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domingo, 30 de novembro de 2014

Choveu tanto que a minha sombra ainda anda de guarda-chuva.

sábado, 29 de novembro de 2014

Oportunidades

Aceito que a vida me dê algumas oportunidades
Não pretendo que sejam do género de desejos ao Aladino
De vida eterna, dos tesouros dos quarenta ladrões
Ou de sacos de pérolas, barras de ouro, diamantes
Todas essas coisas são ilusões, são desencontros,
Com a felicidade, com a sabedoria, com a alegria,
Que não permitem muitas vezes repararmos
No que nos rodeia, no bom à nossa volta, nos que nos amam






 Pretendo que a vida me dê  mais algumas oportunidades
Sentir uns silêncios  vagarosos que me deixem meditar
Ver um  bando de condores que me convidem a voar,
Surgir um cavalo lusitano que me deixe galopar
Dar-me força, saúde, leveza para entrar no mar
Tirar a tampa e penetrar  num jarro azul cheio de rosas
Meter-me sozinho naquele barco à vela a, navegar.
E encontrar-te de novo aqui, pela primeira vez.
                                   

Uma frase célebre

Não sei de quem é a frase proferida por pelo juiz Carlos Alexandre, numa recente entrevista: "quando o dinheiro fala a verdade cala-se".
Calar a verdade é um atentado à liberdade, ou não?
Então ? Nada se deve concluir sobre o dinheiro?
Sobre o dinheiro, começa a esboçar-se a verdade. Poucos passos faltam para começar a ser discutido !
Não tarda quem me acompanhe nesta cruzada ! (Sobre o dinheiro, claro)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Se tenho falta de desejos, olho para o mar
Se hoje pouco pensei, mergulho no mar
Quando me abalam os sentimentos, sinto o mar
Quando estou ao pé de ti, saio do mar


E seco as lágrimas
Apago as dúvidas
Derreto as algemas
Abro  mil laços

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Abandonando

Encontro aqui, quando escrevo, de vez em quando,
Algumas palavras organizadas nalguns versos
Palavras que me surgem alinhadas pela rima
Ou desalinhadas por uma outra inspiração.
Mas com a riqueza que me dita o coração,
Sem a beleza, grandiloquência, a elevação
De palavras duras, raras, caras, cheias de esdrúxulo
Só entendidas pelos académicos, pelos mais sábios,
Pelos que mais se enfronham nos dicionários,
Pelos que mais apreciam a retórica e coisas quejandas
Pelos adoradores dos discursos etéreos, fascinantes,
Pelos amantes das coleções, do "bric a brac", das citações
Abandonando a vida que lhes resta bem viver    

Visita exemplar

Um sujeito viajando confortavelmente num carro topo de gama pertencente ao nosso pais, com segurança paga pelo nosso país, fora do horário estabelecido consegue visitar numa prisão,  outro sujeito. Uma senhora, chegando a pé pouco depois, à mesma prisão, não obtém autorização para visitar um preso.
Variante exemplar desta democracia.
Não interessa a identidade dos personagens, o que interessa é pensar se factos semelhantes são bons e recomendáveis para Portugal.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A vida é curta

Não me importa o que vai acontecer àquele fulano, referido por tudo o que é imprensa, radio e televisão. A sério, pouco me importa. O que me importa é que o nosso país não sofra as consequências do que faz um qualquer sujeito, seja varredor, seja vigarista, seja outro qualquer artista, seja domador de pulgas, fotógrafo ou primeiro ministro. Que, como é natural pode ser amado, criticado, feroz ou meigo. Mas o que me interessa, é que não prejudique ou tenha prejudicado o nosso país, a nossa gente, o nosso meio. Como não me interessa o que faz qualquer individuo da nossa sociedade, desde que não prejudique ninguém, nem a sociedade, nem o país. Se procede mal, existem os tribunais e os juízes(não os juristas), para o condenar ou, se possível, para o emendar.
A vida é curta, curta a memória dos homens, e sem proveito todas as preocupações.