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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Escrever e publicar

O escultor, "toma o maço e o cinzel na mão"(X) e inicia a obra. Segue o projeto: desbasta, modela, afina, pule o necessário. De forma semelhante o escritor escreve começa a escrever uma página do romance cujo esqueleto imaginou: relê, emenda, enriquece sem exagero nem retórica inútil, emprega a metáfora com subtileza, evita a redundância indevida, despreza os lugares comuns. escolhe os adjetivos mais apropriados, relembra a sua experiência da vida, define os caracteres dos personagens e as particularidades dos ambientes onde as cenas se desenrolam.
No fim de cada página conseguida sente um prazer momentâneo que o incita a prosseguir e iniciar a página seguinte: novas cenas os mesmos ou outros personagens, outros diálogos dentro da trama, outros ambientes ou mudança de perspetiva do mesmo.
E quando termina, quando espeta com o FIM na última página, tem de ser modesto, consciente e precavido: ainda tem de se submeter a um grande trabalho sem o qua  a obra poderá perder grande parte do valor. Deverá ler e reler o que escreveu, respeitar a gramática e a semântica. E respeitar os futuros leitores: no cuidado da capa, das páginas acessórias, da moral e utilidade da mensagem que pretende estar contida na obra.
(Há pessoas especializadas em reler as obras. Mas apenas releem para assinalar e emendar os erros ortográficos, raro vão mais longe aconselhando modificação de alguma frases ou períodos)
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(X) - do padre António Vieira num seu sermão(">Arranca o estatuário uma pedra dessa montanhas, toma o maço e o cinzel na mão...)

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