Número total de visualizações de páginas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Graças a Deus

        Existe por vezes num só dia, uma estranha concatenação de acontecimentos desagradáveis. Não sei se vos sucedeu começar mal o dia, bater com o calo do dedo na quina aguda da cama quando nos levantamos, partir o copo onde pusemos a dentadura, derramar o café com leite, e por aí fora. Dizemos sempre para nós, "hoje sai tudo mal ", "hoje  é  dia de azar ", etc..E por mais cuidados que tenhamos, a toalha cai dentro da retrete, no banho só sai água fria, etc..
         Esses dias só servem para aprendermos um pouco sobre as sacanices que a vida, por vezes, nos prega.
         E nesses dias, devemos parar. E, pelo menos, pensar que há dias em que tudo nos sai bem. Quantos dias se passaram sem problemas ? Muitos !
         Já nos habituámos a não agradecer a Deus esses  bons dias,
         O que deveríamos fazer com maior frequência.

O desaparecimento do António Feio

        O actor António Feio desapareceu da vida.Sucederá o mesmo a todos os vivos. Mas vemos desaparecer alguns que ainda nos poderiam dar muito mais. Vi uma peça dele e muitas "conversas da treta" e os que o conheciam, os que o viam no palco, os que actuavam e contracenavam com ele, todos eles referem a perda para o teatro, a perda para os amigos, a perda como exemplo de ser humano.Deve haver uma razão muito forte para que desapareçam pessoas deste género. E talvez todos nós e todos os nossos antepassados tenham desaparecido por motivos semelhantes. Só Deus sabe porquê.
         Talvez que a emoção da perda contribua para nos melhorar, até merecermos a vontade de Deus.  

domingo, 25 de julho de 2010

De dentro de mim, para dentro de mim.

        Sinto-me no meio. Entre os mais e os menos. Entre o infinito para trás e o infinito para o futuro. O meu corpo nunca mais daí sairá, as minhas derradeiras cinzas aí continuarão, mesmo que a Terra daqui a uns largos milhões de anos seja tragada pelo Sol ou por outra estrela, lá continuarão. Mas a minha alma, não. Depois de aprender o que necessitava desta vida, irá para outra., talvez se derreta noutra, talvez venha habitar outro corpo neste ou noutro planeta, procurando o que não encontrou neste. Vejo-me a saborear as delícias doutra condição de vida, que me conceda melhor memória , que me deixe estar lá melhor, sem um corpo deste género, esquisito, que me arranjaram para passar este pouco tempo, um corpo sem estes aparelhos digestivos, urinários,  pulmonares, etc. que um qialquer senhor doutro universo inventou para ajudar a povoar este nosso planeta  ou para seu divertimento.Nesta altura é provável que ele me esteja observando e aplicando estas malandrices ou arrelias para observar como reagem estes seus insectos. Mas comigo deve ficar danado, marafado, abespinhado porque não inventou qualquer cena diabólica que me irrite, porque eu não me irrito seja com o que for que venha de fora. E como o que me salta de dentro, as palavras que escrevo nesta mensagem ou doutras que só as escrevo no tempo, me divertem, provavelmente quem ficará, no mínimo, preocupado, será ele, o que aliás não me importa só lhe estou agradecendo porque nisto encontro uma das melhores formas de viver.
       De dentro de mim, para dentro de mim.  .

Zó comigo. E contigo, se quizeres.

        Todo o homem que não pensa ou que não sabe pensar, necessita de divertimentos, de festas, de folclore.Se  não tem nada disto, entristece, cai no marasmo, não pensa em nada , porque é incapaz de pensar, porque não aprendeu a pensar. Todos os dias, já se me entranhou o costume, que não é um hábito : todos os dias acendo a vela e medito. Por vezes até sem a vela. No que a vida me deu, no que me está dando, no que me dará. Solto o pensamento, apanho o vento do presente, embarco na arca do futuro e vou por ali fora, pelos labirintos das combinações da experiência, do saber adquirido e do perdido na fantasia,  até que por vezes encontro uma planície verdejante, com animais selvagens, pássaros cantores, ar que vibra nas minhas velas e sempre, quase sempre o mar, mais perto, mais perto, chamando-me com o cantar das suas ondas rebentando na praia.
        Sem divertimentos, sem foguetes, sem jantaradas.
        Só comigo. E contigo, se quiseres olhar comigo, para a vela.

sábado, 24 de julho de 2010

Em Abril de 2009

         Em Abril do ano passado, vou recordar, enviei uma mensagem.Não sei se algum de vós a leu. Mas repito(e não é citação) : amar e ter saudade, só é possível se tivermos liberdade.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Começaram os sinais de mudança

         Começaram os sinais de mudança.    
         Os arautos da democracia (a deles) tomam dia a dia, medidas repudiadas há pouco tempo.
         Os tapetes começam a ser levantados, e o lixo observado começa a ser varrido.
         Calam-se os que  troçavam de certas vozes que não se calavam há bastante tempo.
         Um dia próximo começarão a dizer o mesmo, a acompanhar as vozes de que se riam. e  troçavam.    
         Na educação, na justiça, na economia.
         Volta-me a esperança de que os meus netos não tenham de andar aos tiros, nem de emigrar.

Alguns dos meus princípios

        Insistindo,propagando e usando muito da asneira, em cada momento que passa, mais difícil será atingir, aceitar e abrir os olhos à verdade. E quando chega o dia em que a reconhecem, normalmente surge a covardia da fuga sem explicações.
        A tenacidade é uma virtude se não for aplicada ao engano, à mistificação, à mentira.Deixa de ser uma virtude passa para a categoria de teimosia estúpida, e quase sempre causa danos irreparáveis.
        Aceitando que tudo se possa dizer e fazer, tal não pode nem deverá significar que se possa dizer e fazer o que prejudique outrem. A mentira repetida, poderá convencer muitos, mas termina prejudicando quase todos.
        A liberdade deve ser defendida, justificada e apoiada pela responsabilidade de quem a exige, e se serve dela. Sempre tenho respeitado e respeitarei a liberdade dos outros, desde que não me ofendam.  
        São alguns dos meus princípios.