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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

E quando entrava no corredor que dava para o quintal da minha avó, a caminho do nosso quintal, logo à entrada, à direita, eram os aposentos do cavalo, o "Palhaço", um cavalo enorme, branco, que me conhecia bem porque eu, por vezes lhe da dava um "papo-seco". (O nome que nesse tempo de dava a uma pequena carcaça, pouco maior que a minha mão). Depois, batia ao badalo e a Chachão, abria-me a porta puxando a corda estreita que vinha desde lá da casa da minha avó - ela já conhecia a minha forma de dar ao badalo. Percorria um corredor, passava pelos galinheiros, o grande, o das galinhas e dos galos, e o mais pequeno, o dos patos, peruas e perús. Depois dos galinheiros estava a casa da electricidade, em frente da porta para o nosso quintal.
(A casa da electricidade, assim se chamava, porque até poucos anos antes, aí por 1928, o meu avô tinha lá um motor que produzia electricidade).
Entrando no nosso quintal passava pela palmeira alta, da altura da varanda do nosso segundo andar, dessas palmeiras com pelos enormes pelo tronco acima.
(Um dia os meus irmãos Maria Luisa e José Manoel resoveram "fazer um jantarinho" junto à essa palmeira. Apanharam e juntaram uns gravetos, acenderam o lume e já não puderam apagar o fogo que ia ardendo os pelos da palmera, pela árvore acima. Gritaram para a cozinha, onde por acaso estava o Vicente, que quando ouviu contar o que sucedia, moreno despachado que era, pegou num grande balde que tínhamos, que levava mais de vinte litros, correu pela escada acima e da varanda do segundo andar despejou a água de dois ou tres baldes pela palmeira abaixo. Eu, que contemplava em baixo, abissmado, o incêndio, ainda apanhei um duche.)
Depois do "parque da palmeira" como o meu Pai chamava àquele pequeno quintal, eu seguia por um tunel (que terminava numa porta para a "Travessa do Capote") e virava à direita, subindo uns dez degraus e entrava na cozinha da nossa casa.

domingo, 11 de setembro de 2011

Quando entrava na minha casa pela porta da frente,subia as escadas íngremes com uma meia volta a meio e chegava ao primeiro andar. Olhava para o bengaleiro para ver se lá estava o chapeu do meu pai.
Aquele bengaleiro era uma peça antiga, em madeira de mogno,com um feixe de oito bengalss, quatro viravam-se para fora, à altura da minha cintura, onde ficavam pendurados os chapeus de senhora, e outras quatro que se dobravam mais acima, em frente dos meus olhos, destinados aos chapeus de homem.
A minha Mãe,que não se importava com o lugar dos chapeus, ora colocava em cima o que trazia, ora o pendurava em baixo.
E o meu pai, aos domingos - que era o dia em que as senhoras sempre usavam chapeu para ir à missa ou "fazer uma visita"- muitas vezes, quando encontrava o chapeu da minha Mãe no alto do bengaleiro, muitas vezes chamava-nos "meninos venham cá ver o chapeu que eu comprei, eu e os meus irmãos saíamoa da sala do leão e deparavamos com o nosso Pai envergando, sorridente, o chapeu e o veu que quase sempre a minha Mãe usava.
(Chamávamos àquela sala a "sala do leão" porque tinha um tapete que era a pele completa dum leão que o meu irmão matou em Moçambique, com buraco da bala assassina e cabeça ameaçadora).
Alucinante, Uma noticia que me deram hoje: a presidência da repúblilca portuguesa tem um orçamento de dezasseis milhões de euros (3,2 milhões dos antigos contos). Entre outras despesas, há as referentes a doze assessores e vinte e quatro consultores. Caso a noticia seja verdadeira, não seria um bom exemplo reduzir esta despesa pelo menos para metade ? E uma dúvida : como se podem utilizar os serviços de tantos assessores e tantos consultores, sem que atrapalhem o senhor presidente ? Ou serão só para assessorar e consultar mês sim, mês não ?

sábado, 10 de setembro de 2011

Tivemos até Junho um primeiro ministro exemplar(há bons e maus exemplos), temos agora um primeiro ministro que esperamos seja exemplar.
E vem um comentador político apontar o dedo aos nossos patrícios referindo que estão muito ausentes da política.
Que queriam ? não era isto o que pretendiam com a constituição que temos (duzentos e muito artigos, nóe é que sabemos constituir, os americanos continuam uns igmorantes, têm uma constituição com pouco mais de vinte artigos, há mais de duzentos anos), que queriam ? com as centenas de leis que temos, algumas, segundo me confessou uma advogada, negando outras ou repetindo o contido noutras, que queriam ? com o sistema judiciario que temos, mais de um milhão de processos aguardando julgamento serenamente...
Quizeram assim, parece que estão satisfeitos.
Corrupção, que é isso? é algum remédio para a hipertensão ? é alguma
panaceia contra o mau olhado? é alguma mezinha para combater a gordura ?
Nunca ouvi falar disso em Portugal, parece-me que já vi escrito que se trata de um vício existente lá para o oriente, mas devem ser más linguas a destilar veneno.
E vem o Correio da Manhã comunicar em grandes letras que uma família conhecida,família há quinse anos bem modesta, que essa família tem a quantiazinha de 380 milhões de euros, ou sejam 76 milhões de contos na nossa moeda antiga.
Uma ninharia.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um dos diários publicou há poucos dias uma notícia : a família de um governante que cessou, por força das eleições, o seu mandato, essa família, referia a notícia em gtandes letras na primeira página, tem uma fortuna de 383 milhões de euros.
Desde o dia da publicação dessa notíoia até hoje, segui a imprensa diária, os noticiários dos diferentes canais televisivos. E nem uma referência àquela notícia dos 383 milhões de euros nas mãos de uma família, há quinze amos de posses modestas.
Cremos quw a polícia judiciária já se ocupa deste assunto.
Depois deste breve interregno (o que são vinte ouo trinta dias no tempo ?) vamos recomeçar.
E recomeço com um pouco de política.
Neste primeiro dia do congresso do PS verificamos que continuam na mesma ~ os PS antigos e modernos. A ver vamos se os do PSD e os do CDS seguem a mesma rotina: de só ver os erros, os defeitos, os percalços do adversário sem referirem o que fazem bem, sem uma referência ao que cumprem, sem uma atenuante para alguns dos erros cometidos pelos oponentes políticos.
Oxalá que o actual governo não perca tempo a responder.