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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dizer a verdade aos seus

Quando aparecerá uma geração de políticos que pretenda dizer a verdade ao povo do seu país? Numa família que sucede se o chefe da família esconde a verdade? Se aumenta as dívidas para valores que levarão dezenas de anos a pagar, se se desculpa com circunstâncias externas, se afirma que a situação está boa, mas se continua a impor sacrifícios, mais sacrifícios, enquanto ele próprio enverga,  boa roupa, frequenta os melhores restaurantes, desloca-se em carro de luxo?
Que sucederá? 

domingo, 28 de setembro de 2014

Eleição dentro dum partido

Assistimos nos últimos dois ou três meses à maior operação de propaganda e " marketing" político. O tempo de antena, as folhas de todos os periódicos e semanários, das rádios, ocupados com esse assunto - a escolha dum dos candidatos dum partido político para ser o  candidato nas próximas eleições legislativas, ao lugar de primeiro ministro - foi imenso, talvez maior que  qualquer das eleições anteriores a que concorreram todos os partidos políticos
Um dos candidatos, eleito entre os camaradas do partido, em conjunto com os  simpatizantes que se inscreverem para dar o seu voto, venceu com maioria absoluta, cerca de dois terços dos votos.
Entretanto, os problemas que assolam o nosso país foram quase totalmente esquecidos, E nas entrevistas e nos debates em que entraram  aqueles dois senhores, propostas concretas para o "deficit", para o desemprego, para a saúde, para a educação, não foram sequer referidos, por qualquer dos dois intervenientes.
Um deles, o que perdeu a eleição, de falar sereno, pausado, sem demagogia, dizendo-se o candidato da mudança, da inovação, da gente nova. O outro, o que ganhou, preparando-se de forma deficiente para os debates, mas usando e abusando do falar alto. contundente e demagógico, e tendo o apoio dos bonzos do partido, seguindo a mesma cartilha antiga  e igualmente sem propostas concretas
Estou convencido que o que ganhou dificilmente vencerá a próxima eleição legislava..
Veremos.

sábado, 27 de setembro de 2014

Vou

Vou passando pela vida
E contemplo
Vou atingindo o futuro
E continuo
Vou ouvindo a tua voz
E encanto-me
Vou lendo a tua carta
E sorrio
Vou, caminhando
E sempre, sempre contigo.

Mensagens

No meu vício(ou virtude? Ou defeito?)de. quando abro o meu blogue, ver o "blogue seguinte", de parei hoje com mais um preguiçoso que desde 12 de Novembro não cria nem nos contempla com nova mensagem. Mas reparei agora, lendo esse blogue, que o seu autor iria casar-se dois dias depois. Que me desculpe, teve toda a razão para não se lembrar do blogue nesse dia.
Dois dias antes de me casar nem me passaria pela cabeça escrever e enviar qualquer mensagem por  qualquer meio à nossa disposição - nesse tempo, há mais de sessenta e dois anos - a Google estava no universo dos impossíveis, ainda se escreviam cartas, se trocavam mensagens de amor, de traição, de críticas ou de simples amizade, pelo meio mais comezinho do correio e dos carteiros.
Mas era muito menos complicado conservar as mensagens que se recebiam: bastava sermos possuidores duma gaveta e duma caixinha que se metia na gaveta, dum móvel da nossa casa e que permitia recordar as mensagens recebidas mediante simples passos dentro de casa. Só um incêndio poderia destrui-las, só um imenso desleixo poderia esquece-las, só grande perda da memória pessoal ou da família, poderia abandona-las.
Agora a memória do computador, duma "pen" ou dum gravador presta-nos serviço idêntico. Com algumas desvantagens: o computador, as "pen" e os gravadores avariam ou passam de moda, trocam-se por coisa mais moderna onde esquecemos de colocar o espólio da memória antiga, etc. haverão diversos fatores que poderão contribuir para que as mensagens se percam, a idade por vezes prega-nos dessas partidas, enquanto que a gaveta sempre aguarda pacientemente a nossa visita ao espólio que contem.
Os computadores trouxeram-nos imensas vantagens sobra a antiga tecnologia mas, tal como as gavetas, também ardem com os incêndios. E, nesse caso, poluem muito mais a atmosfera.
E mais: uma gaveta, sempre dura mais que um computador. Hoje a evolução da tecnologia em poucos meses se torna obsoleto qualquer dessas máquinas que adquirimos. Que, pouco tempo após a sua aquisição é destruída, os seus materiais pouco ou nada reciclados,  a sua destruição poluindo muito mais que a  destruição dum pedaço de madeira ou de papel.
Isto tudo para escrever sobre um dos meus vícios. Não restam dúvidas que sempre tentamos esquece-los.

Reflexos ou reflexões - 4 -

- Nunca me sento á mesa do orçamento. Não gosto do cozinheiro, é pouco higiénico..
- Jamais pensamos na prudência quando estamos na casa de banho, Ou quando o amor nos assalta.
- Para perdermos a virtude, a saúde, o dinheiro é preciso que os possuamos. Para perdermos a vaidade, a ambição, a crueldade basta que sintamos saudade.
- As discussões inúteis com frequência levam muita gente ao cemitério.
- Quem quer descansar, deve merece-lo.
- Falando muito, pouco se escuta.
- Pisando, lembra-te quando te pisaram.
- Não peças desculpa. Compensa.
- Se pedes emprestado lembra-te o que sentiste quando te pediram emprestado.
- Respeita o Sol mas não te aproximes muito.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Vivemos tempos de preocupações, de incertezas, de egoísmos. De preocupações, como sempre, de incertezas pelo como governamos o país, de egoísmos, por não nos lembrarmos dos que nos seguirão, das nossas descendentes e dos descendentes dos nossos amigos.
As preocupações são conhecidas e sentidas por todos. Do emprego, da saúde, do ensino.
As incertezas só não assaltam os pobres de espírito.
Os egoísmos, o principal dos quais é a insensibilidade pela poluição, pela distribuição da massa verde no planeta, pelo aumento da pobreza.
Li algures, não sei, não me lembro se o que li tem fundamento sério: que a produção de oxigénio, pela massa verde do planeta, por outras fontes menos importantes, que essa produção é inferior ao consumo. Se não houver, no futuro próximo uma severa restrição, qualquer dia sentiremos a falta de oxigénio, no ar, para respirarmos. E o que é igualmente grave, será cada dia mais difícil repor o equilíbrio antes existente. A massa verde da Terra, tem diminuído de modo assustador, pelo corte sem reposição, da floresta e de toda a cobertura vegetal do planeta onde vivemos. E o consumo pelos transportes terrestres, marítimo e aéreo, aumenta ano a ano de forma preocupante. Basta lembrar que um avião transportando trezentos a quatrocentos passageiros, gasta de Londres a NovaYork cerca de trinta toneladas de oxigénio. E andam de permanentemente cinco a seis mil aviões de transporte de mercadorias e passageiros sulcando a atmosfera terrestre. E andam sulcando os mares centenas de navios de transporte de mercadorias e passageiros, e andam durante o dia, algumas centenas de milhões de automóveis, autocarros," camions" de transporte de mercadorias e outros veículos poluidores da atmostera.
Contra essa poluição vemos surgirem pequenas tentativas de mudança, combatidas com imensa ferocidade.
Assuntos que requerem mais atenção.

Arrependimento

Ontem fiz gazeta. Antes de adormecer, critiquei-me pelo esquecimento imperdoavel, por essa preguiça inusitada, por tal desleixo imperdoável. Como tenho mau caracter esta ausência de modéstia conduz-me a confissões preocupantes, a relatos esdrúxulos, a conclusões inesperadas. Resultado: adormeci. E agora, que acordei, vou passar à mensagem de hoje.
Não são trabalhos de casa, são satisfações diárias, uns desperdícios de perder.