* Ramalho Ortigão
Vou relendo "As farpas", de Ramalho Ortigão .
Não necessitamos de paciência nem lastimamos o tempo que dedicamos a essa leitura. Porque nos cativa pela sinceridade, prende-nos pela beleza dos seus artigos, demonstra e desenvolve o rigor dos seus juizos a beleza das suas composições.
As suas "Farpas" são entradas no passado, amostras das realidades daqueles tempos, algumas previsões sem ironias ou atrevimentos, do futuro .
Sem bajular o que é grande nem amesquinhar o que é pequeno, inutil, vulgar.
Ao ler as "Farpas" parece que andamos num corroussell intelectual, num turbilhão de realidades, por vezes situando-nos nos segredos daquele século.
E sempre sem timidez hipócrita, com destemor natural, com rectidão na lingua.
Eça de Queiroz foi o nosso grande artista do romance. Ramalho Ortigão, o da palavra.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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sexta-feira, 30 de março de 2018
terça-feira, 27 de março de 2018
* Vida
A nossa vida, como disse Ortega e Gasset, depende essencialmente das circunstâncias e da decisão. Das circunstâncias em cada momento fo vida, da decisão que tomamos em face de cada decisão.
S Ainda antes de nascermos estamos dependestes das circunstâncias ou condições em que nascemos: do lugar, das progenitores e outros factores. Mesmo o clima pode alterar osso destino.
Se o meu irmão escolhesse outro dia ir a Sevilhas, naquele dia não teria conhecido a rapariga com quem casou. E eu não teria conhecido a rapariga que era sua amiga, que conheci no dia do pedido de casamento do meu irmão, rapariga essa com quem estou casado há sessenta e cinco anos.
Circunstâncias e decisões. Acasos e consequência.
A nossa vida, como disse Ortega e Gasset, depende essencialmente das circunstâncias e da decisão. Das circunstâncias em cada momento fo vida, da decisão que tomamos em face de cada decisão.
S Ainda antes de nascermos estamos dependestes das circunstâncias ou condições em que nascemos: do lugar, das progenitores e outros factores. Mesmo o clima pode alterar osso destino.
Se o meu irmão escolhesse outro dia ir a Sevilhas, naquele dia não teria conhecido a rapariga com quem casou. E eu não teria conhecido a rapariga que era sua amiga, que conheci no dia do pedido de casamento do meu irmão, rapariga essa com quem estou casado há sessenta e cinco anos.
Circunstâncias e decisões. Acasos e consequência.
segunda-feira, 26 de março de 2018
* Siléncio
Silencio é assunto bem estranho
Dificil de conseguir, avaro no que dá
Quanto mais nele me entranho
Menos de tudo me permitirá
Não tem comprimento, largura, altura
Sempre me abre luz ao pensamento
Tal como o vento na planura
Corre, num sossego permanente
Porque não há orquestra que o imite
Porque nada o consegue molestar
Entra onde quer, gosta de ficar
Muito se perturba com a luz
É calmo, sensato, benevolente
Nunca qualquer maldade ele produz
Silencio é assunto bem estranho
Dificil de conseguir, avaro no que dá
Quanto mais nele me entranho
Menos de tudo me permitirá
Não tem comprimento, largura, altura
Sempre me abre luz ao pensamento
Tal como o vento na planura
Corre, num sossego permanente
Porque não há orquestra que o imite
Porque nada o consegue molestar
Entra onde quer, gosta de ficar
Muito se perturba com a luz
É calmo, sensato, benevolente
Nunca qualquer maldade ele produz
sábado, 24 de março de 2018
quinta-feira, 22 de março de 2018
*Quem nos comanda a vida?
É uma pergunta que a muitos incomoda responder. A que muitos não querem responder. Que muitos ignoram responder.
Mas, desde que nascemos, dia a dia, vamos-nos modificando, subtilmente, cada passo que percorremos, mudamos. Ou ficamos para tráz ou andamos um pouco mais. E há os que apenas dão passos com as pernas, apenas vão percorrendo as estradas, apenas andam por onde os deixam andar. Outros dão os seus passos percorrendo fantasias, sondando o desconhecido do espírito, dão passos em liberdade modelando o seu caracter, tomando as decisões que querem, no sentido do amor, da lealdade, da simples amizade.
E alguns por ali ficam parados, já não caminham pelas estradas da vida, nada mais conseguem que dar passos com as pernas. Outros , até ao fim da vida conseguem modelar o caracter, dar passos para cima sem ter asas.
Talvez no caminho de quem o do que nos comanda.
É uma pergunta que a muitos incomoda responder. A que muitos não querem responder. Que muitos ignoram responder.
Mas, desde que nascemos, dia a dia, vamos-nos modificando, subtilmente, cada passo que percorremos, mudamos. Ou ficamos para tráz ou andamos um pouco mais. E há os que apenas dão passos com as pernas, apenas vão percorrendo as estradas, apenas andam por onde os deixam andar. Outros dão os seus passos percorrendo fantasias, sondando o desconhecido do espírito, dão passos em liberdade modelando o seu caracter, tomando as decisões que querem, no sentido do amor, da lealdade, da simples amizade.
E alguns por ali ficam parados, já não caminham pelas estradas da vida, nada mais conseguem que dar passos com as pernas. Outros , até ao fim da vida conseguem modelar o caracter, dar passos para cima sem ter asas.
Talvez no caminho de quem o do que nos comanda.
sábado, 17 de março de 2018
* O que nos sobra no futuro?
Quando relemos o que aprendemos da história do homem entre o martírio do homem e as felicidades que o homem, sofreu resultam-nos algumas conclusões no nosso espírito. Poderão ou não concordar, poderão encontrar outras conclusões que vos pareçam mais importantes. Todavia as que julgo primeiras são:
- Desde os tempos em que o homem vivia em cavernas até aos dias de hoje, como todos os outros animais, o homem envolveu-se em guerras fratricidas. Todos os homens, como todos os outros animais, guerrearam entre si para defender o território, defender a familia ou para seu sustento.
- As guerras entre os homens resultaram quase sempre na aquisição de conhecimentos, de alguma cultura, no aumento ou maior exploração da sua capacidade mental, da sua inteligência.
- O homem ainda não descobriu as origens da sua vida e das outras vidas que existem na Terra. Apenas pretende saber ou vislumbra que qualquer coisa pode permanecer depois que o seu corpo morre, coisa a que chama a alma ou espírito.
-Mas ainda que lhes sobre a alma, faltam muitos passos até saber o que fará a sua alma, no futuro.
Quando relemos o que aprendemos da história do homem entre o martírio do homem e as felicidades que o homem, sofreu resultam-nos algumas conclusões no nosso espírito. Poderão ou não concordar, poderão encontrar outras conclusões que vos pareçam mais importantes. Todavia as que julgo primeiras são:
- Desde os tempos em que o homem vivia em cavernas até aos dias de hoje, como todos os outros animais, o homem envolveu-se em guerras fratricidas. Todos os homens, como todos os outros animais, guerrearam entre si para defender o território, defender a familia ou para seu sustento.
- As guerras entre os homens resultaram quase sempre na aquisição de conhecimentos, de alguma cultura, no aumento ou maior exploração da sua capacidade mental, da sua inteligência.
- O homem ainda não descobriu as origens da sua vida e das outras vidas que existem na Terra. Apenas pretende saber ou vislumbra que qualquer coisa pode permanecer depois que o seu corpo morre, coisa a que chama a alma ou espírito.
-Mas ainda que lhes sobre a alma, faltam muitos passos até saber o que fará a sua alma, no futuro.
quinta-feira, 15 de março de 2018
* Perdas
Como sentimos uma perda causada pela acção dum estranho?
É mais forte a emoção duma perda que a dum ganho?
Quando se trata de defender o território, ainda que o atacante seja mais forte, em geral o defensor vence - como sucede com a ave atacada por serpentes no seu ninho. E a criança a quem lhe tiram o brinquedo com que brinca, reage mais agressivamente do que se lhe puserem ao lado mais dois ou três. O cliente, habitual da loja que repara que um artigo que comprou dias antes agora custa mais barato, encara o assunto como uma perda, pela injustiça do que lhe cobraram antes- Por isso as promoções e os saldos pouco efeito têm nos clientes habituais.
Como sentimos uma perda causada pela acção dum estranho?
É mais forte a emoção duma perda que a dum ganho?
Quando se trata de defender o território, ainda que o atacante seja mais forte, em geral o defensor vence - como sucede com a ave atacada por serpentes no seu ninho. E a criança a quem lhe tiram o brinquedo com que brinca, reage mais agressivamente do que se lhe puserem ao lado mais dois ou três. O cliente, habitual da loja que repara que um artigo que comprou dias antes agora custa mais barato, encara o assunto como uma perda, pela injustiça do que lhe cobraram antes- Por isso as promoções e os saldos pouco efeito têm nos clientes habituais.
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