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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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     Não tenham dúvidas, somos uns papa açordas. Insistimos neste sistema. Que outros decidam a seu contento, a seu bel-prazer, o que fazer sobre o produto do nosso trabalho - ou das nossas reformas ou das nossas poupanças. São milhares os prejudicados, muitos sentindo o prejuizo, muitos outros nem o pressentindo. Muitos directamente vendo desaparecrer as suas economias sem qualquer proveito, pelo simples, que começa a ser facil, roubo nas suas contas -mediante a quebra dos bancos . Outros muitos  indirectamente quer pela inflação, quer através dos impostos aplicados para compensar roubos, por exemplo os roubos nos bancos.
      Passo a passo, dia a dia, mais vamos  deixando de usar dinheiro tirado do bolso para efectuar pagamentos - no supermercado, nos transportes, no restaurante.Já não sentimos o pavor que sentia  quele milionário grego, o Onassis, o pavôr de andar sem moedas no bolso ou notas na carteira. E qualquer dia, quando os cartões deixarem de ser um negócio para os bancos - os cartões agora, agora que os juros são baixos, passaram a ser uma das suas maiores fontes de ganha pão, ou antes de  ganha notas ou ganha moeda - qualquer dia bastará o nosso dedo com uma nossa impressão digital para pagar seja o que for que nos apeteça adquirir.
    Mas mantem-se o ridículo, apesar de que o ridiculo é odiado e evitado pela maior parte de nós. Mantem-se esta inercia, esta indiferença, esta negligência,este ridículo, perante o roubo que nos fazem do que nos custou a ganhar ou do que conseguimos honestamente.
      Penso que se qualquer governo quizesse resolver esse assunto bastaria anunciar um prémio  de um milhão ou dois de euros para quem entregasse um projecto viavel .
   Ou talvez apenas solicitar, publicamente, uma ideia para o solucionar. 
  
 

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