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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Sei não

       Vou deixar de fazer aquilo - tanta coisa! - que não fiz, aplicar-me com denodo às batalhas perdidas e nunca travadas, estou nesse campo com o meu cavalo pigarço, a galope suave ou a trote modesto, a caminho do passado, sem qualquer incómodo, sem pensar no futuro e apenas esquecendo outra vez, tudo o que esqueci no dia de amanhã.
As circunvalações do cérebro, não sei se sabem, são tantas como as dos intestinos, as reacções aos alimentos espirituais são semelhantes às reacções aos alimentos que a mesa familiar, o orçamento e as decisões da nossa chefa de família, decidem.
Não pretendo dar uma lição de anatomia; mas não se esqueçam que para um rio ter água, esta terá de nascer ou cair de algum sítio, nem que seja do regador que o nosso Criador empunha de vez em quando, sempre que está bem disposto. A que vem tudo isto a propósito? Sei não, como dizem os angolanos. Ou os brasileiros.
          As expressões que o povo inventa para facilitar a compreensão dos artistas e dos patrícios, têm sempre a base da experiências mais ingénua, por vezes até derivando da língua de trapos duma criança, tantas vezes arremedada pelos amigos ocasionais, pelas amas, pelos pais, estes em jeito da gracinha dos meninos.

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