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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

médicos de família,cubanos

Ontem soube,pela SIC que há médicos cubanos a trabalhar em Portugal como médicos de família.
Não sei se a notícia foi incompleta se além dos 300(sim, TREZENTOS)euros que recebem mensalmente da embaixada cubana,eles ainda receberão outras "benesses" como rendas de casa pagas,alimentação paga ou outras. E, segundo depreendi, o governo português paga e entrega o salário desses médicos,(salário que não foi indicado),à embaixada cubana ou a uma empresa cubana, e esta entrega magnâninamente 3oo euros por mês a cada médico cubano, aqui colaborando como médicos de família no Alentejo e no Algarve.
Após cinquenta anos de "amplas liberdades" em Cuba, é disto que resta ? Será verdade ?!
Sempre quero ver o que dizem e comentam sobre este assunto, os nossos democratas, nos jornais, na televisão e na assembleia da republica.
Provavelmente,nada.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

aquela ceia...

Aquela nossa ceia do Natal...a perna do #cordero de Sevilha", antecedida pelo "bacalhau à minha nora", regado pelos diversos vinhos que por receita médica tive que provar, antecedido por uns aperitivos inventados recentemente e que sempre comemos exactamente quando estávamos cheios de fome e ansiando pelo #cordero de sevilha#, enfim, para terminar, a mousse de chocolate, o arros doce à moda da minha nora, o cheese kake que ensinei a fazer à minha dileta esposa(grande mentira,a do ensinar a fazer o arroz doce, não o da dileta esposa,esta é que me tem ensinado muito do que sei,desde o dia em que começámos a namorar,é verdade! ), os bombons,etc..
Como para esquecer a crise comi um pouco de tudo e muito do que mais me desaconselhava a prudência, devo ter perdido uma carrada de neurónios que estou recuperando com a dieta que não faço, com o exercício físico que irei fazer e com a boa disposição que mantenho.
Daqui p'rá frente, irão ver os meus progressos.Preparem-se.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vocês dão-me licença ?

Esta é das tais perguntas que alguns, mal formados em diplomacia, apresentam no meio da conversa ou da discussão.
É uma pergunta que pressupõe resposta afirmativa, que indica um desejo irrecusavel sob pena de incorrecção, que apresenta um pedido duma licença grátis(se se apresenta o custo respectivo,como é próprio de todas as licenças,constituirá uma ofensa paradoxal).
É uma pergunta hipócrita porque quem a faz sabe qual a resposta, só espera pronta anuência de quem o ouve, só aceita a resposta que lhe convem.
É uma pergunta deselegante porque o objectivo primeiro é calar os que estão falando.
É uma pergunta pretensiosa porque julga "verdades como punhos" e de importância sem limites, o que tem para dizer.
Se me dão licença...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Qem dá aos pobres...

"Quem dá aos pobres, empresta a Deus". Não concordo,permitam-me o atrevimento. Mas argumento:
1.- Dar com perspectiva, seja ela qual for, não é dar.Pode dizer-se que dar é oferecer, entregar, contribuir. Uma oferta pressupôe, dá ideia duma retribuição, uma entrega é como que uma troca, um toma lá dá cá, uma contribuição estará sempre ligada ao que se recebeu antes.
2.- Quem dá,empresta? Que coisa horrivel.
3.- E a Deus! Que coisa mais impossivel! Que vaidade, que tolice, que estultícia!

Nem sempre a voz do pôvo é a voz da razão. Penso que se há retribuição divina, será por outras causas. A Luz atinge-nos por motivos mais elevados, fora do alcance da nossa razão. Ninguém, verdadeiramente, os conhece ou pode conhecer.

O prazer de dar

É grande, experimentem.
E,se conseguirem dar sem expectativas, é enorme.
Acreditem.
E se entregarem a dádiva sem qualquer reacção de dúvida, começarão a compreender o que é a Luz.
Mas é dificil, o tempo é que a concederá.

Uma bilionária

Provavelmente até é uma pessoa simpática, essa senhora de Angola que tem uma fortuna de muitos millhares de millhões de dólares, menos trinta ou quarenta por cento em euroa, o que vem a dar na mesma. Para mim tem o mesmo valor. A partir de mil milhões de euros não conheço qual a diferença importante, a única diferença, para mim, são os números dos seus balanços, os zeros das suas contas bancárias. Já teria muito mais valor, para mim, se, pelo menos, o dízimo do que lhe entra na fortuna, fosse destribuido em Angola. Que essa senhora,provavelnmente até bem simpática, compre todos os dias aqui, uma ou duas empresas, um ou dois negócios, um ou dois bancos, fico satisfeito, ajuda os seus amigos portugueses a sair da crise.
Deverá sentir-se cada dia mais realizada.Só duvido é que se sinta feliz.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Pensar grande

Um defeito vulgar é pensar pequeno,pequenino,pequeníssimo.Vemos muito por aqui e por aí.Também eu andei muito por aí.Felizmente parece-me que já me libertei bastante.P.ex. antes de construir a vivenda da minha família, ainda pensei em resignar-me a contrair um empréstimo para comprar um apartamento.
Lembro-me, provavelmente muitos ainda se recordam o que foi a luta contra a barragem do Alqueva,antes da revolução de abril/74. Mas o obra lá está,feita depois do 25/4/74 e proporcionando já a rega de quase vinte mil hectares.Lástima é que agora não se estaja construindo ali, e em grande, um parque produtor de energias alternativas, não será dificil imaginar porquê.
Eu,talvez já se aperceberam,discordo muito deste governo,do PM. Mas os novos grandes investimentos, a linha férrea que permita levar as mercadorias para a Europa, o novo aeroporto de Alcochete,etc. não deverão ser abandonados, deverão ser mantidos com a mesma firmeza e determinação. Que há outras prioridades? Apresentem-nas,discutam-nas.Que se deve combater o desemprego? Apresentem propostas concretas, o governo que encontre modos de financiá-las e executá-las. Que o país estará muito mais endividado do que já está? Apresentem propostas e apreciem as propostas do governo.
Mas,por favor, pensem em grande.
E agora, hoje, Natal se saíssimos da "apagada e vil tristeza" dos dias anteriores ?
Agora, sem favor algum, pensem em grande !

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nada

O nada o que é ? Por vezes ouvimos dizer "ou tudo ou nada!"vejamos se conseguimos definir o nada.É o que está dentro dum frasco vazio ?bem, lá dentro pode haver ar, se tiramos o ar fica o vácuo, dizem então: "o frasco não tem nada". Mas então, o nada pode estar dentro de algum frasco? Por vezes ainda reforçam dizendo,não tem nada de nada,nadinha.E pode ter nada? Assentemos ideias.Para mim o nada é zero,está entre o menor infinitésimo positivo e o maior infinitésimo negativo,se é possivel estar alguma coisa entre eles.E sem ser matematicamente falando,para maior compreensão da maioria,vejamos o que rezam os distintos dicionários.Entre muitas definições, que o nada tem grande importância,respigamos algumas bem curiosas:
- "Ausência quer absoluta quer relativa de ser ou de realidade".
Definição filosófica.Ficamos na mesma.E o resto.Se eu estou ausente quer dizer que não há nada ?
-"Ausência de quantidade"
Definição pouco rigorosa.De quantidade de quê? será ausência de vácuo ? então neste caso, sem vácuo o que é que fica ?
-"O que se opõe ao ser"
Nas o que vem a ser isto,explique-me senhor dicionário !
-"Expressão de desacôrdo."
P.ex.,quando se diz "nada feito".
Caramba,até se pode fazer nada...ou não ?

faço tenção

Desculpem-me.Ontem na mensagem falta um ponto,entre o 1 - Google e 0 2- ver o meu perfil completo,deverão clicar em digamos 1A- faço tenção.Portanto,para evitar confusões,se pretenderem ler as citações do padre António Vieira
Google > faço tenção > ver o meu perfil completo > os
meus blogues > faço tenção

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

blogue faço tenção

Estou escrevendo citações e excertos diversos dos sermões do padre António Vieira.Muitos ou quase todos aplicam-se nos nossos tempos. Se tiverem interesse em lerem-nos:
1- ir ao GOOGLE (na web não conseguem)
2- ir a VER O MEU PERFIL COMPLETO
3- ir a OS MEUS BLOGUES
4- ir ao blogue FAÇO TENÇÃO

estas festas, estas horas...

Na singularidade do tempo em que vivemos modificamos certas tradições por razões esquisitas. A noite de 24 para 25 de Dezembro e esse dia 25, há muito que são considerados tempos de festa de família, com as ofertas mútuas, a ceia, o presépio, etc.. Mas o tempo tem vindo a mudar o caracter destes dias, passando a sentir-se como que uma obrigação, um dever uma promessa. Quando deveria ser apenas considerada uma festa bonita, natural, como eu a considero. Mas não compreendo,entre outra coisas, porque uns senhores que orgulhosamente se proclamam ateus, chegam ao Natal e também, obrigatoriamente, oferecem e aceitam presentes e cumprem com uma tradição própria de quem acredita que nessa noite nasceu o menino Jesus.
Eu,sigo e gosto da festa do Natal que a fammília organiza,porque a família se reúna com gôsto,com amor,com alegria. E porque acredito em Deus. No entanto confesso que gosto mais de oferecer quando me dá na minha pouco real gana e a quem me apetece. Tenho muito mais prazer numa oferta inesperada ou numa ceia improvisada sem data.E por vezes,aqui para nós, não me apetece nessas noites de Natal, oferecer o que quer que seja a certas pessoas.
Sempre detestei cornetas,despertadores ou calendários para decidirem a minha vida e as minhas horas. E as horas mais importantes das nossas vidas,a de nascer e a de morrer, quem as decide é Deus.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

este blogue

este blogue só aparece na Google.Na Web não sei porquê, não.

Bom Natal e ano nôvo melhor

-Para todos os que me leem aqui e ali um bom Natal e um ano novo melhor !

sábado, 19 de dezembro de 2009

O diabo(semanário)

De vez em quando compro o semanário"o diabo".Chamem-me conservador,
reaccionário,o que quiserem.Muitos de vocês,eu sei-o, compram-no ou leiem-no às escondidas. Eu compro-o porque bastas vezes traz verdades imensas que não se leem noutros jornais ou semanários.
Por exemplo, no último "o diabo" à venda :
-"Portugal à beira da bancarrota"
É mentira? Dizem-no vários economistas da nossa praça.
-"Dívida do País é maior do que a riqueza produzida durante um ano inteiro."
É mentira? Perguntem quanto devemos,não respondem,já se apontam números.Na vossa casa (e não é crime a comparação)estariam contentes e felizes se devessem mais do que ganharam durante este ano? Vá façam um esforço e respondam.
-"Mas sócrates ignora avisos "não estou preocupado"..."
Pudera!Só se preocupa quem antes se ocupou.
Abram "o diabo" da terça-feira passada e leiam o resto. Vale o sacrfício.
Quando aparecerá outro padre(ou sem ser padre)António Vieira? E nos seus tempos(séc.XVII)havia e imperava a inquisição, que muito o perseguiu.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Alzheimer

Não sou médico.Mas do que que tenho lido e ouvido sobre essa enfermidade ainda não vi notícia ou artigo que a encare sob um ângulo diferente.
Os sintomas estão bastante definidos embora parece-me que ainda falta descobrir alguns. P.ex.como se diagnostica a diferença de duração da enfermidade ? um padecente de Alzheimer pode sobreviver,dois ou três até quinze anos,ou talvez mais.Um amigo meu não resistiu pouco mais que dois anos. Outro,há uns dez anos apresentou os primeiros sintomas e ainda resiste. Não sei se a genética ou alguns exames ao sangue ou ao cérebro podem definir esse tempo, talvez até defini-lo seja um gesto pouco humanitário e discutível.Há diferenças marcadas com a demência senil mas a perda de faculdades mentais é semelhante : perdas de memória,incapacidades diversas da mente.E ambas as enfermidades terminam de forma semelhante, estado terminal numa vida vegetativa sem prazo,o cérebro reduzido à sua expressão mais simples : controle básico do coração e das actividades respiratória e digestiva.
Refiro tudo isto porque tenho interesse em saber como vai progredindo a investigação neste domínio, se há alguma esperança. A investigação sobre todo o corpo humano tem progredido imenso nos últimos anos. Nos últimos cinquenta anos a esperança de vida subiu mais de vinte anos em muitos países, Portugal incluído. A medicina, nos diagnósticos, nas especialidades, na investigação, nas técnicas e nos sucessos, deu passos de gigante. Muito grandes e devemos afirmar que muito lhe devemos e que por vezes se ouvem ou se lêem acusações muito injustas. Dos que, por vezes pouco mais tarde, vêem a sua estadia na vida prolongada devido aos cuidados médicos e hospitalares. Seria curioso e instrutivo saber quantos doentes,depois de curados, agradecem aos que contribuirão para a sua cura.
O ângulo diferente deveria ser uma maior,mais aprofundada investigação sobre a protecção do cérebro a partir dos quarenta anos de idade ou talvez até menos. Poderia começar por um inquérito às famílias, em particular aos seus membros de mais de quarenta anos : os hábitos,a actividade mental e física,a alimentação,as maiores carências,os excessos.
É provável,oxalá que isto e muito mais já esteja a ser feito.
Mas se alguém quiser ajudar-me nesta cruzada,informem-me e desculpem a opinião e este arrazoado de um leigo.
As mensagens nos blogues também podem continuar, como até aqui, a ser úteis.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ai, o negativo !

A um colega meu, chamavam-lhe o "negativo" porque, na praia, ainda muito novo, mas com o cabelo todo branco, ficava queimado, quase negro, na pele da cara e do corpo. Embora fosse considerado simpático por todos os que a ele se referiam, a mim era-me indiferente, só mais tarde compreendi porquê.
Tudo o que é negativo incomoda-me, primeiro que tudo pela ausência de côr, depois porque é menos que zero, porque contem o "não", porque contraria e faz esquecer o "sim", porque é muito menos que talvez, porque a minha avÓ usava muito o "não", porque ninguem sorri de gosto com um "não", porque a negação está na alma do pessimismo, porque é uma arma da hipocrisia, das desculpas esfarrapadas, dos avarentos, porque negar um beijo é petulância, um abraço é insensibilidade, um sorriso é indiferença.

Como acaba um amjgo

Hoje visitei um amigo, daqueles de antigamente. Que está a ir-se embora. Sem o saber, taivez sem dar por isso, trazendo à mulher da sua vida outra vida diferente. Obrigada a ampará-lo, obrigada a suportar a degradação do amigo de sempre, pai dos seus filhos, companheiro de cincoenta anos de cama, casa, mesa, alegrias e infortúnios, das lágrimas de todas as perdas. Ele, com raros e cada vez mais raros e mais pequenos momentos de lucidez. Momentos em que se enraivece com a escuridão que vê chegar cada dia mais forte e em que sente dia a dia mais intensa a dificuldade do raciocínio, as falhas da memória e mais o descontrole da mente e a vergonha das atitudes.
E hoje, mais uma vez, vi o progresso da decadência que aquela doença, não sei se se pode chamar doença, como não se chama doença ao apagar duma vela que se apaga lentamente ou à decrepitude duma árvore que, por um motivo desconhecido ou simplesmente por velhice, vai perdendo lentamente as folhas, seja inverno, seja verão.
Nâo foi tristeza o que senti, confesso-o. Acreditem ou não, senti que uma luz vai tomando conta do espírito daquele tão meu amigo. O seu corpo está a acabar. Só sinto é preocupação. Preocupação que o seu espírito não tenha tido tempo suficiente para ir para onde tem que ir, para entrar naquela luz. Olhando bem para os seus olhos, pareceu-me que me queria transmitir o que já não podia traduzir em palavras.
Poder-vos-á parecer que estou sendo cretino, mas é o que sinto e aqui me confesso, também para isto servem as minhas mensagens.
Acreditem,se quiserem.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quem tem boa memória

Ela, a minha esposa que abraço há tão poucos anos, tem uma memória de ferro.Lembra-se, a Mari recita poesias completas de clássicos espanhois e tudo o que lê fixa com rebites de aço na memória.Quando leu a mensagem que hoje escrevi,perguntei-lhe se se lembrava da senhora que vendia os "barquilleros"na praia.Sem hesitar respondeu "era a senhora Brígida!".
Espero ainda conseguir uma memória que se compare.

O que sinto à minha volta

Dei por mim a sentir coisas, comichões na alma, como se fossem arranhões do meu passado no meu futuro, como se uma nuvem me trouxesse um trovão e um raio. E ficasse envolvido numa luz, apenas uma luz muito forte, que me envolvesse todo em branco, ouvindo os meus pais outra vez a falarem em francês à mesa e como música de fundo a corneta do soldado tocando a alvorada no colégio. Acabei o "flash" a sentir por momentos a fome antes de sair para a praia no verão e o cantar da senhora...como chamava aquela senhora,como era...a cantar e anunciar "barquilheros !"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ai filha...

El camarero cumplia con su trabajo con la misma simpatia de siempre.
- Ai filha,já não se pode vir a Espanha,nunca passei um frio destes em Madrid.
- Deixa lá Ermelinda olha,esta comida cheira bem !
- Pois é,os talheres estão gelados,tenho o rabo mais frio que a "paelha",este empregado com cara de pau !
- Ora Ermelinda,gostas ou não gostas da "paelha" ?
- Ora,ora ! eles fazem este prato nestes tachos rasos,o arroz assim com pequena altura fica frio num instante,até os guardanapos estão frios,era melhor que fossem de papel,sei lá quantos espanhois já se limparam ao meu!
- Ermelinda os guardanapos estão lavados...
- O ar tão frio,mal se pode inspirar,olha,olha aquela que está a entrar até traz neve no chapéu,vê-se logo que é espanhola,com aquele chapeu...e dizem lá em Portugal que eles aqui estão mais bem pagos...
El camarero:
- Senõras,desean algo mas,quieren un postre,un dulce ?
- Ai filha,que diz ele? Se queremos um pote de dulce,que é isso,traduz lá !
- Ermelinda o homem pregunta se queremos sobremesa ,um dôce..
- Com este frio diz-lhe a ele que me traga um dôce quente, tudo menos a marmelada que este aqui ao lado está comendo..
- Não é marmelada Ermelinda,são "profiteroles"
- São profi quê?

domingo, 13 de dezembro de 2009

O golpe

Lembram-se da minha mensagem em 15 de Novembro ? Já só falta a indemnização, depois da sentença.

As aparências

À minha esquerda a mulher do tenente-coronel reformado, franzina, vestindo com elegância discreta uma saia-casaco modesto,com a face isenta de cuidados especiais de beleza, mãos finas e bem tratadas e um sorriso constante e franco no olhar, relatou-me alguns instantâneos da sua vida de casada e a rotina caseira actual, sem mulher a dias, com a praças e o supermercado todos os dias,sem alternativa e de resignação disfarçada pela indiferença do marido entregue a doença incurável que o remetia a tarefas repetidas de arrumar e desarrumar papeis antigos de bancos,de publicidades e de facturas da água,do gás e da EDP.
- É que sabe,quando eu lhe peço para me ajudar na louça ou na cozinha ele diz-me sempre "mais logo filha,agora não tenho tempo".
Enquanto me dizia isto servia-se sem pressas do arroz de pato e ajeitava o guardanapo.


sábado, 12 de dezembro de 2009

Ainda há destes

Ontem,por engano,tomei um alfa para o Pôrto em vez do alfa para Faro que passaria daí a pouco.Resignado a seguir até Coimbra comuniquei o meu engano ao revisor.Este e o condutor do comboio foram duma gentileza inescedivel.Não digo o que fizeram,qual foi o alfa e a hora. Com frequência a amabilidade é considerada "excesso de zelo" por quem não consegue mostrar serviço doutra forma. A expontaneidade e o à-vontade daqueles funcionários da CP demonstraram que eles são mesmo assim : nas suas funções tratam os outros seres humanos como apreciariam que os tratassem.
Mesmo com o comboio cheio.
Com gente desta talvez surja um novo projecto para o nosso país.Em gente desta deveríamos votar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vícios

Quando tinha dez ou onze anos, na grande caixa de lata, com plateia,geral e balcão, que era o antigo cinema de Portimão, passei horas à porta do cubículo onde o projector do filme emitia as imagens e o som para o "ecran" da sala. Ficava ali, hipnotizado, vendo a película a desenrolar-se na bobina superior da máquina. A minha melhor brincadeira eram os bocados de filmes que eu passava em casa, num projector de lata que nada projectava, e onde com uma pequena manivela, enrolava na bobina de baixo(com uns cinco ou seis centímetros de diâmetro) o filme previamente enrolado na bobina colocada por cima. Assim passava um metro de filme ou pouco mais, retirado das sobras das colagens, que o operador do cinema me oferecia de vez em quando .
O vício durou alguns anos. Acabou, passados que foram os seis anos de colégio,mais os cinco da universidade,em Lisboa. As carradas de matérias dos estudos com que preenchi e por vezes intoxiquei a memória, as dores de barriga dos exames, os namoros, os bailaricos de São João e dos carnavais,os verões a torrar na Rocha , acabaram com todos os vícios ingénuos dos primeiros anos de vida.
E assediaram-me outros, alguns muito piores e mais dificeis de lhes resistir e apagar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Parar de escrever

Eu? não, porque :
- desaparecer do mapa desta vida, não faço tenção,nem cedo nem tarde.Aliás,se tal acontecesse, continuaria a enviar as minhas mensagens para este blogue.
- já fiz contrato comigo para não parar.E eu costumo respeitar os contratos,especialmente aqueles que não assino, tenho mais consideração por quem não me exige mais que a palavra.
- tenho a agenda repleta de assuntos para mensagens. No entanto aceito colaboração,sujeita a censura prévia.Que querem,ainda não passaram quarenta e oito anos desta pseudo democracia em vigor no nosso país, de forma a que esqueçamos os quarenta e oito anos anteriores.Mas,por este andar, onde vamos parar ? Parece-me que estão com pressa de os copiar.
- reformado que estou, mal aproveitado que sou na profissão, como não tenho geito para o negócio nem para a industria,menos ainda para a corrupção, descobri,ainda não tarde, suponho, a prazer desta ocupação,prazer que tem uma grande vantagem sobre todos os outros : ninguem m'o pode roubar.
Levo pouco nos bolsos, sou simples no trajar, pretendo ser rico no que escrevo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Endireitar

Há alguns anos, quando alguem entrava nos domínios da chamada pouca sorte, eu ouvia dizer "tenho que ir ao endireita" que se entendia pelo mesmo que "ir à bruxa" , "fazer figas" ou o gesto de bater na madeira com os nós dos dedos ou ainda a mais antiga imprecação "t'arrenego belzebu". Pois cá para mim isso da pouca sorte,azar,"mala pata", não existe. Para mim não passa duma manifestação egoista e grosseira de reacção ao que é usual acontecer. Uma insofismavel prova de ignorância. Não ? Pensemos. (Desculpem a exigência). Pisarem-te um calo, dares uma martelada num dedo, tropeçares numa pedra ou num buraco, são acidentes que,como todos outros se poderão considerar azares ou considerar acontecimentos normais ou até favoráveis e instrutivos, enchendo o armazem da experiência. Uma criança passa por milhares dessas experiências, umas vezes chora, outras ri, outras fica indiferente e continua a tentar, a experimentar, sem temer o belzebu.
A maioria dos homens e das mulheres temem o belzebu, não acreditam que as coincidências e os acasos podem acertar em nós. E que jamais acontecem quando os procuramos com sofreguidão, esquecendo tudo o resto que está ali ao lado.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Reservas no tempo e na alma

Quando alguem que nos é querido sai da sala e se despede, fica. Já sentiram isso?
Quando alguem que nós apreciamos nos dá o último beijo e embarca para a viagem, fica. Não fica ?
Quando alguem que amamos, nos diz adeus e vai, fica. É mentira?
Quando alguem que gostamos de ver ao pé de nós, nos abandona, se despede, embarca, nos dá o último beijo e vai, deixa ficar a saudade a fermentar.
E além da saudade que começa a nascer, fica tambem o extracto etereo e sublime dos momentos que passámos juntos,das alegrias que partilhamos e dos risos que partilhámos.
E que a nossa alma acumula.

sábado, 5 de dezembro de 2009

CRIANÇA DISSE GRANDES VERDADES. A NÃO PERDER

Vejam e oiçam,por favôr !

Citações minhas

Entre as que já referi noutras mensagens aqui vai mais uma para enriquecer as bibliotecas dos 420 visitantes deste blogue:
- Citações são alguns dos cajados oportunos do pensamento dum escritor.

A esplendorosa invasão

Vieram .Ontem foi dia de netos,todos os netos machos,masculinos,homens dentro de poucos anos ou seja dentro de segundos à escala do tempo infinito.Que isto de ter netos homens, machos, masculinos, não é para todos nem para qualquer um,o que eu quero dizer é que não me contenho nem me abstenho do meu orgulho de homem,de macho , masculino, et cetera e tal,não faz mal a ninguém sermos orgulhosos do que aparece neste mundo e no outro mercê da nossa contribuição,façam o favor de não confundir isto com um imposto,foi um desimposto,palavra bela quando se refere aos senhores nossos netos e os filhos que não fiquem invejosos lembrem-se - ou não se lembram ? - que tambeém tiveram a sua quota parte de desimposto para a feitura doas netos.Gosto muito da palavra feitura aobretudo(no inverno)quando me refiro aos netos porque à feitura dos filhos chamava-se dantes outra coisa,já me esqueci como se chamava,sempre quero ver se a minha esposa se lembra,tem uma memória prodigiosa para estas coisas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Holofrasese outras frioleiras que eu acho interessantes

As holofrases são as amálgamas de palavras ou de frases.Com Oma criança a pedir água à mãe diz mamágua ! Ou os americanos quando p.ex. dizem "I'mgonabe".Pois fiquem sabendo que há 300 a 400.ooo anos o homem começava a falar por holofrases em que os sons se assemelhavam em parte e quase sempre com o objectoque referiam. Nas cavernas mais calmas esboçavam-se as primeiras conversas, quase tudo o que os humanos do paleolítico diziam, expressava-se e relacionava-se, numa ou duas holofrases, com a fome, a caça ou a guerra.
Só há 30 a 40.ooo anos se iniciaram as linguagens ligadas e articuladas com cada vez mais diversos aspectos da vida, diferentes .
Não sei como se obtiveram estes números.Mas o invento das holofrases perdurou e tem-se intensificado neste século.Refinaram-se nas mensagens enviadas aos milhões pelos telemoveis.Mas as cartas de amôr estão perdendo a graça, começam a não ser ridículas...

Entrando um pouco na economia

O que importamos ?
Todos os dias a nossa dívida externa aumenta uns 6o ou 7o milhões de euros.Metade,mais ou menos de endividamento do Estado,outra metade,mais ou menos de dívida contraida no estrangeiro pelos bancos portugueses.Um grande fatia desta metade, se não quase tudo, para pagar importações.
Quando fizerem as vossas compras no supermercado, ao mesmo tempo que escolhem o que desejem adquirir vão reparando noutros produtos expostos para venda. Verificarão que importamos desde pão até cuecas, desde compotas até pastas dentríficas. O mais provavel é que metade dos produtos observados sejam importados de muitos países.
Importamos pão de Espanha , de França.Vinhos dos Estados Unidos,da Escócia,da França,da Alemanha,da Austrália e até da Nova Zelandia,imaginem! Compotas,doces e chocolates de diversos paises e até importamos arroz da China. Atentem nisto, quando importamos um produto que pode ser útil para nos alimentarmos, nos vestirmos ou nos protegermos de doenças, tambem importamos toda a inutilidade que acompanha esses produtos e que depois é pouco mais que lixo.Se importamos um vinho também importamos a garrafa,o rótulo e a rolha - que depois vão para o dito lixo.
Ora bem,pergunto agora,não podemos produzir quase tudo o que importamos ? Exceptuando o petróleo, poderíamos cá produzir quase tudo o resto.Portanto :
- Falta,por todo o país, uma intensíssima propaganda para que se instalem novas indústrias.
- Falta uma intensíssima propaganda em todo o país para que a partir de amanhã surjam jovens,jovens adultos e jovens da chamada terceira idade com decisão,criatividade e apoios imediatos para lançar essas indústrias. E lembrem-se,o Bill Gates e o sócio começaram o seu negócio numa garagem com poucas dezenas de metros quadrados.
- Falta uma intensíssima propaganda para o consumo de produtos nacionais,referindo os que já se produzem em concorrência na qualidade e preço com os semelhantes que importamos .
- Falta uma intensíssima propaganda sobre os incentivos e apoios que são concedidos pelo Estado e das autarquias ,diminuindo quanto possivel a burocracia.Há uma autarquia que vende,na sua zona industrial,terreno a um centimo de euro por metro quadrado.
- Com tantos cursos de formação faltam cursos de formação e incentivo para essas novas indústrias a lançar em todas as autarquias.
Falta vontade.Por falta de informação.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ver Veneza

Há quem vai a Veneza para ver Veneza. Há quem vá a Veneza e só veja águas sujas,águas fétidas, gente pouco educada, cagadelas de pombos onde põe os pés. Há quem vá a Veneza e se esqueça de almoçar.

Todos os dias aprendemos

Aprendi aos 11 anos que significa o pi, esse número.Chamaram-lhe até irracional, nunca compreendi bem porquê - que chamem irracionais a alguns animais,uteis ou inuteis, compreendo.Mas a um número, chamar irracional porque se pode escrever 3,141t6...etc.,isso foi sempre um grande mistério para mim,uma designação inventada apressadamente,que não me parece ter nada a ver com a razão ou o raciocínio.
Mas hoje venho falar-vos doutro número,chamado por alguns a proporção divina,mais vulgarmente conhecido por phi (lê-se fi), 1,618 que é a relação entre,pasmem* :
- O número de machos e femeas das abelhas duma colmeia.
- As superfícies da base e das faces laterais do partenon.Estão dentro dos chamados rectangulos de ouro,como os gregos chamavam aos rectangulos em que era essa a relação entre o comprimento e a largura.
- Nas piramedes egípcias, entre as superfícies de cada pedra e a que está por cima.
A proporção divina foi detectada entre muitas medições no corpo humano e tem sido usada em inúmeras aplicações p.ex. nos cartões de crédito !
* soube do phi por um email dum meu ex-camarada do colégio militar

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

quem serás tú ?

Quem serás tu que lês este meu blogue ,serás Redonda,quadrado,heterossexual,malandro,corrupta,leal
Abrupta,medonho,de pedra ou sensual ?
Vives na vida.na água,no vento
Trazes o ar da serra,os gemidos das tuas dores
A brisa que passou naquele lago
A chama duma saudade que é tormento
O riso da criança que já foste
A esperança que paira no meu pensamento ?