- Bem, Júlia, importas-te de escrever as condições eu também o irei fazer e daqui a duas horas reunimo-las num único memorando, vale? Parece-me que definimos o essencial.
- Quanto achas que deveremos exigir?
- Muito, vamos pedir cem mil contos pelas duas reportagens, nem menos um tostão.
- Se não aceitarem aguardaremos a proposta da concorrência.
No dia seguinte e pontualmente às nove da manhã, o director de serviços da TV fez-se anunciar na FAP. Júlia e Fernando receberam-no na ampla sala de reuniões.
- Muito bom dia senhor director António Mamede. Apresento-lhe a minha colega directora da fundação, doutora Júlia Garcia. Podemos ouvir a sua proposta.
António Mamede setirou um "dossier" da pasta de cabedal que trazia e, abrindo-o, respondeu:
- A nossa televisão vem propor-vos uma reportagem sobre a vossa fundação.- e Júlia perguntou:
- De que constará essa reportagem?
Mamede respondeu, retirando do "dossier" algumas folhas dactilografadas:
- Já fizemos reportagens noutras fundações, trago um modelo que penso servirá para esta fundação. Apresento-o neste resumo - disse Mamede, entregando a Júlia as duas folhas que separara do "dossier".
Júlia leu rapidamente as folhas e passou-as ao marido, comentando:
- A reportagem parece-me bem. Mas, antes de discutirmos os pormenores, assentemos primeiro na quantia que a vossa empresa irá pagar a esta fundação.
Surpreso, o Mamede tentou argumentar:
- Na minha empresa pensaram que...
Júlia impediu-.o de continuar:
- O que pensaram, senhor director? Pensaram que a vossa empresa de televisão viria fazer entrevistas e filmagens baratas aqui na FAP? Não, senhor director de serviços, para não perdermos mais tempo e antes de discutirmos os pomenores referidos nas folhas que nos entregou, apresento-lhe a nossa proposta, que é de cento e cinquenta mil contos, mais IVA.
- Senhora directora, é muito dinheiro, é muito dinheiro, não sei se a administração concordatá.
- A nossa fundação necessita de muito dinheiro, de muitíssimo dinheiro, o que avaliará quando conhecer a nossa actividade, souber quandtas pessoas colaboram connosco, quantas pessoas auxiliamos todos os dias. Também recebemos donativos...Repare, sabemos que estas reportagens irão proporcionar audiências "record" à vossa televisão.
Fernando, interrompendo Júlia, acrescentou:
3 - Para começar a comprovar o que lhe acaba de dizer a directora, convidamo-lo a dar uma pequena volta pelas instalações desta fundação e a almoçar no nosso refeitório onde, avisamos, só encontrará pratos típicos da cozinha portuguesa.
- Senhora directora da fundação, a sua proposta foi muito dura mas aceito o vosso convite, esperando que o cardápio esteja de acordo com o preço que nos pedem pelas reportagens - concordou o Mamede.
comentários, poemas, situações e circunstâncias da vida, escrtos e da autoria do que escreve neste blog
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terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Folhetim - Sonho de sorte - 58
Passados dois dias telefonaram da televisão oficial. A secretária de Fernando ligou-.lhe para o telemóvel encontrando-o numa reunião com vários distribuidores.
- Diga, Etelvina.
- Engenheiro Garcia tenho aqui, noutra linha, um director da televisão.
- Passe-me achamada, se faz favor...Sim! Quem fala?
- Estou falando com o engenheiro Garcia director da fundação para o pòvo?
- É o próprio.
- Senhor director, daqui fala António Mamede director de serviços do exterior da televisão, muito bom dia.
- Muito bom dia, que deseja, senhor Mamede?
- Senhor director, peço-lhe que nos autorize a fazer uma reportagem televisiva sobre a vossa fundação.
- A doutora Júlia, a outra nossa directora, penso que concordará. O melhor será reunirmo-nos para combinarmos tudo. Em princípio concordo com a vossa reportagem, haverá que discutir diversos pormenores. Agradeço-lhe que amanhã, se puder, às nove da manhã nos reunamos aqui na fundação. Telefonar-lh-ei esta tarde para confirmar.
-Combinado , engenheiro Garcia, amanhã às nove horas aí estarei.
Fernando telefonou de imediato a Júlia:
- Querida, tomei a liberdade de marcar para amanhã às nove horas, uma reunião com o representante da TV. Se tens algum compromisso podemos marcar outra hora.
- Não, está bem, não tenho nada marcado. Devemos pensar primeiro o que lhe vamos dizer, tentar adivinhar algumas das peerguntas que nos irá fazer. Daqui a pouco, antes do almoço, poderemos trocar umas impresssões sobre a entrevista com esse endivíduo.
Duas horas depois, quando Júlia chegou ao restaurante, Fernando, que a esperava, perguntou logo:
- Júlia, pensaste no assunto da TV?
- Desde que falámos ao telefone que não penso em mais nada. Olha , eu acho que temos de ser muito directos, duros e irredutíveis no que vamos dizer a êsse senhor da TV, o que vamos exigir e o que podemos aceitar. Prometeste-lhe ou concordaste com alguma proposta dele?
- Júlia, procedi como sempre, avisi-o que nada podia decidir sem a tua concordância.
- Um beijo para ti, como tu dempre me dás nestas ocasiões.
- Que injustiça.Só nestas ocasiões?
- Que bom é misturar o prazer com a ocupação. Conta-me cá as tuas ideias sobre a TV, o que pensas que êles quererão reportar.
. - Bem, primeiro, penso que êles querem investigar e conhecer a nossa actividade, o que é a distribuição, etc..
- Sim tenho quase a certeza que as primeiras perguntas serão essas.
- Depois, Júlia, quererão com certeza dar uma volta pelas nossas instalações, fazer algumas perguntas aos nossos colaboradores que encontrem. Talvez proponham uma segunda reportagem noutro dia, numa volta pelo exterior, entrevistando um ou mais dos distribuidores e um ou mais dos beneficiados.
- Pensaste nalguma exigência a fazer?
- Ainda não, Júlia. Mas que exigências?
- Depois de conhecermos o que êle quer filmar parece-me que temos de lhe exigir alguma retribuição pela reportagem que lhe concedemos. É de prever que terão uma audiência muito acima da média, não? De certeza, pelas notícias que os jornais e revistas têem publicado sobre a FAP, de certeza que as audiênciass estarão nos máximos e justificarão portanto que êles nos paguem um bom "cachet", não concordas?
- Acredito, penso até que o director quererá que assinemos um contrato.
- Onde figure como prémio, não nos devemos esquecer, o que terão de nos pagar.
(continua)
- Diga, Etelvina.
- Engenheiro Garcia tenho aqui, noutra linha, um director da televisão.
- Passe-me achamada, se faz favor...Sim! Quem fala?
- Estou falando com o engenheiro Garcia director da fundação para o pòvo?
- É o próprio.
- Senhor director, daqui fala António Mamede director de serviços do exterior da televisão, muito bom dia.
- Muito bom dia, que deseja, senhor Mamede?
- Senhor director, peço-lhe que nos autorize a fazer uma reportagem televisiva sobre a vossa fundação.
- A doutora Júlia, a outra nossa directora, penso que concordará. O melhor será reunirmo-nos para combinarmos tudo. Em princípio concordo com a vossa reportagem, haverá que discutir diversos pormenores. Agradeço-lhe que amanhã, se puder, às nove da manhã nos reunamos aqui na fundação. Telefonar-lh-ei esta tarde para confirmar.
-Combinado , engenheiro Garcia, amanhã às nove horas aí estarei.
Fernando telefonou de imediato a Júlia:
- Querida, tomei a liberdade de marcar para amanhã às nove horas, uma reunião com o representante da TV. Se tens algum compromisso podemos marcar outra hora.
- Não, está bem, não tenho nada marcado. Devemos pensar primeiro o que lhe vamos dizer, tentar adivinhar algumas das peerguntas que nos irá fazer. Daqui a pouco, antes do almoço, poderemos trocar umas impresssões sobre a entrevista com esse endivíduo.
Duas horas depois, quando Júlia chegou ao restaurante, Fernando, que a esperava, perguntou logo:
- Júlia, pensaste no assunto da TV?
- Desde que falámos ao telefone que não penso em mais nada. Olha , eu acho que temos de ser muito directos, duros e irredutíveis no que vamos dizer a êsse senhor da TV, o que vamos exigir e o que podemos aceitar. Prometeste-lhe ou concordaste com alguma proposta dele?
- Júlia, procedi como sempre, avisi-o que nada podia decidir sem a tua concordância.
- Um beijo para ti, como tu dempre me dás nestas ocasiões.
- Que injustiça.Só nestas ocasiões?
- Que bom é misturar o prazer com a ocupação. Conta-me cá as tuas ideias sobre a TV, o que pensas que êles quererão reportar.
. - Bem, primeiro, penso que êles querem investigar e conhecer a nossa actividade, o que é a distribuição, etc..
- Sim tenho quase a certeza que as primeiras perguntas serão essas.
- Depois, Júlia, quererão com certeza dar uma volta pelas nossas instalações, fazer algumas perguntas aos nossos colaboradores que encontrem. Talvez proponham uma segunda reportagem noutro dia, numa volta pelo exterior, entrevistando um ou mais dos distribuidores e um ou mais dos beneficiados.
- Pensaste nalguma exigência a fazer?
- Ainda não, Júlia. Mas que exigências?
- Depois de conhecermos o que êle quer filmar parece-me que temos de lhe exigir alguma retribuição pela reportagem que lhe concedemos. É de prever que terão uma audiência muito acima da média, não? De certeza, pelas notícias que os jornais e revistas têem publicado sobre a FAP, de certeza que as audiênciass estarão nos máximos e justificarão portanto que êles nos paguem um bom "cachet", não concordas?
- Acredito, penso até que o director quererá que assinemos um contrato.
- Onde figure como prémio, não nos devemos esquecer, o que terão de nos pagar.
(continua)
domingo, 11 de março de 2012
A Velha - de Fernanda de Castro
A Velha tinha uma saia
de remendos de vida remendada
e um lenço branco de cabelos brancos
na cabeça cansada.
A Velha tinha uma cara
de fomes e de penas amassada,
e um corpo todo aos nós de árvore seca,
de planta mal regada.
A Velha tinha um olhar
de estrela morta, de luz apagada,
e duas mãos de terra por lavrar,
de cortiça queimada.
A Velha tinha uma voz
de fio de água, de fonte calada,
e uma boca sem dentes e sem lábios,
de estátua mutilada.
A Velha tinha uma alma
de farrapos de vida alinhavada.
A Velha tinha uma alma
e não tinha mais nada.
de Fernanda de Castro
de remendos de vida remendada
e um lenço branco de cabelos brancos
na cabeça cansada.
A Velha tinha uma cara
de fomes e de penas amassada,
e um corpo todo aos nós de árvore seca,
de planta mal regada.
A Velha tinha um olhar
de estrela morta, de luz apagada,
e duas mãos de terra por lavrar,
de cortiça queimada.
A Velha tinha uma voz
de fio de água, de fonte calada,
e uma boca sem dentes e sem lábios,
de estátua mutilada.
A Velha tinha uma alma
de farrapos de vida alinhavada.
A Velha tinha uma alma
e não tinha mais nada.
de Fernanda de Castro
Folhetim - Sonho de sorte - 57 - autor Alberto Quadros
XXI
Outro problema começava a avolumar-se na FAP, ligado à comunicação social.
Quase simultaneamente a rádio, a imprensa e as empresas que exploravam os canais de televisão, começaram a solicitar entrevistas à FAP, a seguir os distribuidores, interrompendo com perguntas a sua acção e a referir nos noticiários as actividades da fundação.
No princípio do quarto mês de actividade, a direcção foi intimada a comparecer na polícia judiciáris. Júlia e Fernando para ali se dirigiram , sendo recebidos por dois inspectores. Feitas as apresentações da praxe, o mais velho, pondo um gravador a funcionar, iniciou as perguntas:
- Os senhores são os directores da fundação. Não há mais ninguém a comandar a fundação em cargo superior ao vossso?
- Não senhor, somos os únicos dirigentes da FAP - respondeu Júlia.
- Qual é a origem do capital que permite à vossa fundação distribuir tanto dinheiro?
- Todo o dinheiro qaue distribuimos bem como o que necessitamos para pagar todas as outras despesas, provem de prémios de sorteios diversos e também dos ganhos em diversos jogos.
- Podem fornecer-nos uma lista desses ganhos e prémios e onde foram obtidos?
- Só com uma ordem judicial , senhor inspector. No entanto podemos fornecer-lhe agora o montante aproximado entregue nos cofres da FAP. Aliás as nossas receitas serão mencionadas no balanço anual da fundação.
- Quais são as pessoas que obtêem a as receitas da fundação?
- Nós os dois, nós, os directores.
- Senhora doutora Júlia e senhor engenheiro Garcia, os senhores depositam todos os prémios ganhos na conta da fundação?
- Até ao último centavo!
- Nada retiram para vós? - perguntou o inspector com voz aparentando incredulidade.
- Apenas retiramos as despesas que efectuamos em serviço da fundação e que justificamos com recibos, como justificativos de todos os ganhos e prémios conseguidos. Todas as ofertas são contabilizadas e documentadas.
Sem mais perguntas, os inspectores despediram-se cordialmente.
No caminho de regresso à fundação, Júlia disse:
- Fernando, entendeste bem o que êles queriam?
- Não sei se entendi tudo, não percebi onde queriam chegar, fiquei com um pedregulho no sapato...
- Também eu, querido, também eu. Fiquei com a ideia que êles suspeitam de "off-shores", paraísos fiscais, lavagens de dinheiros. - Desconfio que um dia próximo lá os teremos com uma ordem judicial...Mas irão de mãos a abanar.
-
Outro problema começava a avolumar-se na FAP, ligado à comunicação social.
Quase simultaneamente a rádio, a imprensa e as empresas que exploravam os canais de televisão, começaram a solicitar entrevistas à FAP, a seguir os distribuidores, interrompendo com perguntas a sua acção e a referir nos noticiários as actividades da fundação.
No princípio do quarto mês de actividade, a direcção foi intimada a comparecer na polícia judiciáris. Júlia e Fernando para ali se dirigiram , sendo recebidos por dois inspectores. Feitas as apresentações da praxe, o mais velho, pondo um gravador a funcionar, iniciou as perguntas:
- Os senhores são os directores da fundação. Não há mais ninguém a comandar a fundação em cargo superior ao vossso?
- Não senhor, somos os únicos dirigentes da FAP - respondeu Júlia.
- Qual é a origem do capital que permite à vossa fundação distribuir tanto dinheiro?
- Todo o dinheiro qaue distribuimos bem como o que necessitamos para pagar todas as outras despesas, provem de prémios de sorteios diversos e também dos ganhos em diversos jogos.
- Podem fornecer-nos uma lista desses ganhos e prémios e onde foram obtidos?
- Só com uma ordem judicial , senhor inspector. No entanto podemos fornecer-lhe agora o montante aproximado entregue nos cofres da FAP. Aliás as nossas receitas serão mencionadas no balanço anual da fundação.
- Quais são as pessoas que obtêem a as receitas da fundação?
- Nós os dois, nós, os directores.
- Senhora doutora Júlia e senhor engenheiro Garcia, os senhores depositam todos os prémios ganhos na conta da fundação?
- Até ao último centavo!
- Nada retiram para vós? - perguntou o inspector com voz aparentando incredulidade.
- Apenas retiramos as despesas que efectuamos em serviço da fundação e que justificamos com recibos, como justificativos de todos os ganhos e prémios conseguidos. Todas as ofertas são contabilizadas e documentadas.
Sem mais perguntas, os inspectores despediram-se cordialmente.
No caminho de regresso à fundação, Júlia disse:
- Fernando, entendeste bem o que êles queriam?
- Não sei se entendi tudo, não percebi onde queriam chegar, fiquei com um pedregulho no sapato...
- Também eu, querido, também eu. Fiquei com a ideia que êles suspeitam de "off-shores", paraísos fiscais, lavagens de dinheiros. - Desconfio que um dia próximo lá os teremos com uma ordem judicial...Mas irão de mãos a abanar.
-
sábado, 10 de março de 2012
Onde está a crise
Estamos quase a ficar tesos, ai filha não sei onde vamos parar, nunca vi isto assim, tudo tão barato, tão barato e não posso comprar nada, tudo lindo, tudo lindo, mas então tu não vês,Teresa, que as coisas são mesmo assim, quando tudo está caro não podemos comprar porque o que temos na carteira não chega, quando tudo está barato não podemos comprar porque não temos nada na carteira.Olha filha, o que interessa é não passares fome, pois é mas aquelas roupinhas que eu queria comprar essas estão caríssimas o quê? umas cuequinhas só custam cincdo euros pois é mas eu não tenho cinco euros pr 'ás cuequinhas, não sei se me compreendes olha o que o meu marido me dava todos os fins de semana agora dá-me o mesmo ao fim do mês e êle ainda me diz, o safardana, que é a crise, que é a crise, inda outro dia lhe vi o bilhete para o jôgo do Benfica, cincoenta euros, acreditas?mas eu vejo aquela velhaca do segundo esquerdo todos os dias traz uma camisa novinha pois é filha já sabes onde ela arranja essas lecas, ela também tem um marido teso mas que anda sempre bem vestido, de gravata e tudo, tenho impressão caquelas mãos nunca conheceram um calo eu bem oiço tocar a campainha daquela porta hora sim hora não e são sempre homens, até parece quela tem assinatura não sei filha o que sei é queu gostava de saber o quela faz não sejas ingénua Alice repara que todos os marmanjos que lhe batem á porta tem mais de sessenta ou setenta anos outro dia até me subi no elevador com um que já tinha idade para ser pai do meu avô e quentrou no segundo esquerdo já lá não estava o marido. Ora filha, o homem dela não pode estar todo o dia em casa.
Aí vem ela, a inflação
O banco central europeu, sem dar cavaco aos países da comunidade, vai lançar no mercado monetário mundial, no auxílio à Grécia e aos bancos europeus, mais de um bilião de euros. Suponho, porque nada constou na imprensa, que o parlamento europeu não se pronunciou, nem os países da colunidade deram a sua opinião. Para uma simples directiva o parlamento gasta dias a resolver, para lançar um bilião de euros nos mercados, nem uma hora de discussão.
Aí vem a galope, inflação monetária. E, como sempre, os mais prejudicados serão os que pouco têem, vendo diminuir mês a mês o seu já fraco poder aquisitivo. E, como sempre serão falseados os valôres verdadeiros da inflação.
Era de prever. Como eu o disse numa minha mensagem de 13 de Agõsto de 2011.
Aí vem a galope, inflação monetária. E, como sempre, os mais prejudicados serão os que pouco têem, vendo diminuir mês a mês o seu já fraco poder aquisitivo. E, como sempre serão falseados os valôres verdadeiros da inflação.
Era de prever. Como eu o disse numa minha mensagem de 13 de Agõsto de 2011.
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