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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Um cruzeiro para lembrar

Começo com esta linda imagem.O cruzeiro não foi neste  bote, foi num um poucochinho maior,  com 180 metros de comprimento e dez andares acima da linha de água. Com 1500 acompanhantes e 750 tripulantes. Não os contei mas foi o próprio comandante que m'o afirmou.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

vivam !

Acabo de chegar.277 fotos do mar , das cidades que visitei , do #Vision of the seas# , e da família que me acompanhou. Hoje darei mais noticias , se possível mais alguns pensamentos  e algumas fotos.E um grande abraço para os que se lembraram de mim.E também para os outros.

sábado, 17 de abril de 2010

Se é possível, raciocinemos um pouco

            As escutas não me agradam e suponho que muitos detestam ser escutados. Ter dentro da nossa casa um aparelhómetro bem escondido e colocado sem termos conhecimento nem dado autorização  para tal sacamice, representa para mim um acto mais criminoso que um roubo ou qualquer estrago que me causem no quintal ou na casa. Salvo os casos permitidos pela lei, lei que ainda não me parece bem esclarecida e permite abusos, tal prática  deveria ser punida de forma exemplar.
            As escutas, recentemente destruidas por ordem do supremo tribunal de justiça, levantaram outro problema. Uns largos meses depois dessa ordem  ser dada  as escutas foram destruidas.Por decisão duma única pessoa. Estará isto certo ? Foi dada a razão : as escutas nada continham que pudesse  incriminar um alto responsável da governação. Mas foram necessários vários meses para tanto ? e porquê destrui-las, isso não levanta um mar de suspeições ?.

Em 12 de Dezembro de 2009

             Em 12/12/2009 enviei uma mensagem à minha filha Alexandra (essa mesma, a escritora Maria Alexandra Quadros), e ela respondeu-me falando-me dos meus escritos neste blog. Enviei-lhe a resposta, que transcrevo.
         " Menina, tenho destas coisas.O meu outro eu rejubila.O curioso é que, logo que as escrevo, me sinto diferente.A minha esperança é que, escrevendo-as, expulse o lixo que existe na minha memória.O blogue é o meu confessor.Não me confessava desde o dia em que me casei e agora, quase todos os dias. Não te agradeço os teus comentários. O agradecimento de quem recebe também pode ser uma ofensa para quem dá, por não querer gratidão, não querer mais que um sorriso sem sorrir, talvez um sorriso gravado na alma.Isto talvez seja confuso porque afinal fico sempre contente, com os teus comentários."  

o meu livro "Sonho com sorte "

               Por fim recebi uma mensagem com uma opinião sobre o meu livro.Uma apreciação benévola duma senhora, a Patrícia Reis, que tem a gentileza no sangue e uma leveza encantadora quando descreve as situações em que a mete a imaginação  ou nas em que a vida a mete e revela por escrito. Acredito no que me disse sobre o livro porque sei que ela não é de rodeios. meias palavras, frases clássicas para despachar a incumbência.
               Estou  aguardando pacientemente as opiniões e críticas doutros e doutras a quem enviei o livro, por email, claro.Não o imprimo porque já percebi que as editoras também estão atafulhadas na crise, sem espaço nos armazéns para recolher as sobras e não recebendo dinheiro das vendas nas livrarias. E não é de admirar : por dia,reparem bem, em cada dia editam-se em Portugal mais ou menos cinquenta livros, ou seja, por ano uns quinze mil  de diferentes autores. E os estrangeiros esses decerto com contratos que tem de pagar com língua de palmo. Por isso o mais natural é que eu não publique o "Sonho com sorte", salvo se conseguir um subsídio decente.Mas o que me interessa é a mensagem que julgo o livro conter, por isso  o ofereço a quem o quiser ler.
                Por estas razões oferecerei o livro enviando-o por "email" a quem m'o solicite, sem nada cobrar. E, se gostarem do livro, ofereçam em troca qualquer coisa a quem o necessite. Terão mais um gosto adicional, igualmente grátis.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Para os que adoram a matemática

         Um número par só poderá ser igual a um impar quando um for igual a zero. Porquê ?      porque para que 2n seja igual a 2n + 1 terá que ser 1 igual a 0
         Isto é importante,aplica-se muito na vida real. Por exemplo, se 2n for uma estúpido, 2n+1  só poderá ser  um estúpido, apenas quando  1 for igual a zero. Idem para o caso de 2n ser um ignorante que desconhece que por 2n se indica na matemática todo e qualquer número par e  por 2n+1, todo e qualquer número ímpar. Mas passando para a vida real, o 2n poderá ser o número de batatas, de TêGêVês ou de frascos de marmelada. E o 2n+1 poderá ser exactíssimamente o mesmo, salvo se forem diferentes no número e  na natureza das coisas.
         Mas como isto já é complicado e ultrapassa a matéria do décimo segundo ano liceal, termino  esta mensagem, para não revoltar mais os visitantes que compreenderam tudo ou quase tudo até aqui.

Percentagens irrisórias e enganadoras

          - 90%  dos homens, quando começam um namoro, só muito mais tarde conhecem  a namorada.
          - quando começam o namoro  dizem as estatísticas que em 91% dos casos, só um deles quer casar.
          - os vestidos de noiva são brancos porque 100% dos tira-nódoas são bons-
          - quando a filha casa em 1o1% por cento dos casos os pais ou a obrigam ou permitem que saia de casa  - é óbvio porquê mais de 1oo%.
          - em 99% dos casos, se só um dos noivos tem experiência sexual, a primeira noite da lua de mel é um fracasso para ela.  

terça-feira, 13 de abril de 2010

Reparem

          ´Começa  a ser urgente um movimento universal no sentido de que o principal ministério de todos os países seja o do ambiente ; não, como agora sucede, que são ministérios de fachada, com verbas ridículas, minúsculas, para a sua actuação. Esses ministérios do ambiente deveriam ter como objectivos principais :
               1.- Definição dos agressores do ambiente com análise detalhada dos seus efeitos.
               2.- Mobilização da opinião pública através de diversos meios entre eles informações detalhadas em todos os meios de comunicação social e realizando palestras em todas as autarquias, grandes empresas, com incentivos mobilizadores da presença e participação dos cidadãos.
               3.-Outros objectivos para aplicação nas zonas das autarquias.
          Reparem o que já acontece na cidade do México,capital : já foram instalados inaladores de ar puro. Um dólar por umas quantas baforadas.
          Reparem como os rios,em toda a  Terra, já estão poluidos ; nas notícias  sobre a escassez de água potável, já  a surgir em  muitas zonas.
          Reparem na desertificação progressiva, no emagrecimento das zonas verdes na Terra.
          Reparem que,por este andar, que condições de vida terão os vossos filhos,netos e bisnetos.

Oxalá

             A ciência está entrando nos limites perigosos, já desiquilibrou a relação que deve existir com o ambiente. Oxalá que rapidamente apareça uma inflexão nos seus objectivos no sentido de menos apelos à tecnologia e maiores contribuições para o auxílio ao ambiente. Estamos dando  passos muito pequenos e demasiado lentos.

Martes trece

           A superstição  da sexta-feira treze é, em Espanha, nas terças-feiras treze (martes trece).Disseram-me que a razão da diferença vem do tempo dos Filipes. Que o primeiro de Portugal, que era o Filipe segundo de Espanha, veio de viagem a Portugal partindo de Madrid e chegou a Lisboa na sexta-feira treze,à tarde, depois de um acidente às portas de Lisboa porque se partiu ma roda da carroça real, e Filipe segundo partiu  uma perna. Quando recebeu a corte, declarou que as sextas-feiras treze, em Portugal eram os dias de azar, como em Espanha  as terças-feiras treze, num desses dias tinha o seu pai morrido, etc.etc..      
           Isto é uma refinadíssima mentira minha, inventada aqui há meia hora atrás.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sing'in the rain

                  Acabo de ver esse filme com os célebres actores Debbie Reynolds, Ronald OConnor e Gehe Kelly, este um extrordinário dançarino. O filme é de 1954, é provável que a maioria dos que visitam este blog não o tenha visto.. Mas é um clássico do cinema de opereta daqueles tempos. Os bailados  são extraordinários, em particular o que Gene Kelly dança e canta, à chuva, "Sing'i  the rain". Vejam-no e podem crer que o não esquecerão. E que muito vos divertirá.

O cubo informático ( recordando a grande Ivone Silva)

                  Carrego na imagem, carrego no "enter",nada aparece, volto ao "link", escolho o ficheiro , selecciono,dou duas voltas , mais três p'ra a frente e duas p'ra traz, já sei o que faço, passo ao pré, do visualizar, eureka ! A imagem muda, vem outra sem interesse, nada aparece, de novo aponto, ao "link" ingénuo, volto á escolha, aqui selecciono, ali pré-visualizo, e nada no blog, pois se eu já fiz isto, e agora insisto, e nada acontece. o link  é um fingidor, que até nos dizem, o que nele aparece e no que afinal, nada acontece, e dizem que é fácil, que um burro o faz, eu que julgava,não ter tal parente,enfim o que ele faz,que ele faz e perfaz, sempre insistente, de cima p'ra baixo , de frente e perfil, abrindo o ficheiro, com a certeza absoluta, que o quero eliminar,que o quero lixar e pelo sim ou sim pelo não, pelo mais ou pelo menos, eu vou reciclando e acabo encerrando.

Filmes agradáveis e filmes incómodos

               - O filme é muito bom, é excepcional ! - diz-me  a Mari.
        Referia-se a dona Mari, minha esposa,  a um filme indiano "Água", que nos emprestaram e que nos apressámos a ver, na noite passada. O filme está bem feito e relata a vida quotidiana na Índia, em 1938. Uma bela história de amor, desafiando tradições instituídas há muito pelo sistema de castas que existia naquele país,submetido ainda à tirania inglesa. A primeira meia hora do filme, passa-se em tons escuros e ambientes de tristeza,  incidindo muito na situação das mulheres, em particular das que haviam sofrido a infelicidade de enviuvarem e que, salvo nos raríssimos casos em que a viúva tinha alguns bens, eram entregues, como trapos velhos sem utilidade, a  miseráveis albergues de viúvas.
        Embora avalie e descubra o mérito (se o têm ) deste tipo de filmes, não me agrada vê-los. Pelas tristeza dos ambientes sombrios, pela cores escuras, pela revolta que me provocam alguns costumes, tradições, "tabus" da época. Se vejo o final feliz que quase sempre acontece nos filmes indianos ou sobre a Índia, fico um pouco mais aliviado. Mas não sinto recompensação pelo desagrado e incómodo causado pelo drama que um filme relata durante uma hora ou mais, porque não consigo ver um filme com a frieza dum crítico que se habituou a não sentir emoções que lhe deformem e influenciem a qualidade da crítica.Como o cirurgião, que não deve sentir qualquer emoção quando serra, corta ou cose o paciente.
         Aquela primeira  meia hora do filme "Água" acabrunhou-me o suficiente para não continuar a vê-lo e para me decidir substitui-lo pela leitura dum livro sem grande valor literário mas que me distraíu e me ocupou o espírito duma forma mais agradável.
          Por vezes vejo um filme de acção, desses de tiros e bombas, de tipos ou tipas que vencem todos os inimigos, de carros, aviões, helicópteros, barcos, em perseguições movimentadíssimas. Não é o género de filmes e de histórias que mais aprecio, mas vejo-os porque me distraem quando necessito de distracção, de mudar de assunto. A grande diferença para os filmes que relatam os dramas da vida real presente ou passada, é que nos filmes de acção, os tais de tiros e bombas, eu sei que nada daquilo é real. E se é, como nas histórias da história, pouco me agradam ver as mortes, os  desastres , etc. Se há tanta história ,real ou fictícia, agradável de se ver e ainda por ver, sem hecatombes, sem torturas, sem violências, para quê ocuparmos o nosso tempo com as outras, para ficarmos tristes,revoltados, mal dispostos ? Prefiro ver nascer uma criança ou até um qualquer animal, o que provoca sempre sorrisos, que assistir à tortura dum homem ou duma mulher. Ou de uma planta, de um pássaro ou de um peixe. O que faz esquecer sempre a vontade de sorrir.
          
            
..              

sábado, 10 de abril de 2010

Sou insubornável

          Há gestos, atitudes, declarações de amigos ou de pessoas desconhecidas, que me afectam.  Fico como se tivesse uma colher de sôpa mexendo cá dentro de mim e revolvendo-me o espírito. Não, não são os actos desagradáveis, falações maldosas ou mexericos sem fundamento levantados por quem nada mais de interessante tem para fazer : porque a isso sou resistente, o Criador dotou-me ou deixou que me revestisse a minha esperança e optimismo com  uma armadura de indiferença tão forte que nem sinto as beliscaduras e os agravos. O que me revolve e agita o corpo e o espírito, que, resumindo, me emociona, é tudo o que, exemplificando, se passa com os meus filhos, netos e bisnetos e, claro, com a minha espôsa. É uma muito maior riqueza que a dos zeros da conta bancária, que a do que normalmente se considera como riqueza. Do dinheiro, das casas. das quintas, das joias,etc.. Não trocaria nada disto, nem um grande prémio do euro milhões pelos sorrisos dos meus filhos, netos e bisnetos, pelas palavras que eles nos dizem, pelos gestos naturais que têem connosco.Sou insubornável.
         Há poucos dias, na época da Páscoa o meu neto Tomaz(de treze anos !) disse à mãe ( nossa filha) que teria de comprar um ôvo de Páscoa, grande,  bem recheado, que não se devia perder a tradição familiar. Emocionou-se a mãe e emocionei-me eu, quando m'o contaram. Outro nosso neto, com oito anos de idade ao ouvir falar sobre um quadro pendurado na nossa sala de estar, disse : " quem pintou esse quadro foi o vô Beto que é um grande pintador ! "
         Já compreendi porque também se morre com as boas emoções,,,  

Sinto

          Um sino tocando, em dia de festa
          Uma flor se abrindo na primavera
          Um fruto corando na mãe árvore
          Um gato ronronando no colo da dona
          Ou uma leôa lambemdo o seu filho
          Uma luz que expulsa a escuridão
          Uma guitarra embalada num fado
          A ternura entre dois namorados
          Tudo isto, assim,
          É lindo, lindo de ver
          É lindo de ouvir
          É lindo de sentir  
          Mas nada mais lindo, mais lindo
          De ver, ouvir e sentir,
          Que o sorriso duma criança  
            

Será desta ?

     Será desta que teremos um "leader", um dirigente partidário que não use falinhas mansas, que não proponha projectos sem consistência, que não proponha leis sem ponderação, que aproveite todos, mas todos os que se proponham ajudá-lo com propostas dentro das nossas possibilidades, com ideias originais e criativas, que não nomeie colaboradores para funções sem um mínimo de responsabilidade real, que faça elaborar  em pouco tempo/trinta dias) um programa para a justiça que defina máximos de tempo para a sua aplicação, que faça elaborar em pouco tempo(trinta dias) um programa para o ensino público com base fundamental na aquisição de conhecimentos pelos alunos, que moralize as reformas e os vencimentos dos trabalhadores das empresas públicas ? Que discuta assuntos envolvidos em "tabus" como a democracia que temos, a submissão a algumas instituições internacionais, a pobreza e alternativas para acabar com ela entre outras a de acabar com o dinheiro.
       Que decida depressa. Alguma coisa, em pouco tempo. Não atirar para comissões  o  fazer e o executar.Como dizia um governante de Angola nos anos sessenta " mais vale ter mau hálito que não ter hálito nenhum".  

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sugiro concursos para...e dou um argumento para que não se realizem

           E porque não se lança um concurso para a investigação, em prazo curto, dos escândalos, das tramóias, dos favores ilícitos, da existência de sinais exteriores de riqueza,etc.,etc. ? Isto, nas trezentas e tantas autarquias do país daria trabalho a muita gente e faria diminuir consideravelmente o desemprego. Os proponentes teriam  garantida uma percentagem sobre os desvios provados, descobertos. Depois de recuperados.
          Mas surgiria um grande problema : os concorrentes seriam tantos, que tardaria muito a análise das propostas. Eis o argumento que vos ofereço para que esses concursos não se realizem.

Receita de dezasseis e despesa de sessenta e cinco milhões(de euros)

            No último programa "plano inclinado" o dr.Medina Carreira disse que sabe duma autarquia que teve de receita dezasseis milhões e  despesa de sessenta e cinco milhões de euros. Não disse de que autarquia se tratava,para tanto não estava autorizado. Eis uma boa oportunidade para um jornalista ( ou um investigador oficial , o que será mais difícil e se for assim investigado, o problema morre,desaparece,esfuma-se) saber qual a autarquia onde isto se passou , o que é fácil, quanto ali se gastou em fogos de artifício, almoçaradas, subsídios para isto e aquilo, para este e para aquele ou aquela ( as aquelas também têem direito, bolas !), quantas empresas municipalizadas ali existem, quantos administradores a estas dedicam o seu trabalho insano, os reduzidíssimos  salários que auferem,  etc.etc..
           Podem crer que será uma bela "caixa"...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Da arte de escrever

           Nunca sabemos bem o que se passa na cabeça daquele com quem conversamos.Um que sei vaidoso, falou-me ontem com modéstia inesperada ;  outro que é um pessimista inveterado, um dia surgiu-.me confiante num projecto que ,segundo me disse, o enriquecerá em dois tempos ; um que sempre me descrevia a sua vida de funcionário público resignado, dizendo sempre "o meu emprego é o certo e o seguro", esta manhã encontrei-o e declarou-me com ar de grande alívio e satisfação que pediu a demissão do emprego, e  que vai para empresário,apesar da crise.
          Invejo a profissão de jornalista. Se algum diário se interessasse, prestaria grátis a minha colaboração.Seria quase certo que todos os dias depararia com factos inesperados, acontecimentos incríveis, atitudes originais de colegas, de amigos ou de desconhecidos, acumulando experiência de vida numa base fundamental para publicar artigos e um ou mais livros interessantes.
          Penso que essa é  a razão principal que explica porque quase todos, senão todos os grandes escritores, de todo o mundo, foram jornalistas, antes de escreverem os seus primeiros livros.  

terça-feira, 6 de abril de 2010

Importações e exportações (continuação e fim)

            Somos portanto um país rico, não temos petróleo mas temos quantidade de ventos que aproveitaremos devagarinho, para que não se acabe depressa ; não temos diamantes mas temos peixe que pouco pescamos porque não precisamos, deixemos que os outros  pesquem o deles, o nosso vai ficando de reserva ; não temos malas, malinhas, maletas e malões Louis Vuiton, mas temos grande variedade delas nas feiras e temos contrafacção primorosa das melhores marcas estrangeiras, a preço da chuva ; não temos automóveis, autocarros e camiões de fabrico nacional, mas a nossa indústria fornece o comércio de carrinhos de mão de concepção moderna, eficácia exemplar com revisões gratuitas e garantia para a vida desses veículos ; não temos patos de Pequim, mas temos patos bravos para dar e vender,  até já consta que os estamos exportando para as Arábias ; não temos marinha mercante, de carga e passageiros, a sua exportação ficou célebre, conseguimos com ela tal quantidade de divisas  que os nossos governantes conseguiram, em meia dúzia de anos, gastá-las e gastar setecentas e oitenta e duas toneladas de ouro, alem de deixar que uns pobrezinhos roubassem três e por isso nunca mais tivemos pobres que se vissem : por isso assinamos uns escassos dez mil acordos culturais,económicos e políticos que no entanto nos elevaram até à nossa situação actual, onde há paz, justiça, amor pelo conhecimento, pela justiça e pelo ensino, emprego para os portugueses e para todos os estrangeiros que quiserem viver neste "jardim à beira mar plantado" !
        Prometo que não  mais vos aborrecerei com assuntos quejandos, salvo se os comentários me espicaçarem.      

Importações

      - Todas ou quase todas e todos que visitam este blog, já entraram num supermercado. Por acaso repararam na quantidade de produtos alimentares que importamos ? Há dias, num supermercado que abriu aqui há cerca de um mês, numa pequena estatística que fiz, mais de noventa por cento dos produtos embalados foram importados. Vinhos importados da Europa, das Américas e até da Nova Zelândia e Austrália ! Pastas frescas, chocolates, pão(é verdade, importamos muito pão !), queijos, enchidos, fiambres e outras carnes frias, vários peixes, frescos ou congelado, mariscos diversos, batata ( se não acreditam,vão lá ver), frutas diversas, desde a laranja à banana, produtos dietéticos em barda, couve flor e outros legumes, vinhos espumantes e espumosos, etc.,etc..
         

Acabar com o dinheiro e diminuir a pobreza

              Lentamente, muito lentamente, aparecem gritos de alarme sobre a pobreza existente.Com tanta lei, às catadupas, que sempre estão surgindo, engrossando diários governamentais, nem uma  aparece mencionando a que existe no nosso país, apontando soluções e lançando projectos a curto prazo que imponham normas para a sua solução ou pelo menos, para iniciá-la atenuando-a.
              Eu tenho uma solução.Acabem com o dinheiro ! Não é possível ? como tantas outras coisas consideradas definitivamente impossíveis e que já aí estão, é possível !. O mais difícil sabem o que será ? O mais difícil será começarmos a conversar seriamente sobre o assunto. Que, não interessa a muitos.
              De Platão a Einstein, existiram muitos homens que não necessitaram do dinheiro para viverem felizes.
              Vamos discutir o assunto ? Vamos, dêem-me a vossa opinião ! Será que não vos interessa ?    

segunda-feira, 5 de abril de 2010

 Noutro meu blog "www.faço tenção.blogstop.com" insiro citações,quase todas incluidas em sermões do padre António Vieira,trabalho que se irá estender por bastante mais tempo. Para tanto consultei e consultarei os seis volumes dos "sermões". Oxalá vos agrade este trabalho, são peças da melhor literatura portuguesa. Dum homem, que no seu tempo, alem da grande obra missionária efectuada no Brasil, era convidado permanente pelo Vaticano e por muitos países para dizer os seus sermões.
              Apresento algumas ideias, sem nada cobrar, sobre a agricultura em Portugal,  cuja recuperação me parece impor-se. Mercê de alguma demagogia, desconhecimento da actividade de muitos técnicos, substituição de muitos deles  após o 25 de  Abril em saneamentos selvagens, em geral.apenas por motivos políticos, e por  muitas outras causas, o que é um facto bem visível é que a agricultura, no nosso pais, tem vindo a sofrer um atraso progressivo. Mas vamos às ideias, umas resultantes da experiência de quem escreve neste blog,(sou eng. agrónomo formado no Instituto Superior de Agronomia, situado em Lisboa),outras resultantes da observação do que se tem passado e outras ainda por ouvir e ler as opiniões de muitos políticos e técnicos portugueses.
                    lª idéia.- Exceptuando o quintais familiares, de dimensão reduzida, com áreas de uma centena ou pouco mais  de metros quadrados,em diversas zonas agrícolas do nossos pais, os solos cultiváveis encontram-se  divididos em propriedades de reduzidas, tão reduzidas dimensões, que a  sua exploração agrícola é anti-económica. O resultado desta situação tem sido o abandono progressivo destas propriedades. Nas zonas onde existe alguma floresta, em povoamento desordenado, o mesmo acontece. Um projecto de emparcelamento sério, no sentido de se obterem propriedades de exploração económica, é uma ideia já antiga para este problema.Mas apoiado em legislação que permitam o emparcelamento em pouco tempo, como p.ex. os espanhois o fizeram na Galiza há trinta anos.
                     2ª ideia.- Sobre a floresta : logo após o 25 de Abril  o meu colega Azevedo Gomes iniciou um projecto de plantação de novas florestas, começou na serra de Monchique, fez obra , que muito beneficiou o concelho e os proprietários rurais daquela zona. Quando deixou a sua secretaria de Estado, pouco tempo depois essa obra findou. Nunca vi publicada a justificação para se terminar com esse fomento florestal que seria continuada, segundo sei, no Alentejo e noutra províncias. Se êsse projecto continuasse em execução, ao fim destes passados  trinta anos, Portugal contaria decerto com mais alguns milhões de hectares de floresta. Portanto a segunda ideia  que apresento é a dum novo projecto de nova floresta, criando muitos postos de trabalho e contribuindo para a diminuição da importação de pasta de papel, e para o aumento das
exportações.
                   3ª ideia,- Fomento de novos regadios.Começando por um programa intenso para aproveitamento da água disponível nas barragens existentes.Que não se continue construindo primeiro as barragens - como sucedeu com a de Alqueva - e só depois fazendo os projectos para as redes de distribuição da água  e muito depois, a sua construção. A albufeira de Alqueva encheu se não estou em êrro, há três anos, e só existe rega a partir da bombagem directa da água por alguns proprietários portugueses e espanhois, nas duas margens. Canais condutores da água para os regadios, nenhum. E os alentejanos, que tanto lutaram pelo Alqueva pouco reclamam, não sei quais as razões.  Porque fiz o meu tirocínio e tese na Direcção Geral de Hídráulica e Engenharia Agrícola, sei bem que, naquele tempo, quando se fazia uma barragem para armazenar água para regadio, terminada essa obra, a rede de rega estava pronta para  levar a água para os regantes. E não se diga que não temos culturas para fomentar nos novos regadios. Basta ver o que se importa.(pex., de trigo).    
      E para não me alongar mais, eis outras idéias base:
                 - Projecto e execução dum plano para produção de outros produtos agrícolas,com estudos económicos para a planificação dessas produções e selecção das regiões do pais com as melhores condições.
                 - Incentivos ao fabrico de estufas permitindo expansão de culturas nas melhores épocas do ano.
                 - Incentivos à constituição de empresas agrícolas para a produção,distribuição em Portugal e exportação. Condição primeira, uma boa formação dos agricultores no que cultivam e na gestão de empresas.
                 - Apoios aos produtores de gado, iniciando-se sempre pela análise económica das explorações existentes.
         De tudo isto já se faz um pouco em Portugal. Mas leva muitos anos, como a justiça.
         Se aparecer algum comentário demonstrando interesse pelo desenvolvimento destas ou de alguma destas idéias, estou ao vosso dispor.

Insistindo na tecla do conhecimento

         Os mais recentes livros publicados sobre economia, como " A revolução da riqueza" da autoria de Heidi e Alvin Toffler(  que já recebeu um prémio Nobel) e publicado em 2007, insistem em muitas páginas na importância da divulgação do conhecimento, na exigência que deve existir no seu ensino, da necessidade de programas para o progresso.  Apontam os exemplos de diversos países (China, Índia, Brasil e outros) de economia em expansão e que sendo dos mais atrasados há poucos anos , hoje estão em franca evolução e diminuindo significativamente os níveis de pobreza que antes colocavam esses países entre os mais decadentes.Mais referiam : nenhum dos que continuam sem um programa sério de aquisição de conhecimentos quer para a juventude quer para os que, com maiores idades, desejem melhorar a sua formação, nenhum destes países melhora na economia, revela diminuição na pobreza e na melhoria da qualidade de vida dos seus povos.
         O programa "Plano inclinado" poderá ser muito criticado.Mas tem tido a grande virtude de apontar muitos dos motivos e razões por que o nosso país, Portugal, se encontra dia a dia mais atrasado, com mais pobreza e a caminhar a passos largos para a bancarrota económica e da qualidade de vida da maioria dos portugueses.  

domingo, 4 de abril de 2010

Os meus desleixos

          Desleixei-me com a literatura e agora procuro recuperar um pouco do muito bom que não li.
          Desleixei-me com a saúde e agora procuro recuperar um pouco da que perdi.
          Desleixei-me com os amigos e agora procuro recuperar um pouco as suas amizades.
          Desleixei-me com o pecado da gula e agora procuro recuperar a indiferença perante alguns petiscos.
          Agora procuro não obedecer aos desleixos que me assediarem.

Energia eólica

           Na foto que inclui num dos meus blogs anteriores referi que "só" uns poucos por cento da energia consumida no nosso pais é produzida por via eólica". Um comentário dum visitante deste blog corrigiu-me, dizendo que não são poucos, que são muitos. Alguns analfabetos que conheci diziam-me que poucos seriam um ou dois e muitos,seriam mais que dois. Portanto, meu caro comentarista, não sendo analfabetos, fomos ambos pouco precisos. Poucos poderão ser muitos e muitos poderão ser poucos. O que me interessou referir na legenda dessa foto foi que  Portugal, um pais com a mesma ou mais capacidade (na minha opinião,mais) ainda lhe falta bastante para produzir por via eólica a energia suficiente para ,com o complemento da energia obtida nas barragens, anule uma fatia considerável  da importação de combustíveis fósseis. Algeciras, julgo que sabe, só consome  energia eólica parece-me que há mais de vinte anos. E temos ainda imensas zonas para instalar  rotores.P.ex., na serra de Monchique, com ventos quase constantes (80% dos dias e noites) onde já existem seis, poder-se-iam instalar centenas. O que é importante também é a demora com que se instalam. Até o Brasil, já com grande produção de petróleo bruto, tem em execução um projecto para 773 geradores eólicos para executar até 2012. E os quatro geradores dos existentes na serra de Monchique, desde a sua descarga no porto de Portimão até à entrada em funcionamento, demorou cerca de meio ano.

Acabar com o dinheiro

          "Não espero acabar com o dinheiro no próximo ano, mas felizmente talvez isso possa acontecer", palavras  de Liisa Kainniainen, vice-presidente do banco escandinavo Nordea, citadas por AlvinP.Nobel de economia) e Heidi Toffler no seu livro "A revolução da riqueza" (publicado em 2006).
           Com o aumento em espiral da descoberta de novas tecnologias e a diminuição  acelerada do tempo das suas invenções, espero que se confirmem as palavras daquela senhora. E será um factor principal, senão o mais importante para acabar com a pobreza, acompanhado pela difusão, em progressão geométrica, do conhecimento, do gosto de pensar, da descoberta da meditação, da retoma dos laços familiares, do prazer de conversar e de muito mais, muito mais. Que, cada vez mais me convenço, nos deverá aproximar mais e mais do Criador  de todas as coisas.  
Para todos os que me visitem neste blog e no "faço tenção.com"

Energia eólica na Dinamarca.

Foto tirada desde o porto de Copenhague,A Dinamarca já produz, pela via eólica, toda a electricidade que necessita. E nós ? alguns poucos por cento.  

Porque estamos cá ?

              O que é mais importante na vida ? porque  e para quê andamos por cá ? porque nascemos mulheres ou homens e não outro qualquer animal, outro qualquer ser vivo, árvore, pássaro ou planta ?
               As respostas que tenho obtido ou são cretinas, género "ora, assim nascemos porque nascemos do nossos pais e mães que também eram homem e mulher ; ou são pretensiosas, género " ora, porque vim para este mundo para fazer qualquer coisa de útil, o que usualmente não sucede ; ou são reveladoras duma inteligência atroz, como esta que várias vezes tenho ouvido : "sei lá, Nosso Senhor lá sabe para que cá nos pôs!" ( e de forma geral a crença em Deus não abunda por essas bandas).
                Mas  quando me fazem essa pergunta e quando penso na resposta, chego sempre à mesma conclusão : se o nosso Criador continua colocando galáxias espantosas pelo universo fora, por via dos seus poderes infinitos, sabe tudo, conhece tudo e os porquês de tudo o que existe neste universo. E conhece as respostas, todas as respostas e tem uma com certeza uma grande razão para não permitir que a saibamos.
                 Talvez porque sabe que se a resposta nos for dada, será o fim desta nossa espécie que Ele aqui colocou.  

sábado, 3 de abril de 2010

Mais trocadilhos inventados,como os anteriores o foram

    
    -Os milagres em casa só virão dos santos ?
    - Deus não pede emprestado para dar aos pobres.
    -Quem tudo pode não precisa de querer.
    -Entrou-lhe mosca na boca e não saiu asneira.

               E, citando o que eu já disse há pouco tempo:        
     -Mais vale um pássaro a voar,que dois na mão.    

Enquanto o pau cai

As costas não folgam enquanto o pau cai.
No infinito as paralelas perdem a virtude.
É uma maldade torcer o pepino pequenino.
Quem muito acerta pouco fala.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O conhecimento : a base de saída do atraso e da pobreza.

            No nosso mar há muito peixe e poucos  barcos de pesca, no nosso país há muita terra e poucos agricultores, nas nossas escolas há muitos alunos e pouco ensino, nas nossas barragens há muita água e nos nossos campos pouco regadio, no nosso pais há muitas reivindicações mas poucos deveres, no nosso país muito se ensina a reclamar e pouco a pensar.
            Por estas e muitas outras razões é que não existe um programa sério para o conhecimento, cultura e criatividade  dos alunos portugueses.
            Adivinhem a razão porque o mesmo sucede nos países que continuam cada dia mais atrasados. E mais  pobres.

No nosso mar, ainda há muito peixe e pouca pesca

          Do hotel onde estive avistava uma extensão da costa desde a zona pouco ao Norte da Ericeira até à zona perto de Peniche. Contrariamente ao que é usual, o mar sempre esteve calmo, as ondas nunca ultrapassaram os dois metros e  só num único dia. Nessa imensa superfície o  mar, só no último dia avistei alguns pequenos barcos pescando ao corrico. e nas noites, nem uma única luz de barcos de pesca. Porque há tão poucos pescadores interessados quando dizem que a pesca está na mesma crise que tudo ?  Numa tarde encontrei um pescador amador, que regressava duma arriba vizinha, onde pescara um robalo. Descontando a gabarolice própria de todos os pescadores (em  Angola também fui pescador amador e igualmente me gabei dos belos troféus que trazia da costa), o homem referiu-me os bons robalos e douradas que sempre ali pescava e a abundância de peixe naquela costa. Mas afirmou-me  sem qualquer fanfarronice e da forma que me pareceu mais natural e verdadeira, que agora pouca gente vai ao mar pescar,de barco, de dia ou de noite, naquele mar.
            Deus fez o milagre dos peixes e tão poucos aproveitam...  

Regresso

             Fiz um jejum deste meu blog, num belo hotel da praia do Porto Novo, perto de Santa Cruz, concelho de  Torres Vedras. Hotel que recomendo, (hotel Golfmar) que recomendo aos que não necessitam,como eu, não podem,como eu, nem apreciam frequentar hotéis de mais de seis estrelas, como eu gostaria de poder. E aqui estou de novo a entreter os visitantes deste blog, espero que muitos, para minha vaidade, a sofrer as críticas dos que por acaso dêem  com este blog no "blog seguinte", espero que muitos, e a provocar a troça dos que por acaso ou por conselho, lerem o que escrevo,espero que poucos.
             Mas por capricho da fisiologia do meu corpo, o jejum não me fez perder sequer um grama no meu peso...