Número total de visualizações de página

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ontem vimos e ouvimos no "frente a frente" diversas pessoas entre elas a ministra do ambiente, que envolve agricultura e as pescas, falarem entre outros pontos, da nossa riqueza florestal, do que esta contribui para as exportações.
O artigo 95 da nossa constituição da república refere o redimensionamento do minifundio pelo recurso a medidas de emparcelamento.
Primeiro: esse artigo deveria ser modificado na sua redação. Redimensionar o minifúndio ? Parece-me que o verbo é impróprio para o que se pretende porque minifúndio é e sempre será uma propriedade de dimensões reduzidas, um hectare ou muito menos.
Segundo: como no "frente a frente" se referiu não nos parece que seja assim tão dificil obter o cadastro das regiões onde sobressai o minifundio. Poderá ser mais ou menos demorado, mais ou menos complicado. Mas o que será mais importante, como em qualquer iniciativa, é começar.
Terceiro: se for defenida uma zona a emparcelar, e estabelcida a dimensão mínima da propriedade florestal para essa zona, com a colaboração das autarquias locais não será dificil fazer o cadastro dos minifúndios lá existentes.
Quarto: à semelhança do que eu vi feito na Galiza, se mais de 50 por cento dos propietários concordem o emparcelamento poderá prosseguir e efetuar-se em pouco tempo. Há funcionários mais do que suficientes para esse trabalho, ou desemprego na regão que poderá constituir a solução.
Quinto: os silvicultores reformados ou não, poderão e deverão contribuir se para tanto forem solicitados.

Eu sou agrónomo. Reformado. Mas, se quiserem, tambeém poderei contribuir.
E que dizem da ideia de se lançar uma campanha para que cada portuguésa e cada português, desde o senhor presidente da república até ao mais pobre dos nossos compatriotas, plantar uma árvore por ano durante os próximos cinco ou dez anos ?
Espero que isto seja transmitido à senhora ministra.
Em 2 de Abril de 1975 foi aprovada a constituição da nossa república.Tem 296
artigos. Sem uma emenda para a tendencia para um estado socialista.
A dos Estados Unidos tem pouco mais de 20 e algumas emendas úteis. Esse país é uma federação que protege os estados associados há mais de 200 amos.
A proposta para a União Europeia, parece conter mais de quinhentos artigos.
Nunca mais, ou tardarão muitos anos para que tenhamos uma federação europeia.
Há cincoenta e tres anos, quase dentro de um taxi, nasceu no vinte de Setembro desse ano, a nossa filha Maria Paloma.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ontem li num livro publicado por uma senhora escritora brasileira uma referência a Fernanda de Castro: "Segundo Fernando Pessoa, Fernanda de Castro e Quadros era a maior poetisa portuguesa".
E dela são estes versos:

"Alegria brutal e primitiva de estar viva.
Feliz ou infeliz, mas bem presa à raiz."

Poucos dias depois de eu ter regressado de Angola, em 1964, um dia apareceu-me na minha casa, em Portimão, acompanhada por um rapaz, magro e simpático. Apresentou-o à minha família.
Era Ary dos Santos.
Que, depois do 25 de Abrl de 1974 sempre a tratou por "minha mãe".
Mas esse Abril, à força, pela indiferença, fez com que os portugueses se esquecessem dela.
Mas a poesia dela não morre.
Clarisse Valdeerrabano Quadros( claro que é minha filha!) escreve coisas bonitas.Pena que sejam poucas, por preguiça, muitos afazeres, preocupações, as costumadas desculpas. Vejam estes versos dela:
"Chuva miudinha que acende
Mil odores,
Cúrcuma, pau santo e flores
Vestem de amarelo
As espinheiras

Ananás, abacates, cajus,
Na cabeça das quitandeiras.

Panos garridos,
Pó nas esteiras,
Passos de ébano,
Caminho da aldeia

Espuma do mar
Pinta canoas de branco
Redes ao ar,
Promessas boas.

Fumeiros, batuques,
Água de côco,
Cheiros e cores,
Saturaram de intensidades
Toda a minha vida,
Todos os meus amores."

Com a probabilidade de que os futuros pais só tenham 1,7 filhos, vejam bem o que deixam de trazer ao mundo e à vossa alegria.
A primeira vez que uma criança sorriu, fez o primeiro verso.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

sobre o BCP

Três perguntas: hoje o valôr das acções do BCP baixou para vinte centimos; baixarão até aos dez centimos? Já recuperaram algum do dinheiro roubado ?
Se identificaram alguns dos ladrões porque todos continuam à solta?
Uma das muitas curiosidades,para mim, são os chamados "segredos de família", que, por regra, só são conhecidos por alguns membros delas e ou por outros indivíduos, que desconhecemos, fora da nossa família.
Os meus avós, pela parte do meu Pai, chamavam-se Maria Seixas e Ludovico Quadros. Assim reza a minha certidão de nascimento. O meu avô Ludovico, oficial às ordens do rei, morreu muito novo, com 38 anos, sempre ouvi dizer às minhas irmãs mais velhas. A minha avó Maria Seixas, filha do chefe da polícia da esquadra de Santa Marta, em Lisboa, teria então, 33 ou 34 anos. Que vida teve depois que enviuvou ? casou outra vez ? recolheu-se à sua família ? emigrou ? Fiz estas perguntas às minhas irmãs mais velhas, nascidas na segunda década do século passado. As respostas foram sempre a mesma: um silência supulocral e um desviar da conversa mais que forçado.
Não me interessam os nomes que podem figurar na minha árvore genealógica como p.ex. o desse meu pentavô Castro cujo retrato vi pendurado numa sala em Mormugão. O que gosto de conhecer é pormenores, factos, notícias sobre a vida dessas pessoas :
os seus carácteres, os seus dramas, o que mais os alegrou durante a vida.
Porque tudo isso,decerto, influenciou a minha.

Parentes e suas curiosidades

A filha nais nova da minha bisavó Josefa era mais nova que a minha Mãe. O que me intrigava muito quando eu tinha dez ou onze anos e começava a reparar nessas coisas esquisitas de família. Isso de uma tia ser mais nova que a sobrinha parecia-me impossível e eu, quando ouvia a minha Mãe tratar por tu a sua tia Berta( minha tia-avó) eu começava a rir porque pensava que era uma partida de carnaval isso de uma sobrinha tratar por tu uma tia, a mim, que me ensinaram a ter muito respeitinho pelos meus tios e tias.
Dessa tia Berta o que recordo é que nos dias de festa, nos almoços em casa dos meus avôs Mendes, quando ela estava presente, na altura dos brindes ela sempre declamava: "Aos presentes e aos ausentes pertencentes aos presentes".
Quando será que deixam de aparecer nos congressos do PS todos aqueles velhadas(muito mais velhos que eu, que tenho 50 anos de idade biológica)? Só prejudicam o partido, porque, embora poucos o digam, a maioria deles fez muito mal ao nosso país. Ao contrário de muitos herois, de muitos pintores, de muitos artistas, serão recordados logo que saiam desta para melhor, pelo mal que fizeram ao país, enquanto agora, ainda vivos, são enaltecidos pelos media e pelos manteigueiros.
Não precisamos desses "bonzos" para ornamentar a pátria.
Daqui a cem anos, a história só os recordará pelas sacanices que cometeram ou que permitiram.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

E quando entrava no corredor que dava para o quintal da minha avó, a caminho do nosso quintal, logo à entrada, à direita, eram os aposentos do cavalo, o "Palhaço", um cavalo enorme, branco, que me conhecia bem porque eu, por vezes lhe da dava um "papo-seco". (O nome que nesse tempo de dava a uma pequena carcaça, pouco maior que a minha mão). Depois, batia ao badalo e a Chachão, abria-me a porta puxando a corda estreita que vinha desde lá da casa da minha avó - ela já conhecia a minha forma de dar ao badalo. Percorria um corredor, passava pelos galinheiros, o grande, o das galinhas e dos galos, e o mais pequeno, o dos patos, peruas e perús. Depois dos galinheiros estava a casa da electricidade, em frente da porta para o nosso quintal.
(A casa da electricidade, assim se chamava, porque até poucos anos antes, aí por 1928, o meu avô tinha lá um motor que produzia electricidade).
Entrando no nosso quintal passava pela palmeira alta, da altura da varanda do nosso segundo andar, dessas palmeiras com pelos enormes pelo tronco acima.
(Um dia os meus irmãos Maria Luisa e José Manoel resoveram "fazer um jantarinho" junto à essa palmeira. Apanharam e juntaram uns gravetos, acenderam o lume e já não puderam apagar o fogo que ia ardendo os pelos da palmera, pela árvore acima. Gritaram para a cozinha, onde por acaso estava o Vicente, que quando ouviu contar o que sucedia, moreno despachado que era, pegou num grande balde que tínhamos, que levava mais de vinte litros, correu pela escada acima e da varanda do segundo andar despejou a água de dois ou tres baldes pela palmeira abaixo. Eu, que contemplava em baixo, abissmado, o incêndio, ainda apanhei um duche.)
Depois do "parque da palmeira" como o meu Pai chamava àquele pequeno quintal, eu seguia por um tunel (que terminava numa porta para a "Travessa do Capote") e virava à direita, subindo uns dez degraus e entrava na cozinha da nossa casa.

domingo, 11 de setembro de 2011

Quando entrava na minha casa pela porta da frente,subia as escadas íngremes com uma meia volta a meio e chegava ao primeiro andar. Olhava para o bengaleiro para ver se lá estava o chapeu do meu pai.
Aquele bengaleiro era uma peça antiga, em madeira de mogno,com um feixe de oito bengalss, quatro viravam-se para fora, à altura da minha cintura, onde ficavam pendurados os chapeus de senhora, e outras quatro que se dobravam mais acima, em frente dos meus olhos, destinados aos chapeus de homem.
A minha Mãe,que não se importava com o lugar dos chapeus, ora colocava em cima o que trazia, ora o pendurava em baixo.
E o meu pai, aos domingos - que era o dia em que as senhoras sempre usavam chapeu para ir à missa ou "fazer uma visita"- muitas vezes, quando encontrava o chapeu da minha Mãe no alto do bengaleiro, muitas vezes chamava-nos "meninos venham cá ver o chapeu que eu comprei, eu e os meus irmãos saíamoa da sala do leão e deparavamos com o nosso Pai envergando, sorridente, o chapeu e o veu que quase sempre a minha Mãe usava.
(Chamávamos àquela sala a "sala do leão" porque tinha um tapete que era a pele completa dum leão que o meu irmão matou em Moçambique, com buraco da bala assassina e cabeça ameaçadora).
Alucinante, Uma noticia que me deram hoje: a presidência da repúblilca portuguesa tem um orçamento de dezasseis milhões de euros (3,2 milhões dos antigos contos). Entre outras despesas, há as referentes a doze assessores e vinte e quatro consultores. Caso a noticia seja verdadeira, não seria um bom exemplo reduzir esta despesa pelo menos para metade ? E uma dúvida : como se podem utilizar os serviços de tantos assessores e tantos consultores, sem que atrapalhem o senhor presidente ? Ou serão só para assessorar e consultar mês sim, mês não ?

sábado, 10 de setembro de 2011

Tivemos até Junho um primeiro ministro exemplar(há bons e maus exemplos), temos agora um primeiro ministro que esperamos seja exemplar.
E vem um comentador político apontar o dedo aos nossos patrícios referindo que estão muito ausentes da política.
Que queriam ? não era isto o que pretendiam com a constituição que temos (duzentos e muito artigos, nóe é que sabemos constituir, os americanos continuam uns igmorantes, têm uma constituição com pouco mais de vinte artigos, há mais de duzentos anos), que queriam ? com as centenas de leis que temos, algumas, segundo me confessou uma advogada, negando outras ou repetindo o contido noutras, que queriam ? com o sistema judiciario que temos, mais de um milhão de processos aguardando julgamento serenamente...
Quizeram assim, parece que estão satisfeitos.
Corrupção, que é isso? é algum remédio para a hipertensão ? é alguma
panaceia contra o mau olhado? é alguma mezinha para combater a gordura ?
Nunca ouvi falar disso em Portugal, parece-me que já vi escrito que se trata de um vício existente lá para o oriente, mas devem ser más linguas a destilar veneno.
E vem o Correio da Manhã comunicar em grandes letras que uma família conhecida,família há quinse anos bem modesta, que essa família tem a quantiazinha de 380 milhões de euros, ou sejam 76 milhões de contos na nossa moeda antiga.
Uma ninharia.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um dos diários publicou há poucos dias uma notícia : a família de um governante que cessou, por força das eleições, o seu mandato, essa família, referia a notícia em gtandes letras na primeira página, tem uma fortuna de 383 milhões de euros.
Desde o dia da publicação dessa notíoia até hoje, segui a imprensa diária, os noticiários dos diferentes canais televisivos. E nem uma referência àquela notícia dos 383 milhões de euros nas mãos de uma família, há quinze amos de posses modestas.
Cremos quw a polícia judiciária já se ocupa deste assunto.
Depois deste breve interregno (o que são vinte ouo trinta dias no tempo ?) vamos recomeçar.
E recomeço com um pouco de política.
Neste primeiro dia do congresso do PS verificamos que continuam na mesma ~ os PS antigos e modernos. A ver vamos se os do PSD e os do CDS seguem a mesma rotina: de só ver os erros, os defeitos, os percalços do adversário sem referirem o que fazem bem, sem uma referência ao que cumprem, sem uma atenuante para alguns dos erros cometidos pelos oponentes políticos.
Oxalá que o actual governo não perca tempo a responder.