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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

E afinal
   Afinal em que ficamos? Gostam mais de ser milionários como eu me sinto ou da outra forma, a materialista? Vá sejam sinceros, digam, não venham com a treta do costume, que o dinheiro faz a felicidade, não podemos viver sem ele, etc.. E se pudéssemos um dia estar noutro sistema, sem os males que este vem causando desde que existe? Pensem que um dia vos poderá acontecer o mesmo que àqueles que trabalharam durante dezenas de anos e, de repente, ficam sem nada, sem esperança, sem meios de remediar esse mal, sujeitos a pequenas esmolas. E refiro ainda: vendo que os responsáveis, repimpadamente sentados nas suas cadeiras , usufruindo uns míseros cinco ou mais milhares de euros mensais, nem teem responsabilidade alguma no que permitiram e só acrescentam politiquices aos seus méritos.


domingo, 30 de outubro de 2016


As mágoas que esta vida me tem dado
Ao ver tanta miséria neste mundo
Admiro a sorte que me entregaram,
Os prazeres na lembrança conservando
Se virtudes possuo não as sentindo,
Os defeitos sempre me  lembrando.
Que devo viver sem compensações
.

Não sou traficante de maldades,
Tenho santos de paredes meias,
Não me importa a minha idade.
Abro portas, busco fantasias,
Parto tetos, encontro realidades.
E perturbando o o meu dia a dia,
Rôo as unhas sentindo tanta saudade.














Vou passeando
. Pela estrada da vida, pelo calor dos teus afagos, pela ternura dos teus carinhos.
VouVou andando, seduzindo-me pelas flores, pasmado com a luz, encantado com as brisas.
Vou voando, nas asas da esperança, seduzido ao teu amor, no ceu da minha paixão
Vou percorrendo alguns passos do passado, pisando firme os mistérios, tomando o rumo desse encanto.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016




Ainda nenhum distinto economista me explicou com argumentos válidos porque é que a deflação ou a estagnação dos preços, é prejudicial.A deflação é a estagnação ou a diminuição dos preços de tudo o que compramos, em particular daquilo que não podemos deixar de adquirir para viver em condições razoáveis de decência. É do agrado de todos

os que têm fracos rendimentos, em particular dos pobres e dos mais pobres. Ou seja: pelo menos no nosso país, em Portugal, a maioria da população. Então que palhaçada de democracia é esta que não respeita os desejos da maioria?

A deflação não agrada, sobretudo aos bancos e aos agiotas: provoca baixa dos juros.

Visita do PR a Cuba

O presidente da republica visitou Cuba
Em viagem oficial o senhor presidente da nossa republica visitou Cuba.
Respeitando a instituição participou activamente no  folclore local, cantando e batendo palmas perante um grupo de baile . E visitou Fidel de Castro que se faz substituir pelo seu irmão para continuar a ditadura.
       O senhor presidente da republica de Portugal regressando, declarou que a visita foi um sucesso.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016



Ando à procura de mim. fugi por entre a multidão dos sonhos e das fantasias que me fazem cócegas na esperança, na minha presunção, não aquela que acompanha a água benta saída da fonte da desconfiança mas a outra, a que emana da saudade.  
Porém, qualquer procura pressupõe uma necessidade. Acontece com muitas coisas como acontece com o ar: quando escasseia, quando nos falta, passamos a buscá-lo com ânsia. E acontece que muitos de nós não sentimos outro muito que temos à nossa amor disposição e que não sentimos porque não escasseia, nem nos falta. Acontece p.ex. com o que alguém nos dedica : mais sentimos a sua ausência quando desaparece ou se dilui com a distância.














A violência da palavra, acompanhada pelo alarido e pela maledicência, é a ferramenta que um mau político emprega, convencido que o público é o que aprecia.

A hipocrisia oculta na suavidade da palavra, vem ocupando lugar à volta do conhecimento, que deverá ser um núcleo do saber e da sabedoria. Impedirá que este se enriqueça.

São duas ferramentas intelectuais, a violência da palavra e a hipocrisia, entre muitas, que muitos utilizam para atingir objectivos menos dignos, menos cavalheirescos, impróprios dos que pretendem singrar no caminho da verdade.

Não me debruçarei sobre as ferramentas que se destinam a suavizar ou a efectuar qualquer trabalho, são do conhecimento geral. Tem aqui mais importância as que são intelectuais ou que se destinam ao intelecto e que não são de ferro ou de qualquer outro material, empregam os recursos da mente em ideias , em objectivos do intelecto para atingir conclusões que emanem do raciocínio. A memória é a ferramenta mais importante, aplicada na utilização das ferramentas de diversas profissões – o martelo, a bigorna, a foice, etc., mas também muito contribuindo para as aplicações intelectuais da mente. A imaginação, a criatividade, e a sabedoria, entre muitas outras, são ferramentas imprescindíveis para o bom artesão das coisas do espírito A bondade e a maldade são utensílios da mente que definem e caracterizam o carácter do utilizador.

A manifestação duma virtude ou dum defeito, pelos actos, não pela palavra, são ferramentas subjectivas que de igual forma definem carácteres e tendências.

E pouco se faz, quase nada se consegue sem a utilização de todas.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O tempo


O tempo

Para Aristóteles no tempo poderiam ser distinguidas três partes, duas extremas e uma central: passado, presente e futuro; qualquer das partes com duração desconhecida. E, em seu entender, o tempo seria uma entidade potencial, cada instante podendo-se traduzir em acção, num acto. Dizia “ o tempo não é, porque ele será, ou já foi”.

Para cada um de nós o tempo passado e o tempo futuro, é permanentemente acrescentado e interrompido pelos agoras, pelos infinitos agoras que juntos nos vão fornecendo os tempos futuros e os tempos passados.

Quando dois indivíduos se encontram podem dizer: agora vamos ali. Mas, se estão separados, não poderão dizer o mesmo, como verdade. O simples facto de que o som dessa palavra tarda uns segundos a chegar aos ouvidos do outro, invalida a possibilidade de terem dito a palavra no mesmo momento.

Outra particularidade interessante do tempo é a sua volubilidade e inconstância.

Mais que na meteorologia – esse tempo prevê-se hoje com razoável grau de acerto -, o tempo genérico percepcionamo-lo de forma muito diversa, muito de acordo com as circunstâncias. O tempo decorre, o tempo passa para um estudante mais lento ou mais veloz durante as aulas, durante um exame, durante um beijo. Um minuto em cima de uma chapa fria chateia-nos, temos mais que fazer; um minuto em cima duma chapa em brasa parece que nunca mais acaba.

E se nós não existíssimos, haveria tempo, existiria o tempo?

No silêncio

Deus está no silêncio donde viemos e naquele para onde todos iremos.
Mas não é assim tão simples o que se passa ou o que se passou onde estávamos, quando viemos. Porque é uma falácia tomar como verdade que viemos de qualquer lugar determinado. E poderá ser uma pretensão vã dizer que não viemos de qualquer ponto no espaço do passado.
A ausência de som é uma definição do silêncio que nos parece incompleta. Porque depende do estado do nosso aparelho auditivo que sem excepção, com a idade perde qualidade, na avaliação da intensidade, da altura e do timbre do som. Por perfeito que seja o exame, não se pode avaliar por completo, como estão os nossos ouvidos. Os exames por exaustivos que sejam não registam a percepção de variações infinitesimais dos sons. Portanto não se pode estabelecer os limites a partir dos quais deixamos de ouvir – ou ouvimos menos bem ou ouvimos um pouco melhor.
Quando tiro os aparelhos que uso para melhorar a audição, ouço pior, mas ainda ouço.
Só com um medidor de decibeis podemos dizer que há silêncio. E, mesmo nesse caso, podemos dizer que pode haver um som duma fracção dum decibel, fracção que o medidor não regista.
Mas também nada sabemos sobre para onde iremos quando abandonamos o universo que econtrámos quando nascemos. Se ali há sons ou silêncio. Nem sabemos se é o mesmo lugar, o mesmo espaço, o mesmo universo donde viemos.
Uma coisa é certa: tomamos consciência dos sons depois que nascemos. A consciência depois que nos finamos será a mesma? Duvido, porque dentro da consciência universal é mais provável que exista um número infinito de consciências diferentes. É um domínio de incógnitas das quais apenas conhecemos uma e onde não temos qualquer possibilidade de escolha.
Viémos de lá, para lá iremos, o silêncio é um mistério tão grande como o da fé.











7 Sobre tudo


  Não vou escrever sobre a teoria de tudo, da teoria unificada ou unificadora expandida por cientistas do século passado de Faraday a Einstein que começaram por unificar no tudo a teoria da relatividade geral e o electromagnetismo. Não me envolvo em tais campos porque a minha bagagem de física é muito pobre. Ainda que procure mais tarde satisfazer a curiosidade nesses campos da ciência não tenho intenção de chegar tão longe nesse estudo. Interessa-me agora o resto desse tudo, aquilo que eu possa referir respeitante ao tudo do espírito.
Na prática do nosso dia a dia pensamos e procedemos de acordo com o que somos.
Mas não somos tudo, tudo não podemos ser. Não somos, o nosso espírito não é uma peça solta duma máquina, peça que actua como sobressalente ou que se coloca ali ou acolá, ou que alguém dispôs numa prateleira aguardando outro dia. Mas como sendo e fazendo parte dum todo universal, físico e espiritual, de todos, a máquina universal.
Esse tudo que antes do Big Bang era ou poderia ser pouco mais que um ponto . O mistério tem sido, para muitos, para sábios e para leigos, quem fez explodir ou implodir esse ponto .E daí partindo para outros mistérios, fora da nossa dimensão do conhecimento e da natureza. Não estou falando de resignação, mas da profunda convicção da nossa origem, da origem de tudo o que nos rodeia, de tudo o que conhecemos - e de tudo o resto do tudo que desconhecemos.
       Pensamos e procedemos segundo o que sentimos. Intimamente ligados a tudo o que acumulamos num todo donde deriva tudo o que sentimos, tudo o que resulta, segundo a segundo, no nosso procedimento, nas nossas reacções, nas nossas decisões.
Acrescentamos momento a momento e na memória, pormenores  com maior ou menor influência no espírito, modificando este de forma contínua, melhorando ou prejudicando-o mas sempre alterando, ainda que de maneira indelével, as decisões que tomamos daí em diante.
E esse tudo contido no espírito conserva-se sempre disposto aceitar variantes guardando-as na balança da inteligência, bem classificadas e atento a qualquer solicitação da memória
E continuamos sem saber tudo.Nem ter a pretensão, a desfaçatez de conhecer tudo.
Ainda bem.













8 Sobre Deus


     Ainda desconhecemos quais as razões porque a Santa Sé não publica o que tem guardado, oculto, fechado a sete chaves. sobre a vida de Cristo entre os seus dezasseis e trinta e cinco anos de idade - sabe-se que nesse período, andou pelo Nepal, pela India, que visitou os monges lamas. E que, quando regressou a Israel, começou a pregar. Não se referia ao deus da bíblia, criado nos séculos posteriores pelos autores da mesma bíblia. Mas referiu-se sempre ao Deus universal, ao Deus de todas as coisas, aqui na Terra e nos milhões de galáxias de todo o universo. Nunca se referiu a um deus vingativo, cruel, implacável, como o da bíblia. Cristo sempre disse, segundo creio, que Deus está em tudo <<<,o que existe, portanto é tudo o que existe no universo. Fazemos parte dele, sejamos bons ou maus na avaliação que outros façam de nós.
      Por mim, sinto que existe algo muito distinto de qualquer coisa, pessoa ou animal,algo que nos rodeia. Sinto-o nas belezas que a Natureza nos concede, nos meus anseios, nos meus pressentimentos.
      Sinto-o num sentimento que nunca me abandona em todos os momentos, suavizando-me os maus, acalmando-me, os bons.  E que respeita toda a vida que me rodeia. Tudo o o que podemos sentir e perceber . Não sabemos se existem outras formas de vida, outra entidade diferente no tempo e que as regule, como o tempo regula a nossa.
A humanidade mais antiga, na pré-história, começou por adorar o fôgo.
Ainda na pré-história parece que a mulher foi adorada como deusa mãe, deixaram-nos algumas estatuetas de mulher a que chamavam venus.
Mais tarde veio a adoração do Sol e a adoração de deuses simbolizados em figuras humanas. E só no poucos séculos antes de Cristo, começou a adoração de Deus, como criador de todas as coisas, de todas as vidas, do universo em que estamos, onde surgimos sem conhecermos a nossa situação antecedente, sem desvendarmos a força universal que determina os nossos destinos e os destinos de todos os seres vivos na face da Terra ou possivelmente sobre outros planetas nesta ou noutra dimensão, se é que existem outras dimensões.
Deus. O nosso Deus criador, de dimensão infinita, é-nos inantigivel, invisível e imperceptível. Uma bactéria, uma alga, uma formiga não nos veem, não se apercebem da nossa existência. Se tocamos com um dedo numa formiga, sem a matar, a sua reacção é semelhante à nossa quando uma pedra roça por nós, quando o vento sopra sobre nós: desviamo-nos ou continuamos, impávidos, a percorrer o nosso caminho.
Um cientista israelita, consultado sobre a existência de Deus, respondeu que Deus não existe, que não acreditava que Deus existe. O simples facto de ele ali estar, a pensar e a responder sobre Deus foi sintomático, provou-me a existência de Deus.







9 Intenções


Vou abrindo a alma com a chave da dúvida e libertando-a das grilhetas do pensamento.
Esta frase minha ainda que incluindo algumas metáforas, também representa uma intenção, um propósito, uma aplicação da atenção . E por mais que se especule, falando de intenções, aparece sempre o aforismo “de boas intenções está o inferno cheio”. Que também não é justo, em muitas situações. Se a palavra tem o propósito de exprimir dolo, ou intenção de matar, deveremos acompanhá-la doutra que complete o juizo. Neste caso, o da intenção de matar, a expressão latina “animus necandi”, exprime bem essa intenção.
Qualquer intenção pode ser o resultado da vontade. Porém quando é um desejo escondido diz-se que existe uma segunda intenção, segundas intenções ou uma intenção reservada. E usa-se a expressão ”faço tenção” para confirmar uma intenção reservada.
Para reforçar e valorizar um desejo, anunciar boa fé, bom desígnio ou conselho de sossego, emprega-se a expressão ”com as melhores intenções”.
Servimo-nos desse recurso íntimo para realizar o que planeámos e nada fazemos de concreto se não completamos as intenções com actos.
Qualquer intenção reservada está guardada em banho maria. Porém, o tempo perturba quase sempre as intenções, umas vezes fazendo esquecer as boas, outras vezes suavizando as más.
Também há intenções independentes da vontade. Quase sempre expressa por actos institivos, reacções sem controle, intempestivas, perante situações ou agressões inesperadas.


















10 Se a idade perturba ou mais uma amenidade



Se a idade bem perturba
Quem de pouco se amofina
Vou dar uma grande curva
Deitar águas na sentina



Se a idade bem perturba

Transforma fortes em fracos

Ñão é coisa que me iluda

Sei sempre juntar os cacos




Quem de pouco se amofina

De trabalhos não se livra

Não é em qualquer cantina

Que como uma boa corvina




Vou dar uma grande curva

Nunca irei em linha recta

O vinho que está na cuba

Faz de mim grande profeta



Deitar águas na semtina

É sempre uma obrigação

Essa é constante sina

Após boa evacuaçãoi 



segunda-feira, 24 de outubro de 2016


4 Um bom cavaleiro

Um bom cavaleiro conduz o seu cavalo a um salto perfeito sobre um obstáculo que não existe. Procura depois encontrar outro salto. Mas sendo o campo de obstáculos imaginário, termina o percurso sem faltas e em tempo “record”.

Mas falemos sobre um cavaleiro normal, transpondo obstáculos não fantasiosos.

O bom cavaleiro frequentou uma escola de virtudes, de bondades, de inclinações do seu carácter num sentido são da vida, para si, para os semelhantes e para todos os outros animais. Que o leva, antes de aprender a cavalgar, a respeitar a vida e o direito correspondente à natureza e às condições que o Criador colocou à disposição de todos os seres vivos. E o cavalo, como todos os animais, lançado na vida em liberdade, vive dos recursos animais e é cioso da liberdade, da liberdade em que a sua espécie foi lançada quando nasceu. E, como acontece em muitas espécies, é um animal gregário.

Todos os animais aproveitam os recursos naturais para se alimentarem ou, como no caso dos carnívoros, doutros animais existentes na natureza onde vivem. Mas apenas com este fim os submetem, um animal saciado, com excepção do homem, não aprisiona outros da mesma espécie ou de espécies diferentes para satisfazer outros desejos. Apenas o homem e a mulher constituiem a única espécie que afasta animais da sua ou de outras espécies, do seu meio natural para os submeter em seu proveito, de formas variadas e para diversos fins distintos da alimentação.

Muitos séculos antes de Cristo, supõe-se que a partir de 2000 anos a.c. o homem e a mulher começaram a submeter os cavalos para outros fins.

O cavalo tal como muitos animais, quando acompanhado e acarinhado desde que nasce ou desde tenra idade, mantem-se fiel e leal. O que nem sempre se reflecte nas atitudes dos donos, logo que atingem o último estágio da vida. Passam então, quase sempre, a servir para o reboque de carroças, de charruas e arados ou doutros utensílios. E terminam muitas vezes nos talhos e açougues.

Inúmeras histórias de cavalos atestam a sua lealdade, fidelidade e nobreza e o esquecimento a que são votados pelos humanos. Porém, cabe aqui referir, que quase sempre se glorifica o cavaleiro pelos feitos conseguidos com a colaboração e auxilio imprescindível do cavalo. E este apenas recebe um afago ligeiro no pescoço e talvez a melhoria da ração seguinte.

















.

 

domingo, 23 de outubro de 2016


Ambição, possível geradora de fanatismo


Quem o usa para satisfação duma ambição e proveito pessoal, de riqueza, fama ou vaidade, quase sempre eQuem assume um cargo por aptidão, por virtude e merecimento, quase sempre o exerce com gosto e interesse na obtenção dos objectivos projectados. squece o interesse do pais onde vive ou da população que o rodeia. A tenacidade, sempre cega que aí aplica na obtenção do que pretende, fá-lo cair em situações ilusórias e insidiosas que revelam o fanatismo do seu caracter.

Encara-se a ambição como algo de favorável na vida de qualquer pessoa. As diferenças econoómicas, de cultura, de desejos, de formação moral e cívica estabelecem critérios, limites e difinem metas a atingir.

A ambição pode revelar aspectos mais ou menos positivos e negativos. Os primeiros indiciam-se favoravelmente, os segundos conduzem, quase por norma, ao fanatismo e a atitudes que revelam desprezo pelos seus semelhantes. Os aspectos positivos incidem sobre os desejos de superação pessoal no sentido de ultrapassar as dificuldades que surgem, socorrendo-se do seu espírito de sacrifício, desfazendo e eliminando as dificuldades mas sempre sem atingir outros para conseguir os fins projectados. Favorecem quem os segue, no sentido da boa realização psssoal.

Os segundos aspectos, os negativos, que sempre revelam ambição desmedida, são as consequências do egoísmo pessoal e do desprezo pelos que partilham a mesma sociedade para atingirem os seus objectivos. O que, não cedo conduz ao fanatismo ideológico e ao despotismo cego e indiferente.

O estudante que ambiciona adquirir conhecimentos profundos das matérias, o trabalhador que procura especializar-se para obter melhor obra, o cidadão que ambiciona participar em projectos comunitários – são exemplos de ambições positivas na mente de cidadãos modelares.






sábado, 22 de outubro de 2016

Dei um salto no calendário
Porque é que eu não estou vivendo no futuro. sem ter de passar pelo intermédio e voltando ao presente quando o sol me atinge com um dos seus raios particulares do presente? Que isto é loucura do jovem que deixei lá para traz, para vir agora para aqui, que isto é parvoíce senil - deixei-me cá ficar no presente, vim parar aqui em dois mil e dezaseis, nem vos conto o que encontrei de diferente. Nem sei como aprendi a trabaque isto é parvoíce senil - deixei-me cá ficar no presente, vim parar aqui em dois mil e dezaseis, nem vos conto o que encontrei de diferente. Nem sei como aprendi a trabalhar com esta maquineta, a escrever sem olhar para as teclas, a não reconhecer a minha cara no espelho da casa de banho, a por fim saber abrire uma porta e mais tarde, aprender a dar com a porta na cara dum contribuinte, não goste dos que me encontram para conversar sobre os meus anátemas. Há cinquenta anos a esperança de vida pouco mais em concedia que mais catorze E o que encontrarei quando saltar na vida mais cincoenta anos logo que um daqueles raios de novo me atinja? Não sejam maus e comecem para aí a dizer que não estarei vivo, a ciência da longevidade caminha a passos de gigante, para mim e para todos vós, a minha esperança é perene, dá sempre mais vida a quem a tem.
O calendário, inventado há muitos séculos suponho que pelos egípcios, é um artigo infeliz : serve mais para anunciar qualquer coisa que não precisamos que para nos avisar dos tempos futuros, passados e presentes. Em geral composto sem dar importância ao tempo mas, na maior parte dele ocupado, na parte principal da sua superfície, com propaganda de produtos baratíssimos e que custam, apesar de quase sempre inúteis, os olhos da minha cara e de todas as caras de toda a minha família.
Tudo isto porque dei uma salto no calendário, com isto quero dizer que passei muitas páginas da vida procurando entrar e acertar numa do futuro. É muito fácil, para quem sabe, parece impossível para quem pensa que está agarrado ao presente, que é assunto inexistente, não necessitamos pensar muito para saber porquê. Não falo em acertar no sentido de movimentar os ponteiros dum relógio mas sim de retirar do incerto aquilo que nos parece o seu contrário – nem sempre acertando.

É muito mais fácil retirar uma página da vida, que um parágrafo a uma carta de amor mesmo uma das mais valiosas, uma das ridículas, plagiando aqui a ideia de F.Pessoa, autor a quem deveriam ter encomendado uma ”Arte de pensar” não semelhante àquela à venda como manual de filosofia do décimo primeiro ano, que apresenta joias de cultura desta natureza:
 









sexta-feira, 21 de outubro de 2016












As teimosias são os calos da estupidez .
Tendo sempre reflexos no futuro, se somos os antefuturos dos presentes teremos muito mais coragem para nos confessarmos, para nos arrependermos dos pecados, dos pecadilhos e outras pequenas maroteiras, menos gravadas na memória. Porque as grandes não conseguimos apagá-las, varrê-las, colocá-las fora da memória ou numa daquelas prateleiras da memória onde o pó disfarça o passado, onde o subconsciente anseia por atenuá-las e colocá-las noutra prateleira mais invisível.

As teimosias são calos, porque são resquícios inúteis do corpo, com uma raiz que protesta provocando dôr quando agredida e, do modo conhecido na anatomia, que se continua para o exterior por um revestimento protector que se renova se a raiz não é extirpada, extraida e eliminada.

Ainda não apareceu o sábio que descubra a forma de aproveitar os calos extraidos, quem sabe se estes, depois de convenientemente secos e moídos, não se utilizarão para compor uma mezinha ilustre que entre num composto milagroso que os nossos antefuturos utilizarão para curar diversas maleitas, hoje ainda mal investigadas.

Porque há ainda muitas dessas, mal conhecidas e mais haverá quando cessarem as defesas que hoje delas nos protejem ou quando a evolução das espécies lhes apresentar, aos nossos antefuturos, outras maleitas que surgirão para compensar ou eliminar diversos problemas que hoje, se anteveem no futuro.

Reparem que não há muitos anos se dizia “fulano de tal morreu com um cancro” e hoje começam a pòr apelidos aos muitos tipos de cancro que vão sendo descobertos – hoje há mais de duzentas doenças conhecidas como cancros. Há os que, sendo descobertos são curáveis pela cirurgia, outros indetectáveis até à morte do hospedeiro.

cega E as teimosias são os calos da estupidez porque sempre estão crescendo no hospedeiro onde se instalaram; teem uma raiz profunda que o atinge no cérebro, e uma resistência que, com muita dificuldade, cede à razão.

A teimosia muito se confunde com a perseverança. Esta è a firmeza inteligente, a pertinácia aliada à razâo. Aquela é, em muitos casos, em muitos indivíduos, a constãncia, a firmeza fanática, um caminhar entre baias, só numa direcção.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016











42 É simples



Tanta gente a falar dos gregos e da Europa, deixem-me também vender um pouco do meu peixe portugues.
Estranho e mau exemplo para a juventude é a actuação dos sábios bonzos  da União Europeia. Nada de admirar porquanto a constituição em que se apoiam parece-me que tem qualquer coisa como quinhentos e trinta e nove artígos. Portanto para resolverem qualquer coisa levam dias a consultar a dita constituição e nada resolvem, e quando querem resolver algo, não a consultam.
Os americanos, promulgaram a deles com, se não estou em erro, com vinte e três artigos, completados posteriormente com algumas, não muitas, emendas.  Dessa forma, em poucos minutos resolvem o que têm de resolver. A Europa não. Entre outras curiosidades fundaram o banco europeu com nada menos de vinte e nove administradores, duvido que a razão de tanta gente na administração é a de o presidente alegar não ter tempo e paciências de os ouvir quando quer tomar  uma decisão. Quando nada tem que fazer e quer passar o tempo, consulta-os em reuniões intermináveis.
Por tudo isto, agora não se entendem e preferem ver-se livres da Grécia por cinco anos.
O que talvez seja melhor para os gregos. Ainda não demonstraram o contrário. Aquela constituição permite sempre que se siga o sim ou se opte pelo não. Ou nem por um nem pelo outro, deixando passar o tempo confiados que  este, sem constituição, sempre resolve tudo.








quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sobre tudo


  Pensamos e procedemos como o que somos. Não como uma peça solta duma máquina, peça que actua como sobressalente ou que se coloca e que alguem dispõe numa prateleira aguardando outro dia. Mas como sendo e fazendo parte dum todo universal. Esse todo que antes do BIg Bang era ou poderia ser pouco mais que um ponto. O mistério tem sido para muitos, quem fez explodir ou implodir esse ponto .E daí partindo para outros mistérios, fora da nossa dimensão do conhecimento e da sua natureza. Não estou falando da resignação, Mas da profunda convicção da nossa origem, da origem de tudo o que nos rodeia, de tudo o que conhecemos - e de tudo o que desconhecemos.
       Pensamos e procedemos segundo o que sentimos. Intimamente ligado a tudo o que acumulamos num todo donde deriva tudo o que sentimos,tudo o que resulta, segundo a segundo, no nosso procedimento, nas nossas reacções, nas nossas decisões. Acrescentamos momento a momento e na memória, pormenores  com maior ou menor influência no espírito, modificando-o de forma contínua, melhorando ou prejudicando mas sempre alterando ainda que de maneira indelével, as decisões que tomamos daí em diante.





















































quarta-feira, 5 de outubro de 2016

não me doem pesares ou agruras
jamais sinto o efeito de maldições
procuto afastar-me doutros perigos
que procuram entrar na minha vida
não aguardo maldades do destino
ou que me atinjam alguns maus intentos
não espero desgraças na família
creio que mela sempre reine a alegria

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Enredam-se-me os desejos satisfeitos
Prendem-se-me o olhos nas filigranas
Dos meus sonhos no futuro luminoso
E vibram em uníssono. da alma, os nervos
Partindo  lascas de gelo das ilusões
Esfacelando amarguras do passado
Dominando os resquícios desses sonhos
Que a memória persiste recordando

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Prruridos

Sinto a necessidade de escrever, de maneira muito diversa.
 Isto é asunto para desenvolver no livro que estou terminando,  faltam não sei quantas páginas para chegar ao fim das minhas "Amenidades" o título que adoptei para pespegar-lhe na capa. Não perco aqui mais tempo e vou para lá, os pruridos respectivos não me largam, concorrem vitoriosamente com este blog.
Se alguém está interessado na continuação do folhetim que eu estava publicando, envie-me uma mensagem, através deste blog ou por email.