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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Sei não

       Vou deixar de fazer aquilo - tanta coisa! - que não fiz, aplicar-me com denodo às batalhas perdidas e nunca travadas, estou nesse campo com o meu cavalo pigarço, a galope suave ou a trote modesto, a caminho do passado, sem qualquer incómodo, sem pensar no futuro e apenas esquecendo outra vez, tudo o que esqueci no dia de amanhã.
As circunvalações do cérebro, não sei se sabem, são tantas como as dos intestinos, as reacções aos alimentos espirituais são semelhantes às reacções aos alimentos que a mesa familiar, o orçamento e as decisões da nossa chefa de família, decidem.
Não pretendo dar uma lição de anatomia; mas não se esqueçam que para um rio ter água, esta terá de nascer ou cair de algum sítio, nem que seja do regador que o nosso Criador empunha de vez em quando, sempre que está bem disposto. A que vem tudo isto a propósito? Sei não, como dizem os angolanos. Ou os brasileiros.
          As expressões que o povo inventa para facilitar a compreensão dos artistas e dos patrícios, têm sempre a base da experiências mais ingénua, por vezes até derivando da língua de trapos duma criança, tantas vezes arremedada pelos amigos ocasionais, pelas amas, pelos pais, estes em jeito da gracinha dos meninos.

terça-feira, 29 de novembro de 2016



A arte de defenestrar

Para que saibam os meus desconhecidos leitores e os ignorantes comentadores do alheio meu, vou ocupar-me despreocupadamente - lindo adverbio de modo (insano) - em defenestrar das minhas águas furtadas ( tenho três assoalhadas , três casas de banho e uma esposa linda), em que vivo, como ia dizendo, como soe dizer-se ou como queiram dizer sem ser para aqui chamados, ditos ou mal pagos, todavia (porque será que deixaram de usar esta proposição digo preposição, proposição é uma coisa feia quando é feita fora do lar conjugal,ou estarei enganado?)fiquem sabendo, já que falaram disso, eu devo alguma coisinha a alguém e a modos daquele grego  Tsipras ou como raio se chama , a modos dele eu vou-lhe exigira pagar-lhe o que lhe devo até ao ano dois mil cento e quarenta e três nesse ano comemoraremos a nossa independência e a minha dependência da minha esposa e dos meus descendentes que, segundo a pitonisa que eu sempre consulto, segundo ela terei nessa altura, comprimento e largura de vistas, mais ou menos 2748 descendentes e eles terão um antepassado vivinho e fresco porque sempre fiz a dieta da beterraba, do manjericão e do tal do chocolate que tenho sempre na gaveta da mesa de cabeceira para o que der e comer. E , como ia dizendo, ao meu credor pedirei mais uns cobrezinhos emprestados, exigindo-lhe que me perdoe a dívida antiga e esta de agora e que não me fique devendo o que lhe peço emprestado, não queira ser apontado como antidemocrata. 
E descansem, satisfazendo a vossa curiosidade, informo-vos que jamais defenestrarei o defenestrado.    

segunda-feira, 28 de novembro de 2016



Dizer asneiras
Tenho esta mania de fazer ou dizer asneiras, aparafusar para a esquerda, martelando no dedo, perdoar a quem não me ofende, entrar pela porta para dentro, andar à chuva sem e molhar, escrever chucha em vez de chuva como antes ia fazer, mas não gostaria eu de amgora ter e agarrar a chucha, uma chucha das antigas, não eram de plástico os plásticos ainda estavam dentro dos petróleos e os petróleos à espera de que aparecesse aquela telenovela sobre a vida exemplar dum magnata do petróleo, onde é que eu ia, ah! já sei, ia na chucha, esta mania que tem a gente de pensar e lembrar a chucha, na realidade estamos bem necessitados de ser governados por um Stipras ou lá que raio de nome

grego tem aquele grego que quis saber com um referendo quantos gregos são patriotas e nada mais que pouco mais de sessenta por cento deles assim o são, cá na nossa casa portuguesa com certeza, eu e o meu parente Costa, temos um mesmo trisavô, ou seria um pentavô? isto de altos pergaminhos a mim ninguém me vence, mas como ia dizendo sobre andar à chuva e não fechar a porta para entrar isso é cá comigo, se quiserem eu pedirei um subsídio para a formação de desempregados, porque formar empregados é muito fácil, difícil, difícil é formar desempregados para que facilmente continuem desempregados, deveria ser promulgada uma lei que obrigasse e impusesse a

obrigação( que são coisas diferentes) de qualquer governo estabelecer cursos superiores de desemprego, cumprindo o estabelecido num decreto impar( ou par, para variar) do parlamento europeu, entre outros artigos e dois preâmbulos de 739 páginas, uma de cada um dos deputados daquele parlamento,  que definisse em quarenta e sete directivas esse curso de cinco anos do desemprego básico, com um estágio obrigatório no fundo de emprego chinês. Mas, voltando à vaca fria(vejam na Internet o que é isto da vaca fria) esta mania de não asneirar que não é o mesmo que não fazer asneiras, deixa-me hesitante, se hei-de levar a minha sombra à frente da tua ou ao lado da outra.
Há por aí quem me dê emprego? Sei fazer uma data de coisas com as mãos, algumas com os pés, poucas com a cabeça, tirei uma data de cursos não digo quais para que não me chamem de petulante, vaidoso, ou "mentiroso relapso e contumaz" como um dia chamaram a um distinto senhor que não tinha ou não tem culpa de o ser.
Isso de ser político tem as suas vantagens.

Vou remar contra a maré? que disparate.! Eu aproveito todas as marés, as da vida, as da alegria, as da saúde. Para quê essa hipocrisia de remar contra a maré, como o outro Não, não remarei contra a maré, vou plácido e sereno,  na corrente, assim entro no porto descansado, refrescado, fresco de corpo e de espírito, sem preocupações, que são ocupações muita néscias, muito parvas, quase sempre com o carimbo de inutilidades perversas . E não há menor prazer, maior sensaboria que entretermos- nos com inutilidades, quase sempre o reverso perverso  de nada.
Mas também não quero pertencer ao universo da Maria vai com as outras, antes encontrar uma Maria que vá comigo, não, esqueçam isto. isto não se confessa nem se deve hipotesar - que tal acham este verbo que inventei agora, na moda em que estamos de acordos ortográficos a torto e a direito, ponham lá, se fazem favor, mais este verbo no dicionário, não confundindo com hipotecar, uma palavra vetusta, antiga, de pergaminhos consagrados no auxílio de gregos e de troianos e portugueses para remendar as finanças depauperadas pela gozo da vida alegre a que todos, mas todos sim senhor, temos direito.
Está na hora da maré virar, das reinvindicações. Vou aproveitar.
Hipotesar: verbo transitivo, levantar hipóteses, vem do latim hipotesae ou hipotesabus, também se diz da pessoa que está com hipo, com garganta ou falar desonesto.. Verbo proposto à Academia das Ciências em Portimão, na data de onze de Julho de 2015, com 40 graus à sombra.

domingo, 27 de novembro de 2016


      
      Sei não
      Vou deixar de fazer aquilo - tanta coisa! - que não fiz, aplicar-me com denodo às batalhas perdidas e nunca travadas, estou nesse campo com o meu cavalo pigarço, a galope suave ou a trote modesto, a caminho do passado, sem qualquer incómodo, sem pensar no futuro e apenas esquecendo outra vez, tudo o que esqueci no dia de amanhã.

As circunvalações do cérebro, não sei se sabem, são tantas como as dos intestinos, as reacções aos alimentos espirituais são semelhantes às reacções aos alimentos que a mesa familiar, o orçamento e as decisões da nossa chefa de família, decidem.

Não pretendo dar uma lição de anatomia; mas não se esqueçam que para um rio ter água, esta terá de nascer ou cair de algum sítio, nem que seja do regador que o nosso Criador empunha de vez em quando, sempre que está bem disposto. A que vem tudo isto a propósito? Sei não, como dizem os angolanos. Ou os brasileiros.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016


Estranho e mau exemplo para a juventude é a actuação dos sábios bonzos  da União
Europeia. Nada de admirar porquanto a constituiJção em que se apoiam parece-me que tem qualquer coisa como quinhentos e trinta e nove artígos. Portanto para resolverem seja o que for, levam dias a consultar a dita constituição e nada resolvem, e quando querem resolver algo, não a consultam.
Os americanos, promulgaram a deles com, se não estou em erro, com vinte e três artigos, completados posteriormente com algumas, não muitas, emendas.  Dessa forma, em poucos minutos resolvem o que têm de resolver. A Europa não. Entre outras curiosidades fundaram o banco europeu com nada menos de vinte e nove administradores, duvido que a razão de tanta gente na administração é a de o presidente alegar não ter tempo e paciências de os ouvir quando quer tomar  uma decisão. Quando nada tem que fazer e quer passar o tempo, consulta-os em reuniões intermináveis.
Por tudo isto, agora não se entendem e preferem ver-se livres da Grécia por cinco anos.
O que talvez seja melhor para os gregos. Ainda não demonstraram o contrário. Aquela constituição permite sempre que se siga o sim ou se opte pelo não. Ou nem por um nem pelo outro, deixando passar o tempo confiados que  este, sem constituição, sempre resolve tudo.

terça-feira, 22 de novembro de 2016


Aguardo com ansiedade que o espírito dum poeta aumente a riqueza da minha criatividade

Passo os dias ansiando
Esta fome mitigar
 Eu sempre ando pensando
Sair deste triste lugar 

E se eu tiver a sorte de ele andar por aqui

Nessa hora eu dir-lhe-ei
Dê-me num dos seus papelinhos
Conselho que eu seguirei
Em qualquer dos meus caminhos

E no papelinho que me deu eu li uma quadra da autoria de F.Pessoa :

"Tivesse eu conseguido
Nunca saber de mim
Ter-me-ia esquecido
De ser esquecido assim"

segunda-feira, 21 de novembro de 2016


Sim
O que me importa fora de tudo o que não me importa
O que prevalece dentro de tudo, o que me envaidece
Sempre que as circunstâncias do momento forem circunstanciando
É a finura  do trato do animal que aparece à minha porta
Seja macaco, crocodilo, leão, elefante ou cidadão
Que eu tenho sempre a porta aberta p'ra quem vem por bem
Sempre tenho a mesa coberta de acepipes e outras iguarias
Sempre prezo a convivência de quem me traz  outras alegrias
(da autoria do, mais conhecido, outro eu, não dirias)

domingo, 20 de novembro de 2016


Estou assim a pairar
Bem só, dentro de mim
Porque não hei de ficar
Se eu fico bem, mesmo assim

Essa flor é doirada
Pela luz do teu olhar
E a minha alma magoada
Por não me quereres amar

Custa-me passar a vida
E a vida por mim não passar
Não sei se me é querida
Se gosto por ela andar

Parece-me que sinto a dor
Dessa pedra que eu pisar
Julgo não sentir o amor
Que agora estou a amar

Dizes-me coisas bem lindas
Mas a mim tu não me enganas
Sejam de oiro ou prata fina
Da mais pura filigrana

Pouco me queres ouvir
O que te quero dizer
Vou passar dizer a rir
O que dizes tu querer


sábado, 19 de novembro de 2016


"Dizer adeus à vida", expressão exquisita que parece fazer pouco sentido. No entanto ouve-se bastas vezes proferir, no jeito de resignação para o que acontece a quem o diz. espera viver mais, não se passar, o que significa esquecer-se de tudo, em Normalmente contem ou pressupõe uma certa dose de esperança de melhoria, no destino do próprio. Um moribundo nunca a diz, um moribundo, por mais moribundo que esteja, sempre particular do presente, sem ter adormecido.
É provável que estas sejam considerações que me desconsideram, arroubos de fantasias mal dissimuladas.    

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

      A dor, por maior que seja, cada dia que passa diminui um pouquinho.x

Sendo assim, sou alguem


Pois eu sou alguma coisa, sou alguém, alguém   que ama a vida, tanto, tanto, que continuo a criar personagens nos meus contos, nos meus versos, nos meus pensamentos. Por vezes encalho, por vezes hesito, por vezes distraio-me, sinal de que os meus personagens foram dar uma voltinha, no seu direito democrático, na sua liberdade. Porque eu dou inteira liberdade aos meus personagens, respeito as suas preferências, as suas birras, as suas idiossincrasias, a sua criatividade, mesmo as suas preferências por algum dos leitores. E sou amigo deles, embora alguns sejam marotos, alguns sejam patifes, outros  muito descarados. Mas onde não os encontramos ?   Isto de criar não é só criar na barriga de mãe. Notem que é gente mais ou menos etérea que é detestada por muitos, amados por outros. Bem sei que vão ao encontro de ti e de mim, através dos livros. Mas quem, ao longo da vida não odiou o primo Basílio, quantos não se entusiasmaram com o conde de Monte Cristo, quantos não amaram  a Lady Chaterley ?   

 
Burocracia
A arte de realçar o inútil. È um dos ramos da preguiça. É uma amostra do faz de conta, da ausência da criatividade. E estranha forma de ocupar o tempo.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016



Vou pregar uma partidinha aos que estão lendo esta mensagem.  Não vou escrever nada. Mas talvez encontre alguma coisinha para vos interessar. Sim, porque o interesse, ( as heranças, a corrupção, a política e outros interesses cavalheirescos não são aqui chamados) que me move desde que aprendi a escrever não é o de angariar leitores, já angariei muita coisa desde que aprendi a mamar, acumulei farta experiência quer no mamar em mama alheia até às belas provas de vinho tinto ou de peras descascadas com algum "chantilly"( tá mal escrito mas, quem o provou, me entende) que, no fim de contas à grega, ou seja, bem feitas, no fim de contas também( o chantilly") também é um derivado, como diria o meu colega Lobo Antunes, da mama duma vaca engordada com os saborosos pastos da Normandia ou seja, daquela região onde desembarcaram os aliados para se encontrarem daí a alguns dias com o exército russo, em Berlim, sem consideração para com(ume forma de mal escrever, esta) o senhor Hitler, aquele senhor austríaco que governou a Alemanha no tempo da segunda guerra mundial, digo isto para elucidação das gerações  novas, nascidas no século vinte e um e que poderão pensar, cativados pela propaganda nessa época futura, poderão pensar que esse senhor, eleito democraticamente, era uma pessoa sensata . E no nosso Portugal, basta de sensatez, basta do ralerrão em que vivemos, basta de hipocrisia, de falinhas mansas, de mentiras, de aproveitamento da ingenuidade do povo. Tanto precisamos de outro Nuno Alvares como doura padeira de Aljubarrota.
Com veem, cumpri a minha palavra, nada escrevi.
(Cumprir a palavra dada, nestes tempos, é um eufemismo, uma metáfora, ou lá o que poderá ser, respeitada a sintaxe e a semântica.)  







quarta-feira, 16 de novembro de 2016


Personagens
Os meus personagens, os que eu crio, são uns valdevinos anónimos  quando fui eu que dei com eles e lhes ofereci a honra emérita de figurarem num meu próximo romance, nos meus livros passados. Coloquei-os com todo o conforto dentro das muitas páginas já lançadas no mar deste tempo infinito. Sem qualquer consideração por mim, resolveram entrar em greve e ir dar umas daquelas curvas tão usuais em qualquer personagem que se preza. Porque estes só dão curvas, as rectas são para a geometria, as curvas para os poetas. Recta é recta, daí não passa, sempre subordinada às namoradas paralelas, curva tem muitas variantes poéticas, pode ser na onda, na hipérbole, uma assíntota mais ou menos sinusoidal, numa parábola hipersensível com tendências estranhas para o infinito e fugindo à vulgaridade  tão limitada da circunferência ou da elipse.
Mas os personagens que saltam do cérebro mais ou menos fecundo de qualquer escriba, são assim: ingratos como muitos filhos saídos do ninho, inconstantes como o amor e irreflectidos, como o transeunte que atravessa a rua lendo o jornal.
Hoje tenho de os agarrar e cumprir as minhas recomendações, como dizia a minha tia.

terça-feira, 15 de novembro de 2016


Encontrei-os de novo
 
Encontrei de novo os personagens que criei. Convidei-os a entrar em mais uma página do meu livro. Parece-me que entraram a gosto, sem mesuras, sem reticências, desprezando oNão os vou largar tão cedo.s lugares comuns, não abusando das metáforas nas suas conversas, tomando o rumo que eu os aconselhei, sem brincar com as coisas hilariantes e rindo das coisas sérias da vida.
Não.  

segunda-feira, 14 de novembro de 2016


Vou indo
Esgravatando no futuro, ausente do presente, entusiasmado com o passado, confiante na vida. Sem me perturbar com as eleições, respeitando o coração, sem me amesquinhar com a dor, sem dizer mal do que me perturba, sem esquecer a razão.

Dinheiro, dinheiro,dinheiro,dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro,dinheiro, dinheiro.
Dinero.
Money, money, money, Money, Money, Money, Money, Money, Money, Money, money
Plata,  plata, plata, plata, plata, plata, plata, plata, plata, plata, plata, plata, plata, plata.
Denaro
Pecunia
Argent
A principal notícia do dia.:
no#«*%&/"@$(no planeta agora descoberto, o 754/4/b ou lá o que há de ser).

domingo, 13 de novembro de 2016


Jenny


No título desta mensagem apenas pus o nome de Jenny para suscitar a vossa curiosidade. Também é o nome duma senhora que foi a esposa de Marx, Karl Marx. E o título dum livro que aconselho. É  baratinho, cinco euros. E vos aconselho a  vós e a outros incultos como eu, a conhecer, nesse livro, bastante do  que foi a vida desse génio.  Que foi devasso, devorador e gastador de fortunas, beberrão inveterado, fiel e infidelíssimo no casamento, amante imenso da sua namorada Jenny, quando perto dela. Foi preso porque a polícia o encontrou andrajoso, nunca entrou na casa dum operário, frequentou intensamente os salões mais aristocráticos. Mas, foi um génio. A esposa, antes de o conhecer, namorou e esteve prometida como noiva dum aristocrata, de alta posição no exército, que "dançava bem, patinava bem, beijava bem mas pensava mal".
Amigo de Engels, este o possuidor de muitas fábricas em Manchester onde a maioria dos trabalhadores eram crianças.
E enrtre muita obra, escreveu "O capital".      

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O cinzentão

O cinzentão, este parece-se com as palavra escritas só pela metade, que por vezes têm um significado, inserido ou não, na trama do texto. Por vezes queremos escrever sintomas e fica apenas o sin no papel, que nem sequer é uma palavra portuguesa embora se pronuncie com a intenção duma afirmativa. Isto tem um nome, que não recordo, não é possível recordar tudo o que li, nem sequer tudo o que aprendi. A memória não tem limites mas como tantas outras coisas, vai-se diluindo. Eu fui apresentado, durante a vida a 38.764 indivíduos, parece-me que mais do sexo feminino que do outro, o macho. E só me lembro  prá-i duns 17.364 .  Mas, voltando ao cinzento, que vem de cinza, que é una outra coisa, é aquilo a que a mim, a ti ou a outro nos reduzirão se um dia o nosso corpo for cremado ou se um incendio nos apanhar a dormir dentro duma floresta ou dentro doutra coisa menos poética, de modo igual redutível a cinza, que é uma das formas que a natureza tem de nos reciclar. Mas, pensem o que quiserem eu antipatizo com as cinzas, antipatizo com todas as situações que podem ser mais ou menos, falando à maneira dum matemático, que tendem para o limite superior do preto ou para o limite inferior do branco, num intervalo de incerteza que sempre me parecerá fútil. E para mim, em minha opinião - como dizem agora os políticos que não se querem comprometer mas que estão ávidos da fama intelectual - na minha opinião, o cinzento nunca se define, nunca se revela com propriedade concreta, nunca opta, fica sempre pelo meio, pelo quarto ou três quartos ou por outra fracção do branco ou do preto.
Mas eu, que sou de pele  castanha e mente incerta, onde me situam?

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

    Um pensamento poderá ser a descrição duma atitude, duma revolta, duma indisposição, de desprezo, de louvor, de súbita inspiração. Terá contornos muito diferentes, de acordo com o lugar;  o salão, a reunião social, a cama, a igreja, lugares que implicam ânimos diferentes no espírito de quem o profere e nos dos que o escutam. Até varia com a meteorologia. Por conseguinte é muito difícil pensar sempre o mesmo, em todas as situações diferentes de lugar, disposição, seja do que for.

Sonho bom       
 
  Estava muito satisfeito a sonhar dentro duma sala com ar condicionado, repleta de estamos felizes, contentes, agradados, .de iguarias frescas e gente decente.

Quando estamos felizes, contentes, agradados, procuramos sempre mais, mais,mais..

Por isso, procurando melhor, resolvi sair pela porta dos fundos,  e fiquei envolvido pela nuvem cinzenta da realidade. Lá atrás, como sempre, o arco iris da esperança. 
          A ganância é um pecado mortal, maléfico, contundente. Até a sonhar.
       Parece-me que isto foi um aviso para que,  enquanto não for milionário, não querer mais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016


Alguns nuncas, alguns nãos e um só pouco

Não me assaltam  náuseas pela vida, nem me preocupam pesares do futuro.

Há faróis de entendimentos acesos em permanência, poucos sobressaltos no presente e muitas prisões à esperança.

Nunca disse adeus à vida, isso é missão de quem criou o nosso espírito.

Nunca exijo nada à vida, isso seria petulância minha.

Nunca trai  a vida, isso seria blasfemar contra quem no-la  deu. 

Por tudo isso e por muito mais, pouco penso sobre a minha vida.

A não ser no tudo que ela me concede.
A minha sondagem
Como vêm a minha empresa de sondagens acertou. Bateu todas as americanas , europeias e portuguesas. Trump foi eleito presidente dos USA.
Quando quiserem encomendar uma sondagem, sabem quem acerta.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A eleição de amanhã  e outras previsões
       Pois cá para mim, a propósito da eleição  de amanhã para a presidência dos Estados Unidos a  empresa de sondagens que eu dirijo, prevê:
     1- fará bom tempo ou mau tempo em todos os estados dos U,S.A..
     2 - votarão todos os eleitores que entregarem o voto e não votarão os restantes.
     3 - embora me pareça que a Clinton vai ganhar a sondagem diz que ganhará o republicano ou a democrata. A sondagem foi efectuada boca a boca sobre um universo ilimitado, porque o tempo urgia, não houve tempo para mais. O erro possível é de cem por cento.
     4 - No meu entender é possível que não haja abstenções, porque continua a haver cem por cento de indecisos.
     5 - Esta sondagem mantem-se válida após o fecho das urnas, devido à ausência de mortos para as ocuparem.


É muito mais fácil apagar a luz, que tentar produzi-la.
É muito mais difícil a riqueza levar à pobreza, que esta à fortuna.
É muito mais fácil conseguir o que queremos que guardar o que não temos.
É muito mais difícil encontrar os sonhos que sonhar

 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Nietsch é um pândego.Ele não gostará do que estou escrevendo, mas segundo a rainha do reino desta casa, eu sou bastante como ele - iconformado, sempore no contraditório, não me importando de pisar o risco que outross desenham normalmente sem qualquer fantasia, que também é o cloreto de sodio do pensamento e da dialética.. Ñão senhor ele, ali onde está, ao virar da esquina - que ele frequentava todos os dias - até dirá: ora aqui está um outo pândego!

Lamentos pelo que fazemos


Nada faço lamentando o trabalho que tenho. Tudo me agrada fazer desde os trabalhos caseiros, aos normais da vida. Sempre me habituei a faze-los sem  esforço, embora por vezes fique a suar,  sem sentir obrigação. Se são ocupações que fogem à rotina da vida mas que sinto a necessidade de os efectuar, de imediato penso que terá de ser como tantas outras coisas ou actos a que me habituei: tomar banho todos os dias, vestir-me e calçar-me, respirar, andar, etc. que um dia, no passado, começaram a ser para mim uma ocupação natural de parte do meu tempo. O que oiço a muita gente dizer, que lá em casa, que maçada, todos os dias teem que lavar a louça, um dia por semana lavar a escada com a esfregona, todos os dias ou umas tantas vezes por semana ir ao supermercado comprar isto ou aqueloutro que faz falta na dispensa, que chatice hoje é o dia de visitar aquela familia,   são frases que me parecem ridículas, porque essas mesmas pessoas todos os dias andam dum lado para o outro, todos os dias se vestem e atam os sapatos, todos os dias dão a comida ao gato ou ao cachorro, muitos dias limpam o cócó destes no tapete da sala, todos os dias fazem uma data de coisas sem sentirem que a vida as obriga mais ou menos, sem se lamentarem nem sequer pensarem no que custa fazer.



domingo, 6 de novembro de 2016


    O que disse Licoln sobre o dinheiro

    Sabem o que disse Lincoln em 1886 ? Aqui vai: "O dinheiro rapina a nação em tempos de paz e conspira contra ela em tempos adversos. É mais déspota que a monarquia, mais insolente que a autocracia e mais egoísta que a burocracia. Denuncia como inimigos públicos todos os que questionem os seus métodos ou alumiem os seus crimes. Eu tenho dois grandes inimigos, o exército sulista à minha frente e os banqueiros atrás de mim.. Dos dois o meu pior inimigo é o que está às minhas costas"
    (Extraido dum artigo de Stefhen Lendeman, artigo intitulado "O banco central dos Estados Unidos. O templo e os seus segredos sujos) 
             E até hoje só um ou dois disseram ou discutiram um pouco mais sobre esta condenação.

sábado, 5 de novembro de 2016

Os relógios dão-nos uma noção grosseiríssima do tempo.
Todos nós, todos vós, todos os animais, o mar, os rios, as flores, representam a noção real e mais completa, do tempo.
Os relógios dão-nos uma noção grosseiríssima do tempo.
Todos nós, todos vós, todos os animais, o mar, os rios, as flores, representam a noção real e mais completa, do tempo.


O que faz girar o mundo actual é o dinheiro, não é o amor. São os bancos e os seus donos que teem o poder de tirar ou aumentar o dinheiro em circulação, o que lhe dá um poder imenso, que domina os políticos, pela persuasão ou pela corrupção, os povos pela necessidade e até os ricos pela ganância. Tirando dinheiro da circulação, aumentam os juros devido à sua escassez. Aumentando o dinheiro em circulação, provocam inflação que, como se sabe há muito, sempre prejudicam mais os mais pobres.
Tenham isto e muito mais que noutros dias explicarei, tenham isto em conta, quando votarem.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016


    A minha conclusão de hoje

Hoje cheguei à conclusão agradável de que sou milionário. Não, não queiram tirar

partido disso, nem pedir-me emprestado algum dos meus milhões, nem sequer ainda chamar-me coisas bonitas para me comover. Mas se, honestamente me perguntarem como consegui essa fortuna, eu passo a explicar.
Tenho na minha arca da memória o milhão de beijos que dei e que recebi. Mais os abraços que me enviaram e que somados aos que recebi, ainda não os contei bem mas somam mais que um milhão. Bem, deixo mais para depois, se não me acreditam, para outras coisas que me fazem milionário.

Poderão pedir-me um empréstimo. Façam o requerimento respectivo com cópia para a tesouraria da minha casa.







quinta-feira, 3 de novembro de 2016


Umas coisinhas importantes

A maioria das pessoas pouco ou nada sabem sobre dinheiro e banca, muitos pouco se importam, nem fazem ideia de como os banqueiros influenciam as suas vidas. Nos cursos de economia omite-se em geral a natureza sinistra e o real funcionamento do sistema bancário. Ninguém pode pensar que os bancos foram instituídos para funcionarem em nosso benefício. Só mais umas linhas para aflorar o problema: os escândalos financeiros, em Portugal, o dos depósitos dos pequenos depositantes. E, pelos vistos, a procissão vai no adro. Vamos a ver se o nosso Criador não perde a paciência dentro de pouco tempo.
A maioria das pessoas pouco ou nada sabem sobre dinheiro e banca, muitos pouco se importam, nem fazem ideia de como os banqueiros influenciam as suas vidas – repito, porque toda a gente me diz que é verdade. Nos cursos de economia omite-se em geral a natureza sinistra e o real funcionamento do sistema bancário: repito, porque ninguém me diz que seja mentira. Ninguém pode pensar que os bancos foram instituídos para funcionarem em nosso benefício. Só mais umas linhas para aflorar o problema: os escândalos financeiros, em Portugal, os dos dois maiores bancos, o BPN e o BES. O primeiro causou um prejuízo aos cofres no nosso estado de mais de nove biliões de euros, prejuízo coberto com os impostos pagos pelos portugueses. O BES vai em mais de três biliões, valor que pela certa aumentará no fim das contas , se a engenharia financeira e contabilística não branquear e aldrabar as contas. E quem paga? Os contribuintes. Sem quaisquer compensações, antes com a erosão de milhares de economias dos pequenos depositantes. E, pelos vistos, a procissão vai no adro. Vamos a ver se o nosso Criador não perde a paciência dentro de pouco tempo. Olhem que ele tem tempo para tudo.


























quarta-feira, 2 de novembro de 2016


    Convite
      Mas então quando vens a Portimão? Poderás vir no meu jactíssimo particular, tenho uma reserva para o investimento nessa aeronave, de 4,89 euros, no meu cofre particular. Ou, se preferem vir por mar, tenho um bote de casco truncado, pintado de branco, com coletes salvavidas, telefone, sonda e farmácia, para a lotação e transporte de seis pessoas. Ou então venham a pé que é muito mais salutar, engorda, aumenta a barriga, nem imaginam o apetite que se adquire, eu andei durante dois anos quatro quilómetros por dia e engordei sete quilos e meio. De família podem trazer todos os antepassados e todos os antepresentes, que eu não sei o que são mas falou neles o Fernando Pessoa e eu sempre acreditei no que ele não disse.
Veem ou não veem ?
(escrevendo segundo a parvoíce do novo acordo ortográfico luso-brasileiro: vêm ou não vêm, é do verbo ver ou do vir? A tradução está antes dos parêntesis)