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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Outra noite de viagem até ao Lobito, outra cidade sem caracter, como Luanda que, apesar dos seus quatro séculos e meio de existência>: Uma cidade sem catedrais, sem grandes parques ou jardins, sem universidades, sem avenidas largas, sem muralhas arruinadas ou reconstruidas com maior ou menor autenticidade.
Fernando e Tari, não sairam do Uige e, na manhã seguinte, vinte e um dias depois de partirem de Lisboa, desembarcaram no porto final da viagem, Mossâmedes, uma pequena cidade de microclima raro, de vinhas generosas em duas produções por ano, primavera constante, chuva raríssima, as oliveiras nunca produzindo azeitona, o deserto começando ali com aquela única e bonita planta, a Welwitchia Mirabilis, só conhecida neste deserto, que se contenta por receber água da chuva de dez em dez anos e da humidade que alguma e rara brisa marít ima pode transportar. E com as duas malas de porão desembarcadas, uma boleia ocasional deixou-os no único e modesto hotel. Deveriam embarcar no comboio para o Lubango, de nome portugues Sá da Bandeira, um comboio que só partiria às "seis da manhã do dia seguinte.
Saíram do hotel, era ainda bem cedo, sentaram-se num banco,na rua larga que vinha do porto, sem trânsito, sem habitantes ali passando, parecia-lhes uma cidade deserta, espantados pela ausência de ruidos de fábricas, de buzinas ou motores carros, de ladrar de cães, de cantares de galos.
Mas apareceu um "jeep" sem capota, conduzido por um homem de camisa e calções, duns quarenta anos de idade, ar desenvolto, que parou junto ao casal, vestidos à moda europeia.
- Desembarcaram agora, de onde vêm? - perguntou sem mais aquelas.
- Chegámos no Uige, há poucas horaEs iremos amanhã para Sá da Bandeira e para a brigada do Cunene - respondeu Fernando, aproximando-se do "jeep".
- E donde são, em Portugal - Fernando e Tari começavam a habituar-se à explntâneidade dos que viviam em Engols

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