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sábado, 12 de janeiro de 2019

Corrupção

Pelo que vemos parece que existe uma tendência forte no sentido de tomarmos a corrupção, a incompetência, a venalidade, as habilidadezinhas encobridoras da realidade e as respostas hiperbólicas que sã0 tudo menos respostas concretas, como ´privilégios devidos aos que foram eleitos e que manifestam uma altiva sobranceria aos que se atrevem a criticar tais processos, a levantar dúvidas inerentes ou a solicitar alterações profícuas na condução dos negócios do Estaso.
A boa reputação dos estadistas, a eliminação das demoras na justiça, uma escolha mais correcta dos representantes do povo deveria ser parte integrante da constituição a ser seguida pelos governantes e expressa em termos bem definidos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Hoje é dia de reis
Hoje é dia de não sei quê. Um dia para mim tão importante como os outros por onde passei e espero que não tão bons como os que por cá virão.
O homem das cavernas saía para a caça, a mulher ficava na caserna explorando a região á sua volta, colhendo sementes frutos e plantas, começando a praticar as artes da horticultura e , mais tarde,da agricultura.
Das cavernas a mulher e o homem passou a constituir agregados populacionais cada ano mais populosos, começando a eleger chefes e reis, e a nobreza dos mais ricos que dominavam mais e mais agricultores e caçadores, daí advindo o sistema feudal, a maior parte da população dedicando-se à agricultura. Um rei inventou a maneira de explorar os seus súbditos através do dinheiro.
E foi só no século dezanove que surgiu a industria que foi minando as monarquias e substirundo-as por sistemas mais democráticos de governação, introduzindo inúmeras descobertas como a máquina a vapor, os motores de combustão, a electricidade etc..
E neste século vinte e um, a informática, a inteligência artificial, a internet entre outras, são ferramentas que vão modificando a vida da sociedade humana alterando por completo as ambições e as formas de vida.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Dia de reis
Ele é um dia de tradições, o bolo de reis que já se comprava desde Novembro passado, com a fava, com um presente surpresa, ele é os reis magos-Melchior, Gaspar e Baltazar, ele são as prendas para os miúdos, em Espanha, celebrando depois de "el dia del niño", o desarmar dos presépios, dos festões, das árvores de Natal. doutros enfeites natalícios, continuação das comezainas nas casas mais abastadas, um simples almoço do dia de reis nas mais remediadas, uns resos de sandes colhidas num contentor ou num saco que atirado daquela vivenda bem iluminada ou da janela do segundo esquerdo0, para os mais pobres e mais necessitados.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Sobre Deus
Quando Nietzsche escreveu "Deus está morto", o que ele quis dizer, como disse depois, foi que Deus, no ocidente passou a ser uma ideia abstracta, em que uns creem e outros não.
Na idade media não havia outra fonte de autoridade moral, política e estética além de Deus. Deus representava tudo o que era bom, belo e artístico e tudo provinha de Deus e o mal era sempre ameaçado com o castigo celeste.
No presente é muito mais fácil não acreditar em Deus porque nenhum castigo provem daí. Posso adoptar diferentes atitudes perante a beleza, perante as imperfeições, perante o pecado, que o mundo não me castigará.
Fica-nos o sentimento livre para crermos ou não crermos no poder universal que desde há muito se chama Deus.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Mas,agora
Mas agora, sobre todos os ensinamentos psicológicos que os professores podem oferecer aos alunos, prepondera basicamente o humanismo. A moderna educação nas escolas parece estar a inclinar-se para mais atenção ao aluno no sentido de lhe despertar o hábito de pensar por si, pela sua cabeça, envolvendo pelo seu raciocínio, análise e ponderação próprias tudo o que o professor vai expondo, apresentando sem timidez nem medo, as suas dúvidas e insistindo com a possível delicadeza no esclarecimento do que ouve ou vê exposto.
Aos mestres e professores bem conscientes da sua missão de ensinar, compete nunca negar os esclarecimentos pedidos, nunca fugir às respostas perante as perguntas que os alunos apresentam. Quando fui professor, da escola comercial e industrial de Silves, um dia quando se iniciava um novo ano escolar, o director da escola pediu-me que regesse a cadeira de electricidade do quarto ano do curso de electricidade daquela escola. Eu apenas sabia, de electricidade, o que aprendera no liceu, bastante menos que sabiam os alunos daquela turma. O que comuniquei ao director, que insistiu comigo, dezendo-me que seguisse o livro da cadeira. Perante os alunos finalistas do curso - que naquela escola industrial era unm bom curso quer na teoria quer na prática, perante aqueles vinte matulões, resolvi jogar franco. E na primeira aula declarei aos alunos, com toda a franqueza, que me haviam nomeado professor de electricidade porque não havia outro professor para preencher o lugar, dizendo-lhes também que esperava a ajuda deles para me acompanharem nas lições que eu daria na aula, seguindo o texto do livro adoptado. E nâo tive problemas, nem de disciplina, nem de insucessos nos testes e nos resultados. Apliquei então o processo talvez inovador, talvez original na época, de discutir e elaborar com os alunos, as matérias a dar nas aulas e as perguntas a apresentar nos testes. E, podem crer, foi um sucesso.
Mais das minhas
Tomei-lhe o gosto de embandeirar em reta.
Eu sigo sempre para onde os pés me levam, respeitando que a minha sombra tem de descansar de noite.
Quando vejo uma poltrona penso que o maduro que inventou tal nome para uma coisa onde nos refastelamos não reparou que a esse nome de poltrona vem da crença antiga de que os poltrões ficavam sempre sentados, não lutando nem combatendo os inimigos na sua casa, na sua terra, na sua pátria.
Nada custa escrever - a quem escreve por gosto. Basta seguir o espírito, obedecer à razão sobre o que desconhecemos, alimentar a imaginação, provocar a criatividade e defender-se da fantasia.
Cuidados com a alimentação, não ingerindo qualquer coisa só conhecida pela propaganda. Lembrando que o leão não papa vitaminas, o elefante despreza a carne e o golfinho só come peixe.
Ridículo : vamos depressa, a cem à hora, para estar em Florença uma hora
Quando não tenho biombo escondo-me atrás da minha sombra.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Utopia?
O poder deveria continuar a governar o país mercê duma administração dirigida por indivíduos com a devida formação e não apenas porque possuem o cartão partidário e a benevolência do chefe partidário. Sairíamos assim do atoleiro em que nos encontramos e sem saída se a administração não for ocupada por profissionais que traçaram a política por uma soma de conhecimentos que os leva a evitar a indecência, a venalidade e a corrupção actuais - em muitos governos onde a escolha dos candidatos a deputados, vereadores e administradores diversos é feita "a dedo" ou pelo simples facto de ser familiar.
Infelizmente vemos que a incompetência, a corrupção e a venalidade continuam a ser privilégios naturais dos candidatos a eleger ou eleitos. E reparamos, com tristeza, nos sorrisos de comiseração que surgem quando nas entrevistas ou nos artigos de opinião que pretendem alterar a situação política correspondente,