Número total de visualizações de páginas

sábado, 8 de novembro de 2014

Na crise

Perante uma crise, das nossas relações, da nossa economia, da nossa situação, que podemos fazer? Que nada podemos contra, que é o destino, azares circunstanciais, que vamos de mal a pior, que sabíamos que isto ia acontecer, etc.? Ou devemos antes pensar que é um problema ou conjunto de problemas que devemos analisar, procurar soluções, resolver? Procurar quem possamos consultar, procurar alguém que tenha resolvido com êxito problemas semelhantes, ainda, buscar no mais fundo, entro de nós, as soluções?
Desde os primeiros anos de vida que a mulher e o homem defrontam problemas, situações que lhes parecem difíceis, encravanços na vida. E quanto mais novos somos mais fácil nos parece a resolução, menos importância damos às dificuldades, com mais rapidez encontramos as soluções. E, se não conseguimos, procuramos ajudas - se ainda não temos complexos de vergonha, de inferioridade ou outros - ou levamos os  problemas  aonde os  possamos resolver.
E é então quando somos jovens que o nosso caracter se afina, se firma e se define em qualidades  que se manterão pela vida fora.
Porque trouxe este tema para o blog? Os leitores têm inteligência suficiente para descobrir a resposta.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Chegaram os tempos

Chegou o tempo de não me entreter com algumas coisas fúteis:


Parar o despertador
Vigiar a caldeirada
Pensar na morte daquela bezerra
Procurar donde vem o sueste
Consultar uma mansidão
Reparar num cumulo-nimbo
Voltar-me do avesso
Afofar o travesseiro
Dizer que não à maldita
Discutir com quem não aparece
Vibrar com a tua beleza
De pé ficar sentado
Construir uma ilusão
Desprezar qualquer tormento




Chegou o tempo de regressar ao que é mais importante:
Voltar a ter, de ti,  saudade.

Enquanto

        Enquanto aguardo o almoço, vou enganando a fome surripiando pensamentos ao meu bestunto, divagando sobre as subtilezas do destino como as ligadas ao apetite, entrelaçadas com as desditas que a crise insiste em perturbar-me através dos comentários pessimistas de muitos conceituados jornalistas. Enquanto já não aguardo, agora que comi parte dum belo empadão de salmão que a minha filha apresentou, a nossa mesa, filha que liga os seus dotes de professora catedrática de flamenco à bela imaginação de soberbos cozinhados, adquiridos prontos a ir ao forno esclarecedor das suas virtudes culinárias. Após a solene e não dolorosa digestão, aqui apresento o fraco resultado dos meus pensamentos, pouco prenhes de ideias sublimes, ricas,elevadas e ainda menos merecedoras de encómios, elogios ou manifestações de agrado.
          Mas enfim, deu-me pr'áqui, menos mal que não me deu para outra coisa mais irritante, desagradável ou ofensiva para os olhos dos que se dignaram e talvez se arrependeram de dar o passo de passar a vista sobre esta mensagem.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Quanto irá demorar

Um artigo de ontem do "Público" intitulava-se "Emissões de CO2 têm de parar já, dizem cientistas".
Acompanhem a imprensa e verão quanto irá demorar o "já".

Insisto, não desisto

               Lembro aos distintos visitantes do meu blog: continuo esperando as vossas críticas. Espero que não se defendam com a atitude dum distinto comentador político-económico da TV7( que eu muito aprecio embora lamentando que não exponha qualquer argumento, dúvida, discordância sobre a alternativa que defendo para substituir o atual sistema monetário), que no seu programa declarou que a minha alternativa - acabar com o dinheiro - não merecia qualquer atenção no seu espaço televisivo. Julgo que também a mim se referia quando declarou, após responder a alguns comentários dos telespectadores, que a outros comentários não respondia porque eram irrespondíveis, lunáticos irrealistas, etc..
              Essa também é uma opinião. Mas que, em minha opinião, mais não representa que apenas um certo grau de incomodidade de quem a propaga e publica
              Penso que no século dezanove, quando se levantou o problema da escravatura, quando surgiram as primeiras vozes contra esse mal da humanidade, quando os americanos lançaram ideias livres sobre o assunto e até as defenderam com uma guerra civil que lhes custou muitos milhares de mortos, nessa época também existiam distintos cavalheiros que declaravam tal assunto indigno das suas preocupações, sem valor para o futuro do seu país, não merecedor de atenção ou discussão. E hoje, digam-me cá: o dinheiro não contribui de forma sorrateira, silenciosa, permanente para a escravatura de muitas mulheres e homens?
              Tal como a escravatura, talvez o dinheiro também provoque uma guerra, essa não limitada a um país mas assolando a muitos. Há indícios, rumores,  provocações, nesse sentido. O que impede que os Estados Unidos e a China, discutam, estabeleçam acordos, aliem-se num projeto e numa ação que vise diminuir as ameaças que dia a dia mais se adensam sobre as modificações climáticas que poderão alterar o equilíbrio em que vivemos no único planeta que temos para habitar? O que impede tal acordo é a riqueza que esses países disfrutam e a ambição que muitos outros têm, de aumentar as suas.
               Só no dia em que a mulher e o homem compreendam, concordem e aceitem que no atual sistema monetário, caminhamos para o abismo e se decidam a pensar numa forma diferente de viver, só então poderemos sossegar, começar a agradecer. Um modo diferente de viver, que nos situe em condições de sermos alheios ao dinheiro, dependamos apenas  dos nossos méritos  e aproveitemos os recursos naturais para vivermos, alimentando os nossos corpos sem pobreza e os nossos espíritos sem qualquer espécie de relutância ou de escravatura.
                Há muito a conversar, dialogar, discutir sobre isto. Não será mais importante essa discussão do que o orçamento, o "deficit", a culpa deste ou daquele capitalista, o administrador que não sabe porque é administrador, a Tôrre e Espada no peito daquele cavalheiro que trabalhou muito e engordou tanto?   

domingo, 2 de novembro de 2014

Insatisfações

                Sempre que me encontro insatisfeito, medito. Procuro ver a origem da insatisfação, o que a provocou o que a alimenta, o que a faz progredir. Encontro e analiso de seguida as soluções encontradas. E que dificuldades apresentam, as impeçam, as possam anular. Lembro-me da vela, que se mantem se tiver alimento, que se apaga se um fator estranho a  atinge. Mas que sempre nos retribui com a luz.
               Mas primeiro, que a insatisfação não me ofusque nem me tire o juízo, não me impeça o discernimento, não me perturbe a razão. Até no meio do fogo além do calor se deve sentir o espírito, o instinto livra-nos dos primeiros perigos mas só a tranquilidade nos permite usar a razão, iniciar o raciocínio tomar a decisão mais justa e apropriada e sair incólume. E há caminhos da mente, entre eles algumas insatisfações, que nos levam ao fogo de maus passos na vida.

sábado, 1 de novembro de 2014

Meditar

Uma pessoa amiga perguntou-me:
         - Diz-me cá, quantos anos queres viver mais?
         - Olha, isso não posso dizer-te. O que quero é viver o dia de amanhã tão bem como estou vivendo o dia da hoje!
         - Mas, o que fazer para viver tão bem de saúde, como vives?
         - Não é segredo, sigo o que recomendam as últimas investigações. Todos os dias medito meia hora.
         - Tretas. Os indianos fazem muito  yoga, meditam muito e não vivem mais do que nós. Mas  a que investigações te referes.
         - À investigação neste momento muito avançada e relativa à longevidade das células. Está provado que a longevidade das células humanas depende do desgaste maior ou menor do topo dos cromossomas. E provaram que a meditação diminui esse desgaste.
       Essa pessoa amiga  continua de boa saúde.