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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A minha cara no espelho

            Estou na porta da sala e olho para mim, refastelado no sofá e vejo a minha cara que não recordo bem porque já a vi mais de trinta mil e quinhentas vezes no espelho da casa de banho mas esta cara que eu vejo, do corpo sentado no sofá da sala, não é a mesma que vi mais de trinta mil e quinhentas vezes lá dentro do espelho da casa de banho, não pode ser, eu não tenho nem tive esta cara, nem hoje, nem ontem, nem a que vi há trinta mil e quinhentas noites, nem a que vi dentro do espelho da barbearia da minha terra,quando me lembro de lá ter ido, por minha conta, por minha decisão inabalável e pela primeira vez  na vida,  cortar o cabelo :
         - Quer que ponha água ou bilhantina ?
  

         Deitei contas à vida, esqueci as contas com a sorte.
         Descontei o tempo que tive, sem pensar na conta futura.
         Tive a sorte de ter esperança, no céu cinzento da realidade,
         Sem contar o que perdi, os bons dias, os bons crepúsculos,
         Fixando o olhar no quotidiano, esquecendo a tua presença,
         Envolvido que estou, neste tempo, nesta saudade

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pensando, entretenho-me.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Esperando

Ficamos tantas vezes à espera do que a vida nos dá que nos esquecemos muitas vezes do que estamos a viver. Procuramos tanto o que ansiamos sem  respeitar o futuro e nele confiar. Não sabemos apreciar o que a vida nos concede e concedeu no passado. E preocupa-nos tanto com o que a vida nos dará para alem da vida sem a gratidão devida pelo que ela nos ofereceu.
         Os cães, até quando estão a morrer, lambem as mãos dos donos.

domingo, 25 de agosto de 2013

Mais imprevistos

        Já  cá estou, pairando, flutuando, submergindo-me com o ímpeto dum submarino nuclear, por entre o emaranhado do futuro, do meu futuro dentro do futuro do mundo. O ar está límpido. o azul domina, a brisa diz-me que tudo isto , afinal, é real., não é sonho, porque num sonho nunca pensamos se estamos a sonhar, num sonho nunca emendamos os erros que pespegamos na mensagem. Continuo a ver as mulheres que saem e entram na praça, aquela gorda do terceiro esquerdo que rebola atravessando a rua, qualquer dia...olha, olha um tipo que se cruza com ela consegue pará-la, segreda-lhe um sorriso e da bola sai um braço que afaga a cara do tipo, com uma carícia. E eu, vestido e apinocado com cheviote e gravata verde feno, sento-me no meu  carro eléctrico e arranco. Sei para onde vou, vou para a apresentação do meu segundo livro, ainda não há muito tempo foi a apresentação do primeiro, que já começa a ser comentado, com críticas e apreciações desde  duas linhas de indiferença até artigos de coluna inteira,, não sei se intentando alguma polémica construtiva ou por simples obrigação profissional e sem a tendência imposta pela política do periódico.
         No futuro será sempre assim, encontramos realizados, os nossos desejo passados ? Seria um futuro muito simples, muito fácil. Não, não é assim, nem simples, nem fácil, os imprevistos continuam, felizmente, a suceder. E eu, de súbito entrei num deles e...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013


       Ainda não me sinto na idade em que o raciocínio me impeça o descaramento sincero, atencioso, sem,, sem ofensa.
 
           É interessante olhar para o dia seguinte, sem pensar que isso é futuro. Não é futuro porque o futuro não se olha, não o contemplamos, não  o podemos descrever como eu posso descrever a cena daquele polícia que aponta a matrícula dum automóvel, etc.. Isto é apenas o que nos diz a razão . Contudo, para lá da razão há outra" razão que a nossa razão desconhece", mas que o nosso espírito ou outro espírito, o do anjo nosso amigo, nos está soprando para dentro ou por cima de nós e que nos invade como um fluido de sabedoria desconhecida e o aroma de um perfume inolvidável que se imiscui na consciência e provoca e faz nascer novas ideias, conceitos, definições. Entre elas , um filme sem bobina, um video sem "cassete" e uma realidade de amanhã que se sobrepõe à realidade de hoje. E ali vejo algumas vulgaridades já conhecidas  do passado de hoje e de ontem e pouco mais, porque só por acaso o futuro de amanhã me trará algum insólito, algum improvável, algum fora da rotina duma sexta-feira deste verão tão igual a tantas sextas-feiras de tantos outros verões, tão iguais que as esquecemos..
           É difícil encontrar o imprevisto no futuro do dia de amanhã.Seria difícil não o esquecer.  Porem,  se o esquecer, amanhã serei contemplado com a rotina..

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Evolução

        Talvez se aproxime uma nova era glaciar. Que, à nossa escala do tempo  poderá tardar muitos anos.
        Talvez se aproxime uma nova etapa da evolução mental do  homem. Que, dependendo da sua inteligência, poderá não tardar muito.
        Uma nova era glaciar poderá matar-nos a todos, surgindo, passados alguns milhões de anos  (o que nada será perante o grau infinito do tempo) uma nova espécie muito mais avançada mentalmente.
        Uma nova etapa na evolução do homem poderá acabar com a pobreza, logo que desapareçam os que não se importam com ela.
        Porque, segundo dizem os sábios actuais, ainda teremos Sol, para muitas centenas de milhões de anos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

 Sem dedos
         Nesta situação, é provável que fiquemos sem os dedos. E quem fica com os anéis ?  E eles pensam que não morrem...

Pois é 

         Isto só vai com tiros.Pois é, o pior é se te calha a ti um tiro. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Elogio e bom exemplo

         Em vida dos autores, coisa rara é o elogio das suas obras. Por inveja,  pela fraca avaliação das mesmas, por falta de visão. E uma obra que impede a degradação da natureza, que compõe a paisagem e, ao mesmo tempo, torna agradável o que antes era triste e irritante de ver, merece ser reconhecida e, prosseguida, se é útil a sua continuação.
        Vem isto a propósito daquele trecho da encosta, na Praia da Rocha, logo a seguir à fortaleza, avenida que ali  se inicia. Há uns cinquenta anos, quem caminhava por ali, via a encosta nua, com vegetação rala e avançada erosão.. O que acontecia e ainda acontece por toda a encosta ao Norte dessa praia e das que se lhe seguem, para oeste.
        Nos anos sessenta do século passado, um presidente do turismo regional, o dr. Pearce de Azevedo, por sua iniciativa, apresentou um projecto de revestimento vegetal e arbóreo dessa encosta. E conseguiu que fosse executado.  A obra lá está para quem a queira ver. Agrada à vista, evitou uma maior degradação da encosta, compôs a paisagem.
Mas, para minha surpresa, após o 25 de Abril, quem substituiu, na presidência do turismo regional o dr.Pearce de Azevedo, não prosseguiu essa obra, pela encosta. Até hoje o único revestimento ali feito foi uma revestimento horroroso num pequeno trecho  com reboco de cimento, junto ao mirante que se situa por cima do Buraco da Avó. Vão lá e comparem. Como seria hoje essa encosta se se houvesse feito obra semelhante, revestindo apenas cinquenta metros de encosta, por ano, pelo menos por cada dois anos, ao longo das praias, Toda a encosta até ao Vau, a praia a seguir à Praia da Rocha, estria revestida de cobertura vegetal e arbórea, evitando-se, como aconteceu, a erosão e alguns prejuízos, por ela motivados, como a destruição duma  das descidas para a praia.
        Esta democracia que temos ainda não impõe aos governantes que sigam os bons exemplos, venham donde venham..
          

sábado, 17 de agosto de 2013

Acabar com o dinheiro e diminuir a pobreza

         Editei o meu livro, "Sonho de sorte". Sem interesse pelo lucro, apenas pelo interesse da mensagem que contem e que julgo original. Enviei-o grátis a umas cinquenta a cem instituições e pessoas conhecidas e a outras que mo pediram, igualmente grátis. Pelo menos leram a capa e algumas páginas. Talvez que alguém que o haja lido comece a pensar no assunto. E ficará na biblioteca nacional e noutras aguardando leitores curiosos .
Agora apenas digo, repetindo-me :
        - Todos os dias o dinheiro origina mais problemas a muita gente, em particular aos mais pobres.
        - A inflação, declarada ou encapotada, é um roubo a quem trabalha.
        - É uma grande fonte de preocupações, pela escassez  e até pela abundância; como dizia sem ironia, uma senhora riquíssima da minha terra : "pobrezinho de quem tal alguma coisa".
        - É uma grande fonte de conflitos entre herdeiros e familiares, entre amigos, entre sócios ou patrícios.
         - Quem o falsifica - e são mais os que não se descobrem (como todos os crimes) - usufrui de um bem  prejudicando impunemente todos os outros cidadãos.
        - Protege os ricos, pelas corrupções que ajuda a conseguir, desfavorecendo os mais pobres.
        - É uma grande fonte de desemprego.
        - É um dos maiores e mais antigos  males do mundo. E que, segundo se constata, ninguém se importa discutir nem combater. Uma carraça que a maioria da humanidade suporta sem pensar em extirpa-la.
       Mas só ouvimos e lemos até hoje, referências à falta de dinheiro (desemprego), ao "deficit" das contas públlicas (má gestão dos orçamentos), à crescente dívida pública.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Relaxação

      Estou entrando na relaxação, estou sentindo-me nessa classificação horrível de frouxo, relapso nas mensagens, dentro do meu compromisso que gosto de cumprir. Gosto que me leiam mas entristece-me que visitem os meus blogs e percam o tempo porque nada mais encontram. Isto é uma declaração de remorso que não apaga o pecado. É uma autocensura pela desconsideração pelos visitantes deste blog. E deve envolver a promessa de que só por excepção, falharei a mensagem diária. Má ou boa, que vos agrade ou não, que me agrade ou não. Pois se a mim me agrada escrever, não posso ter a lata de me desculpar com as desculpas do costume : não tenho tempo, o que escrevo não presta, pouca gente me lê, não meditei hoje, etc., etc..
      Nem cairei na asneira de auto elogiar-me, de bajular-me.
      Porque já escrevi : quem bajula, desconsidera.        

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

     Divertir-se, que é um dos contrários de se acabrunhar ou de se  entristecer ou de se afligir, deverá constar do plano de cada um dos nossos dias de vida.
      Diverte-se qualquer um fazendo o que gosta, participando na felicidade própria ou na dos que lhe são queridos, entrando em jogos de prazer e de alegria, ocupando-se actividades que lhe trazem contentamento ou até que lhe resolvem problemas na busca incessante da sorte.
      Mas existe, para os afortunados como eu e a minha companheira, uma forma de diversão muito peculiar, muito pessoal e muito profunda.Muito peculiar porque contempla a poucos ; muito pessoal, porque ninguém a pode gozar senão quem a desfruta ; muito profunda porque só a sente quem tem bastante sensibilidade.
Refiro-me às mensagens que recebemos dos filhos, dos netos e dos bisnetos. Podem ser simples mensagens de circunstância, ou respostas breves a uma nossa pergunta. Mas sempre nos tocam, talvez porque reforçam os laços que nos unem. E sempre nos divertem.
       Comecei a receber mensagens da nossa neta mais velha, que nasceu e vive no Chile. É escritora, vai no quarto livro (e na segunda filha..).
       E é, também, poeta. Julgo que nada mais preciso dizer.
      Todos os avós, de todo o mundo, me entendem.
      E lástima dos que perderam a capacidade de assombrear-se.           

 

 

         

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dicionário

O dicionário é uma das melhores ferramentas : para quem lê e para quem escreve. Tem poucos defeitos e muitas virtudes. O defeito maior, talvez o único, é em geral pesar mais do que um quilo. Tornando-se difícil de manusear para os mais jovens.
         Os dicionários são muito mais antigos que a bíblia, parece que os primeiros apareceram na Mesopotamia, 2800 anos antes de Cristo !
         Leva tempo adquirir o hábito de o consultar. Mas pouco a pouco, quem gosta de ler e de escrever, vai usando o dicionário com mais gosto e menor dificuldade.
         Ao mesmo tempo, por vezes, diverte-nos. No final de cada página, normalmente aparece uma palavra cujo significado desconhecemos. O conhecimento básico, em qualquer idioma, é de cerca de  duas mil palavras. E se na nossa língua, segundo dizem, existem mais de 90.000 vocábulos,  se conhecermos metade, isto é 45.000, já não é mau. Portanto, muitos dos que figuram no fim das páginas consultadas são-nos desconhecidos.E eu, depois que conheci o sinónimo correcto da palavra procurada, adquiri o hábito de também conhecer a última palavra da página. Nada custa, por vezes é uma surpresa, outras um divertimento.
 Dou um exemplo.
         Procurando "relaxação", no fim da página a #relaxação#, encontrei a palavra "relho", que é um açoite feito de couro; ou uma fivela com que as senhoras apertam os cintos ou ainda, imaginem, uma espécie de truta, também chamada truta-marisca.
         Experimentem dizer à vossa esposa, em dia de humor : "não te esqueças de apertar bem o relho"...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sobre o orgulho

O orgulho é a manifestação do conceito elevado que cada um faz de si próprio,  por vezes até desapercebida por quem o exibe.  Por vezes também pouco exibida pelas atitudes tomadas em resposta a provocações. Com frequência o vemos confundido com  preconceito,que  é um juízo antes formado sem uma fundamentação correcta. O orgulho é pessoal, formado durante parte da vida e fundamentado nos sucessos de quem o sente. Ao contrário do preconceito, não é a sociedade ou a convivência que o forma nem as regras que estas impõem .
       As assembleias e os senados fornecem-nos bons e maus exemplos desses estados de espírito.
       E pasma-nos continuarmos a ouvis na nossa Assembleia Nacional muitos deputados, que continuam bem orgulhosos a dissertar, seguindo obedientemente as "cassetes" a  que o partido os obrigas.
       Em minha opinião uma clara - obscura para eles - manifestação de pouca inteligência.

domingo, 11 de agosto de 2013

Mais sobre o infinito

          Conhecer o infinito (o positivo ou o negativo) é um dom de que Deus não abdica nem permite que conheçamos.E ainda bem.
          Quando pensamos no infinito associamos logo a ideia dos números, dos conhecimentos da matemática ligados a ele. Mas há muitos mais infinitos, existem uma infinidade de coisas que contem infinitos: o amor infinito, a esperança infinita, a variedade infinita do que nos pode envolver., etc..Porém se tudo fosse infinito sofreríamos muito mais nesta vida, neste planeta onde nascemos. E Deus, na sua infinita sabedoria e bondade não o permite e limita muito do encontramos na vida.As razões, só o saberemos mais tarde, nunca nesta vida. Limita-nos a força, limita-nos o saber, limita-nos a inteligência, limita-nos a vida.
           Não me atirem com os argumentos do costume contra o que disse atrás. Por exemplo, porque deixa castigar, violentar e morrer crianças ou jovens : dizem isto os mesmos que dizem que não se pode atingir o infinito : e como podem atingir, criticar e julgar a infinita sabedoria de Deus ?
           Temos que nos resignar à nossa pequena condição, neste pequeno planeta. Se admitimos que tudo nasce com pais, não podemos deixar de admitir que tudo existe porque tem uma origem.
           Seja pedra, seja alga, seja animal racional.
           O nada é que julgo não ter uma origem.Contudo, ninguém, poeta ou sábio, já o demonstrou.  
   

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tangas e outras efemérides

          Quando alguém quer comunicar comigo pelo telefone, este avisa-me com uma melodia suave.Que me diminui a contrariedade pela interrupção da tarefa em que estava empenhado ou o temor pelo que me vão pedir, avisar ou incomodar. Pelas inúmeras "tangas" que me tentam impingir pelo telefone, criei essa esperança negativa, quando oiço o telefone "melodiar". O telefone deve servir-nos, não deve servir para que outros se sirvam de nós, explorando-nos ferindo a nossa boa fé e boa esperança, estragando o dia. Não deve servir para alimentar o nosso depósito de precauções, que, quanto mais cheio, mais preocupações
influenciam o nosso subconsciente.
          Há dias uma menina de voz muito simpática, telefonou-me, disse chamar-se Ana Dias (aí começa a mentira, nunca dizem o nome verdadeiro), e depois de me perguntar se queria habilitar-me a ganhar dez mil euros (eu já estava avisado desta vigarice), pediu-me mais elementos  e no fim com a justificação de que me enviariam o prémio para a minha morada, pediu-me os meus endereços, postal e de email. Entrei no jogo, dei-lhe um endereço falso de email e disse que morava  na avenida das forças armadas 14-4º dt ou outra qualquer,diferente da minha, reforçando a resposta dizendo-lhe que não se enganasse, que muitas pessoas me enviavam correspondência para o 14 -4º-esq. . Agradeceu com evidente e maior simpatia pela vitória obtida sem muita resistência.
          Evidentemente que forneci dados falsos. E a vigarice, pelo que me  informaram, já consumada bastas vezes, é que daí a dias, depois de bem estudados os hábitos e horários da vítima e família,  batem à porta do contemplado e um tipo disfarçado de polícia, de carteiro ou vestido como um executivo de alto gabarito, aponta-lhe uma pistola e assaltam-lhe a casa.E por vezes fazem pior.
          Pagaria uma taxa adicional para evitar essas chamadas  de patifes,  vazando um pouco a minha caixa de preocupações.

 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Observar, encontrar e eliminar as sujidades da loiça e das panelas, é muito fácil.
Observar, reconhecer e eliminar as sujidades do nosso caracter, é muito mais difícil.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sinto que começo a atingir um estado, talvez o chamado "estado de graça". Sinto que estou a perder o desinteresse, a cobiça, quase toda a gula, enfim, alguns dos sete pecados capitais.. A minha vela interior continua a ajudar-.me nesses esquecimentos, a lançar-me nos braços da fantasia, não para de cintilar nas alturas da memória, revivendo com agrado muitos momentos esquecidos que surgem encadeados, que brotam espontaneamente.
Não me desagrada pensar no futuro, no meu e no da minha família, e nas famílias das rosas, dos ventos, das auroras, das maravilhosas tardes dos entardeceres, dos poentes multicolores em qualquer estação , aqui, no nosso Algarve.  Tão pouco cantado, que apreciamos tão pouco, que esquecemos mas que a vela ajuda a reviver e a respeitar.
         
Na assembleia nacional
Há por lá alguns malandros
Vão esquecendo o essencial
E falam do sexo dos anjos

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nos jormais que folheei

Nos jornais que folheei e nos mil livros que já li,
Ninguém escreveu sobre o sorte ou má sina,
De ter nascido nesta condição humana,
De não ter nascido cobra, leão, ou simplesmente flor.
E neste princípio de século em que muito se escreve,
E quase só de incómodos, de economia, de crises,
Nunca vejo ninguém parar para pensar,responder e escrever
Qual seria a melhor forma de nascer,
Se homem, cobra, leão, pássaro ou flor.
Mas hoje estou bem convencido,
Que a minha Mãe, quando eu nasci,
E como todas as mães dos homens, das mulheres,
Das cobras, dos leões, dos pássaros e das flores,
Soube a resposta.