenas se resume em ser diferente, logo se eu digo que aquela mulher  é um disparate não estou a ofende-la, poderei estar a elogia-la, por ser diferente, não semelhante a outra ou outras, quer pela sua beleza quer pela sua inteligência ou por outro atributo agradável à vista ou na sua conversação. Isto  refiro porque um amigo me disse que uma certa senhora nossa conhecida " não era nenhum disparate". Ora os dicionários referem os disparates como despropósito, desvario, tolice, dislate.. Outro ainda os apontam como "extravagâncias". O que por vezes não se toma como pecado. Assim , na realidade aquela senhora é um disparate, pois que apenas é extravagante, sendo bem conhecida e louvada  por esse sinal ou qualidade.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Nova palavra

Se quem faz a língua é o povo
De acordo com o que dizem os eruditos
Então eu que sou um pouco deste nosso povo
Passarei a rechear os meus escritos
Com palavras novas que serão do povo
Que exprimam conceitos nunca vistos
Que eu espalharei por todo o povo
Quer sejam ladrões quer sejam cristos


A primeira será uma palavra de esperança
E será redonda, fácil, simples, singular
Sendo um pouco esdrúxula, não muito grave
Nada aguda, não estranha, mas bem particular
Andando na rua, nos pátios, nos mercados
Ensinada às crianças na primeira classe
Com boa dose de alegria para as conversas
Sem dúvidas que possa trazer aos namorados


Terá o som da brisa suave da primavera
Misturado ao das folhas que se encontram
Se o vento as agitam nos ramos onde vivem
Um pouco do crepitar da lenha na lareira
Um meio compasso duma grande melodia
Uma semibreve duma canção de amór
Mais uma outra da nona sinfonia
O som ténue de quando afago a tua face

Dei por mim

Dou por mim, será que eu dou por mim
Ou será que eu dou por outro mim
Não sei se dou por mim quando acordo
Nem sei se acordei por dar por mim
Ou se dou por mim quando adormeço
Porque quando adormeço e não dou por mim
Parece-me que dei sumiço de mim sem dar por mim
Se quando me volto, para adormecer,
Solta-se uma chispa no meu cérebro
Porque se cortou a corrente do dar por mim
E nessa bilionésima parte do segundo
Em que deixei de dar por mim
E que passei a não dar por mim,
O que se passou? O que se passou por mim?