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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

            Chegaram os dias frios ao Algarve, ontem e hoje, sol na rua e noites estreladas.
            Aqui no Algarve, nestes dias mais frios, lembra-me o que me dizia um amigo sobre o tempo frio em Viseu: "noite estrelada, noite nevada".
             No Algave aparece neve de vinte em vinte anos, mais ano, menos ano. A última vez que os telhados dos prédios de Portimão aparecerem brancos, cobertos de neve, numa manhâ,  foi, em 1954. Em 1974 tornou a cair um nevão na serra de Monchique, havia neve na estrada desde o lugar conhecido por porto de Lagos, a seis quilómetros de Portimão, até à Foia, o ponto mais alto daquela serra.
              A razão de se chamar "*Porto de lagos" àquela pequena localidade é de que até ao século XV havia um pequeno porto fluvial na ribeira de Oudelouca, que passa a pequena distância da povoação, esta com uma duzia de casas, e onde há a bifurcação da estrada que vem de Portimão separando-se e derivando da  estrada  para Monchique, uma outra que segue para Oudeloca e Silves.esta última com uma ponte por cima da ribeira de Oudelouca, a pequena distância.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Praia da Rocha

       Na Praia da Rocha encontram destes panoramas a cada passo.

sábado, 24 de novembro de 2012

Um turista por aqui perto

             Um turista cinquentão   ou sessentão, estacou a frente da minha janela, ao lado da palmeirinha. Vê-se que admira e goza, da careca aos pés, este sol de inverno, este tempo plácido, esta brisa muito suave, esta temperatura amena. A expressão do seu rosto parece indicar que está recebendo uma dádiva inesperada, agradável e confortante. E também alguma surpresa por esta oferta da natureza que representa uma retribuição valiosa do que pagou pela viagem e estadia turística. Vai levar recordações agradáveis da sua passagem por aqui pensando que alguns dos seus amigos continuam no seu país envoltos no manto agreste do clima invernosos que por lá grassa.
               Quantos dos meus conterrâneos vizinhos não reparam, sequer durante um segundo, neste maravilhoso clima algarvio.
               Têm-no todos os dias e não pagaram um centimo para o ter.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Quem dá a Deus

                  Diz um sovina e avarento, quando um pobre lhe pede uma esmola:
                      - Eu já dou à igreja, quem empresta a Deus dá aos pobres.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

               Nada escreo, continuo com o meu livro.
               En tretenham-se, se quizerem, lendo ou relendo o meu livreo "Sonho de sorte" que publquei no princípio do ano neste blog.

domingo, 18 de novembro de 2012

Memórias dum livro (ou outro título a imaginar)

            Vou suspender até daqui a alguns meses a escrita deste livro. Fica o esqueleto para retomar esse trabalho após findar o " Doze anos de vida em Angola" , de que já resumi parte do primeiro ano, em tres mensagens há uns meses atrás, neste blog.

Memórias dum livro - 2


                                                                   I

                   Artur Caetano abrandou o passo ao constatar, pelo relógio de pulso, que ainda tinha meia hora antes do início da reunão com os outros directores da empresa onde trabalhava há doze anos.. Agradou-lhe entrar na livraria por onde passava com frequência antes de chegar ao emprego. Na montra, foi atraido pelo título dum livro - o livro cujas memórias se irão relatar nestas folhas.
                    Amando a lilteratura desde que aprendera a ler, por vezes preguntava-se donde viria o seu gosto de ler, sera genético, ambos os seus pais haviam acumulado uma forta biblioteca, adquirindo muito de inúmeros autores clássicos, desde os gregos até aos mais modernos, incluindo diversos best-sellers policiais. Participava de dois grupos de leiltores, assinava tres, por vezes mais revistas literárias, e preenchia duas vezes por semana, duas colunas em jormais diários da capital.
                     Sempre que entrava naquela livraria, folheava diversos livros, lia uma ou dúas páginas ao acaso para formar algum juizo sobre a obra, evitava ler a primeira página fiel ao princípio de que qualquer autor, com raras excepções, se esmera quanto pode quando inicia um romance ou uma novela. A sua longa experiência na aquisição de llivros demosntrára e havia-lhe inculcado a decisão de pouca importância dar volume ou ao peso - há clientes das livrarias que compram a peso, como se estivessem a comprar batatas ou grão - e menos iimportância dava ao brilho da capa - a tampa duma caixa  nada significa nem representa a qualidade do que está dentro. E não raro comprara mais de um clássico em edição de bolso,
                        Mas o titulo do livro que agora folheava"Memórias dum livro" e  que antes lhe despertara a atenção quando o vira na montra, parecera-lhe original. Após a leitura dumas duas ou tres dezenas de linhas, sentiu o mesmo que antes sentira com difersas obras literárias que adquirira: tinha vontade de continuar lendo, atraía-lhe o enredo e a constatação do interesse em não largar o livro era imperante.
                         Certificando-se pelo relógio da loja que a reunião na empresa começaria dentro de poucos minutos, pagou o livro e saíu quase a correr.
/continua numa das próximas mensagens)