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sexta-feira, 30 de junho de 2017

O que as crianças nos ensinam

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      As crianças ensinam-nos muito. A todos.
      Já repararam que uma criança niunca tem pressa? Só tem pressa depois que os " mais grandes" começam a atirar-lhe com diversas invectivas - "vai-te embora , sai daqui, o que estás aqui a fazer parado?, " etc.Até essa idade, talvez cinco anos ou pouco mais, ou pouco menos, tudo  o que faz é devagar, sem pressa, repetindo com cuidado, pouco a pouco, algo que asprendeu - devagar. Leva meses a aprender a andar, depois, se não sofre acidente, anda bem durante mui anos.
      Mas há muito mais que as crianças nos ansinam e que trazem bem sabido da barriga das mães. Muito. Por exemplo , aprendem a sorrir, nunca se zangam - a única forma que usam para discordar é o chôro -  , agradecem sempre o que se lhes dá, se não os agredimos.
      Está sempre cheio de curiosidade. E dessa forma aprende muito. Nós, os "grandes", é que lhes matamos, muitas vezes , a curiosidade, e não aproveitamos esta para lhes ensinarmos o que de bom  aptendemos.. Os professores que a aproveitam obtêm sempre bons resultados.
      E muito mais, pensem nisto.
 

domingo, 25 de junho de 2017


Quem frequenta restaurantes tem sempre as suas preferências.. Uns gostam de peixe, outros apreciam mais as carnes, outros inclinam-se mais para as saladas. Os que frequentam a vida, muitos são infiferentes ao que se passa à sua volta, à natureza, aos sons, aos aromas, aos trinados das aves, alheios a tudo como bois aguardando a canga ou a picada eléctrica mortal no matadouro. Pouco mais fazem que propagar a espécie.
Nos restaurantes reunem-se os clientes, solitários ou em grupos, nas mesas.
Na vida, aparece gente, solitários ou em famílias, sem preferências. Ou porque se habiruaram a não pensar em nada. ou porque teem os costumados e usuais vícios do pensamento: o futebol, o que se come, o que se bebe, o sexo, o que sofre ou imagina que sofre, a inveja, a ambição. E esquecendo ou não conseguindo preferir a bondade, a amizade, a solidariedade.

quarta-feira, 21 de junho de 2017


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      Um livro que aguarda ser lido é como um "bibelot", està na prateleira apenas exibindo a  lombada, ocultando o interior com as folhas ainda quase coladas..O "bibelot" está ali, abandonado, quase sempre com alguma companhia da mesma familia, quase sempre brilhante por fora e inocuo, inerte e inútil por dentro. O livro ainda não lido, aguarda confiante que lhe peguam com cuidado, que lhe virem as folhas,  que o mirem , palavra a palavra, pode usar luxo ou ser modesto na vestimenta, por norma tem conteúdo valioso.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

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      O paradoxo continua na moda  Nas literatura, na ciência, na pintura, noutras artes consideradas menos nobres, como a culinária, metalomecãnica, a criação de qualquer animal.
      Na literatura continuamos a desconhecer muitos autores geniais, porque as editoras não se atrevem ou dispresam os seus originais. 
      Na ciência e nas outras artes, maiores ou menores, seguimos desconhecendo  os autores de ideias geniais, porque não conseguiram os meios necessáriso, poirque lhes faltou a perseverança, porque desprezaram apoios que lhes ofereceram.  
      A criança bem formada desenvolve naruralmente, esses atrbuos necessários para a vida, a perseverança, a insistência no esforço, a solidariedade, a teimosia racional. Qualidades que muitas vezes são reprimidas pela falta de liberdade, pela imposição de normas caricatas, pelo comodismo dos que os devem apoiar. Toda a criança normal, revela cedo o despertar da curiosidade. E que de igual modo, muitas vezes é reprimida e anulada, Repare-se como os programas de ensino pouco referem sobre isto, em particular sobre como deverá ser recomendado o apoio à  curiosidade dos alunos.
     E isto representa um paradoxo, porque quase todos os pais reparam no que a curiosidade representa na aprendizagem e formação dos filhos.        

segunda-feira, 12 de junho de 2017

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         Recusei todos os prémios, que nunca me foram atrbuidos.
         Saltei todos os obstáculos antes de passar por eles.
         O que ficou na janela onde há setenta anos se debruçava quem amei, o que ficou lá ?
         E os passos que dávamos, de máos dadas, para onde foram?
         E o que dissémos, dançando, em que música ficou?
         Se quem morre leva saudades, se as saudades são fortes, como podemos encontrá-las ?

domingo, 11 de junho de 2017

*     Não me canso, escrevendo.. Não sou como aquele indivíduo que dizia que  não escrevia porique seria atirar pérolas aos porcos . Para quê ?- continuava dizendo - se vai tudo parar ao lixo?. Não, Quanto menos se escreve menos se paarticipa. Escrever é como falar para longe onde não nos ouvem  mas onde nos podem ler. E participar nalguma coisa. Numa ideia, discutindo-a, comentando-a, completando-a. Numa acção, incentivando-a, comungando nos ovjectivos, aperfeiçaoando-a, contribuindo.para a valorizar. Na formação doutros, acompanhando a evoluçaõ, adoptando métodos simpáticos. Muitos não escrevem porque pouco passaram das primeiras letras, embora muitos deles tenham muito para dizer. Porque ser pobre de letras não significa pobreza de espírito. Outros não escrevem porque  nada possuem para dizer. Esses terâo uma velhice dificil, a mais dificil porque é a que resulta da apatia, de nada terem ou sentirem para dizer, o onde o espírito se apagam, amortece, declina dia a dia, sem que o sintatm.

sábado, 10 de junho de 2017

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      - O que está perto de mim, essa rosa cativa ou uma tentação? O que sinto longe de mim a asaudade perdida ou a aventura da vida?'  Como os carris do caminho de ferro que não há meio de se encontrarem, a minha mente envolve.se no meu passado e nâo há forma de encontrar o futuro.
      - Habituamo-nos ao nosso passo, enquanto andamos. Habituamo-nos ao nosso espírito enquanto pensamios. Andando, saimos do caminho se nos distraímos.. Pensando, se nos distraímos, adormecemos. .