O segundo livro irá constar de parte das 527 mensagens que escrevi até hoje, neste blog. Com algumas excepções, de prosa ou de poesia, sempre referenciadas com as " " " " do costume, indicando o seu autor e com que pretendo amenizar e enriquecer o restante é tudo de minha autoria e responsabilidade.Excepções de autores já falecidos há muito.
O mais provável é que não seja editado por uma das editoriais da nossa praça e distribuído por alguma das empresas que a tanto se dedicam. Pediram-me seis mil euros pela publicação do primeiro que escrevi e que
intitulei #sonho com sorte# Quem quiser ler este,. peça-mo, farei como com o segundo, envia-lo-ei por email desde que me enviem o vosso endereço electrónico..E de graça, claro.
As mensagens seleccionadas para este segundo livro foram escolhidas entre as 527 mensagens, por pessoa amiga, que citarei no prólogo, se ela me autorizar.
Anunciarei a data em que estará ao vosso dispor
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ai o calor !
O calor dilata os corpos, diz a física, ensinaram-nos na escola e aprendemos também na vida. Torna-nos pachorrentos, sentados na vida, resignados com o que já está, observando e só vendo depois, escutando esta maravilha do nosso mundo, à nossa disposição, ainda sem termos de pagar imposto para olhar à volta.Sim, podeis crer que mais dia menos dia , depois do imposto sobre o ar que respiramos, sobre a sombra que fazemos, mais dia menos dia aparecerá o imposto sobre olhar : só olhar em frente terá a taxa menor, com dedução fiscal considerável para os que mantenham olhar em frente mais de 24 horas. Olhar à volta terá uma taxação complicadíssima (os inteligentes sabem porquê, não digo, já esqueci, não pretendo que me chamem reaccionário) , olhar para cima, sabemos, preveniram-nos, estará sujeito a uma grande taxa, salvo se acompanhada de assobio suave.
Pensar e manifestar pensamentos, terá a taxa máxima, E em muitas situações constituirá justa causa para instauração dum processo judicial, e provável prisão preventiva.
E será um dos delitos que permite a instalação de escutas e de "chips" em tudo o que o arguido use.
Consta que a união europeia propôs e aprovou com 99.9 % dos votos, essa medida.,Se esta é ou não salutar, desculpem, sou um cobardolas, não respondo. Isto até pode ser lido por alguns responsáveis(*) da nossa praça..
(*)vocábulo em vias de extnção, dada a raridade da espécie.
Pensar e manifestar pensamentos, terá a taxa máxima, E em muitas situações constituirá justa causa para instauração dum processo judicial, e provável prisão preventiva.
E será um dos delitos que permite a instalação de escutas e de "chips" em tudo o que o arguido use.
Consta que a união europeia propôs e aprovou com 99.9 % dos votos, essa medida.,Se esta é ou não salutar, desculpem, sou um cobardolas, não respondo. Isto até pode ser lido por alguns responsáveis(*) da nossa praça..
(*)vocábulo em vias de extnção, dada a raridade da espécie.
domingo, 29 de agosto de 2010
Sinais postiços
Lembram-se daqueles sinais postiços que as meninas e as senhoras de antigamente, há 40 ou mais anos, punham na cara ou noutras partes do corpo ? Era uma moda de então, agora substituídos pelos "pierce" , com muito menor originalidade. Pois essa moda iniciou-se há alguns séculos atraz, quando as raparigas e as senhoras, atacadas pela varíola, pretendiam esconder os sinais deixados na pele pela doença..O "rouge" e o pó de arroz, completavam e aprimoravam o processo.
Mais difícil então era ocultar os efeitos sudoríferos e a existência de certa fauna, motivados pela raridade dos banhos e pelas fartas cabeleiras postiças.
Mais difícil então era ocultar os efeitos sudoríferos e a existência de certa fauna, motivados pela raridade dos banhos e pelas fartas cabeleiras postiças.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Analisando
Analisando os meus interesses vou entrando numa conclusão. Parece-me inútil saber quantos frequentadores, visitantes têm as mensagens dos meus dois blogs. Se forem apenas quatro ou cinco e que sorriem ao lê-los, que apreciem a maior ou menor originalidade dos temas abordados, que tirem algum sumo do que lêem, que falem deles com o marido, com os filhos ou com os amigos, já é bastante.Em particular porque assim se começam as amizades, se cimentam os convívios, se desperta por vezes, a vontade de beber mais da mesma fonte.
E escrevendo um livro, alegramos-nos de forma semelhante.O prazer de encontrar na pesquisa o que procurávamos, viver a vida das personagens que criámos,
Talvez seja essa a razão porque leio um livro, qualquer livro por menos bom que seja, até ao fim : querer também partilhar um pouco do gozo de quem o escreveu.
E escrevendo um livro, alegramos-nos de forma semelhante.O prazer de encontrar na pesquisa o que procurávamos, viver a vida das personagens que criámos,
Talvez seja essa a razão porque leio um livro, qualquer livro por menos bom que seja, até ao fim : querer também partilhar um pouco do gozo de quem o escreveu.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vou e vollta
Vou e volto
Dou voltas e reviravoltas
Saltos dentro de mim
Sem sentir se são voltas ou reviravoltas
Sei que vou andando, ou caminhando, nem ao físico obedecendo
Num bem estar de águas mornas
Sem sentir qualquer desgosto ou solidão
Sigo aquele apelo de procurar o que tenho de bom dentro da memória
E aquele desejo insano de escrever
Alguma daquelas "cartas de amor,como as outras, ridículas(*)"
Como disse o maior poeta do mundo
E a tamanha vontade de dar voltas e reviravoltas atrás, no tempo
E dar comigo sentado num café de Lisboa
E ler, em primeira mão uma quadra, que ele acabou de escrever:
"Há luz no tojo e no brejo
Luz no ar e no chão
Há luz em tudo que vejo,
Não no meu coração.(*)"
(*)Fernando Pessoa(1888-1935)
Dou voltas e reviravoltas
Saltos dentro de mim
Sem sentir se são voltas ou reviravoltas
Sei que vou andando, ou caminhando, nem ao físico obedecendo
Num bem estar de águas mornas
Sem sentir qualquer desgosto ou solidão
Sigo aquele apelo de procurar o que tenho de bom dentro da memória
E aquele desejo insano de escrever
Alguma daquelas "cartas de amor,como as outras, ridículas(*)"
Como disse o maior poeta do mundo
E a tamanha vontade de dar voltas e reviravoltas atrás, no tempo
E dar comigo sentado num café de Lisboa
E ler, em primeira mão uma quadra, que ele acabou de escrever:
"Há luz no tojo e no brejo
Luz no ar e no chão
Há luz em tudo que vejo,
Não no meu coração.(*)"
(*)Fernando Pessoa(1888-1935)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Falando de gavetas
Na segunda mensagem que escrevi neste blog eu disse,de minha inteira autoria e responsabilidade : eu sou como aquelas gavetas, que quando as queremos abrir, à primeira encravam, à segunda entortam e à terceira lá vêm para cá.
Sempre gostei de abrir gavetas, em particular nos móveis antigos.E de pesquisar os lugares e recônditos das casas onde eu vivia. Os meus avós tinha um sótão enorme na sua casa. Subíamos para lá por uma escada íngreme, sem luz, de degraus muito altos, cada qual rangendo uma nota diferente. Lá em cima, por umas frestas finas entrava alguma luz por uns ténues raios povoados de poeira. E eu pesquisava o espólio existente começando sempre pelo berço de canas, como o chamavam lá em casa. Estava suspenso nas pontas em dois eixos assentes em duas colunas verticais de canas e sobre esses eixos o berço movia-se para embalar a criança. Um berço de um metro de comprimento, que sempre me fazia pensar porque o teriam feito tão comprido. Tinha sido o berço da minha avó, da minha mãe e eu e dois dos meus irmãos, também lá fomos embalados.
Um dia, com a costumada curiosidade infantil dos meus sete anos de idade, perguntei à minha avó :
- Oh avó porque é que aquele berço que está no sótão é tão comprido, é o maior berço que eu já vi?
- Olha menino, é muito comprido para caber lá a língua dos meninos, tão compridas como a tua !
O meu Pai, que sempre tinha uma resposta raziável para o que lhe perguntavam, disse-me que o berço de canas era assim de comprido para os bébés se mexerem e refastelarem à vontade.
A minha avô, como todas as avós que eu conheci, era orgulhosamente incapaz de dizer "não sei !".
Sempre gostei de abrir gavetas, em particular nos móveis antigos.E de pesquisar os lugares e recônditos das casas onde eu vivia. Os meus avós tinha um sótão enorme na sua casa. Subíamos para lá por uma escada íngreme, sem luz, de degraus muito altos, cada qual rangendo uma nota diferente. Lá em cima, por umas frestas finas entrava alguma luz por uns ténues raios povoados de poeira. E eu pesquisava o espólio existente começando sempre pelo berço de canas, como o chamavam lá em casa. Estava suspenso nas pontas em dois eixos assentes em duas colunas verticais de canas e sobre esses eixos o berço movia-se para embalar a criança. Um berço de um metro de comprimento, que sempre me fazia pensar porque o teriam feito tão comprido. Tinha sido o berço da minha avó, da minha mãe e eu e dois dos meus irmãos, também lá fomos embalados.
Um dia, com a costumada curiosidade infantil dos meus sete anos de idade, perguntei à minha avó :
- Oh avó porque é que aquele berço que está no sótão é tão comprido, é o maior berço que eu já vi?
- Olha menino, é muito comprido para caber lá a língua dos meninos, tão compridas como a tua !
O meu Pai, que sempre tinha uma resposta raziável para o que lhe perguntavam, disse-me que o berço de canas era assim de comprido para os bébés se mexerem e refastelarem à vontade.
A minha avô, como todas as avós que eu conheci, era orgulhosamente incapaz de dizer "não sei !".
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