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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017


        Nestes últimos dias, tenho andado bastante à deriva, no que diz respeito a pensar e a passar para o computador  alguma mensagem o que sinto: o que me passa pelo espírito, o que especulo sobre a vida, o que a vida especula sobre mim, o que remexe comigo, o que me perturba minuto a minuto. Remorsos alguns, tristezas vagas, preocupações inúteis. "Sem proveito toda a fonte de preocupações" diz uma sentença antiga, dum filósofo cujo nome esqueci agora.
       O que se esquece agora é por vezes mais importante que o que não se esqueceu, tem mais relevo na alma que a "fonte de preocupações", atira à consciência maior peso, altera o nosso rumo noutro sentido?
       Essa biblioteca, a nossa memória, ora aumenta, ora diminui. Ora se engrandece por algum saber adquirido com  a experiencia , ora se enriquece com a curiosidade que possuímos, ora se especializa pelo acaso que nos concede uma paisagem desconhecida, ora se empobrece pela indiferença e pelo desprezo mais ou menos voluntário por algum conhecimento adquirido. A reunião dos meus neurónios nos conjuntos de ideias, novas ou antigas, segue ora correcta ora desorganizada.
Na realidade, bem me parece que terei de lançar a fateixa ao mar, para me situar no ponto desejado.

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