As ideias são entes incansáveis. Põem-se sempre à frente da" bicha", desfraldando argumentos irrefutáveis. Como uma senhora milionária da minha terra que, quando tinha de esperar na "bicha" das finanças, dizia sempre, lamentando a espera: "já uma pessoa não pode ter alguma coisinha".
As ideias, são persistentes: não cessam de nos agarrar, como a lapa se agarra à rocha, não desistem de nos lançar em caminhos agradaveis ou tortuosos.
As ideias obscuras ou luminosas, reforçam a nossa experiência ou mobilizam-nos para novos caminhos. E, por vezes, vão enriquecendo a nossa amálgama de sabedoria.
As ideias, que não se resumem a uma notícia sem ideias, a uma admoestação sem motivo, a uma banalidade chata, essas, aumentam a nossa fortuna, fazem esquecer a dureza da caminhada e apreciar a frescura da primeira hora duma manhã de verão.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
-Ai filha, agorajá nem sei p'ra donde me virar, o meu lindo marido na leva nada p'ra casa, tu é q'estás na maior até podes pintar o cabel' i tudo !
- Tu sabes lá o q'é a minha vida, tenho lá dinheiro que chegue pr'ós gastos, inté já 'tou c'as raizes do cabelo brancas...
- Na t'importes compras uma bisnaga de tinta...
- Cais bisnaga cais quê, eu sei lá pintar o cabelo, despois ficava com o pescoço todo amarelo, aquele safardana do meu homem fartou-se de gozar comigo, quando eu experimentei isso, até me preguntou qual era a parede que eu tinha pintado, só faltou chamar a televisão...
- Ora s'êle conseguisse c'a televisão fosse lá à tua casa atão na era uima maravilha, dizem c'a televisão por ir à casa da princesa do Mónaco, pagou um milhão, atão ficavas governada !
- Oh filha ainda me falta gastar umas solas para ser princesa, ê cá na m'importava, se me fizessem princesa divorciava-me logo do sacana do meu Alfredo...
- Tu sabes lá o q'é a minha vida, tenho lá dinheiro que chegue pr'ós gastos, inté já 'tou c'as raizes do cabelo brancas...
- Na t'importes compras uma bisnaga de tinta...
- Cais bisnaga cais quê, eu sei lá pintar o cabelo, despois ficava com o pescoço todo amarelo, aquele safardana do meu homem fartou-se de gozar comigo, quando eu experimentei isso, até me preguntou qual era a parede que eu tinha pintado, só faltou chamar a televisão...
- Ora s'êle conseguisse c'a televisão fosse lá à tua casa atão na era uima maravilha, dizem c'a televisão por ir à casa da princesa do Mónaco, pagou um milhão, atão ficavas governada !
- Oh filha ainda me falta gastar umas solas para ser princesa, ê cá na m'importava, se me fizessem princesa divorciava-me logo do sacana do meu Alfredo...
terça-feira, 26 de julho de 2011
De vez em quiando aparece-me um anjo cá por casa. Suponho que isto passa a toda a gente. Embora muitos nem reparam nisso, embrenhados que estão com aquilo com que se compram os Porsches ou com as discussões intermináveis de reuniões com muitos senhores que, por serem muitos senhores, para nada servem porque os mais inteligentes ou com ideias mais sensatas quando podem falar, a maior parte dos outros já dorme compensando as horas perdidas na noitada anterior .
Mas ontem, apareceu-me um anjo cá por casa. Sinto-me, uma vez mais, um priveligiado, com algum remorso por não saber o que hei-de fazer para compensar esse e tantos outros privilégios. Vou tentando, talvez descubra e consiga. Se vivemos muito, terá de ser para compensar o bem que vivemos.
E não vou à reunião, vou mostrar ao anjo o mar e as rochas da minha praia.
Mas ontem, apareceu-me um anjo cá por casa. Sinto-me, uma vez mais, um priveligiado, com algum remorso por não saber o que hei-de fazer para compensar esse e tantos outros privilégios. Vou tentando, talvez descubra e consiga. Se vivemos muito, terá de ser para compensar o bem que vivemos.
E não vou à reunião, vou mostrar ao anjo o mar e as rochas da minha praia.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Mais um exemplo de outra sacanice
Os senhores leitores deste blog acaso repararam nas referências, que pareciam obrigatórias em todos os "media", ao "desvio colossal", palavras empregues numa declaração proferida pelo primeiro ministro ? E em toda a aleivosia empregue de forma mais ou manos encoberta nesses comentários ? Durante toda a semana passada, esses comentários sempre apareceramem todos os noticiáriosl. Bem explicou e tornou a explicar o senhor ministro das finanças, na Assembleia da República, que , entre essas duas palavras, o semhorprimeiro ministro havia proferido outras palavras, que os referidos comentários eliminaram restando apenas aquelas dias palavras comprometedoras: porque alarmava o pôvo, etc.. Aconteceu que na passada sexta-feira foi exibido o video filmado na reunião do conselho de ministros onde o primeiro refderia a frase completa: "verificou-se um desvio, que para ser anulado provoca um esforço colossal".
Qualquer dia um dos deputados que tanto alterou aquela frase dirá: "o senhor presidente, que não é uma pessoa corrupta, etc." E logo haverá quem diga que aquele deputado declarou: " o senhor presidente, que é uma pessoa corrupta,etc."
Até muitas vezes é sacanice retirar uma vírgula ou colocá-la noutro ponto duma frase, quanto mais o será retlirar palavras para tornar comprometedora a mesma frase.
Qualquer dia um dos deputados que tanto alterou aquela frase dirá: "o senhor presidente, que não é uma pessoa corrupta, etc." E logo haverá quem diga que aquele deputado declarou: " o senhor presidente, que é uma pessoa corrupta,etc."
Até muitas vezes é sacanice retirar uma vírgula ou colocá-la noutro ponto duma frase, quanto mais o será retlirar palavras para tornar comprometedora a mesma frase.
E depois 795 blogs anteriotes, assaltam-me algumas preocupações. Porque não gosto nem de assaltos e muitos menos de preocupações, vou tomar um duche, que os personagens das telenovelas brasileiras recomendam sempre nos fins das tardes mas que eu teimo em praticar nas manhãs, porque no duche, com a amabilidade da água, os cuidados com o escorreganço do sabonete, o desvelo obrigatório de ensabonetar bem todos os recantos do corpo, o atirar para o ralo tudo o que a água, aliada ao sabão, leva, e por fim, na aplicação criteriosa do lençol de banho, que isto de nos vestirmos molhados ainda não é moda, por tudo isto, com o banho passam-me algumas preocupações que antes me invadem.
E mesmo que não me invadam, vou tomar o duche.
Tenham uma boa semana, sorrindo, que as nossa células gostam disso.
E mesmo que não me invadam, vou tomar o duche.
Tenham uma boa semana, sorrindo, que as nossa células gostam disso.
E depois de tudo isto aparece um senhor, cheio de títulos, empregos e presunções e pespega-nos com a teoria que diz muito sua, de que a mulher e o homem percorrem durante o senhor Tempo. toda a escala animal, do protozoário ao elefante , da bactéria mais nefasta até à mulher. Lá vai argumentando no seu artigo, que de nada nos lembramos nesta vida porque a memória desaparece com a memória. Ainda bem, o que lembraríamos se recordássemos o que vivemos como mosca, como lagarto, como cocodrilo; o que nos enraiveceria todas as maldades, sofrimentos e deslealdades que sofremos na vida que passámos quando peixes, ameijoas, pássaros em gaiolas, flores arrancadas à mãe planta, insecto espezinhado com prazer pelos humanos !
E muito mais não dissa o hipócrita do articulista, o meu outro eu.
E muito mais não dissa o hipócrita do articulista, o meu outro eu.
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