* Turistas
O turismo absorve muito a vontade dos humanos. A ânsia de viajar e do conhecimento doutros lugares, doutras gentes, provoca, nestes tempos, um movimento intenso dos humanos, o aumento imenso dos transportes, o aparecimento de quantidades inacreditáveis de hoteis, de restaurantes e de empresas dedicadas ao turismo. Penso que esse movimento das gentes se deve em grande parte aos menores laços familiares, ao pouco tempo que hoje, os terráqueos dedicam à familia.
Eu tive um amigo que, ao falar-lhe de ir aqui ou ali, a outras cidades em Portugal ou no estrangeiro me respondeu:
- Sabes, eu mais preferia ter ainda um avô do que me oferecerem uma viagem a Constantinopla.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
* Seria?
O desconhecido parecia hesitar, depois de me ver. Puxou a aba do chapéu encobrindo-lhe o olhar e caminhou bem erguido, de passo decidido, demonstrando um propósito firme, sem olhar para as montras nem se importunar com os encontrões ocasionais dos caminhantes que consigo cruzavam. De súbito estacou durante alguns segundos como se estivesse lembrando uma obrigação remota ou um facto importante. Abriu a carteira que sobraçava, retirou um papel grande, azul , amarrotado.e olhou para o relógio de pulso. Ainda parado. alisou o papel, guardou-o, deu meia volta e estugou o passo em sentido contrário, pesquisando com atenção os espaços à sua volta.
No primeiro café que encontrou, sentou-se a uma das mesas da esplanada, pediu uma bebida e levantou-se abraçando uma rapariga alta, loura, esguia, que chegava.
Seria aquela a rapariga que lhe posto na caixa do correio aquele misterioso bilhete?
O desconhecido parecia hesitar, depois de me ver. Puxou a aba do chapéu encobrindo-lhe o olhar e caminhou bem erguido, de passo decidido, demonstrando um propósito firme, sem olhar para as montras nem se importunar com os encontrões ocasionais dos caminhantes que consigo cruzavam. De súbito estacou durante alguns segundos como se estivesse lembrando uma obrigação remota ou um facto importante. Abriu a carteira que sobraçava, retirou um papel grande, azul , amarrotado.e olhou para o relógio de pulso. Ainda parado. alisou o papel, guardou-o, deu meia volta e estugou o passo em sentido contrário, pesquisando com atenção os espaços à sua volta.
No primeiro café que encontrou, sentou-se a uma das mesas da esplanada, pediu uma bebida e levantou-se abraçando uma rapariga alta, loura, esguia, que chegava.
Seria aquela a rapariga que lhe posto na caixa do correio aquele misterioso bilhete?
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
*
Na vida de Cristo
A vida de Cristo, na biblia, num relato transmitido pelo boca a boca e pela imaginação dos seus autores, não refere nada ou do que se passou após a crucificação.
O romance "A palavra", de Irvinga Walace, refere profusamente, sem precisar que se trata ou não duma fantasia, a vida de Jesus Cristo após a crucificação, afirmando que Jesus Cristo sobreviveu e viveu até aos cinquenta e cinco anos. A crucificação consistia então, segundo escritos da época, no amarrar o condenado a uma cruz e ali deixá-lo ao calor, ao frio, à fome e à sede, até falecer.
Tiago, seu irmão foi o autor do texto escrito encontrado no século vinte que relata a vida de Cristo. Após a sua cura, teria sobrevivido depois de desamarrado e baixado da crus .
Na vida de Cristo
A vida de Cristo, na biblia, num relato transmitido pelo boca a boca e pela imaginação dos seus autores, não refere nada ou do que se passou após a crucificação.
O romance "A palavra", de Irvinga Walace, refere profusamente, sem precisar que se trata ou não duma fantasia, a vida de Jesus Cristo após a crucificação, afirmando que Jesus Cristo sobreviveu e viveu até aos cinquenta e cinco anos. A crucificação consistia então, segundo escritos da época, no amarrar o condenado a uma cruz e ali deixá-lo ao calor, ao frio, à fome e à sede, até falecer.
Tiago, seu irmão foi o autor do texto escrito encontrado no século vinte que relata a vida de Cristo. Após a sua cura, teria sobrevivido depois de desamarrado e baixado da crus .
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
* Hoje faço dias
Hoje faço 33250 dias. E, daqui a 26 dias terei o prazer de vos anunciar que farei 1093 meses de idade. Mas se um dia me colocarem noutro planeta onde a idade não se mede por anos, meses, dias é provavel, entre um milhão ou mais de alternativas que eu possa medir a idade de qualquer coisa pela utilidade que tem, a idade dum ser humano pela bondade que demonstra ou pela forma que o seu corpo aparenta ou mesmo pelos pontapés que dá na gramática quando escreve ou quando conversa.
Porque ainda não sabemos a influência que têm no nosso futuro esses pontapés, se as consequências serão semelhantes, maiores ou menores que os pontapés que damos, doutra natureza e dirigida a outros objectivos.
Hoje faço 33250 dias. E, daqui a 26 dias terei o prazer de vos anunciar que farei 1093 meses de idade. Mas se um dia me colocarem noutro planeta onde a idade não se mede por anos, meses, dias é provavel, entre um milhão ou mais de alternativas que eu possa medir a idade de qualquer coisa pela utilidade que tem, a idade dum ser humano pela bondade que demonstra ou pela forma que o seu corpo aparenta ou mesmo pelos pontapés que dá na gramática quando escreve ou quando conversa.
Porque ainda não sabemos a influência que têm no nosso futuro esses pontapés, se as consequências serão semelhantes, maiores ou menores que os pontapés que damos, doutra natureza e dirigida a outros objectivos.
domingo, 18 de fevereiro de 2018
*
Sei que é mais dificil desfazer anos que fazê-los. Como é mais dificil desfazer um nó, que fazê-lo. Por isso, contrariado, para desfazer o nó gordi, perdeu a paciencia e, com a espada, cortou o nó gordio, desfazendo-o..
Quando pretendemos comemorar o dia de anos será mais lógico felicitar o que cumpre na sua vida mais um ano ou revelar tristeza porque ele perdeu outro ano? Que esse dia tem um significado especial, o de comemorar os anos de vida que vivemos até esse dia. Porém, para outros é a recordação dos maus momentos passados, a tortura dos dias que perdemos em tantas coisas inuteis, tantas horas passadas sem nada fazer, tantas horas passadas em actividades obrigatórias, com o sono, o banho, o vestir e despir, nas refeições, etc., tempos em que, deixamos, quase sempre, de pensar.
Mas é assim a vida.O que importa é o que fica connosco, a familia que criámos, os amigos que conseguimos alguma pérolas que produzimos,alguma arte que deixamos.
Sei que é mais dificil desfazer anos que fazê-los. Como é mais dificil desfazer um nó, que fazê-lo. Por isso, contrariado, para desfazer o nó gordi, perdeu a paciencia e, com a espada, cortou o nó gordio, desfazendo-o..
Quando pretendemos comemorar o dia de anos será mais lógico felicitar o que cumpre na sua vida mais um ano ou revelar tristeza porque ele perdeu outro ano? Que esse dia tem um significado especial, o de comemorar os anos de vida que vivemos até esse dia. Porém, para outros é a recordação dos maus momentos passados, a tortura dos dias que perdemos em tantas coisas inuteis, tantas horas passadas sem nada fazer, tantas horas passadas em actividades obrigatórias, com o sono, o banho, o vestir e despir, nas refeições, etc., tempos em que, deixamos, quase sempre, de pensar.
Mas é assim a vida.O que importa é o que fica connosco, a familia que criámos, os amigos que conseguimos alguma pérolas que produzimos,alguma arte que deixamos.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
* No meu aniversário
Mantenho-me na dúvida: deverei convidar os que demonstram alegria por ter vivido mais um ano ou os que choram tristeza por eu ter perdido mais um ano de vida? Os que me augurem mais anos de felicidade ou os que me desejam menos anos de tristezas por infortúnios sofridos? Os que me devam aconselhar cuidados de saude e evitar determinados prazeres? Os que me aconselham evitar os amigos folgazões, não participando nas suas diabruras, nos seus excessos, nas suas diversões?
Ou, em tudo isso devemos optar pelo meio termo , fugir à rotina e dar largas à liberdade e aos instintos?
Mantenho-me na dúvida: deverei convidar os que demonstram alegria por ter vivido mais um ano ou os que choram tristeza por eu ter perdido mais um ano de vida? Os que me augurem mais anos de felicidade ou os que me desejam menos anos de tristezas por infortúnios sofridos? Os que me devam aconselhar cuidados de saude e evitar determinados prazeres? Os que me aconselham evitar os amigos folgazões, não participando nas suas diabruras, nos seus excessos, nas suas diversões?
Ou, em tudo isso devemos optar pelo meio termo , fugir à rotina e dar largas à liberdade e aos instintos?
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