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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Um profeta na minha terra




        O Antuunes era conhecido pelo poderes extraordinários que possuía: da adivinhação, da previsão do futuro, da imaginação e espírito criador.
        Na sua comunidade não houve quem não se espantasse quando ele anunciou que em todos os meses os dias quinze se sucediam sempre aos catorze e antecediam os dezasseis. O presidente da câmara local propôs que lhe fosse estabelecido  um vencimento fixo, igual ao do vice-presidente, e sem horário obrigatório, um profeta não tem de ter hora marcada para o seu trabalho. E o Nunes, no pleno conhecimento das suas capacidades, comunicou aos seus conterrâneos a última advinha de sua autoria: que nessa manhã, quando se levantou às oito horas soube e teve completa consciência de que ainda não eram nove horas. O que deixou os patrícios espantados com tal profecia, relatada com pormenores minuciosos pelos meios de comunicação  social.   
        O Antunes, laico, relatou a previsão magnífica de que toda a sombra desapareceria com o cair da noite, excepção que ocorreria se se acendesse algum foco potente incindindo no objecto possuidor de sombra invisivel.
        Mas a mais sensacional previsão de Antunes, que deixou toda a gente cheia de esperança, foi que no dia seguinte confirmaria a previsão anunciada no dia anterior de que todos os habitantes ficariam ricos e cheios de saude.     

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