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domingo, 29 de julho de 2012

A queda do dólar tardará muito?,

              Previsões da economia mundial, da europeia ou da nacional só incluem uma certeza: a do colapso económico da americana e, por tabela ou, agora é moda dizê-lo doutra forma, por efeitos sinergéticos em muitos outros países. Lembremo-nos, para que nos possamos prevenir, que os USA, em 1960, era um país credor. Hoje é um país devedor. O banco da china, segundo li na nossa imprensa, tem nos seus cofres, se não me engano por defeito grande, três triliões de dólares. O mais provável é que o ministro das finanças dos USA diga que não se trata duma dívida, nada têem a pagar e quando querem poderão fazer trabalhar as máquinas de fazer notas.(Que agora, aliás devem trabalhar muitas horas por dia). 
              Pois é. Mas se por qualquer razão os chineses se indispuserem com os americanos dos USA - ou se quiserem impôr qualquer coisa que exijam aos americanos dos USA- se êstes não estiverem pelos ajustes, e se negarem a satisfazer as exigência dos chineses, êstes, lançando um ou dois triliões no mercado da economia mundial, provocarão a maior crise financeira da história.Basta que decidam que é chegada a hora para que o Yen chinês seja a moeda internacional para todo o comércio na Terra.
             E, atenção, não se esqueçam que o mesmo  poderá passar-se com o euro.

sábado, 28 de julho de 2012

      O cachorro adolescente puxava pela trela na direcção do carro  estacionado,  com as unhas afiadas raspando o passeio, cheio de vontade de refrescar um dos pneus e aliviar-se. A dona, impaciente, puxavava-o, " amanhã, dêxa estar na te trago à rua!". Saíra de casa para comprar uns papo-secos para o pequeno almoço do marido, ainda queria passar pelo novo supermercado onde, dizia-lhe a amiga Gertrudes, estava tudo em promoções, o marido recomendara-lhe "Gertrudes na te esqueças do tinto!".    Arrastando o cão não cessava de lhe falar  cada vez mais alto, " ficas em casa, decansa menino,descansa, o teu dono é que te vai levar para o canil, olá se vai e com isto não me alembra o qé quêu tinha pra comprar mais", A amiga Etelvina cruzando-se com ela " Gertrudes ontem na aparecestes, vimos aquela fita muito boa, a Gertrudes nem olhava para ela " o meu Lopes não quiz, e o raio deste cachorro inda é mais teimoso qo Lopes, tu na queres levá-lo lá para a tua casa, eu digo ao Lopes qo bicho fugiu ou que foi comido pelo leão do circo.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Branduras de Agôsto

           A uma prima irmã da minha Mãe, há uns oitenta anos, em casa dos seus pais, ouvia eu dizer:" hoje temos branduras de Agôsto, o figo vai ficar bom!"
                   - Oh tio João - eu que nessa casa passei muitos dias de alguns verões, tinha muitas conversas com o meu tio-avô João Ramos - o que é isso das branduras de Agôsto que a tia Neva está falando?
                   - As branduras, Ghés, (êle tratava-me sempre por Ghés um dia explicarei porquê), são as névoas húmidas de algumas manhãs de Agôsto. Tu já viste como se secam os figos, naquelas esteiras de canas e que se põem ao sol com o figo espalhado por cima, não viste?
                   - Sim, tio João, mas porque é que o figo fica bom?
                   - O figo fica bom, se não há branduras, o figo não fica tão bom.
            E eu, com a expontaneidade de criança, continuava o interrogatório:
                   - Porquê, tio Joâo?
                   - Porque sem branduras o figo fica seco em poucos dias e não fica tão bom. 
            êste meu tio avô João foi o que me ensinava quadros brejeiras, como esta:
                             "Homem môrto é um defunto
                               Prato rachado é um caco
                               Pé de pôrco é um presunto
                               E o olho do cú um buraco"
    e mais esta, para que os meus descendentes as possam conhecer  e ensiná-las aos seus netos:
                               " Sou soldado valoroso
                                  Fui à guerra do Buçaco
                                  Apanhei um tiro nas costas
                                  Inda cá tenho o buraco" 
            Desconheço os autores, já tentei encontrá-los, o que não consegui.                                


quarta-feira, 25 de julho de 2012

O noso sistema eleitoral

             Por via do nosso sistema eleitoral, os partidos designam os candidatos a deputados para cada autarquia ou região, candidatos com frequência desconhecidos dos eleitores dessa região.
             Poderá desta forma, nas proximas eleições ser reeleito, apenas pela força da propaganda, um senhor que rouba telemóveis.
             Com enorme desfacatez nas justificações.

As fortunas que tenho

        Já estou convencido, é uma realidade agradável, que tenho cento e tantos milhões de euros, a minha fortuna monetária. Tenho outras fortunas muito mais importantes para mim: a minha família, esta a mais valiosa, e outras também mais valiosa da que a que possuo em paraisos fiscais. Essa fortuna do dinheiro, dá-me o prazer, não muito considerável, de ver os muitos zeros da minha conta sempre que recebo os extractos respectivos.
        Portanto sou rico, vou morrer rico,  não tenho preocupações com o dinheiro, nem com os impostos, ninguém me chateia pedindo-me empréstimos, de vez em quando tenho o prazer grátis de oferecer uma mão cheia de notas a quem me apetece, não vem nos jornais porque nada disso eu propagaandeio.
        E aos meus filhos, descendentes e outros amigos, não ofereço alguns milhões porque continúo na dúvida se a posse de fortuna não lhes adulterará o carácter. Talvez  que esta minha atitude não seja mais que manha egoísta, mas penso, porque creio em Deus, que Êle me guia todos os passos.
        E também estou quase convencido que não necessito do dinheiro.      

Blaise Pascal

             Para não restarem dúvidas: Blaise Pascal é mais conhecido pelo "Princípio de Pascal". Mas a sua obra foi enorme, nos domínios da astronomia, da física, da filosofia e, como já referi, na literatura. 
             A obra de Nelsin Jahr Garcia intitulada "Pensamentos", que  apresenta-nos( pode ser lida  na internet) uma compilação dos pensamentos de Blaise Pascal.
             Leiam, que faz bem ler em particular, uma obra como esta.

Blaise Pascal

        Que exttraordinária a visão de Pascal! Um homem que morreu aos trinta e nove anos e que também nos deixou uma obra literária imensa, centemas de pensamentos, leiam êste:          " ...e reconhecam, finalmente,  que só há duas espécies de pessoas que podem ser chamadas de rezoáveis: ou as que servem Deus, de todo o coração porque o conhecem, ou os que o procuram de todo o coração , porque não o conhecem."
           E êste que por vezes vemos atribuido a outro autor:
                  " O coração tem razões que a razão desconhece:"

domingo, 22 de julho de 2012

Decisões constitucionais sujeitas a contigências

            Acho estranho.
            Devemos respeitar a constituição, devemos respeitar as decisões do tribunal constitucional
            O que não entendemos é que o tribunal constitucional decida que o corte dos subsídios de férias e de Natal seja inconstitucional, logo que deverão ser pagos em 2013. E  que pelas contigências especiais da situação económica do país, poderão não ser pagos esses subsídios no ano corrente.
            Portanto o que o tribunal constitucional decidiu para 2013 não se aplica em 2012.
            Por conseguinte, e porque a situação económica do país em 2013 sofrerá  contigências especiais e gravosas semelhantes(é quase certo), por conseguinte o governo poderá invocar o mesmo argumento para não pagar êsses subsídios no próximo ano..
            Lógico, não?                   

sábado, 21 de julho de 2012

Senhora ministra da agricultura

             Os incendios devastam, todos os anos milhares, de matos  e de floresta. Poderíamos começar a pensar na forma de contrariar ou compensar êste falgelo. Para tanto:
                        - Defenir desde agora um plano de reflorestação, começando pelas com matos ou florestas ardidas. E iniciá-lo neste ano.
                        - Lembrar o que se fez nesse sentido e que parece ter sido interrompido. Um exemplo é a serra de Monchique, onde pouco após o vinte e cinco de abril se iniciou e concretizou uma acção florestação. Interrompida, ninguém informou porquè, quando mudou o governo. O engenheiro Azevedo Gomes, então secretário de estado, foi quem gizou o plano e o concretizou.
                        - Ainda vamos a tempo de aproveitar o mesmo plano que deve estar em sossego nalgum departamento do ministério.
                        - Suponho que ainda existe um parque de máquinas, pertencente ao Estado, antes suficiente para excecutar essa acção.
                        - As empresas que exploram a celulose, poderiam ser convidadas a participar nesse fomento, nas áreas destinadas pelos técnicos para a plantação de eucaliptos.
                        - E ainda: descobrir, se não o sabem, porquê em extensas áreas de Portugal - como por exemplo entre Grândola e Alcacer do Sal - são raríssimos os incêndios. E não me digam que a razão é de que nessa zona não há eucaliptos. Há  quase só pinheiros que, como sabeis, também ardem bem, talvez melhor que os eucaliptos, quando o fôgo lhes pega. Mas ali, não há fôgo que pegue. Perguntem porquê, em Grândola ou em Alcacer doSal.                   

quinta-feira, 19 de julho de 2012

As primeiras vezes

          O miúdo com os olhos estampados nas curiosidades, brlhantes pelo sorriso de vida imensa, agitados pelo movimento de tudo o que passava pelo combóio, escutou a vibração do vidro da janela quando entraram no túnel e a escuridão aingiu-o com  surpresa inesperada, era a primeira vez que entrava num túnel, a vida continuava a contemplá-lo, todos os dias, com novas primeiras vezes, continuava a dar-lhe as doces, inesperadas e profundas sensações das primeiras vezes.

Procurara o amôr

            A rapariga encaminhou-se devagar para o local combinado com o namorado. Procurava lembrar-se das palavras dele no último encontro, das palavras dele na última carta que lhe escrevera. Levava a malinha de mão cheia de intenções firmes e de poucas esperanças,envergava um vestido de algodão estampado com vermelhos sanguíneos e azuis celestes de acordo com as alegrias e tristezas que, como um pendulo monótono, a invadiam. Ia decidida a despedir-se, a acabar com o namoro, que sentia como uma lapa desagradável, quase sempre como um espinho, quase nunca como um bom perfume.
            Procurara o amõr e perdera o amõr.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Espinhos

          Tenho espinhos nas esperanças, tenho espinhos na carteira, tenho espinhos no futuro. Nas esperanças por ver o que se passa no meu país - a quase colocarem um político na fogueira; na carteira porque vivo da minha reforma e parece-me que qualquer dia a suprirão, tenho espinhos no futuro. porque esperando viver muitos anos mais, não me agradaria qualquer dia ter que passar fome.  O que é um exagero mas que o defeito de ler muito, o defeito de ler um jormal todos os dias, me vai substituindo o meu optimismo, a minha sensatez e alguma das minhas virtudes, por desejos revolucionãrios, desejos de armas na mão, de bombas e coombates.
           Isto não é verdade, nada disto se passa comigo.
           Mas tenho receio que comece.     

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Prosa kafkiana

             Sebastião chegou à pousada, o proprietário mostrou-se interessado e atencioso, em tempos não fora assim, a experiència da vida ensinara-lhe que quando menos se espera surgem os trabalhos, êle que na vida sempre se afastara do trabalho, não é que fosse inimigo do trabalho, apreciava muito o trabalho dos amigos, a mulher essa sim, era uma moira de trabalho, nunca recusava, na cozinha, na horta e na cama os trabalhos mais pesados, quando casara a mãe dissera-lhe, "filha a mulher em casa não pára, só para debaixo do marido, e o marido, já sabes, já te ensinei do que é que os maridos gostam", a mãe era uma pessoa especial, tinha uma amiga muito amiga de contar a vida das outras amigas, era uma pessoa muito especial porque já em pequenina, segundo contava, tinha artes de bruxa, perguntava coisas à avó de que ninguém se lembraria de perguntar, e a avó, essa avó, tinha nascido no século passado, século que acabara vinte e quatro anos antes, lembrava-se até que ela tinha um cordão de oiro com uma fiada de pérolas cinzentas, diziam que dos mares dso Japão, onde as baleias são perseguidas e dos tubarões só lhes aproveitam as barbatans e dos riconerontes os cornos. Mas Sebastiao aceitou os aposentos que o proprietário da pousada lhe destinou, mas estranhou, como sempre havia estranhado quando chegava a uma pousadas sucedendo que...

Uma boa refeição, em tempo de crise

              A mulher sentada à mesa do restaurante ajeitou a cadeira para que a companheira se sentasse.Trazia um prato com arroz de pato enchendo tanto o prato que, quando o pousou na mesa, alguns pedaços de pato e arroz cairam da borda do prato.
                  - Olha, Natália Geitosa, deram-me o resto do arroz de pato, por très euros e noventa e nove não se pode pedir mais, chega-nos pr´ás duas, ainda bem que te lembraste de vir aqui...
               A outra ajeitou o "soutien", tirou a faca e o garfo do guardanapo de papel, provou o arroz do prato comum:
                   - Etelvina,  não faço mais comida em casa, o meu André já se habituou às sandes com salada e atum, uma lata de atum dá-lhe para o dia e fica todo contente o homem.
                    - E repara, ainda falam dessa coisa da crise!   

domingo, 15 de julho de 2012

Prémios que esquecemos

Nada arrisco para obter um prémio pequeno
Nem me interessa conseguir apenas alguns trocos
Nunca me esforço por alcançar o vulgar
Tentei dar tudo o que tinha para dar
Deixarei neste mundo uns quantos descendentes
Sem lhes legar grande obra, sem lhes oferecer fortuna
Posso-lhes deixar algum amor, posso-lhes deixar saudade
Mas de certeza não lhes deixarei maldade

Disse antes que nunca quiz prémios pequenos
Poucos apreciam os grandes prémios
Que durante a vida, a vida lhes concede,
Raros os que reparam que cada dia é uma dádiva
Que nos cai do céu sem  nada arriscarmos.
Que termos nascido foi delas a primeira
Que  obtivemos sem qualquer surpresa,
Por todos esquecida detrás de grande singeleza

Nem sequer ninguém se lembra
Abrindo os olhos, ao acordar para um novo dia
Poucos rcordam, poucos se admiram
Raros reconhecem, que um novo dia é um prémio
Que muito nos custa por vezes a descobrir
O prémio de um outro dia que a vida nos entrega
Que quase sempre, quase sempre é mal usado
Em vulgares  e medíocres nulidades

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Realidade

Só hesito quando não duvido
Isto parece um contrasenso
Mas a vida cheia de senso é uma chatice
A vida cheia de passos certos é  sensaboria
Bastaram-me as sessões de marcar passo
Dos tempos do colégio e da tropa obrigatória

Fartei-me de ser sensato, ser certinho
De pousar ali a flauta p'ra não incomodar
Não abrir a porta da gaiola
Não dar liberdade à passarada
De deixar os peixes no aquário
Presos num balão de vidro, pequenino

E no fim de contas, se é possível ver o fim às contas,
Se podemos por fim avaliar a nossa liberdade
Pelo grau de liberdade que nos outros vemos,
Ficamos deveras muito perturbados
Quando verificamos, no fim de todas as contas
Que há muita indiferença pela liberdade de tantos outros

Passam por mim

Fico aqui, já estou, passam por mim as alegrias
Dum ramo de rosas, de cavalos à solta
De jamelas abertas, risos de crianças
De sonhos não sonhados vibrando e soltando
As rédeas da vida e os beijos sentidos

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Comparando, sem ofensa, o cérebro a uma pipa

            Possuo uma teoria sobre as faculdades mentais do género humano.
            Uma pipa, de boa madeira, cheia de vinho exala, para quem possua uma pituitária afinada, um olôr pelo qual se aprecia a qualidade do nectar ou da zurrapa. São moléculas do líquido que se evaporam através da madeira.
Penso, que o nosso cérebro também emana idéias, pensamentos, raciocínios que o nosso espírito capta e transmite ou apenas conserva na memória.
           Na pipa, com o passar do tempo, é necessário refazer o volume inicial de vinho. Saíu água ficaram dentro os componentes, quer os bons quer os maus, todos não  evaporáveis. No cérebro, com o passar do tempo, a memória conserva muitas das ideias que afloraram ao espirito, mas perde outras por desinteressantes, por inúteis, por inoportunas ou comprometedoras. O próprio cérebro efectua a triagem. É, portanto, muito mais perfeito que um barril, uma pipa ou um tonel.
           Não sei se o distinto dr Damásio concorda comigo, nem me atrevo a pedir-lhe um juizosobre esta teoria. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

              Ando às voltas para ver se consigo que o meu scaner funcione. Só dessa forma tento passar para o "office" as poesias e os contos do livro que pretendo editar. Quem me indica uma editora que me aceite o livro? A crise não deixa, a crise é uma entidade, quase uma instituição mais importante que a  Assembleia da República ou que me preocupa mais que a fome ou a vontade de comer. Ofereço de bom grado qualquer coisa mais importante que a crise, a quem me indique uma editora que aceite o meu segundo livro. Poderá até insistir atirando com  o argumento de que o segndo livro é sempre melhor e mais vendável que o primeiro. E que o autor não se preocupa com ninharias tais como adiantamentos por conta, contas no fim do ano, propaganda, etc..Que lhe bastaria ver o livro publicado, prometendo a compra de uma dúzia de exemplares para ofertas à família e amigos.
              No entanto, penso que talvez seja mais acertado publicá-lo apenas no meu blog. Que acham?

sábado, 7 de julho de 2012

Enfim, vou

         Recomecei há dias o meu livro, o segundo, se Deus quizer. E se alguma editora cair na asneira de o editar. Como não sei, julgo eu, escrever literatura de cordel, nem de dá a corda e continua a escrever o mesmo,  vou dentro da minha limitada inspiração e lutando com a informática , com o "ofice" e com as maquinetas complicadas pelas quaids pretendo facilitar o trabalho, vou.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mais sobre dívidas

           Se leram a mensagem que escrevi ontem, as notícias que vão aparecendo nos jornais e revistas confirmam tudo o que disse. Hospitais e autarquias com buracos de milhões sempre em aumento, etc..Em Espanha vemos que o mesmo se passa e que a união europeia(união?), vai auxiliar a banca do país vizinho com muitos milhares de milhões de euros. E claro é que a inflação vai aumentando mais e mais, como era de esperar, E, como sempre, irá mais ao bolso dos que menos têem, de forma mais ou menos camuflada, como sempre.   

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cada vez a dívida será maior

             Uma vez mais comparamos a economia familiar com a economia dum país. Se o chefe da família se endivida muito mais que as suas possibilidades permitem pagar o que deve, só por milagre sai da situação de  dívida, só por milagre a família não fica cada vez mais pobre  porque as prestações e juros que tem que pagar ocasionam o empobrecimento cada vez maior. Tudo isto, nessa família resultou da ambição de adquirir mais e mais bens constiruindo um patrimõnio impossível de pagar. Isto sucedeu em muitas famílias, em Portugal e em muitos outros países onde os bancos incentivaram a compra dêsses bens com ilusões de prosperidade ilusória.
             Passou-se o mesmo em muitos países, cujas bancas promoveram entusiasmo ilusório na compra de imobiliário e outros bens (automóveis, mobiliário, e outros). E quando os bancos quiserem recuperar o que emprestaram depararam com famílias muito endividadas e que para pagar as prestações, muitas delas nem o conseguiam com o dinheiro que disponham para alimentação da família, livros para os filhos, transportes, etc..E os governos dalguns dêsses paíse entraram da mesma forma em entusiasmos ilusórios traduzidos em investimentos não produtivos e demasiados - como as autoestradas e outros em Portugal. E da mesma forma que o antes referido para as famílias, cada dia que passa a dívida aumenta, cada dia que passa mais difícil é pagar a dívida, e os juros. E quem se trama é a classe média, com o aumento dos impostos e da austeridade .
             No fim de contas se bem reciocinamos, os bancos procederam como a dona  Branca: prometeram retôrno enorme para os investimentos e quando os investidores pretenderam o tal retôrno enorme com que a banca lhes havia acenado, através da venda dos bens que haviam adquirido, não encontraram compradores. Mas o bancos exigiam o pagamento das prestações e os investidores na maioria dos casos não as puderam satisfazer. E os bancos, em pouco tempo viram-se na posse de enorme quantlidade de imõveis e outros bens que agora tentam vender ou alugar, sem o conseguirem de forma significativa.
              Portanto, quem se tramou foram os pequenos investidores, como sempre. Porque os bancos, êsses, vão tendo apoios diversos.