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sábado, 13 de setembro de 2014

Além dos versos que escrevo

Além dos versos que escrevo, procuro que a maior parte das minhas mensagens sejam reportagens sobre a vida cotidiana e pensamentos (nem sempre subtis...) sobre assuntos variados, desde a democracia até à apreciação dos vinhos que bebo, desde a vaidade humana até aos afazeres domésticos. Ou reparando nas cores do céu na hora do por do Sol e na triste condição humana para que a vida atira tantos dos nossos semelhantes.
A Natureza é imparcial, indiferente, insensível e sem influência na vida. Acordamos nela e entramos na vida num certo ponto do tempo, ninguém ainda descobriu porquê. Porque nascemos num dia do calendário, não no seguinte nem no antecedente, sem aviso prévio, sem recomendações especais, filhos duns pais que não escolhemos, ficando subordinados à herança dos  seus códigos genéticos, ao ambiente onde pousamos e sem sermos consultados sobre o meio familiar onde fomos inseridos e onde acordámos?
Eu não sou ateu. Tenho a convicção profunda que um ser universal, a que chamamos Deus, nos comanda a vida, nos decide a vida e nos decidirá a morte. Que da mesma forma não sabemos o que a morte é, o que representa para o nosso futuro, para onde e quem nos leva o espírito e a alma, porque o corpo que na Terra se formou, volta à Terra. O espírito e a alma( se não são o  mesmo) terão o destino que aprouver a Deus. Tudo isto é discutível, misterioso e intrincado. Porém aqui  e na realidade da Terra, nada aparece do nada, tudo tem uma origem, uma causa, uma proveniência.
Apreciador e simples observador do que se passa à minha volta, procuro relatar o que vejo, o que sinto sobre o que vejo, as causas e consequências do que vejo, as rasões do que observo. E o meu interesse é partilhar tanto quanto a minha arte o permite, tudo isso, com os meus visitantes, com os meus amigos, os meus leitores.
Por isso todos os dias saio à rua, dou os meus passeios mais ou menos prolongados e arranjo sempre um pretexto válido para entrar na vida que me rodeia lá fora. Nem que seja com a desculpa que tenho de comprar papel higiénico, uma lata de feijão ou um pastel de nata.

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