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domingo, 2 de abril de 2017

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         Na escola sentia reverberar em si a independência, cada um na sua carteira, cada um porque não havia ali meninas, só mais vinte e nove meninos bem vestidos, recompostos e dispostos e, a maior surpresa, cada hora, de manhã ou de tarde, cada hora outro professor, áh, e também uma professora, a doutora Alda, professora de portugues, que escolhera o professor de frances,para casar mais um professor um homenzarrão alto que explicava as ciências e que namorava a dona Olga, professor de que eu gostava porque tinha uma apelido Rosa, o nome da minha mãe, o meu pai é que me explicou quando eu lhe disse que lá no liceu tinha um professor que se chamava Rosa Pinto, explicou-me que Rosa no nome dele era apelido e eu guardei de conserva aquela confusão de nomes e apelidos. E mais um outro professor, também grande, o doutor Prudencio, o das matemáticas que falava com muitos uns, começou por dizer << eu sou o doutor Prudencium  iuns meninuns nas auluns de matemáticuns  vãum estudarum a teoriaum dos numeruns>> .
      Uns ciinco dias antes do Natal começaram outras férias.

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