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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Aproveitando os recusros naturais

Pensem que estão numa ilha, sem poder comunicar com alguém e que tenham uma mala carregada de ouro e outra de dinheiro. Estão ali sem mais ninguém e apenas tem os recursos naturais: frutos, vegetais, peixe, marisco. Para que vos serve o ouro e o dinheiro? Não será possível, fora da ilha, viver igualmente apenas com os recursos naturais do planeta? Será difícil discutir isto? Pensemos que os recursos naturais chegariam para todos, que não haveria fome nem pobreza.
Existe uma comunidade em Venus, cidade da Florida, onde está em curso essa experiência.

domingo, 4 de janeiro de 2015

O que mais me interessa

O que mais me interessa são as coisas desinteressantes,
Desinteressantes para quase toda a gente
Como o oscilar duma folha da minha amiga palmeira
Como o intervalo entre as gotas da chuva
O que lá está, se serão os meus pensamentos ou os teus ódios
Porque a vida dos humanos deve ser uma coisa interessante
Para qualquer ser imenso daqueles que nos observam
E que por ser tão imensos não conseguimos vê-los.


Uma folha daquele hibiscos é um mundo vivo
Uma folha duma araucaria tem vida intensa
São mundos diferentes, noutra dimensão
Que ali estão sem nos perturbar,  sem nos ofender
Só o homem, muito menos a mulher,
Encontra prazer em ferir, decepar, matar,
Outros seres que aqui estão no nosso planeta,
Com o mesmo direito de aqui estar, que todos temos


Mas o criador de todos os universos
Decerto teve esta ideia das vidas diferentes
De todos os seres que aqui connosco colocou
Conjugada com a ideia de climas diferentes  
Dos que decidiu para outras estrelas e planetas
Não sei se terá chegado a algumas conclusões
Porque os milhões de anos para ele, dono do tempo,
São segundos pelo relógio do seu tempo  


Todavia, estou dia a  dia possuído de mais curiosidade
Por essas tais de grandes, divinas conclusões
Que provavelmente serão apenas confirmações
Do que sempre soube, sem necessidade de mais saber
Mas entre tudo o que ele criou em todos os universos
Entre as naturezas que implantou nas galáxias
Admiro-me que continue com toda a serenidade
A ver o filme que o ser humano aqui tem inscrito.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Tristezas

          A tristeza que por vezes nos ataca tem muitas causas. Algumas remotas, que se conservam à beira da revelação no subconsciente, outras presentes. Os ataques de tristeza imediata, se nos afectam, resultam porque não temos defesas suficientes, em ordem, presentes também no subconsciente. Defesas que provêm da experiência, do raciocínio, da sabedoria de cada um. E até da maldade ou da bondade de todos, mesmo que aquela provenha de alguns que sejam amigos ou familiares. E da resolução formada e tomada de não ceder ao impulso momentâneo, quase senão sempre insensato. Resolução bem assente, bem definida bem encastrada na mente, Tão firme como o amor pela pessoa amada, tão intensa como o valor da liberdade, tão forte como o desejo de justiça.
        Dessa forma de encarar a tristeza resulta que é fácil substitui-la. Dando lugar, pouco depois, à sensatez, à constância do gosto de viver, a pensamentos menos sombrios.
         Tristezas assumidas e em permanência, atraem  mais tristezas. E, como diz o povo, não pagam dívidas.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Assim somos, os humanos

            Quando eu tinha sete anos, derramou-se o açucar em ponto que estava numa panela. Ainda tenho, muito ténues, as cicatrizes, nas duas pernas. Nunca pensei que fosse o azar, maldição, praga que me rogassem. Não. Sempre pensei que a culpa foi da minha  inexperiência, jamais sequer pensei em atribuir as culpas a qualquer das pessoas que assistiram ou não assistiram, a esse episódio da minha vida.
             Durante a vida tenho reparado na tendência de muita gente para culpar outra pessoa do mal que lhe acontece, em atribuir à pouca sorte algum infortúnio, perdoar e esquecer a culpa própria dum sucesso infeliz que lhe aconteceu, atenuar o defeito que manifestou e que lhe trouxe consequências desagradáveis, esquecer os antecedentes em que se envolveu e que resultaram mal. Os culpados são sempre os outros, os defeitos são sempre dos outros, os problemas vêm sempre dos outros. E  o que observo sempre é que tais indivíduos revelam, nas suas atitudes perante os outros, na sua reacção diante da adversidade, na decisão que tomam ou nas palavras que proferem, revelam um egoísmo indiferente, constante e frio .
             Mas não me perturbo, penso sempre que a natureza humana até conduz por vezes, as pessoas mais bondosas a actos menos dignos, sempre penso que o que conservamos de animal inexperiente resulta por vezes  inesperadamente em actos irreflectidos, por defeitos da nossa formação. É o que comentamos quase sempre dizendo "perdeu a cabeça". Porém, o que importa é a atitude que enverga a seguir a esse momento de insensatez.
            Quando matamos uma mosca pensamos que ela estava ali talvez por nossa culpa? Que uma mosca incómoda poderá ali estar a voar com alguma utilidade ? (*) Que tudo o que existe na Terra tem o mesmo Criador ?
* - Descobriu-se que o esvoaçar duma mosca, em zig-zag, representa o movimento da mosca alimentando-se da poeira. E que só aparecem moscas quando nas proximidades existem condições para o seu nascimento.

Sobre o dinheiro - continuamos com esta saga




  1.  


























































































     


  2.  E continuamos subjugados ao dinheiro, a este sistema monetário, aos bancos. O que cada um faz e realiza só se traduz em dinheiro, em moedas e em papel de notas, continuam a avaliar os homens e as mulheres em notas e moedas, nada mais, depois da realização o que interessa considerar é o que vale no metal das moedas no papel das notas, mais ou menos difícil de copiar. Quando um espertalhão ou chico esperto descobre a maneira de fabr...icar nota falsa até esse contribui para maior pobreza, pela inflação que ocasiona. Houve há tempos, notícia de um homem que conseguiu fabricar uma nota de mil libras em cada ano. Não sei se ainda é vivo mas deve-se-lhe tirar o chapéu, não só pela habilidade como pela contenção manifestada - contenrava-se com uma nota por ano. Mas no fim de contas, se bem analisamos o sistema monetário a que estamos sujeitos,, a falsificação de notas e moedas não deveria ser condenada: tal como o rei lítio que inventou a moeda para explorar grátis os seus súbditos, pelas mesmas razões os estados que usam moeda e notas no seu sistema monetário não deveriam condenar os falsificadores, esses estados estão sempre a explorar o povo, principalmente os mais necessitados, pelas mesmas razões que o tal rei dos lítios. deveria ser condenado Essa exploração, agora pela união europeia através do seu banco central, traduz-se no empobrecimento dos estados mais pobres, nas crises que se verificam periodicamente, na austeridade que são impostas a esses países, nas restrições a que os submetem, etc..
    Até quando? Quando será que o mérito substitui o sistema monetário, terminando a exploração dos mais necessitados, a corrupção, as loucuras de quem governa e decide sobre o actual sistema monetário ?
    E não me venham com a cantilena de que tal não é possível. É, e o primeiro país que o adopte ficará na história.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Suavisa esse rosto

Tira as rugas da cara que miras, abre-lhe os olhos na tua mente, desaperta-lhe os lábios, humedece-os com a tua boca esquecendo o passado, inclina a cabeça desafiando o futuro e deita-te ao lado aguardando ansioso pela saudade.
E volta, volta ao teu espírito, não lamentes o tempo perdido

Este primeiro dia do 2015

           Há um silêncio invulgar, lá fora, na cidade, cortado a espaços por música rápida que parece cantiga de ventos breves enquanto o sol dardeja nos prédios, na rua, na minha amiga palmeira, tudo parecendo agradecer o seu calor, a luz que essa estrela nos oferece. Pelo meio desses sons vai a minha mente colhendo imagens, sons, reverberações, sinfonia da natureza pelo meio da aventura em que me embrenho. Não aparecem pássaros, nem sequer as gaivotas, paralisadas pelo frio, pouco atraídas pelo mar, pela praia, pelas rochas. Parece que o tempo se abre, que descobre os seus segredos, não fora os sons extemporâneos de algumas viaturas, sons que quebram esta placidez do primeiro dia do ano. Simplesmente diferente de todos os passados, sente-se que quer ser diferente de todos os futuros, dando-nos um presente que não parece querer ser passado nem vir do futuro.
           Esta manhã tão curiosa do primeiro dia de 2015 !